"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover

em direção ao seu desejo".

22 de jan de 2009

Bonten e Taishaku (1)

Bonten e Taishaku (1)
(Brasil Seikyo, edição nº 1930, 08/03/2008, página A8.)


Pergunta: O que representam Bonten e Taishaku para os praticantes do Budismo Nitiren?

Resposta: Bonten (Brahma) e Taishaku (Shakra ou Indra) são considerados deuses budistas que protegem os ensinos corretos do budismo e os seus praticantes.

Os “deuses budistas” indicam as forças protetoras inerentes ao ambiente, que são ativadas pela fé contida nas orações da pessoa ao Gohonzon.

O budismo originou-se na Índia, onde as pessoas acreditavam numa grande variedade de divindades celestiais que, dizia-se, habitavam as encostas do Monte Sumeru e os céus. Com a veracidade de seus ensinamentos, o budismo conseguiu manifestar facilmente essas divindades como “deuses protetores” cuja função era proteger a Lei budista e seus seguidores. Uma assimilação semelhante de divindades nativas ocorreu à medida que o budismo se propagou pela China e pelo Japão. Tais divindades passaram a fazer parte do pensamento budista à medida que o budismo se desenvolvia e florescia nessas regiões.

Nos ensinos de Nitiren Daishonin, no entanto, os “deuses budistas” não são entidades separadas a quem as pessoas rogam por auxílio, mas manifestações de uma Lei Universal inerente na vida de todas as pessoas. Daishonin deixa isso bastante claro no escrito “Tratamento da Doença”, no qual afirma: “A natureza fundamental da iluminação manifesta-se como Bonten e Taishaku, enquanto a escuridão fundamental manifesta-se como Demônio do Sexto Céu”. (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 227.)

No diagrama do Gohonzon, vários deuses budistas constam à direita e à esquerda da inscrição central, indicando que são funções da Lei Mística universal, ou a vida do Buda. Portanto, quanto mais uma pessoa se esforça para fortalecer a condição de Buda inerente dentro de si por meio da oração ao Gohonzon, maior é a proteção que poderá desfrutar.

No escrito “As Três Espécies de Tesouros”, Nitiren Daishonin afirma: “O budismo expõe o importante ensino de que, quando a natureza de Buda manifesta-se no interior, surge a proteção externa”. (Ibidem, pág. 290.) Isto está de acordo com o princípio da unicidade da vida e seu ambiente.

Quando ativamos nossa natureza de Buda recitando o Daimoku ao Gohonzon, ativamos também as funções iluminadas inerentes ao ambiente objetivo. Essas funções são personificadas como “deuses budistas”.

Os vários deuses budistas citados nos ensinos de Nitiren Daishonin, como Bonten, Taishaku, Nitten, Gatten e os Quatro Reis Celestes (Jikokuten, Zotyoten, Komokuten e Bishamonten), são considerados como funções da natureza e do Universo e, portanto, manifestações do Nam-myoho-rengue-kyo.

Em um discurso, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, comenta: “Nosso Daimoku tem a poderosa capacidade de ativar as funções protetoras do Universo, as quais são chamadas, na terminologia budista, de ‘divindades celestiais’ ou ‘deuses budistas’. Quando recitamos o Nam-myoho-rengue-kyo, essas forças benéficas concentram-se atrás de nós. (...) Mesmo que pareça estarmos realizando a prática sozinhos, não é bem assim. Enquanto fazemos a oração, uma quantidade incalculável de divindades celestiais estão diante do Gohonzon, sentados ao nosso lado.

“Dessa forma, as forças protetoras do Universo reúnem-se e trabalham para proteger cada um dos senhores, manifestando-se em seu meio ambiente por intermédio das ações dos seres que estão ao seu redor, seus amigos e companheiros da prática da fé”. (Brasil Seikyo, edição no 1.656, 15 de junho de 2002, pág. A3.

Um comentário:

Karla Neugebauer disse...

o que aconteceu comn o site do Sandro, nossa este era meu receio, perder as informações daquele site.