"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover

em direção ao seu desejo".

16 de jan de 2012

Uma verdade universal

(...) Acredito que, desse prisma maduro, ...não vale a pena morrer nem derramar sangue por causa dos credos, que foram formulados pelos religiosos no transcorrer da História. Muito mais importantes são: o amor divino que Jesus encarna, o despojamento de Buda, a entrega absoluta do Mahatma Gandhi à causa da paz, a pureza de São Francisco de Assis. (...) É preciso lapidar o diamante da nossa vida. Um dia, porém, concluímos o que para os santos é natural como a respiração. Plantar uma árvore é mais importante do que rezas mecânicas. Um abraço de amor vale mais do que a seriedade dos credos que não convencem. É melhor um banho de cachoeira do que os batismos de um formalismo sufocante. Preferível o palavrão de alerta às declarações hipócritas de um amor sem futuro." 


 Jonas Rezende

O que significa ser “mestre da sua mente”?


Myoho-rengue-kyo é a força motriz da transformação. É a Lei Mística presente nas profundezas de nossa vida. A mudança de nossa postura mental, conquistada com a recitação do Daimoku, transforma todos os níveis da vida pra melhor.
Todos os níveis da vida
Todos os níveis citados acima são: o interior do indivíduo, seu modo de vida e o ambiente que o rodeia. Essa mudança que nasce do interior gera inclusive a transformação de toda a humanidade.
MUDE A SUA MENTE,
MUDE A REALIDADE
Todo individuo é capaz de transformar sua realidade a partir da mudança de sua mente. O objetivo do Daimoku é possibilitar que a pessoa seja o mestre de sua própria mente.
Seja o mestre de
sua mente
Tornar-se o mestre da própria mente é fundamental porque é ela que torna possível atingir o estado de Buda. Nitiren Daishonin afirma: “Torne-se mestre de sua mente, em vez de permitir que ela o domine”. (WND, vol. I, pág. 502.)
A sutileza da mente
O presidente Ikeda explanou: “Se seguimos a mente repleta de ilusão das pessoas comuns, que tende a ser fraca e facilmente influenciada, nosso potencial interior pode definhar em pouco tempo ou, pior, nossa vida pode sucumbir aos impulsos negativos e destrutivos. Este é um problema que provém da sutileza da mente”. (TC, edição 466, 01 de junho 2007, p. 48)
A chave para o
estado de Buda
“Pelo fato de a mente ou o coração ser a chave para atingir o estado de Buda nesta existência, não devemos ser derrotados por nossa fraqueza intrínseca. Esse é o propósito da prática budista. A mente das pessoas comuns, sujeita à ilusão, oscila a todo o momento. Por isso, não devemos deixar que essa mente instável seja nosso guia ou mestre.”
Um elefante selvagem
No Sutra dos Seis Paramitas está escrito: “Nossa mente pode, subitamente, escapar de nosso controle. Por isso, devemos domá-la como se fosse um elefante selvagem, e não permitir que ela se torne nosso mestre. Em vez disso, nós é quem devemos ser seu mestre”.
Não seja dominado
O Sutra do Nirvana contém um trecho similar: “Oro para que venha a se tornar mestre de sua mente, em vez de permitir que ela o domine”. (Ibidem)
Diretriz eterna
“Torne-se o mestre de sua mente”, existem referências a essa afirmação em vários escritos e sutras. Reforçando esse ponto, Nitiren Daishonin advertiu seus discípulos por diversas vezes. Chegando a fazer dela uma diretriz para todos os seus seguidores.
Como se tornar o
mestre da mente?
“Para nos tornarmos mestre de nossa mente, precisamos ter uma excelente bússola na vida e um brilhante farol na fé. Não podemos ser governados pela natureza inconstante, fraca e mutável da mente sujeita a ilusões de uma pessoa comum.”
Na direção correta
Para ser o mestre de sua mente, deve-se conduzir a mente na direção correta. Essa direção é o ritmo fundamental da vida ou a Lei Mística. Dessa forma, o verdadeiro mestre da mente é a Lei e os ensinos do Buda.
O mestre do Buda
Sakyamuni
“O Buda Sakyamuni proferiu o juramento de que o mestre de sua mente seria a Lei para a qual havia se iluminado; seu orgulho era viver fiel a esse juramento. Esse modo de vida corresponde à frase “procurar refúgio na Lei”, proferida por Sakyamuni como instrução final aos seus discípulos antes de morrer”.
Seguidores da
mente vacilante
“Os sacerdotes das várias escolas budistas, da época de Daishonin, esqueceram-se desse espírito de Sakyamuni. Seguindo seu próprio pensamento ou ideias arbitrárias, perderam de vista os ensinamentos do Buda, denegriram o Sutra de Lótus e sucumbiram à própria arrogância.”
A prática para
dominar a mente
“Em contraste, Nitiren Daishonin ensinou que o verdadeiro mestre da mente é Myoho-rengue-kyo — o coração do Sutra de Lótus e a Lei fundamental de todos os budas —, e estabeleceu a prática concreta da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo para dominar a mente.”
O verdadeiro mestre
da mente
O Buda Nitiren Daishonin ensinou a seus discípulos que o ponto primordial da fé é o espírito de procura pelo verdadeiro mestre da mente: a Lei Mística.
Os problemas são
como sonhos
Numa carta aos irmãos Ikegami, Nitiren Daishonin afirma: “Uma passagem do Sutra dos Seis Paramitas nos exorta a sermos mestres de nossa mente, em vez de permitirmos que ela nos domine. Seja qual for o problema, considerem-no não mais que um sonho e pensem somente no Sutra de Lótus”. (WND, v. I, p. 502.)
Conclusão
O presidente Ikeda conclui: “Por mais difíceis que sejam as circunstâncias que tenhamos de enfrentar, poderemos infalivelmente transformá-las se não vacilarmos na fé. A fé é uma batalha contra nossa própria fraqueza. Daishonin nos ensina que, para triunfar nessa batalha, devemos basear nossa vida com toda a sinceridade no Sutra de Lótus — a Lei Mística —, sem nos deixar influenciar por nossa fraqueza interior.”

12 de jan de 2012

• O respeito em primeiro lugar




Ao serem indagadas quanto ao que consideram mais importante para manter um relacionamento duradouro, seja entre casais, entre amigos, seja entre familiares, a maioria das pessoas responde ser a existência do respeito, da sinceridade e lealdade entre as partes. Esses fatores, em síntese, são fundamentais para estreitar os laços afetivos. 
Esse respeito não quer dizer que uma pessoa é obrigada a acatar e concordar com tudo que a outra diz, ou que deva resignar-se perante a outra só para evitar conflitos. O respeito reside em saber ouvir o outro e não somente querer expressar seu ponto de vista, em ser imparcial, flexível e sincero o suficiente para chegar a um acordo. Esse é o procedimento correto no diálogo. Quem respeita, sabe dialogar. 


• Vale a pena perdoar 


Muitas vezes as pessoas discutem umas com as outras chegando a romper totalmente as relações. 
Com o tempo, o motivo que as levaram a essa situação torna-se insignificante. Algumas podem até dar-se conta disso, porém, por orgulho, preferem continuar como estão. 
É tolice prolongar o problema, afinal nem mais importa saber quem foi o culpado. O perdão permite recomeçar um novo processo numa relação. Deixar o orgulho e a raiva de lado vale a pena e em momento nenhum demonstra ser um sinal de fraqueza. Ao contrário, revela se tratar de uma pessoa tolerante e de firme caráter. Conforme diz o ditado, quem perdoa é quem ganha. 
No budismo há o conceito chamado de origem dependente que revela a inter-relação existente entre todos os seres. Há também os conceitos de relação cármica e kenzoku (pessoas ou grupo de pessoas que possuem uma mesma tendência de vida). Portanto, os indivíduos vêm a se encontrar e a conviver (na família, no trabalho, na comunidade etc.) por possuírem inerente essa relação cármica ou tendência de vida. Assim sendo, é inútil fugir ou procurar estratégias para desvencilhar-se dos problemas de relacionamento. Uma vez que essa tendência é inerente, ela acompanhará a pessoa aonde quer que vá, da mesma forma que a sombra segue o corpo. Mas felizmente as tendências podem ser mudadas. Por essa razão, aqueles com problemas de relacionamento são orientados a transformar positivamente essa tendência. Isso faz parte do processo da revolução humana. 
Há ainda uma outra razão, e esta ainda mais profunda, para que as pessoas se esforcem em mudar a tendência de vida e conviver em harmonia. Com base nesses conceitos mencionados, por mais que as pessoas tentem evitar umas às outras, num dado momento e circunstância, suas vidas se cruzarão no mesmo caminho. Essas circunstâncias, em geral, são momentos de dificuldades e sofrimentos. Poderá ocorrer então de a pessoa perceber que somente a outra, e mais ninguém, é capaz de ajudá-la. Isso pode parecer para muitos rigoroso demais ou então se tratar de uma ironia do destino. No entanto, no budismo trata-se da inter-relação dos seres. 


• Não prolongue o problema, tome a iniciativa 


Diz o ditado que quando um não quer, dois não brigam. Isso implica que uma das partes tem de tomar a iniciativa para remediar a situação. 
Questionado sobre que conselho daria a uma pessoa que sente que de repente passou a ser tratada friamente pelo amigo sem saber a razão, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, respondeu: “Creio que o melhor a fazer é perguntar-lhe diretamente o que foi que a deixou incomodada. Em muitos casos, a última coisa que o amigo queria era tratá-la de forma fria e, na realidade, como ele não procurou saber o que estava errado com medo de se magoar, a pessoa também acabou se sentindo rejeitada e sozinha. 
“Nossos relacionamentos humanos são como um espelho. Portanto, se pensarem que ‘se fulano de tal fosse legal comigo, eu poderia conversar sobre qualquer assunto com ele’, a outra pessoa provavelmente pensaria que ‘se sicrano se abrisse mais comigo, eu seria mais legal com ele também’. Logo, vocês devem ser os primeiros a abrir os canais de comunicação... 
“O coração humano é realmente complexo. É difícil saber o que se passa no coração da outra pessoa. As pessoas mudam. E o que vocês devem fazer? Meu conselho é que mantenham firme sua identidade com o espírito de que ‘os outros podem mudar, mas eu continuarei a ser o mesmo. Se vocês forem maltratados ou menosprezados pelos outros, tenham a força de caráter de prometer que jamais terão a mesma atitude com outra pessoa.” (Diálogo sobre a Juventude, págs. 57–58.) 


• Pense bem antes de falar e de tomar uma atitude


Muitas vezes as discussões têm origem em comentários impensados e infelizes. Por isso, é sempre bom pensar duas, três ou quantas vezes for necessário antes de expressar-se e de tomar uma atitude. Nitiren Daishonin nos alerta sobre esse ponto em uma de suas escrituras. Ele afirmou: “A desgraça vem da boca de uma pessoa e a arruína, enquanto a boa sorte vem da mente e traz-lhe honra.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 196.) 
Pode ser difícil arranjar travas para nossos pensamentos que são rápidos como um raio, mas podemos colocar travas na língua. A ponderação pode salvar um relacionamento, evitando colocar mais lenha na fogueira. 


• A mudança da atitude mental 


O modo como uma pessoa vê as coisas depende do estado de sua mente. O presidente Ikeda esclarece esse fato da seguinte forma: “Um exemplo claro disso é o que acontece às pessoas apaixonadas. Durante o período em que estão ardentemente apaixonadas, tudo que se relaciona à pessoa amada é maravilhoso. As pessoas apaixonadas sempre descobrem algo de belo no parceiro que os outros não têm tempo de apreciar. Mas, quando elas se casam, o modo como vêem as coisas muda totalmente. Tanto o homem como a mulher começam a pensar: ‘Não era bem assim que eu achava que fosse. Fui enganado!’ 
“Naturalmente os enamorados não mudam da noite para o dia. Em vez de admitirem que não enxergavam claramente como eram antes, culpam um ao outro. Isso é o que normalmente acontece. 
“Quando a situação ou a circunstância muda, a maneira como vocês vêem as coisas também muda. 
“Uma pessoa pobre sente-se grata quando recebe uma pequena quantia em dinheiro. Mas com o tempo, quando estiver acostumada a gastar muito, achará que nunca tem o suficiente... 
“Como vocês vêem os outros? Na maioria dos casos, sua visão dos outros é um espelho que reflete sua mente da forma como ela é. Se, por exemplo, vocês são gananciosos, do tipo avarento, não serão capazes de perceber a sinceridade dos outros. Mesmo a honestidade parecerá menor devido à enorme cobiça de vocês. A questão não é que falte sinceridade nos outros, mas vocês é que são gananciosos.” (A Grande Correnteza para a Paz, vol. 5, págs. 297–298.) 
Esse exemplo mostra que é importante observarmos as qualidades nos outros e não permitirmos que mágoas e ressentimentos as encubram. Para atingirmos essa condição, é necessário elevarmos nosso estado de vida. A prática da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo é o caminho condutor para a realização desse feito. 


• Expanda seu círculo de convivência, dialogue com pessoas de diferentes gerações 


É uma experiência enriquecedora esse tipo de diálogo. Mas isso requer uma ruptura na tendência da sociedade moderna de agrupar as pessoas por faixa etária. Essa segregação por idade traz muitos problemas sendo um deles a competição — uns sentem necessidade de superar o outro para se firmar. Tomemos como exemplo os jovens na idade em que se lançam à luta para cursar uma faculdade, para uma conquista amorosa ou para conseguir um emprego. Muitas vezes a competição é acirrada. 
A segregação dos idosos é um grave erro. A sociedade e os indivíduos que a praticam estão sendo preconceituosos. 
Numa família, os avós transmitem sabedoria e segurança aos netos. Na sociedade, isso também é verdade. Numa relação entre jovens e idosos não há competição, mas o compartilhar de experiências. 
As comunidades (organizações de base da BSGI), podem ser consideradas um autêntico “caldeirão” dentro do qual convivem pessoas de diferentes idades, profissões, níveis de escolaridade e raças. Nelas, homens e mulheres, jovens e idosos, ricos e pobres, têm a oportunidade de não apenas aprender a respeitar as diferenças como também de valorizá-las, canalizando-as para a realização de metas em comum: a felicidade de cada um e a paz mundial. 
Que tal aproveitarmos essa oportunidade e expandi-la para todos os campos de nossa atuação?

 Publicado em 01/Fevereiro/2002 - Página 3