"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover

em direção ao seu desejo".

3 de jan de 2009

GOSHO - O Oferecimento de um Robe de Verão

(Sajiki Nyobo Gohenji – pág.1231)

A mulher é como a água que assume a forma de seu recipiente.
A mulher é como a flecha, que se ajusta ao arco.
A mulher é como o navio, que é guiado por seu leme. Portanto, a mulher tornar-se-á ladra se o seu marido for um ladrão, e ela tornar-se-á uma rainha se o seu marido for um rei. Se ele for um homem de virtude (que possui fé na Verdadeira Lei), ela tornar-se-á um buda. Não apenas nesta vida, mas também na próxima, a sua sina será determinada por seu marido.
Hyoe no Saemon é um devoto do Sutra de Lótus.
Pelo fato de ser a esposa dele, não obstante o que possa acontecer, o Buda a reconhecerá como uma mulher do Sutra de Lótus. Além disso, a senhora ativou a fé espontaneamente, e enviou-me este robe de verão em prol do Sutra de Lótus.
Há dois tipos de devotos do Sutra de Lótus: santos e mortais comuns. O santo despe-se de sua pele e usa-a para transcrever a palavra de um Sutra. Se o mortal comum oferece o seu único robe ao devoto do Sutra de Lótus, então, o Buda aceita-o como igual à pele que o santo removeu.
O seu robe de verão foi oferecido aos Budas dos 69.384 caracteres que compõem o Sutra de Lótus. Deste modo, equivale a 69.384 robes. E, como cada um desses 69.384 Budas abrangem todos os 69.834 caracteres do Sutra, é como se tivesse oferecido essa quantidade de robes a cada um deles. Para ilustrar, suponha um vale de mil ri quadrados coberto com espessa grama. Quando uma pequena centelha do tamanho de um feijão é colocada sobre uma simples folha de capim, o incêndio espalha-se por todo o campo num instante, fazendo irromper um imensurável e ilimitado lençol de fogo. O mesmo é o caso deste robe. Embora seja apenas um, foi oferecido aos Budas de todos os caracteres do Sutra de Lótus.
Esteja firmemente convicta de que os benefícios deste oferecimento estender-se-ão aos seus pais, seus avós e um número incontável de outras pessoas, a ainda o marido que a senhora ama com tanto afeto.
Nitiren
Vigésimo-quinto dia do quinto mês

Fundo de Cena

Em 25 de maio de 1275, Nitiren Daishonin escreveu esta carta, em Minobu, a Sajiki Nyobo, uma de suas seguidoras, que vivia em Kamakura. Afirma-se que Sajiki Nyobo tenha sido a esposa de Indo Saburo Zaemon Sukenobu, um irmão mais velho de Ben Ajari Nissho, um dos seis discípulos seniores de Nitiren Daishonin. Há pouquíssimos dados seguros a respeito dela.
Por volta da primavera, Sajiki Nyobo gentilmente confeccionou um robe para Nitiren Daishonin vestir no verão. Nessa época, ele estava morando num eremitério no isolamento do Monte Minobu, sofrendo muitas privações. Nesta carta, Nitiren Daishonin explana o significado e benefício do oferecimento, e elogia a fé nutrida por Sajiki Nyobo.
O parágrafo inicial reflete aspectos da sociedade feudal do Japão, na qual a mulher possuía pouca independência e sua sorte era amplamente determinada pelo marido. Nitiren Daishonin afirma que Sajiki Nyobo, por abraçar o Sutra de Lótus poderá atingir o estado de Buda. Contudo, o que ele mais louva, é a fé sincera que a moveu espontaneamente a oferecer-lhe um robe.
Em seguida, ele expõe dois tipos de devotos do Sutra de Lótus: santos, tais como os descritos nos sutras e mortais comuns. Apesar da expressão de dedicação dos dois possa diferir, os benefícios recebidos serão os mesmos. Finalmente, Nitiren Daishonin explica que uma vez que todos os Budas originam-se do Sutra de Lótus, o robe de Sajiki Nyobo, foi na realidade, oferecido a todos eles, e os benefícios dela serão, correspondentemente, grandes.


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