"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover

em direção ao seu desejo".

1 de dez de 2009

frase diaria, não esquecer

"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover em direção ao seu desejo. No momento em que você resolve ser vitorioso(a), cada nervo e cada fibra de seu corpo começam imediatamente a orientar-se, eles próprios, em direção ao seu sucesso. Por outro lado, se você pensa que " isto nunca vai acontecer," neste mesmo momento, cada célula de seu corpo será deflacionada e parará de lutar. Então, tudo se moverá em direção ao fracasso.”

21 de nov de 2009

7.5 Hz a frequência do Universo

O coração

1- Do ponto de vista da física.

O prêmio Nobel japonês, Prof. Tonegawa, falando do coração humano perguntou-se : “ Em qual parte do corpo trabalha o coração ?” Dito assim é quase espontâneo colocar a mão no peito. Mas deveríamos colocá-la no cérebro. Até agora o coração humano foi tratado no campo da filosofia. Bem, quanto mais a ciência progride, mas se descobre que nosso coração funciona no nosso cérebro. O professor explicou este conceito através de um exemplo do recém nascido. Supondo que a sua família seja composta de um japonês, um americano, um francês, um chinês, um alemão e um coreano. Todo o dia escuta seis línguas. Que língua vai falar quando crescer ? A resposta é : vai falar as seis línguas. Já foram feitas experiências deste gênero. Isto significa que um recém nascido humano possui um cérebro extraordinário. Como pode ser possível? O Sr. Tonegawa diz que depende do fato da atividade cerebral do recém nascido ser diferente da de um adulto. Qual é a diferença ? Parece que as ondas cerebrais são diferentes.

Como sabem, nosso corpo é composto de células , e mais precisamente por volta de 70 bilhões de células. Todas as partes do corpo são compostas por células – dos cabelos até as unhas dos pés. Estas , por sua vez, são compostas por átomos e os átomos são constituídos por partículas elementares, estas são compostas por quantum. A ciência moderna chegou até esse ponto. Como são esses quantum? Oscilam como ondas. OSCILAM. O nosso corpo é então composto por oscilações. Em teoria a tese das oscilações já havia sido demonstrada, mas não se sabia como medi-las. O cientista americano Wanestock criou um aparelho , que se usa agora no campo da medicina. Através desse instrumento podemos comprovar que somos constituídos de oscilações. Todas as coisas – sejam plantas ou animais, tudo, emitem ondas. Tudo emite a sua freqüência. De todas as freqüências emitidas pelos seres humanos, as do cérebro são as mais fortes, mais intensas. O Universo também oscila. As oscilações emitidas pelo Universo são as mais ordenadas, mais regulares. Parece que se encontram entre a onda Alfa e a Ômega. Para falar em termos de estado vital dos seres humanos, as ondas Ômega é um estado muito prazeroso, como um soninho. O estado das ondas Alfa é um estado maravilhoso, como se ganhássemos todas as loterias – um estado de perfeita forma. A freqüência do Universo se encontra exatamente no meio dessas duas freqüências, correspondem ao estado que se encontra entre o prazeroso soninho das ondas Ômega e o estado de êxtase das ondas Alfa. Medindo essa freqüência com o aparelho mencionado acima, se chega a freqüência de 7.5 Hz. Esta é a freqüência do Universo. Por esse motivo a freqüência 7.5 Hz é o melhor estado para os seres humanos. Mas, pode existir uma pessoa desse tipo? Sim, os recém nascidos , por exemplo, se encontram num estado de total correspondência com as oscilações do Universo. Este é o estado favorável, no qual o cérebro assimila tudo de maneira puríssima. Um recém nascido não é amargurado, chora quando tem fome, mas isso é uma outra coisa. As de 7.5 Hz. Tem lindos olhos, pele luminosa e cresce rapidamente. Sua existência se encontra no melhor estado possível, aquele das oscilações do Universo. Por isso um recém nascido assimila tudo num breve tempo, mesmo quando cresce com seis línguas diferentes. Podemos, nós adultos, que mantemos rancor por outras pessoas, que nos lamentamos de tantas coisas, que sofremos , que provamos sentimento de ira e podemos trair, atingir um estado assim sereno e ideal como o recém nascido? O estado do Universo com a freqüência de 7.5Hz? Parece ser muito difícil, mas o Prof. Tonegawa sustenta que até mesmo os adultos podem conseguir. Ele sustenta que é necessário usar dois métodos conscientemente.

1-Devemos nos esforçar para lembrar freqüentemente de eventos felizes e prazerosos do passado. Deste modo atrairemos outros eventos alegres e positivos. Observando o nosso passado, perceberemos que vivemos de todo modo coisas boas. Quem busca pensar nessas coisas boas se aproxima da freqüência de 7.5 Hz.

Vamos supor que temos um casal de velhos chatos como vizinhos, que odiamos. Talvez não seja o exemplo mais gentil, mas é somente um exemplo. Suponhamos que os dois nos critiquem e nos chateiem continuamente. Se pensarmos: “Quem sabe conseguirei me desenvolver humanamente através das criticas deles. Na verdade tive uma grande vantagem.” Estaremos assim nos movendo para a freqüência de 7.5HZ do universo. Se, ao contrário pensarmos:”Tomara que morram logo !” nos afastamos desse estado. Convém endereçar cada evento que nos acontece para uma direção melhor, mais alegre. Este comportamento é essencial.

2-O segundo método: Devemos ter as idéias claras a respeito do nosso futuro. Devemos imaginar o nosso futuro de maneira concreta. Damos a ordem ao nosso cérebro que será assim. Desta maneira as celebres gêmeas japonesas, Kin e Gin (prata e ouro) com a idade de trinta anos decidiram viver até cem anos. Mesmo quando ficavam doentes, não duvidavam que viveriam longe, e esse comportamento teve efeito no cérebro delas. De fato viveram mais de cem anos, felizmente.. Não faz bem pensar que mais cedo ou mais tarde todos vamos morrer. Assim morremos cedo. Se ficarem doentes e pensarem que mais cedo ou mais tarde ficarão bons, então ficarão doentes por menos tempo. Devem decidir concretamente entre quantos dias ficarão curados.

Até aquele dia devem imaginar estar sarado. Devem realizar que a cura ainda não se manifestou no seu cérebro. Por exemplo, comecem a pensar que recebem os parabéns dos outros pela cura ou as flores que receberão ao deixarem o hospital. Deste modo seu desejo se realiza muito mais facilmente. Muitas lojas que vendem bem seu produto usam este método, criam primeiras as imagens do sucesso. As empresas em que os responsáveis dão somente ordens e pronto são mais suscetíveis à falência. Nas grandes empresas os responsáveis de vários departamentos se encontram e discutem de modo vivo, descontraído e livre o futuro da empresa, desenvolvendo assim boas idéias em relação aos novos produtos. Entram todos juntos no mundo de 7.5 HZ. Alguém fará o resumo das novas idéias e criará uma imagem dos produtos do futuro, desenvolvendo assim um novo produto de maneira clara e concreta. O produto que nasce deste modo será um “trend” do momento. A imaginação do futuro é, portanto muito importante. Agora na seqüência vou contar alguns exemplos. (Os fundadores destas empresas são membros da Soka Gakkai). Um pintor da prefeitura de Kanagawa decidiu se tornar o melhor e maior pintor de parede do Japão em 20 anos. Desta decisão nasceu a famosa empresa Painthouse. Um outro homem vendia frango assado. Isto também aconteceu há vinte anos atrás. Decidiu que seu quiosque seria o maior ponto de vendas do mundo. Nasceu a rede “Yoro-No-Taki” . Agora existe dez mil espalhadas no mundo todo. Somente 20 anos. Nos anos 50 teve um homem que vendia sopa na sua banquinha em Kyoto. Estudou sem parar o melhor sabor para sua sopa. Todo dia experimentava novos sabores para a mistura da sopa. Pedia a opinião dos estudantes que comiam na sua barraquinha, observava a reação deles ao comerem. Inventou depois uma sopa que não era somente muito gostosa, mas também ótima para a saúde. Do dia em que abriu a primeira loja o numero de lojas aumentou rapidamente em Kansai (Zona de Osaka) e Kanto( Tókio). Fazia uma sopa inconfundivelmente única. Havia decidido cozinhar a melhor sopa do Japão colocando este objetivo para o século XXI. Em vinte anos sua sopa se transformou na sopa mais amada do Japão. Essas pessoas usaram 20anos. Tem uma grande diferença em viver com um objetivo e uma imaginação clara do futuro ou viver sem idéia alguma de nada. A entidade dessa diferença se manifesta claramente entre 20 anos. Tem uma diferença enorme entre aqueles que viveram com uma idéia clara do futuro, como por exemplo, o tanto que querem viver, e aqueles que não fizeram. Concluindo, o Prof.Tonegawa sustenta que para entrar no mundo dos 7.5HZ devem-se aplicar estes dois métodos. 1- Lembrar-se de eventos agradáveis e 2 – Imaginar o futuro desejado.. Este comportamento é como praticar uma fé, porque se trata de olhar o próprio coração para pintar o desenho do próprio futuro. Porem uma fé assim seria inútil se pedisse a um Deus que concedesse ajuda. Por que isso não tem nada a ver com a freqüência de 7.5Hz. O prof. Tonegawa disse que o melhor comportamento na fé é refletir para lembrar eventos felizes e alegres e imaginar um futuro desejável. Os membros da Gakkai praticam esta fé. Todos os dias praticam isto na frente do Gohonzon. O Gohonzon não é para eles um deus ou Buda para adorar. Trata-se deles mesmos. Neste ponto a Soka Gakkai se distingue muito de outras comunidades religiosas. Algumas dizem que se orar com toda concentração, os caracteres se moverão, ou poderá ouvir a voz do Buda. Essas afirmações vão contra o bom senso e a ciência. Não serão os caracteres que se movem, mas os olhos dos fieis. Nenhuma estátua do Buda de madeira ou metal começou a falar. Se alguém ouviu uma voz, deve ter imaginado. Enfim conta somente como você está trabalhando seu cérebro. Como sintonizá-lo com a freqüência do Universo. Não adianta praticar religiões ocultas , onde se movem caracteres ou estátuas falam. Também não adianta mudar o aspecto do próprio corpo através de métodos supersticiosos para superar o carma negativo e se transformar em pessoas felizes. O que serve para ser feliz é preocupar-se ativamente e concretamente em mover as ondas cerebrais para um estado ótimo. Os membros da Soka Gakkai fazem isso todos os dias. A prática da fé corresponde ao pensamento do Prof. Tonegawa. Os seus pensamentos baseiam-se sob o ponto de vista de um cientista, um físico.



Agora gostaria de colocar como o coração pode ser visto do ponto de vista da psicologia.



2 - Do ponto de vista da psicologia.



A psicologia é a ciência que estuda a profundidade do coração humano. Discerne o plano do consciente e inconsciente. A psicologia estuda o mundo inconsciente. Mesmo a religião estuda esse campo por se preocupar com a profundidade do coração. Sobre a psicologia existem vários discursos acadêmicos. As religiões não são muito bem vistas na sociedade porque existem muitas e, algumas delas são duvidosas e desonestas. Por isso convém abraçar religiões que sejam reconhecidas pela ciência, pela psicologia. No mundo todo uma religião que é reconhecida publicamente pela psicologia moderna é o budismo praticado pela Soka Gakkai. Vou explicar por quê: A sociedade de psicologia dos Estados Unidos é uma comunidade cientifica que goza de grande prestigio e autoridade no mundo todo. É composta por selecionados Premio Nobel, professores universitários e psicólogos. É a primeira associação cientifica do mundo, cujos membros são somente 300 selecionados entre os melhores cientistas e estudiosos. Por ocasião da assembléia geral de São Francisco (12 de agosto 1996) o presidente da comunidade o Professor Seligmann explicou: “O século 21 é a Era do coração. O coração é um objeto que vem sendo tratado pela religião e por nós, mas tem uma comunidade religiosa que é a única a tratá-lo como nós. E nós queremos colaborar com essa comunidade. A sua sede é no Japão e chama-se Soka Gakkai. Por isso queremos fazer do século 21 uma era em que a Soka Gakkai e nós, a sociedade de psicologia dos EUA, possam ser uma única coisa, Isto é o século da união destas duas realidades. “ Depois disso, no ano seguinte, ocorreu a assembléia geral de Chicago, na qual foram convidados alguns professores da Universidade Soka. Juntos começaram a estudar sobre o Gohonzon. Existem bons motivos pelos quais esta associação reconhece somente a Soka Gakkai. A psicologia e a religião estudam o coração, mas o pensamento de base não é o mesmo. A psicologia, que se ocupa da profundidade do coração humano, parte da convicção de que o homem é forte originalmente. O físico, Prof. Tonegawa, divide da mesma opinião, por que parte do pressuposto de que os seres humanos possuem a freqüência de 7.5Hz e podem então obter o estado vital mais alto. As pessoas têm força e capacidade extraordinária, mas por vários motivos estas dificilmente emergem. Quando se eliminam as causas destes impedimentos, se atinge o estado mais elevado, a vibração de 7.5Hz. O método é: lembrar de situações felizes e projetar o futuro com alegria. O ponto de vista da religião é diferente. Existem varias religiões como o cristianismo, islamismo, por exemplo, que tem uma idéia muito clara dos seres humanos. Ensinam que os homens são fracos, seres minúsculos e impotentes. Por esse motivo a sua fraqueza necessita de uma existência potente. O deus é considerado uma entidade grandiosa e absoluta. Assim o objeto de culto de quase todas as religiões é fora dos seres humanos. Deus é o objeto de culto e é perfeito. Os homens podem aproximar-se de Deus, mas não se transformar em Deus. Podem rezar pedindo a sua misericórdia e perdão, esperar a salvação e o conforto. Às vezes, no budismo se encontra este mesmo comportamento, O Buda Nara, no Japão, é a maior estátua do Buda do mundo, se trata de Sakyamuni. Quanto mais as pessoas se aproximam da estátua maior ela fica, mais colossal e menor fica o ser humano. Como se quisesse dizer : Os homens são pequenos e o Buda é grande. Parece tão grande e solene que poderíamos pedir ajuda. O objeto de culto das escolas Nembutsu, Jodo e verdadeira Jodo, é o Buda Amida. É um Buda estranho que não vive neste mundo, mas numa terra pura. Os padres da escola Nembutsu, Shinran e Honen, dizem que nós humanos podemos ser felizes somente quando renascermos na terra em que vive o Buda Amida. A terra que vivemos agora seria impura, por isso não serve de nada esforçar-se. Nos aconselham a recitar Nam-Amida-Butsu para renascer no paraíso da terra pura Jodo. O Buda Amida viaja sentado numa nuvem. Vamos raciocinar: As nuvens são compostas de vapores aquosos, então essa historia é obviamente inventada. Não existem provas que exista um paraíso numa terra pura. Ninguém nunca encontrou o Buda Amida. Mesmo a escola do budismo Shingon é uma religião estranha. O objeto de culto deles é o Buda Dainishi. Ele é forte por que é transparente. Se diz que ele protege as pessoas quando as pessoas se movem através do tempo e do espaço, dirigem carros , etc. O monte Narita na prefeitura de Chiba é a Meca da escola Shingon. Por esse motivo em muitos carros no Japão, o amuleto é o Monte Narita, para proteção contra acidentes de carros. A estatística mostra que a maior parte dos acidentes de carro acontece na prefeitura de Chiba. Esta é mesmo uma historia estranha. A segunda cidade que mais possui acidentes rodoviários é Kawasaki, prefeitura de Kanagawa . Ali se encontra o templo da escola Shingon.



A fé da comunidade religiosa Soka Gakkai é muito diferente. Não se busca objeto oculto fora de si mesmo. O objetivo da prática está na observação e na fortificação de si mesmo. Esforçam para abrir o próprio potencial. Procuram extrair a força do Buda (energia vital) e das funções protetoras de dentro de nós mesmos.

Sob este ponto a Soka Gakkai concorda totalmente com a Sociedade de psicologia dos Estados Unidos. O ensinamento da psicologia é claro e facilmente compreensível.



Segundo a psicologia podemos comparar o coração com uma casa que tem seis andares acima da terra e três subterrâneos . Nove andares no total. Os seis andares acima da terra fazem parte dos extratos conscientes e os três subterrâneos do inconsciente. O mundo invisível do inconsciente tem um papel determinante na nossa vida. Visto que a nossa sorte ou azar vêm determinados pelo modo como construímos estes extratos na profundidade de nossa vida, a psicologia já explicou precisamente esta parte do nosso coração. Mesmo que a gente fale sempre de coração, na realidade trata-se do funcionamento do nosso cérebro, como explica o Prof. Tonegawa. Os estados do coração sobre os quais a psicologia focou são os seguintes:

O primeiro andar subterrâneo é o lugar mais próximo aos extratos da consciência. Na psicologia essa parte é chamada inconsciente individual. O segundo andar tem um espaço maior é chamado de inconsciente coletivo. O terceiro andar é o mais longe da consciência, isto é no fundo dos extratos do inconsciente. Na psicologia usa-se “EU”.

O inconsciente individual delineia as características particulares de uma pessoa, ele é sustentado pelo extrato do inconsciente coletivo. Este segundo extrato é muito importante. Nele se encontra o depósito de todos nossos pensamentos e convicções.. Nesta grande sala, que está no nosso cérebro, estão memorizados todos os acontecimentos passados da nossa vida. Tudo o que nós vimos, ouvimos é esquecido sem nenhuma exceção. Por exemplo: Ninguém, se lembra hoje o que fez há quinze anos, a menos que este dia não fosse o aniversario ou dia do casamento. A nossa memória perde em evento atrás do outro, mas o inconsciente coletivo, no segundo andar subterrâneo, memoriza tudo, mesmo os eventos esquecidos por nós. E não só as nossas memórias, mas as idéias e convicções dos nossos pais, avos, antepassados, até mesmo os que viveram milhares de anos, atrás. A palavra moderna para este fenômeno é fator genético. São heranças dos nossos descendentes. Então a psicologia sustenta que a vida de uma pessoa depende do estado do segundo extrato do subterrâneo – o inconsciente coletivo - Com este extrato, Deus ou Buda não tem nada a haver. Este extrato decide a vida de uma pessoa. O psiquiatra suíço Jung explorou o inconsciente coletivo e graças a essa descoberta ela faz parte dos 3 maiores descobridores do mundo. Os outros dois são Newton, que descobriu a lei da gravidade universal e Galileu que descobriu os movimentos da terra através da sua teoria heliocêntrica. O Prof. Jung por sua vez, descobriu que as mudanças na vida de uma pessoa são influenciadas fortemente pelo inconsciente coletivo. Dividiu as mudanças da vida nas seguintes categorias :

1- Simpatia e antipatia em relação as pessoas que se encontra;

2- Que tipos de acidentes, doenças se passará, e quando se morre;

3- Valor e sentido para a própria vida;

Existem pessoas que nos são simpáticas desde o primeiro momento que encontramos, e algumas nutrimos antipatia mesmo sem motivo. Isso acontece porque adotamos o modelo 1, imagem de nosso antepassado, que quem sabe morreu com o pensamento de não perdoar nunca essa pessoa. Por outro lado adotamos também, imagem nas quais nossos antepassados foram tratados com amor e doçura, assim o encontro com outros resulta mais agradável antes mesmo de falar. Este encontro pode se tornar uma amizade. No encontro homem mulher pode acontecer o fenômeno da paixão fulminante. Havia um deputado na prefeitura de Tochigi chamado Funada, era uma pessoa muito capaz, estava cotado para ser o próximo candidato a ministro. Tinha uma esplendida família e uma mulher maravilhosa. Seus ajudantes para a eleição estavam contentíssimos com ele e não tinham nada para criticar. Encontrou uma delegada no parlamento, senhora Hata, jogou tudo fora por ela, deixou sua família para poder viver com ela, este caso entrou para a historia política como “paraíso perdido”. Ambos perderam as eleições e foram viver em um apartamento de aluguel. O encontro entre eles foi tão forte que sacrificaram tudo. Este é o poder do inconsciente coletivo. Assim aconteceu também com um homem que desapareceu depois de ter encontrado uma garçonete que tocou seu inconsciente. Isso não vale somente para os homens, mas também para as mulheres. Elas também são capazes de deixar tudo por uma escapadinha. O inconsciente coletivo influencia também o modo de viver acidentes. Algumas pessoas vivem muitos, outros quase nada. Isso também é um tema discutido pela psicologia. Um cientista estudou o passado da família de um homem que viveu muitos acidentes, e descobriu que também seus antepassados sofreram freqüentes acidentes. O psiquiatra estudou os antepassados daquele homem ate chegar a era EDO. Os seus antepassados freqüentemente morriam de acidentes, caindo do cavalo, etc.. Na era seguinte, MEJI, alguns antepassados morreram caindo do Jinrikisha (um meio de transporte) ou atropelados por um veiculo a vapor. Assim o psiquiatra descobriu que muitos dos antepassados foram mortos por veículos e nosso homem havia adotado o inconsciente coletivo da família. A mesma coisa vale para as doenças. Acontece freqüentemente que os membros de uma família e seus antepassados morrem pela mesma doença. Segundo as estatísticas baseadas num estudo de ao menos dez gerações, os antepassados das pessoas em questão morreram mais ou menos com a mesma idade. Mesmo em caso de divórcios observou-se que alguns antepassados da mesma família haviam divorciado o mesmo período após o casamento. A psicologia demonstrou que as pessoas agem segundo o mundo do inconsciente coletivo. Logo não se pode contar com as palavras ou ameaças de algumas religiões. Nem talismãs ou amuletos podem nos proteger. Neste caso nosso inconsciente coletivo se programou de modo a nos enganar facilmente. A psicologia descobriu tudo isso que está na esfera coletiva, no segundo andar do subterrâneo. Que doenças podem chegar quem se encontra, quando se morre. Nada acontece por acaso. Isso vale também para o resto da nossa vida. Suponhamos que uma pessoa diga que fez um grande esforço para entrar na melhor universidade de medicina de Tókio. Olhamos a vida de seus antepassados, descobrimos que muitos deles foram médicos. Quando tentamos viver contra o inconsciente coletivo adotado pelos nossos antepassados as coisas não funcionam muito bem. Por exemplo, um estudante que nas provas preliminares de vestibular obteve resultados tão bons que estava seguro quase 100% que havia passado. No dia da prova final teve um acidente ou ficou doente e então não conseguiu. Como se seu inconsciente coletivo tivesse sugerido que ele não podia, que não era a sua estrada. Seu inconsciente estava numa outra direção. Este é o resultado dos estudos da psicologia. O Prof. Jung que descobriu esta parte coletiva do inconsciente, mais tarde adoeceu de esquizofrenia. Foi tratado pelos próprios alunos no hospital, mas os esforços foram em vão. Muitos antepassados do professor morreram de doenças assim. O inconsciente coletivo de Jung havia desempenhado um papel fundamental. Ele refletiu longamente e constatou: O coletivo é terrível. Para uma pessoa normal a historia acaba aqui, mas a sua não; ele buscou uma maneira de modificar seu inconsciente e chegou ao terceiro andar do subterrâneo, fora do inconsciente coletivo. O EU. É a terceira parte do inconsciente. O mundo não é influenciado pelas tendências acumuladas no passado. Os pássaros migratórios, por exemplo, voam da Sibéria para Hokaido, evitando todos os obstáculos e riscos e não sabem nada de geografia e meteorologia. Eles possuem essa capacidade atingindo o Eu. Os salmões voltam ao lugar onde nasceram, sobem as correntes quentes e voltam sempre um pouco antes de encontrar aquelas frias. Mas enfim, como é o EU dos seres humanos? Os homens nascem originalmente dotados da melhor freqüência – 7.5Hz, o estado vital mais elevado. Estávamos num estado feliz e em total harmonia com o universo. Por que não se sabe, mas um dia mergulhamos no coletivo oprimente e triste, assim agora, a freqüência de 7.5 Hz parece inatingível. E crescendo fica cada vez mais difícil. O que impressiona é que a oscilação desta freqüência se manifesta no hemisfério direito do nosso cérebro . O hemisferio direito gere o mundo da gratidão e alegria. O EU funciona no hemisfério direito do cérebro. Ao esquerdo, pertencem a lamentação e o sofrimento. Quanto mais trabalhão hemisfério esquerdo, mais difícil encontrar o EU. O Prof Jung, que sofria da sua doença, concentrou-se sobre esse EU e desenvolveu seu método, exatamente como o Prof. Tonegawa. O prof. Jung desenvolveu o seguinte método: A capacidade humana funciona exclusivamente nos seis sentidos, ou seja, visão, audição, olfato, tato, paladar e... mente. Ele desenvolveu seu método através destes seis sentidos para encontrar o melhor lugar do Eu. O método consistia em usar os sentidos da visão, audição, e o hemisfério direito do cérebro. Pode-se acessar diretamente o terceiro nível com estas três ferramentas. Como? Inicialmente com os olhos. Observando alguma coisa, estimulando o nosso inconsciente. Os olhos têm um poder enorme para influenciar nosso inconsciente. Dependendo daquilo que vemos, muda o que emerge do nosso inconsciente. As crianças se alegram vendo brinquedos, nós adultos quando vemos dinheiro. A televisão tem uma enorme influência, nós sabemos. Dependendo do que vemos estimulamos o EU ou o coletivo. Se por algum motivo vemos só coisas desagradáveis, a expressão do nosso rosto fica do mesmo modo desagradável. Quando vemos continuamente coisas ruins, até nosso modo de caminhar muda, se influencia e a postura fica de alguém triste. (final P.V)



O que devemos olhar então ? Devemos olhar para o nosso EU. O melhor modo para se olhar o nosso Eu é através de escrituras. As coisas concretas não são boas porque emanam imagens claras e concretas de nós mesmos. Uma época se usava o espelho para observar o Eu. Isso não ajuda na psicologia, pois começaram os truques, as máscaras, e só se observava os defeitos. Para analisar o EU profundo é melhor olhar para escrituras. O objeto de culto da Soka Gakkai – Gohonzon – que está sendo estudado pela sociedade de psicologia dos Estados Unidos, é composto de caracteres. (1)

O Gohonzon também é composto de três níveis. Os caracteres Nam-Myoho-Rengue- Kyo no centro, representam o terceiro nível subterrâneo, ou seja, o EU. Ao redor estão os caracteres que simbolizam algumas personalidades, de Budas e Bodhsattvas até o Rei demônio e personalidades maldosas. Estes representam o segundo plano subterrâneo, o mundo do inconsciente coletivo. Nos quatro cantos do Gohonzon estão inscritos os quatro reis celestes. Estes representam o inconsciente individual do primeiro nível do subterrâneo, ou seja, as características do individuo. Os quatro reis celestes – Koumoku, Tamon, Zochou, Jikoku, significam ver, ouvir, não errar e proteger. O que a gente vê? Escuta? Não erra? Protege? As características pessoais de cada individuo. Por este motivo se deveria olhar o Gohonzon tridimensionalmente .. De frente na direção da profundidade de uma caverna, ou do alto de um imenso vale. Então deveríamos olhar o Gohonzon como se o Nam-Myoho-Rengue- Kyo no centro fosse perspectivamente mais em profundidade. Contemporaneamente recitar de modo melhor e mais profundo o estado do EU. Desta maneira a prática atinge outra força. Passamos agora ao ouvido: Os ouvidos também têm o poder maravilhoso de despertar nosso inconsciente. Experimentem sussurrar nos ouvidos de seu vizinho, “você tem uma cara estranha”. Com certeza o humor dele vai piorar mesmo sendo somente uma experiência. Quando escutamos alguma coisa no rádio, mesmo sabendo que é uma leitura de algum texto, podemos chorar ou rir, e isso acontece por que a voz no rádio estimulou nosso inconsciente. Cada um forma a imagem que quiser com essa voz.. É muito importante o que se ouve. As melhores coisas para o hemisfério direito do nosso cérebro são as coisas alegres e estimulantes. Esse hemisfério prefere ouvir palavras de gratidão. Quando uma pessoa escuta palavras de gratidão, seu hemisfério direito fica altamente ativo. O esquerdo nem reage, porque é o lugar das lamentações e dores. As pessoas ficam muito felizes com agradecimentos, porque ativam o hemisfério direito e se aproximam da freqüência de 7.5Hz. Neste modo as pessoas são mais alegres e leves. Nam-Myoho-Rengue- Kyo, inscrito no centro do Gohonzon, é uma frase indiana escrita em Kanji, (caracteres chineses). Na língua indiana, se diz: Nam-Sad-dharma- pundarika- sutram, que de forma abreviada quer dizer obrigado. Logo uma palavra de gratidão. Obviamente cada simples caractere tem um significado profundo, mas resumindo é obrigado. Porém, um obrigado milhões de vezes mais forte que um normal. Anos atrás um japonês de nome NITIREN definiu Nam Myo Ho Rengue Kyo como expressão da melhor vibração. Significa: “ Obrigado do fundo do meu coração” .



A FÉ COMO PRÁTICA



Com base em duas explicações, seja do ponto de vista da física, como da psicologia do Prof. Jung, podemos refletir sobre como deveria ser uma fé correta. Com esta base tem-se a conclusão que seria melhor, ou melhor, não há outro modo, que a fé praticada com o comportamento que vemos na Soka Gakkai. Porque o comportamento de lamento, que pede ajuda, tem só efeito negativo e se afasta cada vez mais das melhores vibrações da vida que temos à nossa disposição, por que ativa somente o hemisfério esquerdo. Precisamos ativar o hemisfério direito. E para tanto precisamos do comportamento da fé da gratidão que estimula o hemisfério direito. Aqueles que recitam o Nam-Myoho-Rengue- Kyo cotidianamente, como os membros da SGI, repetem continuamente a expressão da gratidão e estimulam o terceiro nível subterrâneo, o EU, um lugar cheio de felicidade.

Um recém nascido vive, sobretudo no mundo da gratidão e da alegria, isto é, no mundo da felicidade.

Este estado é a base dos sentimentos humanos. A freqüência de 7.5Hz é a vibração de base dos seres humanos. Repito o melhor modo pra fazer emergir esse estado é exprimir muitas vezes palavras de gratidão. Como e a quais coisas podemos agradecer para ativar a gratidão no melhor modo possível?

Existem três modos :

1- Precisamos agradecer as coisas pelas quais devemos gratidão;

2- Agradecer por aquilo que não nos evoca gratidão de forma nenhuma;

3- Agradecer o futuro..

Orando deste modo nos sentiremos absolutamente fortes. De outro modo, pode acontecer que mesmo recitando uma hora de daimoku (NAM-MYOHO-RENGUE- KYO), com força, nos sentiremos cansados e acabados no final. (2)

Existem pessoas que de repente, no meio da recitação, sentem vontade de limpar o oratório, ou pior, que se levantam rápido como se tivessem lembrado de alguma coisa importante – começando a arrumar certas coisas, enquanto a boca recita daimoku, e depois voltam a sentar na frente do oratório, como se nada tivesse acontecido. Isso ocorre por que usam o hemisfério esquerdo para recitar. É indispensável usar o hemisfério direito para recitar. Já mencionei também que para se conseguir isso, precisa usar os olhos e os ouvidos para recitar. Usando o hemisfério direito será fácil recitar muito daimoku.

Vejamos como usar o hemisfério direito durante a recitação:

O primeiro grau da gratidão inclui a oração, por isso que temos que agradecer.

Não é bom orar deste jeito: “Por favor gohonzon, me ajude”. Isso é lamentação do hemisfério esquerdo do cérebro e faz parte do inconsciente coletivo. Em quase todas as religiões se ora assim. Temos que parar de fazer assim, ao contrario, lembrar tudo o que temos a agradecer, tipo esta coisa linda que me aconteceu, essa pessoa me apoiou, coisa, por coisa uma depois da outra, não importa quanto pequenas possam parecer, tornarão todas as lembranças positivas e agradeceremos por isso.

Podemos repetir várias vezes o mesmo tipo de agradecimento, nos sentiremos imediatamente melhores, por que estimulamos o hemisfério direito.

O segundo grau da oração da gratidão é aquilo que não nos causa gratidão. Por exemplo, se tiverem alguma doença, orem com profunda gratidão por essa doença: “Sou profundamente agradecido, pois dessa maneira poderei mudar meu carma definitivamente” . Recitar com esta compreensão até para os problemas do casamento, relacionamento com os filhos, problemas de relacionamento ou desemprego. Por todas as dores e sofrimentos agradecer deste modo.

Não devemos orar “Por favor Gohonzon, que eu possa curar minha doença, me ajude a ver isso ou aquilo.” Este tipo de oração que suplicamos a graça não ajuda, pois nasce da lamentação . A oração durante a recitação do Daimoku deve nascer da gratidão. Assim se obterá resposta. Se tiverem uma vizinha antipática, recitem: “Obrigada, vizinha, de coração.”, esse comportamento faz ultrapassar os limites do inconsciente coletivo que vem sendo passado de geração a geração, dizendo budísticamente, o seu próprio carma da suas gerações. Jung também confirmou que este comportamento é determinante.

Na terceira fase devemos agradecer nosso futuro. Precisamos imaginar o próprio futuro como desejamos. Formar essa imagem, até superar o problema atual que enfrentam que parece impossível de superar e duro de ultrapassar. Decidam dia, mês e ano que vão superar. Não importa se o seu médico disse que a sua doença não tem cura. Você vai decidir o dia, o mês e o ano que vai curar. Faça um passo à frente e recitem “a minha doença já foi curada”. Jung disse que ter um fato como já ocorrido é o mais eficaz. Diz-se que o presidente Ikeda já tem desenhado e pintado a Soka Gakkai daqui a 500 anos de maneira completa. E no seu coração já começou imaginar a Gakkai depois de 500 anos. Para concluir, vocês decidem quando querem encerrar o problema do sofrimento que passam com sua doença, ou casamento, ou filho. Enfim tudo. Escolham o dia exato, criem a imagem, formulem a oração já no passado, já aconteceu, e agradeçam por isso. Com este modo Jung curou sua esquizofrenia, agradecia a tudo, até aquilo que ainda não havia superado. Deste modo se pode realizar tudo sem dúvida, por que o lugar do Eu que se encontra no terceiro nível do inconsciente tem uma força imensa.. Esta força se encontra na freqüência 7.5Hz. Quando se acrescentam poucas gotas de tinta vermelha num copo, a água interna fica toda vermelha. Mesmo trocando de copo a cor da água não muda. Fica vermelha mesmo trocando de copo muitas vezes. O mesmo vale para nosso inconsciente coletivo. Continuamos influenciados pelo segundo plano do subterrâneo da mente. Mas quando colocamos a água num copo maior cheio de água, tipo um balde, a cor vermelha será visível só por um momento, depois desaparecerá completamente por que se misturou com muita água limpa. O espaço do terceiro nível inconsciente, o EU, é como o balde grande. Imaginem uma piscina cheia de água. Nosso inconsciente coletivo pode ser o exemplo do copo de água com tinta vermelha. A cor não importa, o carma de cada um tem uma cor diferente. Bem, a cor desaparece quando se joga a água do copo na piscina. A cor existe ainda, mas não se vê, é insignificante, quase inexistente. O inconsciente coletivo que faz sofrer tanto uma pessoa foi destruído.

Por que as coisas acontecem quando se ora dessa maneira? O motivo é o EU que faz parte da vibração de 7.5Hz que pode influenciar com suas ondas até o EU de outra pessoa. A onda e a vibração da nossa vida são transmitidas aos outros. Isso vale para tudo, para os animais, para todas as relações humanas, sua vibração atinge a vibração do outro. Se orarem para o outro, a vida dele vai vibrar com a sua, todos os problemas de relação que fazem sofrer podem ser superados por este principio. Não tenham duvida. As pessoas mencionadas no começo deste estudo oraram desta maneira, são membros da Soka Gakkai. É suficiente que um membro da família comece a praticar. Suas vibrações chegarão aos outros membros da família e tudo começa a mudar cada vez mais, podemos ver e sentir. O sucesso destas pessoas é que não oravam pedindo a um Deus ou ao Buda. A fé destas pessoas nada tinha a ver com súplicas, pedindo ajuda ou lamentação. Isso faz parte do hemisfério esquerdo. Quando recitamos temos que usar o hemisfério direito do cérebro, para aproximar-nos da vibração de 7.5Hz que é nossa vibração inicial. Vamos fazer emergir simplesmente a vibração da nossa vida na origem. O Gohonzon existe com este objetivo e nós usamos nossos olhos e ouvidos para observar a nós mesmos. Deste modo não haverá oração sem resposta.



POSSO DIZER QUE AUMENTEI MINHA VASTA CULTURA INUTIL.
ACHEI INTERESSANTE.

29 de jul de 2009

Matérias para a reunião de palestra - mensal

JULHO 2009

Resumo e cenário histórico


Este tratado é um dos cinco mais importantes de Nitiren Daishonin, no qual ele revela sua verdadeira identidade como Buda dos Últimos Dias da Lei possuidor das três virtudes de soberano, mestre e pais. Em fevereiro de 1272, logo no início do seu exílio na Ilha de Sado, vivendo sob severas circunstâncias, Daishonin concluiu este tratado em dois volumes e endereçou-o a Shijo Kingo, um dos seus principais discípulos em Kamakura.

Nitiren Daishonin experimentou uma série de adversidades na inóspita Ilha de Sado; a condição precária de sua cabana não o protegia do vento nem da neve; faltava-lhe alimentos, roupas e materiais para escrita. Além de seu sofrimento físico, ele ficou profundamente abalado ao saber que vários de seus seguidores de Kamakura haviam abandonado a fé. Sentindo que a morte constantemente o ameaçava, Daishonin redigiu este tratado com o propósito de encorajar seus discípulos como se fosse seu último desejo e testamento.

O título “Abertura dos olhos” significa capacitar as pessoas a enxergar a verdade; em outras palavras, libertá-las das ilusões e das visões distorcidas e despertá-las para que compreendam o correto ensino e seu correto mestre.




Explanação


A benevolência é a essência do budismo; ela expressa a condição iluminada do buda e é a base da ação do bodhisattva. Em outras palavras, a benevolência consiste em plantar a “semente do estado de Buda” na vida das pessoas, ou seja, vai além da atitude de preocupar-se simplesmente com o bem-estar delas. Um outro aspecto dessa benevolência é o de refutar rigorosamente as calúnias à Lei, pois não se consegue compreender o princípio de “atingir o estado de Buda nesta existência” enquanto o seu coração estiver encoberto pela escuridão da ilusão e descrença que as levam a denegrir o ensino correto.

No Sutra de Lótus, a benevolência abarca “o amor e a rigorosidade”, ou seja, ele revela de maneira clara e precisa o verdadeiro meio para que todos atinjam o estado de Buda, mostrando também a rigorosidade com relação à Lei..

A presente frase de “Abertura dos olhos” denota o espírito primordial da prática do Chakubuku que é a máxima benevolência. O ideal de ensinar o budismo a outra pessoa é despertá-la da escuridão da ignorância ou ilusão que destrói seu próprio interior, libertando-a de seu sofrimento fundamental e conduzindo-a para o caminho da felicidade absoluta.

De acordo com os ensinos budistas, quando se comete um mal e não se faz nada para corrigir isso, deixando prevalecer a mentira e a presunção como algo normal, sem que ninguém proclame a verdade, no final, tal atitude conduzirá à decadência moral e espiritual. Em outras palavras, sem uma base espiritual sólida, como a que oferece os ensinos de Nitiren Daishonin, uma religião verdadeiramente humanística, a estrutura da sociedade irá desintegrar-se cada vez mais. (Terceira Civilização, edição no 456, agosto de 2006, pág.. 51.)

Na Nova Revolução Humana, consta: “O que eu quero solicitar ao senhor é o seguinte: enquanto estiver residindo na Itália, procure criar mesmo que seja um único companheiro e plante as sementes para o bem do futuro do Kossen-rufu. Eu digo isso porque deste ato inicia-se todo o nosso movimento. O maior feito de um homem é criar e deixar um outro que dá seguimento ao seu empreendimento. Quando uma semente germina, ela poderá produzir outras sementes e isto ocorrerá sucessivamente. Tudo se inicia por uma única pessoa. Esta é a importância de prezar as pessoas, um fator essencial para o desenvolvimento do Kossen-rufu”. (Vol. 5, pág. 79.)

Em outro trecho dessa obra, consta: “De qualquer modo, a propagação religiosa inicia-se pela amizade. É respeitando as pessoas que se pode desenvolver o verdadeiro diálogo”. (Ibidem, pág. 84.)

De toda a forma, ensinar o budismo a outra pessoa nos possibilita forjar um estado de vida tão indestrutível como um diamante. Em outro trecho desse mesmo escrito, Daishonin cita uma passagem do Sutra do Nirvana para esclarecer que o benefício da prática do Chakubuku é a conquista de um “corpo de diamante”. (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 4, pág. 215.)

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10 de mai de 2009

A RAZÃO DESTE BLOG EXISTIR : GRATIDÃO

a razão deste blog existir : fato do site do SANDRO, ter saído do ar.
Felizmente, todas as informações do site, agora estão em outro endereço, COMO ERA ANTES.O SITE DO SANDRO VOLTOU!!!!!

http://historiasbudistas.orgfree.com/


todos adoramos a noticia, estamos divulgando para todos, e vou colocar esta postagem como ultima, e aproveito para agradecEr a todos que me incentivaram, a manter meus principios, minha etica, intactos.

AS MAIS BELAS PAGINAS ORIGINAL, O FAMOSO E QUERIDO SITE DO SANDRO, COMO SEMPRE O CHAMAMOS, COMO SE SANDRO FOSSE AQUELE AMIGO DE TODOS OS DIAS, SEM AO MENOS CONHECE-LO..........
OBRIGADA SANDRO,MAIS UMA VEZ , FIZ MUITOS CHAKUBUKOS ATRAVÉS DESTE SITE, E GOSTARIA DE DEIXAR REGISTRADO AQUI, QUE MINHA SOBRINHA, QUE CONHECE O BUDISMO, A 20 ANOS, COMEÇOU REALMENTE A SE INTERESSAR, ANO PASSADO.
COMO ELA MORA EM DUBLIN - IRLANDA, FOI ATRAVES DO QUERIDO ""AMIGO"" SANDRO, QUE CONSEGUIMOS LOCALIZAR ALGUNS PRATICANTES.
NÃO EXISTE NENHUMA COMUNIDADE NA IRLANDA, SÃO ALGUNS POUCOS JOVENS, COM POUQUISSIMA INFORMAÇÃO, COMO NADA É POR ACASO..........
MINHA SOBRINHA PEDIU UMA PASTA COM PRINCÍPIOS BÁSICOS, POIS APESAR DELA SABER MUITO A RESPEITO DO BUDISMO ,ELA AINDA NÃO TEM CONSCIÊNCIA DISSO.
MINHA IRMA, MARIZA, DA COMUNIDADE BOA VIAGEM - RECIFE, MAE DE CAMILA, É MUITO GRATA AO SANDRO, POR TER NOS AJUDADO A LOCALIZAR MEMBROS DA BSGI, NA IRLANDA.
CAMILA ESTA FREQUENTANDO AS REUNIÕES,RECITANDO DAIMOKO E SABEMOS QUE ELA SERÁ MUITO MAIS FELIZ.

http://historiasbudistas.orgfree.com/
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29 de mar de 2009

Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo

04 DE JULHO DE 2009 — EDIÇÃO Nº 1994


Esse capítulo conta a história do Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo. No início, o Bodhisattva Mente Inexaurível pede a Sakyamuni que explane por que o Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo tem esse nome. Sakyamuni responde que é porque ele percebe e salva todos aqueles que estão aflitos, não importando onde estejam, e que sinceramente invocam seu nome. O Buda ainda menciona sete desastres dos quais a pessoa pode ser salva por meio do poder do Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo, como incêndios, inundações, espadas e bastões, prisão e ataque de bandidos. Esse bodhisattva também livra as pessoas dos três venenos da avareza, ira e estupidez e concede orações às crianças. Ele pode assumir qualquer forma para pregar o ensino do Buda.

Em seguida, Sakyamuni enumera trinta e três formas que o Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo assume para salvar as pessoas e afirma que esse bodhisattva confere o benefício da coragem nos momentos de dificuldades e de perigo. O Bodhisattva Mente Inexaurível, então, oferece um colar precioso ao Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo que divide-o ao meio e oferece uma metade ao Buda Sakyamuni e a outra à Torre de Tesouro.

Sobre o significado de seu nome, Nitiren Daishonin diz que “Percebedor” significa percepção perfeita, “mundo”, refere-se a maravilhoso, e “sons” à capacidade de atingir o estado de Buda. “Mundo” diz respeito aos seres dos dez mundos. Numa passagem desse capítulo, consta: “Ele olha para os seres vivos com benevolência”. Olhar as pessoas com benevolência não significa olhá-las com pena, mas com a consciência de que “esta pessoa é realmente um buda, mas está sofrendo porque não percebe isso”.

Do ponto de vista do Budismo Nitiren, a figura do Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo representa um aspecto da própria vida de Daishonin e está contida no Gohonzon. É um símbolo da ilimitada benevolência dele. Entretanto, apesar de toda a sua popularidade, ainda hoje muitas pessoas não compreendem que a fonte de seu poder vem da Lei Mística ou da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo para obter sua proteção.

Elas tendem a achar erroneamente que serão protegidas apenas por serem budistas, tornando-se acomodadas e negligentes. Mas as funções protetoras do Universo apenas são evidenciadas por uma corajosa e inabalável fé. É a fé, a recitação de Daimoku e a ação pelo Kossen-rufu que ativam essa poderosa força.

O segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, dizia que é uma falta de responsabilidade simplesmente desejar o benefício sem se devotar ao Gohonzon. Aqueles que oram com toda sinceridade e se empenham em prol do Kossen-rufu constroem em sua vida uma fortaleza de segurança e tranquilidade.

Jossei Toda também observava que é indispensável possuir percepção e capacidade aguçadas para distinguir corretamente e compreender profundamente as tendências na sociedade e a época, e até mesmo antecipá-las antes que aconteçam.

Por meio da corajosa e sincera fé podemos evidenciar este poder em nossa vida e reconhecer os “sons” do sofrimento de uma pessoa, não importando quem seja e agir de forma a extrair os seus sofrimentos e substituí-los por felicidade.

E como podemos fazer isso? Pela benevolência e amabilidade. É na atitude de compartilhar sinceramente nossas preocupações com os outros, de orar para a superação de seus problemas como se fossem nossos, na sincera consideração pelos demais e no incentivo rigoroso repleto desses sentimentos que espontaneamente sensibilizamos as pessoas. Todas essas virtudes são características do Percebedor dos Sons do Mundo.

De fato, a seriedade com que oramos e a nossa incansável e sincera dedicação pela felicidade das pessoas ultrapassando nossas próprias limitações é o que nos faz tocá-las profundamente. É a própria virtude do Percebedor dos Sons do Mundo.


04 DE JULHO DE 2009 — EDIÇÃO Nº 1994

22 de mar de 2009

परी न पग 4444

Rei Adorno Maravilhoso (1)
Edição: 1806 • 06/08/2005
Pico da Águia (2)
Edição: 1805 • 30/07/2005
Pico da Águia (1)
Edição: 1804 • 23/07/2005
Nanjo Tokimitsu (2)
Edição: 1803 • 16/07/2005
Nanjo Tokimitsu (1)
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Os Cinco Critérios de Propagação (2)
Edição: 1801 • 25/06/2005
Os Cinco Critérios de Propagação (1)
Edição: 1800 • 18/06/2005
Transformando a fé em sabedoria (2)
Edição: 1799 • 11/06/2005
A sabedoria dos Budas é infinitamente profunda e imensurável (1)
Edição: 1798 • 04/06/2005
Vencer o estado de Ira determina a felicidade na vida (2)
Edição: 1797 • 28/05/2005
Vencer o estado de Ira determina a felicidade na vida (1)
Edição: 1796 • 21/05/2005
Os benefícios da alegre aceitação (2)
Edição: 1795 • 14/05/2005
Os Cinco Tipos de Visão
Edição: 1792 • 23/04/2005
Bodhisattva Som Maravilhoso
Edição: 1791 • 16/04/2005
Os Quatro Reis Celestiais
Edição: 1790 • 09/04/2005
Os benefícios da alegre aceitação (1)
Edição: 1794 • 07/04/2005
Os Quatro Sofrimentos (2)
Edição: 1789 • 26/03/2005
Os Quatro Sofrimentos (1)
Edição: 1788 • 19/03/2005
Comparação Quíntupla (2)
Edição: 1787 • 12/03/2005
Comparação Quíntupla (1)
Edição: 1786 • 05/03/2005
Os Quatro Poderes (2)
Edição: 1785 • 26/02/2005
Os Quatro Poderes (1)
Edição: 1784 • 19/02/2005
Niji — “Nesse momento” (2)
Edição: 1783 • 12/02/2005
Niji — “Nesse momento” (1)
Edição: 1782 • 05/02/2005
Sessen Doji — O Menino das Montanhas Nevadas
Edição: 1781 • 29/01/2005
Quatorze calúnias (2)
Edição: 1780 • 22/01/2005
Quatorze calúnias (1)
Edição: 1779 • 15/01/2005
Fé como “chamas ardentes” e fé de “água corrente” (2)
Edição: 1778 • 08/01/2005
Fé como “chamas ardentes” e fé de “água corrente” (1)
Edição: 1777 • 01/01/2005
Nitimoku Shonin — Incansável admoestador do budismo (3)
Edição: 1775 • 11/12/2004
Nitimoku Shonin — Incansável admoestador do budismo (2)
Edição: 1774 • 04/12/2004
Nitimoku Shonin — Incansável admoestador do budismo (1)
Edição: 1774 • 04/12/2004
O princípio místico da verdadeira causa (3)
Edição: 1772 • 20/11/2004
O princípio místico da verdadeira causa (2)
Edição: 1771 • 13/11/2004
O princípio místico da verdadeira causa (1)
Edição: 1770 • 06/11/2004
Os Irmãos Ikegami (2)
Edição: 1769 • 30/10/2004
Os Irmãos Ikegami (1)
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O Caminho do Meio (2)
Edição: 1767 • 16/10/2004
O Caminho do Meio (1)
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Bodhisattva Jamais Desprezar (3)
Edição: 1765 • 25/09/2004
Bodhisattva Jamais Desprezar (2)
Edição: 1764 • 18/09/2004
Bodhisattva Jamais Desprezar (1)
Edição: 1763 • 11/09/2004
Sutra de Lótus (3)
Edição: 1762 • 04/09/2004
Sutra de Lótus (2)
Edição: 1761 • 28/08/2004
Sutra de Lótus (1)
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Cerimônia no Ar (3)
Edição: 1759 • 14/08/2004
Cerimônia no Ar (2)
Edição: 1758 • 07/08/2004
Cerimônia do Ar (1)
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Torre do Tesouro (3)
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Torre do Tesouro (2)
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29 de jan de 2009

TOKI SHONIN

Toki Jonin
13 DE DEZEMBRO DE 2008 — EDIÇÃO Nº 1967

Pergunta: Poderia apresentar uma breve biografia de Toki Jonin? Resposta: Toki Jonin é conhecido como um dos principais seguidores de Nitiren Daishonin. Nasceu em 1216 e viveu em Wakamiya, distrito de Katsushika, na província japonesa de Shimosa. Era um discípulo de destacada erudição e recebeu aproximadamente trinta cartas de Nitiren Daishonin, entre elas a “Carta de Sado”, “Sobre atingir o estado de buda nesta existência” e “O objeto de devoção para a observação da mente”, esta última considerada um dos principais escritos do Buda. Serviu como vassalo do lorde de Tiba, chefe supremo do exército de Shimosa, e tornou-se seguidor de Daishonin por volta de 1254, aos 38 anos de idade. Por diversas vezes Toki Jonin apoiou e protegeu Nitiren Daishonin junto com Shijo Kingo. Por exemplo, foi ele quem acolheu Nitiren Daishonin em sua própria casa após a Perseguição de Matsubagayatsu em 1260. Lá, Daishonin ficou hospedado por aproximadamente meio ano e, nesse período, pode propagar seu ensino a muitas pessoas em Shimosa. Ohta Jomyo converteu-se ao budismo por intermédio de Toki Jonin. Jomyo, que tinha a mesma idade de Daishonin, recebeu importantes escrituras tais como “Os três grandes ensinos fundamentais” e “Amenizar o efeito cármico”. Posteriormente, em 1269, Toki Jonin, Ohta Jomyo e Shijo Kingo foram intimados pelo xogunato de Kamakura a justificar suas crenças religiosas. Tratava-se de uma batalha decisiva para comprovar a veracidade do budismo. Ao ser notificado, Daishonin enviou rapidamente uma carta para os três, na qual apresenta instruções detalhadas de como se preparar e se comportar para o julgamento. As frases abaixo foram extraídas das cartas recebidas por Toki Jonin: “Do ponto de vista mundano, eu, Nitiren, sou a pessoa mais pobre do Japão, mas, à luz do budismo, sou a pessoa mais rica do mundo. Quando percebo que isso é assim unicamente porque o tempo é correto, fico exultante de alegria e não consigo conter minhas lágrimas (...)”. (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 2, pág. 229.) “Se a mente das pes­soas é impura, sua terra será igualmente impura. Mas se sua mente é pura, assim será sua terra. Portanto, não há duas terras, pura e impura ao mesmo tempo. A diferença reside unicamente na mente boa ou má das pessoas. Isso se aplica tanto aos budas como aos mortais comuns.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, vol. 1, págs. 3 e 4.). “Quando uma pessoa é dominada pela ilusão, é chamada de mortal comum, mas quando iluminada, é chamada de Buda. Isso se assemelha a um espelho embaçado que brilhará como uma jóia quando for polido. A mente que se encontra encoberta pela ilusão da escuridão inata da vida é como um espelho embaçado, mas quando for polida, é certo que se tornará como um espelho límpido, refletindo a natureza essencial dos fenômenos e da realidade. Manifeste uma profunda fé polindo seu espelho dia e noite. Como deve poli-lo? Não há outra forma senão devotar-se à recitação do Nam-myoho-rengue-kyo.” (Ibidem.) “Os não-budistas e malfeitores dificilmente serão capazes de destruir o budismo, mas os seguidores do Buda podem-no. Eles agirão como parasitas nas entranhas do leão que no final matam-no.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 197.) Graças à corajosa e sincera dedicação desse fervoroso discípulo, que arriscou a própria vida para proteger o seu mestre e seus preciosos ensinos, hoje podemos ter contato com muitos dos principais escritos de Nitiren Daishonin e aplicá-los em nossa vida diária.
Referências: • Brasil Seikyo, edição no 1.643, 9 e março de 2002, pág. A7. • Ibidem, edição no 1641, 23 de fevereiro de 2002, pág C4. • Ibidem, edição no 1561, 24 de junho de 2000, pág. C2. • Ibidem, edição no 1941, 31 de maio de 2008, pág. A8. • Ibidem, edição no 1.823, 10 de dezembro de 2005, pág. A3.


Toki Jonin (2a parte) 10 DE JANEIRO DE 2009 — EDIÇÃO Nº 1970


Pergunta: Poderia expor algum exemplo do quanto Daishonin compreendia a sinceridade deste fervoroso discípulo? Resposta: Conhecido como um dos principais seguidores de Nitiren Daishonin, Toki Jonin era seis anos mais velho que Daishonin e converteu-se aos seus ensinos com 38 anos de idade. No capítulo “Expansão” do romance Nova Revolução Humana, temos uma clara idéia do quanto Daishonin compreendia a sinceridade da fé de seu estimado discípulo assim como de sua idosa mãe, pelo comentário de Shin-iti Yamamoto, pseudônimo do presidente da SGI, Daisaku Ikeda: “A consideração pelos membros que lutam nos bastidores é um dever dos líderes. Daishonin também dedicou toda a sua atenção, louvando a dedicação de seus discípulos. Há diversas cartas e frases de Daishonin endereçadas especialmente às mulheres e às pessoas idosas. “Por exemplo, Toki Jonin, que era líder dos praticantes na região de Shimosa, ofereceu uma roupa leve de verão para Daishonin. Essa roupa foi costurada por sua mãe de noventa anos para que seu amado filho pudesse vesti-la. Entretanto, sabendo que não era capaz de retribuir à dedicação de sua mãe, resolveu oferecê-la à Daishonin. “Por causa da idade, ela não enxergava bem e tinha dificuldade para segurar a agulha e a linha. Apesar disso, costurou a roupa devotando o máximo de seus esforços”. (Vol. 8, pág. 25.) Sobre a carta “Resposta ao Lorde Toki” em que Nitiren Daishonin relata sobre este oferecimento de Toki Jonin, o presidente Ikeda explana: “Embora ele [Daishonin] estivesse relutante em aceitar o manto, devolvê-lo equivaleria a rejeitar o sincero espírito com o qual ele havia sido oferecido. Sob essas circunstâncias, Daishonin reconhece a sinceridade de Toki Jonin e, ao mesmo tempo, expressa os maiores agradecimentos e encorajamentos à mãe dele. “Ele diz que, vestindo esse manto, Bonten, Taishaku e todas as entidades celestiais saberiam do ardente espírito de mãe e filho em fazer esse oferecimento. E os deuses budistas das dez direções certamente o protegeriam. Ele conclui a carta dizendo-lhes que o benefício de fazer-lhe esse oferecimento iluminaria suas vidas eternamente, existência após existência. “Que alegria mãe e filho devem ter sentido ao receberem essa resposta! E Toki Jonin, em sua alegria em conduzir-se da maneira mais respeitosa para com sua mãe, deve ter sentido a mais profunda gratidão para com Daishonin. “‘O que importa é o coração da pessoa.’ (END, vol. 6, pág. 99.) Neste episódio, podemos ver um belo relacionamento: uma mãe que empreende um incansável esforço preocupada com seu filho; um discípulo motivado pela preocupação tanto com sua mãe quanto com seu mestre; e um mestre que, preocupado com a mãe e seu filho, faz o máximo para produzir o melhor em todos os seus esforços. Este é o mundo do budismo.” (Brasil Seikyo, edição no 1.383, 21 de setembro de 1996, pág. 3.) Um ano após essa carta ter sido enviada, a mãe de Toki Jonin faleceu em fevereiro de 1276, aos 93 anos. Devido à benevolência de Daishonin, a vida da mãe de Toki Jonin foi coroada de grande satisfação e vitória. O budismo existe para auxiliar as pessoas a tornarem-se felizes. Quando nos baseamos no grande desejo pelo Kossen-rufu, considerando cada esforço como nas palavras de Daishonin, “a gota adentrando o oceano, ou o solo sendo acrescido à terra”, então nosso insignificante “ser interior” dá lugar ao “ser superior” que brilha com a eterna vitória. Então, todos os nossos esforços transformam-se no “oceano” de benefícios, numa “terra” de boa sorte.
Referência: • Brasil Seikyo, edição no 1.500, 20 de março de 1999, pág. 9.
Toki Jonin (3a e última parte) 17 DE JANEIRO DE 2009 — EDIÇÃO Nº 1971

Pergunta: A esposa de Toki Jonin, Dama Toki, foi incentivada por Daishonin quando se encontrava com uma grave doença. É possível superar o carma determinado? Resposta: Toki Jonin foi um dos principais discípulos de Daishonin e iniciou a prática budista aos 38 anos de idade por volta do ano de 1254. Como estudamos anteriormente, Jonin foi um fervoroso discípulo e chegou a abrigar Nitiren Daishonin em sua residência logo após a Perseguição de Matsubagayatsu. Mais tarde, em 1279, Daishonin recebeu um detalhado relato de Shijo Kingo sobre a grave condição de saúde da esposa de Toki Jonin. Imediatamente, procurou incentivá-la encaminhando-lhe o escrito “A Transformação do carma determinado”. A Dama Toki havia se casado com Toki Jonin após o falecimento da primeira esposa dele e manteve uma sincera prática budista apoiando seu marido. Mais tarde, ela adotou o nome budista Myojo, que significa “Eternidade Maravilhosa”. Apesar de gravemente enferma, por alguma razão, recusava-se a encarar seriamente sua doença. Nitiren Daishonin escreveu esta carta na tentativa de fazer elevar, dentro dela, uma determinação poderosa o bastante para desafiar e vencer a doença, incentivando-a inclusive a se tratar com Shijo Kingo, considerado um profundo conhecedor da medicina. Podemos notar a profunda sensibilidade de Nitiren Daishonin quanto à natureza humana e a sua compreensão sobre o caráter. Como muitos de nós já experimentamos, poucas coisas são mais frustrantes e dolorosas que tentar lidar com alguém a quem estimamos, que possui um problema sério, mas não quer admiti-lo e muito menos vencê-lo. Podemos admirar a imensa diplomacia de Daishonin na maneira como encoraja esta mulher obstinada e independente, embora basicamente insegura, que se recusava a encarar seriamente sua doença. O ser humano, diante de um grande sofrimento, tem a tendência de manifestar o conformismo e a desistência. Daishonin orienta então a romper esse sentimento passivo e a manifestar uma forte determinação de prolongar a própria vida acreditando no extraordinário poder do Sutra de Lótus, isto é, o Gohonzon. Daishonin incentiva Myojo a despertar para a fé, apontando o quanto todos estavam preocupados com ela: o próprio Nitiren Daishonin, Shijo Kingo e Toki Jonin. Ele apela também ao seu profundo senso de responsabilidade familiar, lembrando-a o quanto seu marido necessitava dela. Em outro trecho, Daishonin expõe o tema principal desse escrito, o princípio da transformação do carma, seja esse determinado ou não. O budismo caracteriza o carma como determinado ou não, dependendo da manifestação ocorrer em um momento determinado ou não da vida. Ambos os tipos de carma podem ser positivos ou negativos. As influências resultantes do carma do tipo não determinado podem ser superadas por um esforço razoavelmente simples. Entretanto, o carma determinado é mais profundamente arraigado na vida e suas influências são mais difíceis de serem superadas. São determinadas pela tendência básica da vida das pessoas e manifestam-se em um momento definido da vida. No mesmo escrito, consta: “Se a senhora viver mesmo por um dia a mais, poderá acumular ainda mais benefícios”. O budismo ensina que um único dia de vida é mais valioso que todos os tesouros do Universo. E, justamente por ser o mais precioso dos tesouros, oferecer a vida em prol da Lei proporciona o acúmulo de causas para a conquista da mais elevada boa sorte. Portanto, a promessa de “prolongar a vida” significa muito mais que simplesmente estender o número limitado de dias e anos, embora a fé no Gohonzon possa tornar isso possível. “Prolongar a vida” também implica que, pelo poder da fé, conseguimos descobrir dentro de nós mesmos um potencial infinitamente valioso, muito além de qualquer coisa que tenhamos imaginado e, assim, criar um valor inestimável na vida e sentir uma profunda satisfação nesta existência.
Não é por acaso que temos como uma de nossas metas individuais colocar em ação a diretriz “Prática da fé para manter a boa saúde e obter longevidade”, uma das “Cinco Diretrizes Eternas” da nossa organização estabelecidas pelo presidente Ikeda visando comprovar nosso potencial de superar até mesmo o carma determinado.

Referências: • Brasil Seikyo, edição no 1.383, 21 de setembro de 1996, pág. 3. • Ibidem, edição no 1.753, 26 de junho de 2004, pág. C4.

Um único instante determina toda uma vida

Avançar ou recuar, falar ou calar, desafiar ou deixar como está, ficar ou fugir, aceitar ou recusar, vencer ou perder, enfim, são inúmeras as decisões que as pessoas têm de tomar na vida.
Esse momento de tomada de decisão, muitas vezes um instante relâmpago,
pode definir toda a sua vida.
No budismo, isso é elucidado como o princípio de itinen sanzen (Três Mil Mundos num Único Momento da Vida).

Itinen sanzen — esse complexo sistema filosófico apresentado pelo Grande Mestre Tient’ai (538–597), da China, em sua obra Maka Shikan (Grande Concentração e Discernimento), é um dos mais importantes conceitos budistas.

Literalmente, itinen significa “uma mente”, “um momento da vida” ou “essência da vida”, e sanzen quer dizer “três mil” ou “o fenômeno que a vida manifesta”.

A expressão “três mil” é uma integração dos Dez Mundos ou Dez Estados da Vida e sua possessão mútua, dos Dez Fatores e dos Três Domínios da Individualização. Esses valores multiplicados (10 x 10 x 10 x 3) resultam em três mil.

10- Buda
09 – Bodhisattva
08 – Absorção
07 – Erudição
06 – Alegria
05 – Tranqüilidade
04 – Ira
03 – Animalidade
02 – Fome
01 - Inferno Possessão mútua dos 10 estados de vida.
Significa que cada estado de vida pode manifestar os outros 10 dentro dele. 1 – Aparência
2 – Natureza
3 – Entidade
4 – Poder
5 – Influëncia
6 – Causa interna
7 – Relação
8 – Efeito latente
9 – Efeito manifesto
10 – Consistência do inicio ao fim. Os 10 fatores é a forma que os 10 estados de vida se manifestam nos
3 domínios da existência. 1 – Cinco componentes da vida. (Eu)

2 – Ambiente Social

3 – Ambiente natural.
10 estados de vida 10 x 10 = 100 10 Fatores da vida 100 x 10 = 1000 1000 x 3 = 3000

Os Três Princípios de Individualização da Vida, ou Três Domínios da Existência, são:

1) Domínio dos cinco componentes da vida: Explica a individualidade - no exato momento em que uma vida aparece neste mundo, ela é dotada de características físicas e espirituais únicas que são resultados do seu Karma passado.
• Forma: Indica o aspecto físico da vida, que possui atributos como forma e cor. Inclui também os órgãos dos cinco sentidos — visão, olfato, audição, paladar e tato — pelos quais percebemos o mundo exterior.
• Percepção: É a função de receber as informações externas pelos seis órgãos sensoriais — os cinco sentidos e a mente, que integram as impressões sensoriais.

• Concepção: Essa é a função pela qual a vida compreende e elabora idéias sobre aquilo que foi percebido.

• Volição: Significa a vontade de agir com relação àquilo que foi percebido e sobre o qual foi concebida uma idéia.

• Consciência: Essa é a função da vida de discernir fazendo avaliação, distinguir o bem do mal etc. Ao mesmo tempo, ela age para apoiar e integrar as demais quatro funções.

2) Domínio dos seres vivos ou ambiente social: Indica uma verdade comum de que vivemos nossa vida conjuntamente com outras pessoas, por exemplo nossa família.

3) Domínio do ambiente ou ambiente natural: Significa o lugar onde os seres vivos habitam (o espaço) e do qual dependem para resolver suas atividades vitais.

Os Três Domínios da Existência não devem ser vistos de uma forma isolada entre si, mas de forma integrada, os quais manifestam qualquer um dos Dez Mundos.

Com esse princípio, Tient’ai quis mostrar que todos os fenômenos — corpo e mente, ser vivo e ambiente, causa e efeito — estão integrados em um simples momento da vida das pessoas. Isto quer dizer que são três mil condições pelas quais a vida pode manifestar-se como fenômeno.

Cada pessoa têm uma personalidade única, com uma forma única de viver e um meio ambiente que muda em resposta direta as mudanças que ocorrem neste individual.


A teoria do itinen sanzen foi sistematizada por Tient’ai com base no Sutra de Lótus. Porém, o conceito explicado por ele descreve apenas o processo teórico da iluminação, pois a lei básica desse processo não havia sido revelada.

Somente com a revelação do Nam-myoho-rengue-kyo por Nitiren Daishonin, a Lei fundamental que engloba tanto a vida (itinen) como o Universo (sanzen), a consecução real e efetiva da iluminação tornou-se possível. E essa lei foi incorporada na forma do Gohonzon para que todas as pessoas tivessem acesso à finalidade básica da prática do budismo.

De uma forma simplificada, a palavra itinen é comumente expressa como “determinação”. A determinação de uma pessoa em um único instante é o que definirá o rumo de sua vida.

Como em tudo há um lado bom ou positivo e um lado mal ou negativo, é à própria pessoa quem caberá a escolha do rumo a seguir.

Uma forte determinação, portanto, tem o poder tanto para a construção como para a destruição.

Uma mente determinada ou imbuída de forte itinen difere da idéia de pensamento positivo. Para a consecução de um objetivo, por exemplo, não basta simplesmente pensar positivamente, é preciso expressar-se e agir de acordo. Dessa forma, quando uma pessoa manifesta esse tipo de determinação, todo o seu ser participa, ou seja, há uma interação entre os Dez Mundos, os Dez Fatores e os Três Domínios da Individualização.

Nossa condição de vida afeta nossa percepção do mundo e nossa ação em relação a ele.
A prática do Gongyo e do Daimoku nos possibilita elevar essa condição e perceber a essência real dos fatos com sabedoria e coragem para agir diante das situações.
Elevando nosso estado de vida, podemos sair do ciclo de sofrimento e de causas negativas e transformar nosso ambiente. Porém, como seres humanos, temos altos e baixos, motivo pelo qual devemos nos exercitar constantemente.

Considerações Finais e exemplos.
Podemos ver o Itinen Sanzen também pelo ponto de vista dos Três Domínios da Existência onde não apenas o ser humano possui os 10 estados de vida e os 10 fatores, mas também a sociedade e o lugar onde ele vive.
Olhando isso pelo ponto de vista do indivíduo, Itinen Sanzen explica teoricamente como mudando a si mesmo você é capaz de mudar o meio ambiente onde você vive. Ex:

Um pequeno grupo de torcedores de um time de futebol se encontra no inferno ou na alegria de acordo com os resultados do seu time. É claro que os torcedores têm diferentes vidas e diferentes objetivos, porém ao se identificarem com aquele time eles acabam dividindo o mesmo destino.
Neste sentido o grupo de torcedores é uma ENTIDADE VIVA, capaz de manifestar os 10 estados de vida e os 10 fatores. E conseqüentemente eles iram exercer influencia nos seu ambiente – estádios, bares, etc.

No acidente de avião que ocorreu em julho/2007 estavam pessoas de muitas partes do país, talvez muitos deles não tinham nada em comum uns com os outros, mas mesmo assim eles tinham um Karma em comum para estarem no mesmo avião bem no momento do acidente. É impossível saber quais foram as causas que levaram a este karma e isso é também irrelevante, o ponto principal é que aquele grupo de pessoas experimentaram o mesmo destino. O Itinen Sanzen nos mostra que todos nós fazemos parte de muitos grupos – família, amigos, colegas, vizinhos, crianças, homem, mulher e assim por diante, e sendo assim o nosso karma pessoal e identidade estão ligados com outras pessoas como individuais e como grupos.

Objetos inanimados são também capazes de manifestar os 10 estados de vida e os 10 fatores através dos seres humanos, já que são incapazes de fazerem os esforços necessários. Ex. Uma faca.

Se uma pessoa usa a faca para cometer suicídio, este é o estado de vida do Inferno da faca.
Carregar uma faca para se sentir forte e ameaçar os outros, a faca manifesta o estado de vida da animalidade.
Um médico usando uma faca p salvar a vida de alguém, a faca manifesta o seu estado de Bodhisattva.
Uma pessoa no estado de Buda pode utilizar a faca de inúmeras maneiras para criar valor e assim permite que esta faca manifeste o seu estado de vida de Buda.

O trabalho do Van Gogh (1853 – 90) é muito valorizado hoje, suas pinturas são leiloadas por milhões de dólares. Mas, quando era vivo o seu trabalho era ridicularizado e discriminado e sendo assim era pouco comercializado, este grande mestre da pintura enquanto vivo era sustentado pelo irmão Theo e acabou morrendo na extrema pobreza.
Van Gogh era um homem instável emocionalmente, horas experimentava grande alegria e outras profunda tristeza e depressão o que acabou levando-o ao suicido.
Apesar do lado negativo da sua instabilidade emocional, ela também foi a maior responsável pela grandeza deste pintor, no final da sua vida ele reagia fortemente e as vezes até violentamente ao seu ambiente físico e pintou incessantemente o mundo que ele SENTIA mais do que o mundo que ele via.
Através do Itinen Sanzen, podemos dizer que o Van Gogh pintou não apenas objetos ou paisagens, mas imprimiu na tela o seu próprio estado de vida no momento da pintura. O diferencial maior do trabalho deste gênio da pintura está no enorme apelo emocional que o trabalho emana.
As tintas a óleo e a tela usadas nas pinturas também possuíam uma natureza espiritual que só foi possível ser revelada quando as circunstancias permitiram, isso é quando o artista as utilizou para expressar o seu próprio espírito.

Analisando a pintura dos girassóis do Van Gogh através dos 10 fatores da vida.
Possui aparência e natureza ou espírito porque são ambos parte da entidade da pintura que é igual ao estado de vida do pintor quando ele fez o trabalho.
O poder da pintura se torna influencia quando isso é ativado através de uma causa externa, alguém olhando para a ela. A causa inerente é a totalidade de tudo que o Van Gogh fez para criar a pintura mesmo antes dele colocar o pincel na tela. O efeito manifesto é a reação que ela causa a pessoa que admira o trabalho e o efeito latente pode ser julgado pelo fato de que esta pintura continua crescendo em fama e valor, e finalmente podemos ver que estes 9 fatores são consistentes do início ao fim.

Apesar de toda explicação acima ser uma tentativa de simplificar o Itinen Sanzen, ele não pode ser compreendido em conteúdo e profundidade pelo intelecto somente.
Sendo assim, não devemos nos preocupar com isso, o entendimento e a utilização do Itinen Sanzen em nossa vida virá a partir do momento que nos aprofundarmos na nossa prática e na nossa revolução humana.

Devemos nos esforçar todos os dias na nossa prática de Gongyo e Daimoku, assim como elevar o nosso estado de vida nos 3 três domínios da existência.
Um prática de forte determinação (itinen) e regularidade nos levará sem dúvida a estados de vida mais elevados, polindo a nossa vida em direção ao estado de Buda.
Não devemos nos preocupar em entender plenamente os princípios da filosofia budista, isso vem com o tempo e com a nossa experiência como Budistas na vida diária e como disse sakyamuni.

"A sabedoria dos budas é infinitamente profunda e imensurável. O portal dessa sabedoria é difícil de compreender e de transpor. Nenhum dos homens de erudição ou de absorção é capaz de compreendê-la
Porque a Lei que o Buda revelou é a mais rara e a mais difícil de compreender.
A verdadeira entidade de todos os fenômenos somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas. Essa realidade consiste de aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim.”




Texto base - JULHO DE 2004 — EDIÇÃO Nº 431

PRELEÇÃO DO SUTRA DE LOTUS


Um grande número de sutras budistas tem chegado ao nosso conhecimento, tanto que de fato eles são conhecidos como oitenta mil ou oitenta e quatro mil ensinos. Gostaríamos de saber como uma coleção tão vasta pôde ser compilada e se de fato ela era realmente necessária. As Escrituras de Nitiren Daishonin (1222-1282), contudo, revelam a chave deste enigma. No "Os ensinos declarados por todos os Budas através do tempo", ele afirma claramente: "Os oitenta e quatro mil ensinos são o diário da minha própria vida." Os sutras explicam a essência de uma simples vida humana a qual faz parte da vida cósmica. Em conjunto eles revelam uma filosofia completa de vida. O Budismo visa iluminar cada detalhe da vida de todas as coisas do universo - vidas que continuam do passado infinito ao futuro eterno.Sutra de Lótus - a essência de todos os sutras budistasAntes de revelar o profundo significado de sua iluminação, Sakyamuni teve que preparar os seus discípulos. As verdades da vida eram difíceis demais para serem compreendidas pelas pessoas comuns, pois elas eram intelectualmente deficientes. Além disso, as pessoas desta época, estavam imersas na busca de desejos imediatos e acreditavam que os mesmos representavam a verdadeira felicidade que elas aspiravam. Por essa razão tornava-se imperioso que Sakyamuni as levasse a encarar as duras realidades da vida deste mundo. Primeiramente ele ensinou a futilidade de uma vida repleta de sofrimentos que termina com a morte e a repetição contínua desse mesmo ciclo. A conclusão lógica desse ensino primitivo, que se tornou a base do Budismo Hinayana, estabeleceu que o único meio de escapar dos sofrimentos era extinguir sua fonte - o desejo. Isto implicava na extinção do corpo do indivíduo, por foi considerado que era a origem de todos os desejos. Assim, foi ensinado que todos deveriam procurar a extinção total dos desejos. Esse ensino era uma introdução rudimentar do profundo conceito de void ou kuu.Assim que seus discípulos começaram a compreender os seus ensinos. Sakyamuni fez cessar a busca do void. Contou-lhes a respeito das maravilhas da terra do Buda e ensinou-lhes que existia um reino longe deste mundo transitório e mundano. Essa terra eterna e feliz que ele acabara de descrever poderia estar na parte leste ou oeste do universo e seus discípulos desejaram renascer em tal paraíso celeste. Estes ensinos passaram a ser chamados doutrina provisória do Budismo Mahayana.Quando Sakyamuni revelou o que mais tarde seria conhecido como Sutra de Lótus, houve uma mudança radical. Ele incentivou os seus discípulos a examinarem suas próprias vidas ao invés de ficarem desejando por um outro mundo.Os primeiros quarenta e dois anos de ensino de Sakyamuni pode ser considerado como uma doutrina preparatória, os meios que conduziriam todos para a Lei Única, que fora revelada nos oito últimos anos de ensino do Sutra de Lótus.O Sutra de Lótus integra todas as verdades parciais em um todo perfeito e representa a essência e o conjunto do sistema da Filosofia Budista. Explica a vida tanto como um todo e também nos seus mínimos detalhes. Devido a essa combinação de amplitude e detalhes, o Sutra de Lótus elucida com êxito a energia fundamental da vida - a energia vital que nutre a sabedoria inata em todas as vidas humanas e dá expressão à força da benevolência que emana no seu íntimo. O Sutra de Lótus explica o potencial infinito da vida através de parábolas e descrições de acontecimentos surpreendentes. Sakyamuni achou melhor descrever a iluminação que ele atingira e ensinou-a através de descrições da Cerimônia do Sutra de Lótus. Por essas razões o Sutra de Lótus é denominado como o auge, o ápice dos seus ensinos.
Dentre todos os 28 capítulos do Sutra de Lótus, o capítulo hoben (meios) e juryo (Revelação da Vida Eterna do Buda)são mais importantes e constituem objeto desta preleção.
Capítulo HobenMeios
Niji sesson. Ju sanmai.Anjo ni ki. Go Sharihotsu. Sho-bu-ti-e. Jinjin muryo. Go ti-e mon. Nangue nannyu. Issai shomon. Hyaku-shi-butsu. Sho-fu-no-ti.
Nesse momento, o Buda levantou-se serenamente de sua meditação e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo: "A sabedoria dos budas é infinitamente profunda e imensurável. O portal dessa sabedoria é difícil de compreender e de transpor. Nenhum dos homens de erudição ou de absorção é capaz de compreendê-la.Nesse trecho "Nenhum dos homens de erudição ou de absorção é capaz de compreendê-la", Sakyamuni anuncia a Sharihotsu que a vasta sabedoria dos budas não pode ser sondada pela sabedoria superficial dos homens de erudição e de absorção, ou seja, as pessoas dos dois veículos.Sharihotsu, um homem de erudição, é conhecido como o mais notável em sabedoria dentre os discípulos do Buda. Em termos de sabedoria, ele era insuperável entre os intelectuais. No entanto, Sakyamuni afirma categoricamente que nem mesmo Sharihotsu, com toda a sua sabedoria, pode compreender a sabedoria do Buda.Apesar disso, enquanto Sakyamuni prosseguia a sua pregação, operava-se uma completa transformação não apenas em Sharihotsu mas em todos os homens de erudição. Isso significa que eles começaram a compreender a sabedoria do Buda, chegando Sakyamuni a reconhecer que poderiam atingir infalivelmente o estado de Buda. Esse fato é conhecido como "iluminação dos dois veículos".
Sho-i sha ga. Butsu zo shingon. Hyaku sen man noku. Mushu sho butsu. Jin gyo sho- butsu. Muryo doho. Yumyo shojin. Myosho fu mon. Joju jinjin. Mi-zo-u-ho. Zui gui sho setsu. Ishu nangue.
Qual é a razão disso? Um buda é aquele que serviu a centenas , a milhares, a dezenas de milhares, a incontáveis budas e executou um número incalculável de práticas religiosas. Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente e seu nome é universalmente conhecido. Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável e nunca antes revelada, pregando-a de acordo com a capacidade das pessoas, ainda que seja difícil compreender a sua intenção.Nesta passagem, Sakyamuni esclarece a razão de a sabedoria dos budas ser infinitamente profunda e imensurável, e por ser o portal dessa sabedoria é difícil de compreender e de transpor, revelando as práticas que ele realizou em existências prévias.Para dar uma idéia do quanto é difícil o caminho para se atingir a iluminação, Sakyamuni explica que um buda é aquele que serviu a incontáveis outros budas em existências prévias, conduziu corajosa e ininterruptamente incalculáveis práticas para então iluminar-se a uma Lei extraordinária.Em comparação, a prática de Sharihotsu e de outras pessoas dos dois veículos era ainda muito superficial. Conseqüentemente, não conseguiram compreender inicialmente o verdadeiro propósito do ensino exposto por meio da sabedoria imensurável dos budas.
Shari-hotsu. Go-ju-jo-butsu-i-rai. Shu-ju-in-nen. Shu-ju-hi-yu. Ko-en-gon-kyo. Mu-shu-ho-bem. In-do-shu-jo. Ryo-ri-sho-jaku.
Sharihotsu, desde que atingi a iluminação tenho exposto meus ensinos utilizando várias histórias sobre relações causais, parábolas e inúmeros meios para conduzir as pessoas e fazer com que renunciem aos seus apegos a desejos mundanos.Sakyamuni está explicando melhor a passagem anterior em que diz: "Um buda é aquele que compreendeu a Lei insondável e nunca antes revelada, pregando-a de acordo com a capacidade das pessoas, ainda que seja difícil compreender a sua intenção.Sakyamuni abordou nos trechos anteriores sobre a sabedoria dos budas em geral. Nesta passagem, em contraste, ele se refere à sabedoria concentrando-se particularmente nele mesmo."Desde que atingi a iluminação" refere-se ao período desde que Sakyamuni atingiu o estado de Buda até pregar o Sutra de Lótus, período durante o qual expôs vários sutras provisórios. Sakyamuni esclarece a seguir a característica distinta dos ensinos pré-Sutra de Lótus. Ele diz que antes de pregar o Sutra de Lótus havia utilizado "várias histórias sobre relações causais" (explicando como os fatos acontecem) e "parábolas" na ampla exposição de seus ensinos; que esses ensinos eram meios (hoben em japonês) para conduzir as pessoas à verdade e libertarem-nas de seus vários apegos seculares.
Sho-i-sha-ga. Nyo-rai-ho-ben. Ti-ken-ha-ra-mi-tsu. Kai-i-gu-soku
Qual a razão disso? A razão está no fato de o Buda ser plenamente dotado dos meios e do paramita da sabedoria.Nesta parte, Sakyamuni continua elogiando a imensa sabedoria do Buda. Até então, ele havia exaltado a sabedoria do Buda do ponto de vista das inúmeras práticas realizadas no passado. Nesse trecho ele discute o poder da sabedoria para conduzir as pessoas, e o estado de vida que o Buda atingiu como resultado dessas práticas.Na frase "meios e o paramita da sabedoria", o termo "paramita da sabedoria" significa a perfeição da sabedoria. A palavra sânscrita paramita significa atingir ou aperfeiçoar.
Shari-hotsu. Nyo-rai-ti-ken. Ko-dai-jin-non. Mu-ryo-mu-gue. Riki..Mu-sho-i.Zen-jo. Gue-da. San-mai. Jin-nyu-mu-sai.Jo-ju-i-sai. Mi-zo-u-ho.
Sharihotsu, a sabedoria do Buda é ampla e profunda. Ele é dotado de imensurável benevolência, ilimitada eloqüência, poder, coragem, concentração, liberdade e samadhis (meditação), aprofundou-se no reino do insondável e despertou para a Lei nunca antes revelada.Esse trecho explica os grandes poderes do Buda, ou seja, descreve a maravilhosa condição de vida que aqueles que abraçam o Gohonzon podem desenvolver. O segundo presidente Jossei Toda, interpretando esta passagem do ponto de vista do budismo de Nitiren Daishonin, ensinou que ela esclarece o estado de vida incorporado no Gohonzon.
Shari-hotsu. Nyo-rai-no. Shu-ju-fun-betsu. Gyo-se-sho-ho. Gon-ji-nyu-nan. E-ka-shu-shin. Shari-hotsu.Shu-yo-gon-shi. Mu-ryo-mu-hen. Mi-zo-u-ho. Bu-shitsu-jo-ju.
Sharihotsu, o Buda é aquele que sabe como discernir e como expor os ensinos habilmente. Suas palavras são ternas e gentis e podem alegrar o coração das pessoas. Sharihotsu, em síntese, o Buda compreendeu perfeitamente a Lei ilimitada, infinita e nunca antes revelada.Sakyamuni prossegue enaltecendo a imensa sabedoria do Buda. Em última análise, ele afirma que, por ser dotado da "Lei ilimitada, infinita e nunca antes revelada", é que pode expor habilmente seus ensinos de acordo com a capacidade de compreensão e circunstâncias das pessoas e alegrá-las com "palavras ternas e gentis". Sakyamuni diz também que ele pode pregar a lei de acordo com as preocupações e as circunstâncias das pessoas devido à abundante e profunda "sabedoria dos budas" que flui em sua vida. Dessa forma, ele indica a vastidão da Lei inigualável para a qual ele iluminou-se.
Shi-Shari-hotsu. Fu-shu-bu-setsu. Sho-i-sha-ga. Bu-sho-jo-ju. Dai-iti-ke-u. Nan-gue-shi-ho.
Chega, Sharihotsu! Não vou mais continuar pregando. Por quê? Porque a Lei que o Buda revelou é a mais rara e a mais difícil de compreender.
O capítulo Hoben ("Meios") é chamado "ensino espontâneo e não solicitado". Isso porque o Buda começou a pregá-lo por iniciativa própria, dizendo: "A sabedoria dos budas é infinitamente profunda e imensurável", e não em resposta às indagações de alguém mais.Até aqui, Sakyamuni veio enfatizando que a sabedoria do Buda está além da capacidade de compreensão de Sharihotsu e das pessoas dos dois veículos. Aqui, ele diz a Sharihotsu: "Não vou mais continuar pregando", a fim de estimular ainda mais o seu espírito de procura. Sakyamuni explica que ele não mais pregará, "porque a Lei que o Buda revelou é a mais rara e a mais difícil de compreender".A expressão "Chega, Sharihotsu!" é uma rigorosa e benevolente orientação do Buda para seus estimados discípulos atingirem o supremo estado de vida.
Yui-butsu-yo-butsu. Nai-no-ku-jin. Sho-ho-ji-so. Sho-i-sho-ho. Nyo-ze-so. Nyo-ze-sho. Nyo-ze-tai. Nyo-ze-riki. Nyoze-sa. Nyo-ze-in. Nyo-ze-en. Nyo-ze-ka. Nyo-ze-hô Nyo-ze-hon má-ku-kyo-tô
A verdadeira entidade de todos os fenômenos somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas. Essa realidade consiste de aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim.Essa é a parte mais importante do capítulo Hoben ( "Meios"), a qual trata da verdadeira entidade de todos os fenômenos e dos dez fatores.
O que seria, exatamente, a sabedoria do Buda que Sakyamuni veio enaltecendo desde o início do capítulo como algo "infinitamente profundo" e "difícil de compreender"?A sabedoria do Buda que somente pode ser compreendida e compartilhada entre os budas é a "verdadeira entidade de todos os fenômenos", e "a verdadeira entidade" consiste especificamente dos dez fatores: aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto, e consistência do início ao fim.A frase "todos os fenômenos" indica a vida nos dez mundos ou estados (shoho, em japonês) e o seu ambiente ( eho ) ou todos os seres vivos e o ambiente no qual habitam. Em outras palavras, refere-se a toda a natureza, todas as coisas e fenômenos.O significado dos dez fatores pode ser resumido da seguinte forma:
1) aparência (nyo ze so ): a manifestação externa da vida;
2) natureza ( nyo ze sho ) : o aspecto mental ou espiritual da vida;
3) entidade ( nyo ze tai ): a totalidade da vida que consiste de aparência e natureza;
4) poder ( nyo ze riki ): a energia inerente;
5) influência (nyo ze sa ): a ação dirigida ao exterior;
6) causa interna ( nyo ze in ): a causa direta para algo ocorrer;
7) relação ( nyo ze en ): as causas ou condições que ativam a causa interna;
8) efeito latente (nyo ze ka ): o resultado produzido ( nas profundezas da vida ) pela causa interna e a relação;
9) efeito manifesto ( nyo ze ho : a manifestação concreta e perceptível do efeito latente;
10) consistência do início ao fim ( nyo ze honmatsu kukyoto ): a perfeita integração desses nove fatores em cada momento da vida.
Cada um de nós vive dentro da estrutura dos dez fatores. Ninguém poderia dizer que não possui "aparência", pois se assim fosse, estaríamos diante de uma pessoa invisível. Similarmente, ninguém poderia afirmar não ter personalidade nem energia, ou que não desempenhe alguma atividade. Tampouco poderia haver uma situação em que a aparência correspondesse a uma pessoa, a natureza a outra, e a entidade a uma outra pessoa. Há uma consistência entre todos os fatores, e juntos eles formam a totalidade insubstituível de seu ser.(Revista Terceira Civilização n.328/ dez.95 – A Verdadeira entidade de todos os fenômenos é a sabedoria para compreender a verdade da vida).Capítulo JuryoA "revelação da vida eterna do buda"explica a eternidade da vida, e a extensão da vida do buda. é a essência do budismo pois fala da eternidade da vida, explica o porquê da existência humana. é também o relato da vida de Sakyamuni que veio como buda provisório nesta existência para atingir a iluminação e mostrar às pessoas que cada uma também pode atingir a iluminação. Uma grande epopéia da eternidade da vida.
Ni-ji-butsu-go. Sho-bo-satsu-gyu. I-sai-dai-shu. Sho-zen-nan-shi.Nyo-to-to-shin-gue. Nyo-rai-jo-tai-shi-go. Bu-go-dai-shu. Nyo-to-to-shin-gue. Nyo-rai-jo-tai-shi-go. U-bu-go. Sho-dai-shu. Nyo-to-to-shin-gue. Nyo-rai-jo-tai-shi-go. Ze-ji-bo-satsu-daí-shu. Mi-roku-i-shu. Ga-sho-byaku-butsu-gon. Se-son. Yui-gan-se-shi. Ga-to-to-shin-ju-butsu-go. Nyo-ze-san-byaku-i. Bu-gon. Yui-gan-se-shi. Ga-to-to-shin-ju-butsu-go. Ni-ji-se-son. Ti-sho-bo-satsu. San-sho-fu-shi. Ni-go-shi-gon.Nyo-to-tai-tyo. Nyo-rai-ri-mitsu.Jin-zu-shi-riki.
Nesse momento, o Buda dirigiu-se aos bodhisattvas e à grande assembléia: "Homens de fé devota, creiam e compreendam as palavras verdadeiras do Buda." E uma vez mais disse à grande assembléia:" Creiam e compreendam as palavras verdadeiras do Buda." E novamente dirigiu-se à assembléia: "Creiam e compreendam as palavras verdadeiras do Buda."Nesse momento, os bodhisattvas e a grande assembléia, tendo Miroku como líder, uniram as palmas das mãos e dirigiram-se ao Buda dizendo: "Venerável, suplicamo-lhe que nos explique. Acreditaremos e aceitaremos as palavras do Buda. "Eles repetiram essa frase três vezes e então fizeram pela quarta vez: "Suplicamos-lhe que nos explique. Acreditaremos e aceitaremos as palavras do Buda." Nesse momento, o Buda, vendo que os bodhisattvas repetiram sua súplica por mais de três vezes e que não iriam parar, diz-lhes o seguinte: "Ouçam atentamente sobre o segredo do Buda e seus poderes místicos.Cada dia reafirmamos nosso juramento de propagar a Lei Mística.Capítulo Juryo – a base dos ensinos do Buda. O capítulo começa com a frase "Nesse momento..." O capítulo Hoben também começa dessa forma. Porém, no capítulo Juryo, essa frase carrega um significado ainda maior. Basicamente, refere-se ao "momento" em que o Buda finalmente está para expor a Lei fundamental do ensino essencial. Em outras palavras, chegou o "tempo" em que as pessoas podem erradicar de suas vidas a escuridão fundamental – a fonte da ilusão que até mesmo os bodhisattvas mais desenvolvidos como Miroku não conseguiam superar facilmente. Além disso, a expressão "nesse momento" do capítulo Juryo indica o tempo posterior ao falecimento de Sakyamuni. E é em benefício das pessoas que viveriam após o falecimento do Buda que Miroku suplica a Sakyamuni que lhe exponha seu ensino."O segredo do Buda e seus poderes místicos" indicam o grande poder benéfico do Gohonzon. Nam-myoho-rengue-kyo é a identidade original de todos os budas.
I-sai-se-ken.ten-nin-gyu.A-shu-ra. Kai-i-kon-shaka-muni-butsu. Shu-shaku-shi-gu. Ko-ga-ya-jo. Fu-on. Za-o-do-jo. Toku-a-noku-ta-ra-san-myaku-san-bo-dai. Nen-zen-nan-shi. Ga-jitsu-jo-butsu-i-rai. Muryo-mu-hen. Hyaku-sen-man-noku. Na-yu-ta-ko.
Todos os seres dos mundos de Alegria, Tranqüilidade e também de Ira acreditam que o Buda Sakyamuni, após deixar o palácio dos Sakyas, sentou-se no local da meditação não muito distante da cidade de Gaya e ali atingiu a suprema e perfeita iluminação. No entanto, homens de fé devota, já se passaram infindáveis centenas de milhares de nayutas de kalpas.Sakyamuni declara que na realidade atingiu a iluminação no remoto passado, no tempo de Gohyaku-jintengo. Isto constitui a essência da revelação do capítulo Juryo ( Revelação da Vida Eterna do Buda ). Sakyamuni clama à infindável multidão de seres reunidos na Cerimônia do Ar: "Todos pensam que, após eu ter deixado o palácio e renunciado ao mundo aos dezenove anos, atingi a suprema iluminação pela primeira vez aos trinta anos na cidade de Gaya sob a árvore bodhi". As pessoas acreditavam que Sakyamuni havia atingido o estado de Buda pela primeira vez na presente existência. Essa idéia de sua iluminação é chamada "percepção inicial da iluminação". Elas assim acreditavam porque em todos os sutras anteriores e no ensino teórico ( primeira metade ) do Sutra de Lótus, Sakyamuni declarou que ele havia atingido o estado de Buda pela primeira vez em sua presente existência. Porém, no capítulo Juryo, ele refuta essa idéia – que ele próprio havia apresentado – e proclama: "Já se passaram infindáveis centenas de milhares de nayutas de kalpas desde que na realidade atingi o estado de Buda." Em outras palavras, ele revela que se tornou Buda no passado inconcebivelmente remoto. Isto é chamado "iluminação original no remoto passado". Sakyamuni descarta portanto sua condição provisória como um buda que apenas atingiu o Caminho em sua presente existência, e revela sua verdadeira identidade como o Buda que atingiu a iluminação no remoto passado. A isto chamamos "rejeitar o transitório e revelar o verdadeiro"(hossaku kempon).
Hi-nyo-go-hyaku. Na-yu-ta. A-so-gui. San-zen-dai-sen-kai- Ke-shi-u-nin. Ma-ti-mi-jin. Ka-o-to-bo. Go-hyaku-sen-man-noku. Na-yu-ta. Aso-gui-koku.Nai-gue-iti-jin.Nyo-ze-to-gyo. Jin-ze-mi-jin. Sho-zen-nan-shi. O-i-un-ga. Ze-sho-se-kai. Ka-toku-shi-yui. Kyo-ke-ti-go.shu-fu. Mi-roku-bo-sa-to. ku-byaku-butsu-gon. Se-son.Ze-sho-se-kai. mu-ryo-mu-hen. Hi-san-ju-sho-ti. Yaku-hi-shin-riki-sho-gyu. I-sai-sho-mon. Hyaku-shi-butsu. I-mu-ro-ti. Fu-no-shi-yui. Ti-go-guen-shu. Ga-to-ju. A-yui-o-ti-ji.O-ze-ji-tyu. Yaku-sho-fu-das-se-son. Nyo-ze-sho-se-kai. Mu-ryo-mu-hen.
Suponhamos que uma pessoa possa reduzir quinhentos quatrilhões de nayuta asamkhya de grandes mundos em partículas de pó. Então, movendo-se para o Leste cada vez que passa por quinhentos quatrilhões de nayuta asamkhya de países deixa cair uma partícula de pó. Essa pessoa continua rumando para o Leste até derrubar todas as partículas de pó. Homens de fé devota, qual é a sua opinião? Será que o total de todos esses países pelos quais ela passou pode ser imaginado ou calculado?O bodhisattva Miroku e os demais disseram ao Buda: "Venerável, esses países são tão imensuráveis e infinitos que ninguém pode calcular quantos são, tampouco a mente tem capacidade para abarcá-los. Nem mesmo todos os homens de Erudição e Absorção com sua sabedoria livre da ilusão poderiam imaginar ou calcular esse número. Embora estejamos no estágio de avivartika, não podemos compreender esta questão. Venerável, só podemos dizer que esses países são imensuráveis e infinitos.Nesta passagem, Sakyamuni emprega uma analogia para indicar há quanto tempo ele atingira o estado de Buda. O período de tempo que ele descreve desta forma é chamado gohyaku-jintengo, que literalmente significa "quinhentos kalpas em partículas de pó."Ele cita inicialmente os "quinhentos quatrilhões de nayuta asamkhya de grandes mundos".Além de ser uma quantidade gigantesca, nayuta e asamkhya referem-se a números incalculavelmente elevados. Um número infinito multiplicado por um outro infinito resulta em um produto impossível de ser calculado.Na antiga cosmologia indiana um "mundo" corresponde ao universo inteiro. Mesmo um único mundo equivale a um espaço imenso com um sol e uma lua, tendo como centro o "Monte Sumeru, que se eleva a uma altura inimaginável. Um "grande mundo" consiste de um bilhão de mundos como esse.No capítulo juryo, entretanto, Sakyamuni fala de "quinhentos quatrilhões de nayuta asamkhya de grandes mundos". Isto indica um número de mundos tão impressionante que supera inclusive a magnitude do cosmos tal como o conhecemos.O Bodhisattva Miroku, que no capítulo Juryo representa toda a assembléia, diz a Sakyamuni: "Venerável, esses países são tão imensuráveis e infinitos que ninguém pode calcular quantos são, tampouco a mente tem a capacidade para abarcá-los. "A frase "tampouco a mente tem capacidade para abarcá-los" indica que a compreensão está até mesmo além da sabedoria dos homens de Erudição e Absorção que haviam extinguido os desejos mundanos, e além do estado de vida dos grandes bodhisattvas que atingiram o estágio de não-retrocesso na fé. Essa compreensão, na realidade, não se refere à capacidade de avaliar a magnitude do número ou da extensão do tempo, mas sim ao nível do estado de vida.
Ni-ji-butsu-go. Daí-bo-as-shu. Sho-zen-nan-shi. Kon-to-fun-myo. Sem-go-nyo-to.Ze sho-se-kai. Nyaku-jaku-mi-jin. Gyu-fu-jaku-sha. Jin-ni-i-jin. Iti-jin-i-ko.ga-jo-butsu-i-rai. Bu-ka-o-shi. Hyaku-sem-man-noku. Na-yu-ta. A-so-gui-ko.
Nesse momento, o Buda dirigiu-se à multidão de grandes bodhisattvas: "Agora, homens de fé devota, eu lhes digo claramente. Suponhamos que todos esses mundos, tendo recebido ou não uma partícula de pó, sejam uma vez mais reduzidos a pó. Digamos que cada partícula represente um kalpa. O tempo transcorrido desde que eu na realidade atingi a iluminação supera esse número em cem quatrilhões de nayuta asamkhya de kalpas."Nesse trecho, dizendo que irá fazer uma clara proclamação, Sakyamuni revela o remoto passado de gohyaku –jintengo.Primeiro, ele pede que considerem todos os mundos percorridos que receberam ou não uma partícula de pó e que os reduzam novamente a pó.A seguir, ele converte esse número infinito de partículas em tempo, declarando: "Digamos que cada partícula represente uma kalpa." Uma kalpa é um período extremamente longo.Por fim, Sakyamuni revela que atingiu a iluminação no passado de "cem quatrilhões de nayuta asamkhya de kalpas" mais distante que esse número imensurável de kalpas. Esse período é gohyaku-jintengo.Gohyaku-jintengo indica um ponto no passado inconcebivelmente remoto. Ainda assim, a duração que ele representa parece-nos limitada. Isso porque, como gohyaku-jintengo refere-se ao ponto no tempo em que Sakyamuni tornou-se Buda, ele indica um período com início definido.Contudo, em sua essência, a iluminação de Sakyamuni é "sem início". O propósito de Sakyamuni em explicar o gohyaku-jintengo era refutar a visão sobre a sua iluminação, segundo a qual ele havia atingido o estado de Buda em um certo momento da presente existência.
Ji-ju-ze-rai. Ga-jo-zai-shi. Sha-ba-se-kai. Se-po-kyo-ke. Yaku-o-yo-sho. Hyaku-sen-man-noku. Na-yu-ta. A-so-gui-koku. Do-ri-shu-jo.
Desde então, tenho estado sempre neste mundo saha, pregando e ensinando a Lei. E onde quer que esteja tenho conduzido e beneficiado as pessoas de quinhentos quatrilhões de nayuta asamkhya de mundos.Sakyamuni afirma logo no início que desde que atingiu o estado de Buda no remoto passado de gohyaku-jintengo, ele sempre veio pregando e ensinando a lei e instruindo as pessoas neste mundo saha. Em essência, ele afirma que o mundo saha é a terra pura onde o Buda do remoto passado habita eternamente. Esta é realmente uma revelação de imenso significado. De acordo com o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, "neste ponto, Sakyamuni mudou completamente o pensamento budista".Este mundo saha é a verdadeira terra onde o Buda realiza infinitas atividades e conduz todas as pessoas a felicidade. Em conformidade, se procuramos uma terra pura fora deste mundo saha, então estamos buscando uma terra efêmera fora da verdadeira terra. Em outras palavras, nossos esforços são em vão; como se estivéssemos perseguindo uma sombra ou uma imagem.
Sho-zen-nan-shi.o-ze-tyu-guen. Ga-setsu-nen-to-bu-to. U-bu-gon-go. Nyu-o-ne-han. Nyo-ze-kai-i. Ho-bem-fun-betsu. Sho-zen-nan-shi. Nyaku-u-shu-jo. Rai-shi-ga-sho. Ga-i-butsu-guen. Kan-go-shin-to. Sho-kon-ri-don. Zui-sho-o-do. Sho-sho-ji-setsu. Myo-ji-fu.do. Nen-ki-dai-sho. Yaku-bu-guen-gon. To-nyu-ne-han. Ui-shu-ju-ho-bem. Setsu-mi-myo-ho. No-ryo-shu-jo. Ho-kan-gui-shin.
Homens de fé devota, durante aquele tempo ensinei sobre o Buda Nento e outros, e descrevi como eles entraram no nirvana. Utilizei tudo isso como um meio para estabelecer distinções.Homens de fé devota, quando as pessoas vêm ao meu encontro, emprego a visão do Buda para observar a sua fé e ver se as suas demais capacidades são aguçadas ou morosas e então, dependendo da receptividade delas, apareço em diferentes mundos e prego meus ensinos com diferentes nomes e descrevo a duração de tempo durante o qual meus ensinos permanecerão válidos. Em algumas ocasiões, quando faço o meu advento, digo a elas que estou para entrar no nirvana, e também emprego diferentes meios para ensinar a maravilhosa e mística a Lei, alegrando seus corações.No trecho anterior a este, Sakyamuni explicou que sempre esteve presente neste mundo saha empenhando-se continuamente para conduzir as pessoas à iluminação. Já neste trecho, ele esclarece que as suas explanações sobre o surgimento dos budas do passado e de sua entrada no nirvana eram simplesmente meios para conduzir as pessoas; e que esses budas do passado eram personificações que ele, Sakyamuni, como o Buda que atingiu a iluminação no remoto passado, havia manifestado.
Sho-zen-nan-shi. Nyo-rai-ken-shu-jo. Gyo-o-sho-bo. Toku-há-ku-ja-sha. I-ze-nin-setsu. Ga-sho-shu-ke. Toku-a-noku-ta-ra-san-myaku-san-bo-dai. Nen-ga-jitsu. jo-butsu-i-rai.ku-on-nyaku-shi. Tan-ni-ho-ben. Kyo-ke-shu-jo. Ryo-nyu-butsu-do. As-nyo-ze-setsu.
Homens de fé devota, eu, o Buda, observei que há muitas pessoas que se contentam com ensinos inferiores, que são pobres de virtudes e cheias de desejos mundanos. A elas ensinei que em minha juventude entrei para o sacerdócio e mais tarde atingi o anuttara - samyak - sambodhi (iluminação).Mas, na verdade, a época em que atingi a iluminação é extremamente remota, conforme já disse a vocês. Este é simplesmente um meio que emprego para ensinar e converter as pessoas, e fazer com que sigam o caminho do Buda. Esta é a razão porque falo dessa maneira.A batalha espiritual do Buda que prega a eternidade da vida.A vida daqueles que avançam rumo a grandes ideais e dedicam-se ao contínuo auto-aprimoramento é sempre permeada com esperança, realização e inspiração. Essas pessoas um brilho que emana de seu interior e um fascínio indescritível.O Sutra de Lótus é uma escritura que encoraja as pessoas a seguirem ao longo do caminho de contínuos avanços. "Objetive atingir o grande estado de vida do Buda", "Desenvolva o infinito universo em seu coração!" O Sutra de Lótus expõe esse supremo caminho.
Para ensinar o Sutra de Lótus, o Buda apresentou primeiro vários ensinos como um meio para conduzir as pessoas.
Aquelas "que se contentam com ensinos inferiores" (gyo-o-sho-bo) indicam pessoas , de forma geral, que se apegam a um sistema de valores ou senso de propósito de vida inferiores; e que, como resultado, não aspiram atingir o grandioso estado de vida do Buda."Pobres de virtudes e cheias de desejos mundanos" ( Toku-ha-ku-ja-sha ) significa que essas pessoas acumularam poucas causas para atingirem o estado de Buda, e que suas vidas são corrompidas pelos desejos mundanos, tais como a avareza , a ira, a estupidez, a arrogância, a dúvida, os pensamentos errôneos e a inveja.Todos os ensinos do Buda são verdadeiros.
Sho-zen-nan-shi. Nyo-rai-en-kyo-den. Kai-i-do-da-shu-jo. Waku-se-ko-shin. Waku-se-ta-shin. Waku-ji-ko-jin. Waku-ji-ta-shin. Waku-ji-ko-ji.Waku-ji-ta-ji. Sho-sho-gon-setsu. Kai-jitsu-fu-ko.
Homens de fé devota, todos os Sutras expostos pelo Buda têm como propósito salvar e iluminar as pessoas. Algumas vezes falo de mim mesmo, outras vezes falo dos outros; algumas vezes revelo a mim mesmo, outras vezes revelo os outros; algumas vezes mostro meus próprios atos, outras vezes, os atos dos outros. Tudo o que ensino é verdadeiro, nada é falso.Todos os sutras anteriores ao Sutra de Lótus expostos por Sakyamuni eram para conduzir as pessoas à iluminação. Aqui, Sakyamuni enfatiza que esses ensinos, quando expostos de diferentes pontos de vista, representam a verdade; que nenhum deles é falso.
Sho-i-sha-ga. Nyo-rai-nyo-ji-ti-ken. San-gai-shi-so. Um-u-sho-ji. Nyaku-tai-nyaku-shutsu. Yaku-um-zai-se. Gyu-metsu-do-sha. Hi-jitsu-hi-ko. Hi-nyo-hi-i-.Fu-nyo-san-gai. Ken-no-san-gai.Nyo-shi-shi-ji. Nyo-rai-myo-ken. Mu-u-sha-ku-myo.
Por que faço isso? A razão é que o Buda vê o verdadeiro aspecto do mundo tríplice exatamente como ele é. Não há fluxo nem refluxo de nascimento e morte, nem existência neste mundo e extinção depois. Ele não é substancial nem vazio, não é consistente nem diverso. Não é o que aqueles que habitam o mundo tríplice pensam que seja. Tudo isso o Buda vê claramente, totalmente livre de erros.O Buda vê o mundo exatamente como ele éNesta passagem, Sakyamuni esclarece a extraordinária perspectiva do Buda sobre a vida que, pode-se dizer, representa a essência do Budismo. Este Sutra, em outras palavras, detém a chave para elevar o estado de vida de toda a humanidade.Provavelmente, não há para os seres humanos uma questão tão íntima e ao mesmo tempo tão distante e misteriosa como o nascimento e a morte. Tenho certeza de que o capítulo Juryo do Sutra de Lótus oferece a solução mais fundamental e convincente para este enigma. E essa passagem, por sua vez, contém uma parte importante dessa solução.
I-sho-shu-jo. U-shu-ju-sho. Shu-ju-gyo. Shu-ju-oku-so. Fun-be-ko. Yoku-ryo-sho-sho-zen-gon. I-nya-kan-in-nen. Hi-yu-gon-ji.Shu-ju-se-po. Sho-as-butsu-ji. Mi-zo-zan-pai.
As pessoas possuem naturezas, desejos, comportamentos, pensamentos e julgamentos diferentes. Por essa razão emprego diferentes ensinos, várias parábolas e histórias sobre relações causais para possibilitá-las a criarem boas causas. Esta prática, própria de um Buda, eu a tenho realizado ininterruptamente, sem nunca negligenciá-la por um momento sequer.A promessa do Buda de conduzir todas as pessoas à iluminação.Essa passagem esclarece a sabedoria do Buda para beneficiar as pessoas. Refere-se `promessa benevolente do Buda de não permitir que uma única pessoa seja esquecida ou excluída.A sabedoria do Buda que vê o verdadeiro aspecto do mundo tríplice exatamente como ele é constitui a "visão da benevolência", que preza afetuosamente todas as pessoas sem discriminação. É também a "visão da democracia", que respeita a individualidade de cada pessoa.
Nyo-ze. Ga-jo-butsu-i-rai. Jin-daí-ku-on. Ju-myo-um-ryo.A-so-gui-ko. Jo-ju-fu-metsu. Sho-zen-nan-shi. Ga-hongyo-bo-satsu-do. Sho-jo-ju-myo. Kon-yu-mi-jin. Bu-bai-jo-shu.
Desta forma, desde que atingi a iluminação, um período de tempo extremamente longo se passou. A extensão da minha vida é de infindáveis asamkhya de kalpas, e durante esse tempo sempre estive aqui sem ter entrado em extinção. Homens de fé devota, uma vez eu também realizei a prática de bodhisattva, e a vida que eu alcancei ainda perdura sem se exaurir. Ela durará ainda duas vezes o tempo de gohyaku jintengo.O texto, dessa parte em diante, está basicamente voltado para o futuro.A julgar pela aparência, o capítulo Juryo (Revelação da vida eterna do Buda) pode parecer um esclarecimento sobre o remoto passado de Gohyaku Jintengo. Na realidade, entretanto, o verdadeiro propósito desse capítulo está voltado para o futuro.Nitiren Daishonin diz que embora tenhamos a impressão de o Buda estar expondo os eventos do passado, quando examinamos esta passagem, podemos perceber que, na realidade, ele está se referindo especialmente ao período após seu falecimento. Ele está explicando eventos do passado como um precedente.
Nen-kon-hi-jitsu-metsu-do. Ni-ben-sho-gon. To-shu-metsu-do. Nyo-rai-i-ze-ho-ben. Kyo-ke-shu-jo. Sho-i-sha-ga. Nyaku-bu-ku-ju-o-se. Haku-toku-shi-nin. Fu-shu-zen-gon. Bin-gu-gue-sem. Ton-jaku-go-yoku. Nyu-o-oku-so. Mo-ken-mo-tyu. Nya-ken-nyo-rai. Jo-zai-fu-metsu. Ben-ki-kyo-shi. Ni-e-en-daí. Fu-no-sho-o. Nan-zo-shi-so. Ku-gyo-shi-shin.
Embora na realidade jamais entre em extinção, prenuncio minha própria morte. Esse é um meio hábil empregado pelo Buda para ensinar e converter as pessoas.Porque faço isso? Porque se o Buda permanece no mundo por um longo tempo, as pessoas de poucas virtudes não conseguirão acumular boas causas, por viverem na pobreza e na miséria irão se apegar aos cinco desejos e cairão nas armadilhas dos pensamentos ilusórios. Se vêem que o Buda sempre se encontra neste mundo e que nunca entra em extinção, agirão com arrogância e egoísmo, ficarão desencorajados ou se tornarão negligentes. Não conseguirão compreender o quanto é difícil encontrar o Buda e não irão se aproximar dele com respeito e reverência.O ato de Sakyamuni entrar no Nirvana foi um meio por ele empregado para conduzir as pessoas ao supremo estado de vida, o estado de Buda. O ensino do capítulo Juryo (Revelação da Vida Eterna do Buda) é a cristalização da luta espiritual de Sakyamuni para gravar a sabedoria e a benevolência do Buda na vida de seus discípulos e fazê-los avançar pelo mesmo caminho que ele.
Ze-ko-nyo-rai.I-ho-ben-setsu. Bi-ku-to-ti.Sho-bu-shu-se. Nan-ka-ti-gu. Sho-i-sha-ga. Sho-haku-toku-nin. Ka-um-ryo. Hyaku-sen-man-no-ko. Waku-u-ken-butsu. Waku-fu-ken-sha.I-shi-ji-ko. Ga-sa-ze-gon.Sho-bi-ku. Nyo-rai-nan-ka-to-ken. Shi-shu-jo-to. Mon-nyo-ze-go. Hi-to-sho-o. Nan-zo-shi-so. Shin-nen-ren-bo. Katsu-go-o-butsu. Ben-shu-zen-gon. Ze-ko-nyo-rai. Sui-fu-jitsu-metsu. Ni-gon-metsu-do. U-zen-nan-shi. Sho-butsu-nyo-rai. I-do-shu-jo. Kai-jitsu-fu-ko
Então, como um meio hábil, o Buda diz: "Monges, devem saber que é muito raro viver na mesma época em que o Buda aparece no mundo". Qual é a razão disso? Porque mesmo decorrido um tempo inimaginável de cem, mil, dez mil, cem mil kalpas entre as pessoas de poucas virtudes, algumas terão oportunidade de ver o Buda e outras não. Por esta razão, eu lhes digo: "Monges, é extremamente difícil conseguir ver o Buda". Ao ouvirem essas palavras, as pessoas compreenderão como é rara a oportunidade de ver um Buda. Em seus corações surgirão a vontade e o desejo ardente de contemplá-lo. Assim, elas o respeitarão e se esforçarão para acumular boas causas. Portanto, o Buda anuncia sua própria morte mesmo que na realidade isso não ocorra.Homens de fé devota, todos os budas ensinam a Lei assim, através de meios. Eles agem para salvar as pessoas, de maneira que o fazem é verdadeiro, nunca falso.Encontramos o Gohonzon devido a nossa profunda relação com o Buda.Essa passagem explica o significado insubstituível e o valor supremo que adquire a vida de uma pessoa quando ela consegue estabelecer uma relação com o Buda. O budismo ensina a importância de uma pessoa retribuir aos débitos de gratidão para com seu mestre. O mestre literalmente canaliza cada dose de energia para treinar seus discípulos de forma a possibilitá-los a superar a arrogância e a dependência, e avançarem ao longo do nobre e correto caminho de "a fé equivale à vida diária". Essa passagem demonstra o imenso débito de gratidão dos discípulos para com o Buda.
Hi-nyo-ro-i. Ti-e-so-datsu. Myo-ren-ho-yaku. Zen-ji-shu-byo. Go-nin-ta-sho-shi-soku. Nyaku-ju-ni-ju. Nai shi-hyaku-shu. I-u-ji-en. On-shi.yo-koku.
Imaginem, por exemplo, que haja um médico sábio e habilidoso que sabe como preparar remédios para curar eficazmente todos os tipos de doenças. Ele tem muitos filhos, talvez dez, vinte ou até mesmo cem. O médico viaja para uma terra distante para tratar de um determinado assunto.O Buda é o "Rei dos Médicos" que cura os sofrimentos fundamentais da vida".As parábolas são expressões da benevolência do Buda. Este é o início da famosa parábola do médico habilidoso e seus filhos doentes, ou a "Parábola do Bom Médico".
No segundo capítulo do Sutra de Lótus, "meios", Sakyamuni disse: "tenho exposto meus ensinos utilizando várias histórias sobre relações causais, parábolas e inúmeros meios." Na verdade, as escrituras budistas estão repletas de parábolas, alegorias e metáforas. Para possibilitar às pessoas compreenderem seu profundo ensino e torná-lo amplamente acessível, o Buda explicou-o usando diversos exemplos e comparações brilhantemente concebidos.
Sho-shi-o-go. On-ta-doku-yaku. Yaku-hotsu-mon-ran. En-den-u-ji. Ze-ji-go-bu. Guen-rai-ki-ke. Sho-shi-on-doku. Waku-shitsu-hon-shin. Waku-fu-ken-sha. Yo-ken-go-bu. Kai-dai-kan-gui. Hai-ki-mon-jin. Zen-nan-non-ki. Ga-to-gu-ti. Go-buku-doku-yaku. Gan-ken-ku-ryo. Kyo-shi-ju-myo.
Na ausência do pai, os filhos bebem um certo tipo de veneno que os faz enlouquecerem de dor e contorcerem-se no chão.Nesse momento, o pai retorna para casa e percebe que eles haviam tomado veneno. Alguns haviam perdido totalmente a razão, enquanto outros, não. Ao notarem que o pai havia retornado de tão longe, felizes, os filhos o abraçam implorando de joelhos: "Que bom que está aqui a salvo. Fomos estúpidos ao tomar veneno por engano! Suplicamos-lhe que nos cure e nos deixe continuar a viver!"O Buda concede às pessoas a força para viver.Nesse trecho, continuamos a estudar a Parábola do Bom Médico. Após o pai Ter partido, os filhos, em vez de beberem o remédio preparado por ele, tomam por engano uma poção de veneno preparada por uma outra pessoa. Mesmo em meio a uma dor extrema, as crianças regozijam-se ao ver que o pai havia voltado. O retorno dele deixou-os tranqüilos e confiantes. O médico representa o Buda, e seus filhos, as pessoas em geral. O veneno ingerido pelas crianças indica os ensinos errôneos que não foram expostos pelo Buda.
Bu-ken-shi-to. Ku-no-nyo-ze. E-sho-kyo-bo. Gu-ko-yaku-so. Shiki-ko-mi-mi. Kai-shitsu-gu-soku.To-shi-wa-go. Yo-shi-ryo-buku. Ni-sa-ze-gon. Shi-daí-ro-yaku. Shiki-ko-mi-mi. Kai-shitsu-gu-soku. Nyo-to-ka-buku. Soku-jo-ku-no. Mu-bu-shu-guen.
O pai, vendo seus filhos naquele sofrimento, começa a preparar várias prescrições. Colhe excelentes ervas medicinais que reúnem todas as qualidades de cor, fragrância e sabor. Ele então as mói, peneira e as mistura. Oferece uma dose para os filhos e lhes diz: "este é um remédio altamente benéfico que reúne todas as qualidades de cor, fragrância e sabor. Tomem-no e irão se sentir rapidamente aliviados de seus sofrimentos e livres de todos os males".A humanidade anseia pelo "remédio altamente benéfico" da Lei Mística.Há algum pai que, ao ver seus filhos sofrendo, não tentaria aliviar a dor deles? O Buda, do mesmo modo, compartilha os sofrimentos de todas as pessoas como se fossem os dele próprio.A verdadeira solidariedade consiste em aliviar os sofrimentos das pessoas e proporcionar-lhes alegria; e não apenas em sentir piedade ou condoer-se pelo sofrimento alheio. O Buda une-se às pessoas em todas as lutas e preocupações até que consiga realmente eliminar seus sofrimentos e conceder a verdadeira felicidade e paz de espírito.
Go-sho-shi-tyu. Fu-shi-shin-ja. Ken-shi-ro-yaku. Shiki-ko-gu-ko. Soku-bem-buku-shi. Byo-jin-jo-yu. Yo-shi-shin-ja. Ken-go-bu-rai. Sui-ya-kan-gui-mon-jin. Gu-shaku-ji-byo. Nen-yo-go-yaku. Ni-fu-ko-buku. Sho-i-sha-ga. Do-ke-jin-nyu.Shi-pon-shin-ko. O shi-ko-shiki-ko-yaku. Ni-i-fu-mi.
As crianças que ainda estavam com a mente sã compreendem que se trata de um remédio excelente tanto na cor como na fragrância; pelo fato de beberem-no rapidamente, conseguem se curar por completo da enfermidade. As que haviam perdido a razão alegram-se igualmente ao ver o pai regressar e suplicam-lhe que as cure, porém quando este lhes dá o remédio, recusam-se a tomá-lo. Por quê? Porque o veneno havia penetrado profundamente e a mente delas já não mais raciocinava como antes. Assim, embora o remédio tivesse excelente cor e fragrância, elas não percebem o bem que ele faz.Utilizar a sabedoria do Buda para corrigir os desvios da sociedade. Todos querem ser felizes e viver bem com os outros. Ninguém deseja conviver com alguém em um ambiente de ódio e desprezo mútuos.Na realidade, contudo, vemos pessoas que vivem exatamente nessas condições. Com freqüência, as pessoas rolam pela ladeira da desventura devido a erros de julgamento por preocuparem-se demasiadamente com assuntos triviais. Muitas entram em conflito ou iniciam disputas por questões que, de uma perspectiva mais ampla, são realmente insignificantes.Apesar de, em seu íntimo, as pessoas buscarem desesperadamente a felicidade, nos momentos cruciais seguem justamente para a direção oposta. As crianças enfermas citadas nesse trecho representam os seres humanos tolos ou de mente distorcida, incapazes de fazer julgamentos corretos.
O Buda utiliza a luz da sabedoria para guiar a vida desvirtuada das pessoas para a direção correta, ou seja, para a felicidade. Essa é a lição que a Parábola do Bom Médico deixa a todos nós.
Bu-as-ze-nen. Shi-shi-ka-min. I-doku-sho-tyu. Shin-kai-tem-do. Sui-ken-ga-ki. Gu-sha-ku-ryo. Nyo-ze-ko-yaku. Ni-fu-ko-buku. Ga-kon-to-setsu-ho-bem. Ryo-buku-shi-yaku.Soku-as-ze-gon. Nyo-to-to-ti. Ga-kon-sui-ro. Shi-ji-i-shi. Ze-ko-ro-yaku. Kon-ru-zai-shi. Nyo-ka-shu-buku. Motsu-fu-sai.
O pai pensa: "Meus pobres filhos! O veneno ingerido afetou-lhes a mente por completo. Apesar de estarem felizes por me verem e pedirem que os cure, recusam-se a tomar este excelente remédio. Agora terei de recorrer a algum meio para que eles tomem o remédio." Assim sendo, ele diz para as crianças: "Ouçam meus filhos, estou ficando velho e fraco. A minha vida está chegando ao fim. Deixo aqui este excelente remédio para vocês. Devem tomá-lo sem se preocupar se fará efeito."Ao ver que os filhos se negavam terminantemente a tomar o remédio, o pai pensa: "meus pobres filhos!" São palavras que comovem a alma e transmitem a profunda benevolência do Buda, que visa a guiar todos, sem exceção, à felicidade. Porém, o pai não os obriga a tomar o remédio.As "distorções" que se ocultam nas profundezas do coração humano não se transformam por meios compulsivos. É importante que as pessoas tomem o remédio e o aceitem por vontade própria. Isso porque a "visão correta" para perceber a própria condição diretamente e sem distorções já existe nessa mesma ação.O pai, movido pelo amor e preocupação por seus filhos, em seu desejo de que manifestem sua automotivação, em vez de obrigá-los, utiliza a sua sabedoria para fazer com que tomem o remédio por vontade própria.
As-ze-kyo-i. Bu-shi-ta-koku. Ken-shi-guen-go.Nyo-bu-i-shi. Ze-ji-sho-shi. Mon-bu-hai-so. Shin-dai-u-no. Ni-as-ze-nen. Nyaku-bu-zai-sha. Ji-min-ga-to.No-ken-ku-go. Kon-ja-sha-ga. On-so-ta-koku. Ji-yui-ko-ro. Mu-bu-ji-ko. Jo-e-hi-kan. Shin-zui-sho-go. Nai-ti-shi-yaku. Shiki-ko-mi-mi. Soku-shu-buku-shi. Doku-byo-kai-yu. Go-bu-mon-shi. Shi-ti-toku-sai. Jin-bem-rai-ki. Guen-shi-ken-shi.
Logo após ter dado essas instruções, ele parte rumo a outras terras, de onde envia um mensageiro para anunciar aos filhos: "Vosso pai faleceu". Nesse momento, os filhos, ao escutarem que o pai os havia abandonado e morrido, são tomados pela dor e consternação e pensam: "se nosso pai ainda estivesse vivo, teria piedade de nós e faria algo para nos salvar. Porém, ele nos abandonou e morreu em alguma terra distante. Agora somos órfãos desprotegidos e não temos ninguém em quem possamos confiar!"Sentindo essa angústia constante, por fim recobram a razão e compreendem que o remédio de fato tem excelente cor, fragrância e sabor. As crianças tomam o remédio, sendo portanto curadas de todos os efeitos do veneno. O pai, ao saber da cura dos filhos, regressa imediatamente para casa e aparece diante deles uma vez mais.Os Bodhisattvas da Terra são nobres emissários do Buda que conduzem as pessoas à felicidade. O Buda é o supremo líder de toda a humanidade, que se levantou resoluto pela felicidade eterna de todas as pessoas. "Como posso salvar as pessoas do sofrimento após a minha morte? Essa é a questão mais importante que confronta o Buda; nesse ponto encontra-se sua verdadeira missão.
Sho-zen-nan-shi. O-i-un-ga. Ha-u-nin-no. Se-shi-ro-i.Ko-mo-zai-fu. Ho-tya.Se-son. Butsu-gon. Ga-yaku-nyo-ze. Jo-butsu-i-rai. Mu-ryo-mu-hen. Hyaku-sen-man-noku. Na-yu-ta. A-so-gui-ko. I-shu-jo-ko.I-ho-ben-riki. Gon-to-metsu-do. Yaku-mu-u-no. Nyo-ho-setsu-ga. Ko-mo-ka-sha. Ni-ji-se-son. Yoku-ju-sem-shigui. Ni-setsu-gue-gon.
"Homens de fé devota, o que acham disso? Poderia alguém acusar este médico habilidoso de mentiroso?"Não, Honorável."Então o Buda disse: "O mesmo sucede comigo. Uma infinidade de centenas de milhares de nayuta e de asamkhya de kalpas decorreram desde que atingi o estado de Buda. Porém, pelo bem dos seres vivos, emprego o poder dos meios hábeis e digo que vou entrar em extinção. Entretanto, em vista das circunstâncias, ninguém pode acusar-me de mentiroso.Nesse momento, o Buda, desejando enfatizar uma vez mais o seu ensino, começa a dizer em forma de versos poéticos...Depois de concluir a Parábola do Bom Médico, Sakyamuni apresenta a seguinte questão a seus discípulos: "Poderia alguém acusar este médico habilidoso de mentiroso?"Que acham disso?" ele pergunta. "Com certeza, não irão dizer que ele é um mentiroso, não é mesmo?"Ele espera a concordância de seus discípulos e então declara: "O mesmo sucede comigo." E prossegue explicando qual o seu propósito mediante a analogia com o bom médico.Esta é outra passagem que revela o relacionamento sincero que Sakyamuni mantinha com seus discípulos. Com certeza, não se tratava de um monólogo. Sakyamuni não foi um homem arbitrário nem dogmático.
Na realidade, no mundo de hoje é muito difícil encontrar líderes dotados de tamanha magnanimidade como a dele.
Jigague Parte em verso do Capítulo Juryo revelação da vida eterna do buda.
O jigague é um canto de louvor ao "eu superior" qual o significado de jigague? o gue, no final da palavra jigague quer dizer "verso". em outras palavras, chama-se gue o texto que relata os ensinos do buda ou que enaltece as virtudes do buda e dos bodhisattvas por meio de versos poéticos. gue são escrituras budistas que devido ao ritmo poético, são fáceis de recitar e de memorizar. pelo fato de esses versos começarem com as palavras ji ga toku burai, são chamados "jigague".
Ji-ga-toku-bu-rai. Sho-kyo-sho-ko-shu. Mu-ryo-hyaku-sen-man. Oku-sai-a-so-gui.Jo-se-po-kyo-ke. Mu-shu-oku-shu-jo.Ryo-nyu-o-butsu-do. Ni-rai-mu-ryo-ko.
Desde que atingi o estado de Buda, infindáveis asamkhya de kalpas transcorreram. Constantemente venho pregando, ensinando e propagando a Lei a milhares de seres vivos. Fazendo com que entrem no Caminho do Buda, e tudo isso durante intermináveis kalpas.Do ponto de vista literal, a passagem "Desde que atingi o estado o estado de Buda" (Ji ga toku bu rai) significa: desde que Sakyamuni tornou-se um Buda. Porém, o texto apresenta um significado mais profundo quando interpretado do ponto de vista de seu significado implícito.Com relação à frase "atingi o estado de Buda", meu mestre dizia:
"O estado de Buda não é algo que nos chega de fora. Ao contrário, essa passagem descreve com clareza a função do estado de Buda que surge das profundezas da nossa vida.
"I-do-shu-jo-ko. Ho-ben-guen-ne-han. Ni-jitsu-fu-metsu-do. Jo-ju-shi-se-po. Ga-jo-ju-o-shi. I-sho-jin-zu-riki. Ryo-ten-do-shu-jo. Sui-gon-ni-fu-ken.
Como um meio hábil aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas. Mas, na realidade, não entro em extinção. Sempre estou aqui ensinando a Lei.Sempre estou aqui. Porém, devido ao meu poder místico as pessoas de mentes distorcidas não conseguem me ver mesmo quando estou bem perto delas.No capítulo Juryo ( Revelação da Vida Eterna do Buda ) esclarece que o Buda apenas aparenta entrar em extinção ou no nirvana como um meio hábil.
A verdade é que, devido a sua benevolência e sabedoria, ele continua a empenhar-se eternamente para conduzir as pessoas à felicidade.
Shu-ken-ga-metsu-do. Ko-ku-yo-sha-ri.Guen-kai-e-ren-bo. Ni-sho-katsu-go-shin. Shu-jo-ki-shin-buku. Shiti-jiki-i-nyu-nan.I-shin-yo-ken-butsu Fu-ji-shaku-shin-myo. Ji-ga-gyu-shu-so. Ku-shutsu-ryo-ju-sen.
Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana, consagra muitas oferendas às minhas relíquias. Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me. Quando esses seres realmente se tornam fiéis, honestos, justos e de propósitos pacíficos, quando ver o Buda é o seu único pensamento, não hesitando mesmo que isso custe a própria vida, então, eu apareço junto à assembléia de discípulos sobre o Sagrado Pico da Águia.O Gongyo que realizamos todas as manhãs e todas as noites é uma cerimônia que funde o microcosmo da nossa vida com o macrocosmo de Universo formando um coro harmonioso. O som da lei Mística, das vozes recitando o Daimoku, é um "canto universal".A cada manhã e noite, imergimos na sinfonia da Lei Mística que reverbera por todo o Universo.
Os budas, bodhisattvas e deuses budistas das três existências e das dez direções nos envolvem com seu louvor e proteção.
Ga-ji-go-shu-jo. Jo-za-shi-fu-metsu. I-ho-ben-ri-ko. Guen-u-metsu-fu-metsu. Yo-koku-u-shu-jo. Ku-gyo-shin-gyo-sha.Ga-bu-o-hi-tyu.I setsu-mu-jo-ho. Nyo-to-fu-mon-shi.Tan-ni-ga-metsu-do. Ga-ken-sho-shu-jo. Motsu-zai-o-ku-kai. Ko-fu-i-guen-shin. Ryo-go-katsu-go. In-go-shin-ren-bo. Nai-shutsu-i-se-po.
Nesse momento, digo à multidão de seres: Eu sempre estou aqui, jamais entro em extinção.No entanto, como um meio hábil, algumas vezes aparento entrar no nirvana. E outras vezes, não. Quando em outras terras há seres que desejam respeitosa e sinceramente crer, então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável. Porém, não compreendendo minhas palavras, todos aqui insistem em pensar que eu morri. Quando vejo os seres afogados em um mar de sofrimentos eu não me exponho, para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me.Então, quando seu coração se enche de ansiedade, finalmente apareço e ensino a Lei para eles.O Buda é como um sol entre as pessoas.O Buda é como um sol entre as pessoas. Ele surge onde há indivíduos com espírito de procura iluminando sua vida com o brilho de um sol.Um dos discípulos de Sakyamuni compôs um poema louvando a grandiosidade de seu mestre: "Vejam o esplendor do grande! Não brilha como um sol no firmamento?"O Sol sempre brilha solenemente, mesmo em ocasiões em que esteja encoberto por um manto de nuvens, não podendo assim ser visto da Terra.
Do mesmo modo, o Buda está sempre presente no mundo. A frase "Eu sempre estou aqui, jamais entro em extinção" descreve o verdadeiro aspecto da vida do Buda.
Jin-zu-riki-nyo-ze. O-a-so-gui-ko. Jo-zai-ryo-ju-sen. Gyu-yo-sho-ju-sho.Shu-jo-ken-ko-jin. Dai-ka-sho-sho-ji. Ga-shi-do-an-non. Tem-nin-jo-ju-man. On-rin-sho-do-kaku. Shu-ju-ho-sho-gon. Ho-ju-ta-ke-ka. Shu-jo-sho-yu-raku. Sho-tem-gyaku-tem-ku.Jo-as-shu-gui-gaku. U-man-da-ra-ke. San-butsu-gyu-dai-shu
.Assim são meus poderes místicos. Por asamkhya de kalpas, sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares. Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa e tudo é consumido em chamas, esta minha terra permanece segura e tranqüila, sempre cheia de seres humanos e seres celestiais. Vários tipos de gemas adornam seus corredores e pavilhões, jardins e bosques. Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão, sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos. As divindades fazem repicar os tambores celestiais interpretando, sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai, espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.Existe em nossa vida um paraíso indestrutível.Qual é o propósito da vida? A felicidade. E qual é o propósito da religião ou da fé? Deve ser igualmente a felicidade do ser humano.
O que, então, vem a ser felicidade? Em que consiste uma vida feliz?Se a felicidade pudesse ser encontrada nos prazeres efêmeros, o mundo estaria transbordando de felicidade. Se a verdadeira felicidade pudesse ser encontrada em uma vida só de entretenimento, então, o mais apropriado seria consagrar-se ao hedonismo. Porém, do ponto de vista da eternidade da vida, por todo o passado, presente e futuro, essa felicidade é uma ilusão e, no final irá se mostrar inútil e vazia.
Ga-jo-do-fu-ki. Ni-shu-ken-sho-jin. U-fu-sho-ku-no. Nyo-ze-shitsu-ju-man Ze-sho-zai-shu-jo.I-aku-go-in-nen.Ka-a so-gui-ko.Fu-mon-san-bo-myo.
Minha terra pura é indestrutível, porém, a multidão a vê consumir-se em chamas, mergulhada em sofrimentos, angústia e temor. Esses seres devido a suas várias ofensas e causas provenientes de suas más ações, passam asamkhya de kalpas sem escutar o nome dos três tesouros.A fé corresponde a uma grande revolução em nosso modo de pensar."Minha terra pura é indestrutível." Que força emana essas palavras! Este mundo saha é a verdadeira terra do Buda eterno. É o palco real onde o Buda "imortal" empenha-se resolutamente para levar todas as pessoas à felicidade. Portanto, ela não pode ser destruída. Essa é a declaração do Buda.Quando nos embasamos firmemente nessas palavras do Buda, todo o temor desaparece. A nossa convicção de que habitamos em uma terra pura e indestrutível se manifesta como uma coragem invulnerável, como uma esperança sem fim. E brota em nossa vida o poder transformador para converter "um mundo impermanente e impuro" em "uma eterna terra pura".
Sho-u-shu-ku-doku. Nyu-wa-shiti-jiki-sha.So-kai-ken-ga-shin. Zai-shi-ni-se-po.Waku-ji-i-shi-shu. Setsu-butsu-ju-mu-ryo. Ku-nai-ken-bu-sha. I-setsu-butsu-nan-ti.
Mas os que praticam os caminhos meritórios, que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros, todos me vêem aqui em pessoa, ensinando a Lei. Às vezes para essa multidão exponho que a duração da vida do Buda é imensurável; e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.Praticar a Lei Mística de forma "correta e sincera" produz grandes benefícios.Podemos receber grandes benefícios da lei Mística se mantivermos a fé com uma conduta correta e sincera. Indica que as pessoas nobres e pacíficas que acumularam benefícios podem ver o Buda expor a Lei em prol da felicidade das pessoas.As palavras "nobres e pacíficos" referem-se a possuir uma mente aberta, ampla e flexível. Isso não que dizer, de modo algum, que devamos se volúveis.
Ao contrário, revela a conduta de ver a verdade exatamente como ela é, sem deixarmo-nos influenciar pelos preconceitos, tendências, aparências e outros fatores semelhantes.
Ga-ti-riki-nyo-ze. E-ko-sho-mu-ryo. Ju-myo-mu-shu-ko. Ku-shu-go-sho-toku. Nyo-to-u-ti-sha. Mo-to-shi-sho-gui. To-dan-ryo-yo-jin. Butsu-go-ji-pu-ko.
O poder de minha sabedoria é tamanho que seus raios iluminam o infinito. Minha vida, extensa como incontáveis kalpas, é resultante de uma prática muito longa. Homens de sabedoria, não abriguem nenhuma dúvida sobre isso! Livrem-se das dúvidas definitivamente, pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras.Avancemos banhados pela grandiosa luz do Gohonzon.Esta passagem descreve a ilimitada sabedoria do Buda que, como o sol primaveril, rejuvenesce e nutre todas as formas de vida. A primavera provoca uma completa explosão de vida; de flores magníficas e de folhas novas que, banhadas pela grande luz do Sol, manifestam sua vitalidade umas competindo para sobressair mais do que outras. Da mesma forma, a grande luz da sabedoria do Buda brilha e nutre os botões do estado do Buda na vida de todas as pessoas.
Nyo-i-zen-ho-ben. I-ji-o-shi-ko. Jitsu-zai-ni-gon-shi. Mu-no-se-ko-mo. Ga-yaku-i-se-bu. Ku-sho-ku-guen-sha.
O Buda é como um excelente médico que se vale de meios hábeis para curar seus filhos iludidos. Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana. Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso. Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que encontram aflitos.O Buda é uma pessoa de ação com os olhos fixos na humanidade.Ao se comunicarem com o ritmo vibrante do jigague, que incorpora, em essência, o estado de vida do Buda, com certeza aqueles que viveriam após Sakyamuni poderiam ouvir sua voz, o som de seu coração, atravessando a vastidão do tempo e do espaço. Pode-se dizer que, em parte por essa razão, o Sutra de Lótus tem sido tão respeitado e amplamente recitado pelas pessoas ao longo do tempo.
I-bon-bu-ten-do. Jitsu-zai-ni-gon-metsu.I-jo-ken-ga-ko. Ni-sho-kyo-shi-shin. Ho-itsu-jaku-go.yoku. Da-o-aku-do-tyu. Ga-jo-ti-shu-jo. Gyo-do-fu-gyo-do. Zui-o-sho-ka-do. I-se-shu-ju-ho.
Devido à ilusão das pessoas, apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana. Pois se me vissem constantemente, a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração. Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos, e cairiam nos maus caminhos da existência. Estou sempre ciente de que são as pessoas que praticam o Caminho e as que não o praticam, e, em resposta às suas necessidades de salvação ensino-lhes várias doutrinas.O "caminho" é o Sutra de Lótus.Se as pessoas crêem que o Buda está sempre perto delas podem tornar-se arrogantes ou criar uma relação de dependência para com ele. Por fim, elas acabam caindo nos maus caminhos da existência devido ao seu apego aos cinco desejos.
Nessa condição, não é possível que atinjam o estado de Buda.Portanto, como um meio hábil, o Buda explica que entrará no nirvana. Munido de imensa benevolência ele sempre ensina a Lei de forma que as pessoas possam criar e desenvolver uma verdadeira autonomia.
Mai-ji-as-ze-nen.I ga-ryo-shu-jo. Toku-nyu-mu-jo-do. Soku-jo-ju-bu-shin.
Medito constantemente: Como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um buda?O grande voto do Buda de conduzir todas as pessoas à felicidade.Este trecho revela a determinação eterna do Buda, seu grande desejo desde o tempo sem início. O Buda anseia por uma única coisa: ajudar as pessoas a atingir a felicidade suprema. Esse é o pensamento constante de Sakyamuni, conforme suas próprias palavras.
Bibliografias recomendadas: Sutra de Lótus - Preleção dos capítulos hoben e Juryo - Daisaku Ikeda
A sabedoria do Sutra de Lótus - Daisaku Ikeda Editora Brasil Seikyo