"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover

em direção ao seu desejo".

23 de abr de 2012

SAÚDE É SABEDORIA





A pessoa com saúde vive plenamente no estado de Bodhisattva

Quando a pessoa é dominada pelo apego e se desespera, o ciclo natural (nascer, envelhecer, adoecer e morrer) torna-se sofrimento

A maldade da doença é a ausência de energia vital

A vida permeia todo o Universo

O presidente Ikeda anda de bicicleta no Centro de Treinamento de Nagano (Karuizawa, Tóquio, agosto de 1988)

Presidente Ikeda faz ginástica com membros franceses (Paris, junho de 1989)
Nem mesmo a morte destruirá a felicidade conquistada por você!
A prática budista proporciona um bem-estar inigualável que supera a doença, o envelhecimento e a morte. Para vencer o sofrimento fundamental do ser humano, uma vida saudável é essencial. No Budismo, saúde não significa ausência de doenças. Saúde é sabedoria! Desfrute de uma vida longa, saudável e realizada!

Os quatro sofrimentos


É um ciclo natural: nascer, envelhecer, adoecer e morrer. Todo ser vivo passa por esse ciclo, denominado quatro sofrimentos. O Budismo surgiu para capacitar o ser humano a vencer esse sofrimento fundamental e viver de forma plena e saudável.

Por que sofrimento?


O sofrimento do nascimento NÃO se refere ao ato de nascer. É a ilusão de que a vida se limita somente ao próprio corpo. Isto cega a pessoa para a essência fundamental da vida. Dominado pelo egoísmo criado pelo apego, o indivíduo se desespera quando seu corpo sofre ameaça do envelhecimento, da doença e da morte.

A origem da ilusão


Reforçando, o sofrimento está na incompreensão e não aceitação da verdade inevitável de que a vida segue o ciclo de nascimento, envelhecimento, doença e morte. Quem ignora essa verdade constrói a própria vida baseado na ilusão de que viverá para sempre, que é imune a tudo. Mas quando o envelhecimento, a doença ou a morte se manifestam, o iludido percebe o vazio de sua vida. Essa constatação gera os sofrimentos terríveis da impotência e do desespero de quem trilhou um caminho errado e sem volta.

Doença não é derrota na vida


A postura mental de uma pessoa doente é fundamental para a cura. O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, esclarece: “Adoecer não é um sinal de fé fraca ou de derrota. Ninguém é capaz de se livrar dos quatro sofrimentos universais de nascimento, envelhecimento, doença e morte. Aliás, o período da doença é justamente a oportunidade para a pessoa fazer emanar a prática da fé para lutar contra o demônio da doença e alcançar uma vida repleta de eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza das quatro nobres virtudes do Buda. A doença serve como chance para reforçar nossa fé ainda mais para triunfarmos sobre as funções demoníacas”.

A maldade da doença


De acordo com a filosofia budista, quando o sofrimento da doença provoca a impotência e o desespero, enfrentamos a maldade ou o demônio da doença.
O objetivo dessa maldade é enfraquecer a energia vital e pôr a pessoa completamente à mercê do sofrimento, vivendo numa órbita de negatividade.
Essa situação reforça a ilusão egocêntrica na qual a vida da pessoa se firmou e a impede de ativar seus recursos de defesa. Assim, seu sofrimento se alastra pelo ambiente à medida que ela tenta conseguir energia vital de tudo e de todos à sua volta.
Apesar do peso das palavras “maldade” e “demônio” na cultura ocidental, o sentido utilizado aqui não se refere ao sobrenatural. No contexto desta matéria, “maldades” ou “demônios” são as funções negativas que atuam na nossa vida. São ativadas pelo estresse mental e psicológico e fazem surgir os desejos ilusórios da avareza, ira e estupidez. As funções negativas penetram profundamente na vida da pessoa, destruindo seu equilíbrio espiritual e o funcionamento apropriado do corpo e da mente.
Corpo e mente influenciam-se mutuamente. A alegria, a esperança e outros sentimentos positivos ativam mecanismos psicológicos e aumentam o potencial do sistema imunológico. Da mesma forma, o desespero e outros sentimentos negativos o enfraquecem.
Norman Cousins, considerado “a consciência da América”, expressou sua visão de que o ser humano é dotado de um sistema de cura e de um sistema de convicções. Cousins acreditava que ambos os sistemas trabalham unidos para curar enfermidades. E desta união nasce a capacidade do corpo de superar doenças.

Unicidade da saúde e doença


O Budismo ensina que a boa saúde e a doen­ça são inseparáveis. “Como o corpo humano tem a capacidade de ficar doente, também possui o poder de se restabelecer, tal como uma pessoa que escala uma montanha pode descer”, comentou o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda.
A doença não significa morte. No entanto, esta é uma das principais associações que as pessoas fazem quando estão gravemente doentes. Quando o medo da morte provoca desespero, elas são capazes de interromper o processo de cura à medida que cresce o sofrimento. Dependendo do entendimento de uma pessoa em relação à vida, a doença pode despertar sentimentos positivos ou negativos.
Nitiren Daishonin ressalta: “Da doença surge a mente que busca a iluminação”. O propósito da doença é expandir a vitalidade da pessoa. Essa expansão da energia vital fortalece a saúde mais do que antes da doença. E desperta a pessoa para uma visão holística e profunda da vida.
O entendimento correto da vida é fundamental para entendermos com profundidade a saúde. Essa sabedoria iluminada é considerada pelo Budismo como a verdadeira saúde. Isso porque ela rompe com as ilusões do ego e transforma os quatro sofrimentos de nascimento, envelhecimento, doença e morte em eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza — as quatro nobres virtudes do Buda.
“Apesar de terem me dito, quando era jovem, que eu viveria só até os 30 anos, empenhei-me totalmente pelo Kossen-rufu e, em consequência disso, prolonguei minha vida”, afirma o presidente Ikeda, hoje com 84 anos.

O que é saúde?


De acordo com o estatuto da Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é uma condição de total bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doenças ou males. Em outras palavras, o conceito de boa saúde não é limitado pelo aspecto físico, mas se estende ao espiritual e também social.
Nitiren Daishonin esclarece: “A vida em cada momento abarca o corpo e a mente, a vida e o meio ambiente de todos os seres sensíveis e os seres insensíveis nos três mil mundos, incluindo as plantas, o céu, a terra e até mesmo as minúsculas partículas de pó. A vida em cada momento permeia todo o mundo fenomenal e é revelada em todos os fenômenos”.
Em outras palavras, o ser humano é o próprio universo. E sua vitalidade se expande por todo o cosmo. Doença e saúde são unas. Ambas são vida. Portanto, a saúde também se estende por todo o universo. Uma vida saudável é uma vida de sabedoria universal.
Essa conclusão nos leva a perceber por que o Budismo defende que a verdadeira saúde se encontra na vida de um bodhisattva.

Saúde é a vida de um bodhisattva


Ao afirmar que saúde é sabedoria, a filosofia budista se refere à sabedoria do estado de bodhisattva.
Um bodhisattva é uma pessoa que despertou para a visão de que sua vida é ligada à de todas as pessoas, ao ambiente natural e a todas as coisas. Por isso, sua conduta é totalmente baseada na benevolência. Essa compaixão o desperta para missão de se dedicar a cuidar das pessoas e de seu ambiente, rompendo com o ego e as ilusões. Livre das correntes do medo, a felicidade brota em sua vida por meio de uma poderosa vitalidade na proporção do universo.
Ao confrontar a doença manifestando a sabedoria do estado de Bodhisattva, o indivíduo abre o caminho da superação para todas as pessoas. Neste contexto, a doença serve como um meio pelo qual a pessoa dedica a vida para trazer esperança ao coração de todos.
“O que é a saúde? Em síntese, é a vida do bodhisattva. Creio que a verdadeira saúde é o espírito de lutar continuamente pelas pessoas. Simplesmente se alimentar com ‘comida saudável’ e pensar em si próprio, objetivando ter uma existência pacífica e segura, não é a imagem da saúde”, diz o presidente Ikeda.

Lute até o fim


A verdadeira saúde é a disposição de confrontar a maldade da doença. Essa disposição é a própria vitória. Quem se levanta num momento de sofrimento comprova a força de sua fé e amplitude de seu estado de vida.
O presidente Ikeda afirma: “No caso da doença, ter o espírito de lutar até o fim contra o demônio da doença é vital. Estamos determinados a superar o demônio da doença ou nos permitirmos ser derrotados por ele? Quando nos deparamos com a doença ou com qualquer outro sofrimento, estamos num beco sem saída de crescimento espiritual e desenvolvimento interior.
“O presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti, disse: ‘Por exemplo, se a pessoa ficar doente e passar o tempo apenas lamentando que a doença é efeito cármico, não será curada. Ao contrário, o importante é determinar que demonstrará a transformação do veneno em remédio sem falta, alcançando a boa sorte e o benefício de recuperar a saúde por meio da contínua prática da fé. Ao fazer isso, a pessoa não superará somente a doença, mas, quando estiver recuperada, será ainda mais saudável que antes. Este é o poder da Lei Mística de transformar o veneno em remédio’.
“Numa carta endereçada à monja leiga Toki, Daishonin escreve: ‘Cuide-se e não encha sua mente de pensamentos angustiantes’. A natureza do ser humano é se afligir, desistir ou hesitar instintivamente por causa de uma grave doença ou de sua permanência por muito tempo, causando o enfraquecimento do próprio corpo e de sua energia. Mas não importa o que nos aflija, devemos viver com a determinação de não ceder à dor ou à tristeza. Com relação à prática da fé, devemos fortalecê-la, motivando-nos para lutar contra o demônio da doença para não sermos derrotados por ela. A chave para isso é recitar Nam-myoho-rengue-kyo — o Daimoku da Lei Mística — sobre o qual Nitiren Daishonin declara: ‘Somente o barco do Myoho-rengue-kyo possibilita atravessar o mar dos sofrimentos do nascimento e da morte’. O poder benéfico da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, mesmo que seja por uma vez, é ilimitado e imensurável. O importante é continuarmos avançando em nosso coração a cada dia, ainda que seja apenas um ou dois milímetros; é darmos um passo adiante em nossa vida, fortalecendo a ‘fé dia após dia e mês após mês’, assegura Daishonin. Mesmo que as coisas não progridam da maneira como esperamos, devemos lembrar que muitos companheiros também estão orando para que fiquemos bem. Não há força maior que esta.”

Oportunidades para a transformação


“Se houver uma contínua luta contra a malda­de da doença fundamentada na prática da fé, todas as doenças serão oportunidades para mudar nosso carma por meio do poder benéfico da Lei Mística. Como Daishonin proclama: ‘Não há nada a lamentar quando consideramos que certamente nos tornaremos budas’. Ele nos ensina sobre a existência de uma condição de vida de absoluta tranquilidade em que não há necessidade de se afligir.
“Praticamos o Budismo Nitiren para vivermos a vida ao máximo. O benefício de viver um dia a mais, por meio da fé na Lei Mística, é imensurável. Viver um dia a mais é a possibilidade de propagar muito mais os ensinamentos do Budismo. Isso faz nossa vida ser dotada de infinita boa sorte e benefícios. O aspecto daqueles que lutam baseados na fé contra o demônio da doen­ça transmite aos outros, mesmo sem palavras, o nobre valor da vida como ser humano. Como praticantes do Budismo Nitiren, nosso comportamento deve ser o de resplandecer nossa vida, junto com a de outras pessoas, fazendo evidenciar sabedoria e benevolência, independentemente das circunstâncias. Este é o modo que nós, da SGI, vivemos nossa vida.”
Sabedoria vital
“Por esse motivo, também é importante a sabedoria para sermos saudáveis. Fé significa ter sabedoria para prevenir a doença e lidar com ela de maneira adequada, caso ela surja, para continuarmos criando valores com nossa vida. Por exemplo, quando temos de superar uma grave doença ou estamos no início da recuperação, devemos ter o cuidado para não forçar nossos limites. Esta é a sabedoria vital para a nossa saúde. Quando adoecemos, não devemos ser impacientes ou descuidados. Se precisamos de descanso, devemos ouvir nosso corpo e não exagerar. Uma vez recuperados plenamente, podemos voltar a nos dedicar às atividades da Soka Gakkai repletos de energia e vigor.
“Meu mestre, Jossei Toda, disse: ‘No entanto, por vivermos como seres dos nove mundos, o sofrimento é manifestado. Mas, descobrimos que a natureza dos nossos problemas pode mudar. Por exemplo, enquanto estamos inquietos com nossas preocupações, somos capazes de nos atentarmos aos problemas e sofrimentos dos outros. O estado de Buda não seria a própria satisfação de viver?’
“Ele também disse: ‘Exteriormente, às vezes, podemos nos parecer com um ‘Bodhisattva Pobreza’ ou um ‘Bodhisattva Doen­ça’, mas é apenas um papel que estamos encenando no drama da vida. Na rea­lidade, o verdadeiro lugar dessa vida é no interior de nosso aspecto autêntico como Bodhisattvas da Terra! Como a vida é um grande drama, devemos desfrutar completamente do papel que assumimos e comprovarmos a grandiosidade da Lei Mística.”
Conclusão
Saúde é a sabedoria cultivada no solo da benevolência. Pois a iluminação se manifesta no cotidiano por meio do estado de Bodhisattva. A preocupação com todos os seres representa o aspecto total de nossa vida. O presidente Ikeda orienta que, pela perspectiva do Budismo, a doença é um meio para aprofundarmos nossa fé; ao mesmo tempo, indica que estamos no caminho correto para manifestar o estado de Buda. Por essa razão, a doença provoca alegria.
Saúde é realizar o Chakubuku por meio da comprovação de nossa luta contra a doença.

Edição 527 - Publicado em 20/Julho/2012 - Página 16
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Moderadores: Charles Chigusa (Japão), Michel Garcia (SP) e Yara Falconi(SP).
A Lei propagada pelo Buda é comparável a uma grande nuvem que, com uma nutritiva chuva, umedece as flores humanas de tal forma que elas possam florescer. (Sakyamuni - Sutra de Lótus)

13 de abr de 2012

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Preste atenção na sua rotina. Você acorda e encara a perspectiva de um novo dia com alegria? Quando recebe uma nova tarefa, você a inicia com espírito renovado? Quando finaliza um trabalho, experimenta aquela sensação maravilhosa de dever cumprido? Agora, cheque o seu vocabulário. Quais são suas expressões favoritas? Você reclama muito? Se a resposta a essas perguntas não for nada positiva, você está precisando de uma boa injeção de motivação. Livre-se de uma vez por todas da síndrome da hiena Hardy. Oh! Isso não vai dar certo! Oh! dia. Oh! azar.


A motivação é fundamental para o seu sucesso pessoal e profissional e principalmente para a sua felicidade. Comece hoje mesmo a mudar isso. Faça uma auto-análise, veja os pontos que você precisa mudar ou revitalizar. Mude seu humor, suas atitudes e colha os resultados. O prof. Luiz Almeida Marins Filho, Ph.D., autor do livro “Socorro! Preciso de motivação” e conferencista muito requisitado, defende que muitas pessoas perdem oportunidades – profissionais e pessoais - por causa de atitudes e comportamentos negativos. Veja os principais pontos que levam a motivação e ao sucesso.


Entusiasme-se!


A palavra entusiasmo vem do grego e significa ter um deus dentro de si. Na Antigüidade, era o nome do estado de exaltação ou arrebatamento extraordinário daqueles que estavam sob inspiração divina. Estes podiam transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem.


Há pessoas que esperam que as coisas aconteçam para se entusiasmar e passam anos esperando uma novidade que nunca vem. É justamente o inverso. É a partir daí que tudo acontece. Quando você está entusiasmado, você vê um sentido maior no sol, na chuva, no seu trabalho, na sua vida e uma imensa força empurra tudo o que você faz. O sucesso é a conseqüência natural – e inevitável - desse estado.


O prof. Marins ressalta a diferença entre entusiasmo e otimismo. O otimista é movido pelas condições externas, é reativo. ‘Vendi bem hoje, estou otimista. Li notícias negativas sobre o futuro do país, estou pessimista’. “O otimista está sempre sujeito ao tempo lá fora. O entusiasmado nada o abala, ele está acima dos acontecimentos. Como não se deixe abater – apesar das adversidades – ele não perde a força e é capaz de transformar a realidade. É por isso que há pessoas vencendo nas crises”, conclui Marins.


Cultive o desejo ardente



Neste disputadíssimo mundo, as pessoas desejam muitas coisas o tempo todo e ao mesmo tempo. Para sair na frente da concorrência, você precisa de um diferencial. Qual é? Hoje não basta o desejo; você precisa do desejo ardente. Quer um exemplo dessa intensidade? Um cão persegue um gato. Fim do beco. O gato, sem alternativa, arranha o cão e consegue se salvar. Que força fez o gato enfrentar o cão? O desejo ardente de sobreviver. Hoje, mais do que nunca, para vencer no mundo, é preciso desejar ardentemente.


“Vejo lojistas reclamando da crise. Aí você percebe que ele está desanimado, não participa mais das reuniões no shopping, não dá a devida atenção ao cliente. Onde está aquele entusiasmo, a disposição do início, quando ele inaugurou a loja? Deixou morrer. É preciso voltar a querer, despertar, lutar contra esse lado cínico e desistente que existe dentro de nós”, ensina Marins.


Pare de reclamar!


Parece incrível, mas tem gente que só consegue ver o que falta. Para alguns profissionais a reclamação é quase um vício. Reclamam da sua função, da empresa, falam mal do chefe, dos subordinados, dos colegas de trabalho. Muitos só valorizam o emprego quando são dispensados.


Reclamar só piora as coisas, envenena o ambiente de trabalho e contamina colegas, criando um clima de insatisfação coletiva. Fuja do espírito do eterno insatisfeito e quando se deparar com um colega com o mal, reverta o quadro: elogie o que ele criticar, ressalte pontos positivos, encha-se de orgulho e parafraseie Machado de Assis: “Tudo está para melhor, no melhor dos mundos possíveis”.


Para se livrar desse mal, a única maneira é a conscientização: reclamar não resolve o problema! Se você está insatisfeito, vá a luta. Mude. Há pessoas que insiste em brigar com o tema. É o vigia noturno que reclama que não dorme com a mulher, o executivo que reclama que o clima de Brasília é seco. Se você está insatisfeito tome providencias. Ou mude ou pare de reclamar.


“Temos que assumir que o problema, na maioria das vezes, é nosso. Se você tem funcionários ineficientes, treine ou mande embora. Professores de uma conhecida universidade vieram reclamar do salário. Eu pergunto? Alguém foi condenado a trabalhar aqui? – Não. Então por que não arruma ou emprego? - Mas é a crise? Lá fora está pior. – Então fiquem e parem de reclamar. É preciso resistir a esse vício do querer ser coitado”.


Estabeleça metas, escreva-as e cumpra-as


Quantas vezes fazemos planejamentos maravilhosos, damos início a um projeto ou a uma boa idéia e eles morrem por falta de acompanhamento? Dificilmente vemos o resultado de nossas idéias, simplesmente porque elas não sobrevivem à fase da implantação. E isso serve para tudo: desde um pedido para um colega de trabalho até o planejamento de uma poupança para uma viagem. Dica: Faça uma grande planilha, coloque metas, datas, cole fotos e a deixe em local bem visível. Além de evitar que você perca o foco, mantém seu entusiasmo renovado.


Não deixe para amanhã


O tempo é a única vantagem estratégica que não pode ser comprada, vendida e nem fazer leasing. O tempo não tem valor. E nos dias de hoje, administra-lo com eficiência é decisivo para o manter o entusiasmo. Não existe nada mais desestimulante do que ser surpreendido por lapsos daquilo que não se fez, que não se cumpriu. Faz um mês que você prometeu um almoço para o seu cliente? Três semanas que ficou de agendar uma visita a um contato importante? A procrastinação é uma praga. Você não resolve e nem esquece. Então, assim que lembrar de uma tarefa a ser cumprida, ligue, agende e assuma o compromisso. Você vai se sentir muito mais profissional e aumentar pontos na sua auto-estima. Sem contar, que administração correta do seu tempo é fundamental para o sucesso. Não há mais espaço para o hábito de empurrar com a barriga.


Tenha um projeto pessoal


O primeiro passo é definir o que você quer para você. Quer ganhar muito dinheiro, ser reconhecido pela sociedade, ter uma família bem estruturada? Faça essa auto-análise, trace metas de desenvolvimento, estabeleça aonde quer chegar e coloque em prática o que precisa ser feito para alcançar seus objetivos. Foi-se o tempo em que as empresas tinham um plano de carreira documentado. Hoje, esse compromisso é seu. Você é quem deve se preocupar com o seu crescimento. Quem não investe em si próprio perde espaço e direito de reclamar de estagnação. E isso vale para todos os setores da sua vida, não apenas a profissional. Se você não tiver um projeto pessoal a longo prazo. Você não consegue concentrar recursos para agir. É como um ciclista que vive pedalando e não sabe aonde vai chegar.


Tenha um visão global


Hoje em dia você precisa ter a capacidade de pensar globalmente e agir localmente. Enxergue o mundo como um todo sem perder de vista o seu quintal. Isso quer dizer que ao mesmo tempo que temos que pensar em estratégias totais, devemos pensar – na mesma proporção – em quem trabalha do seu lado, em um cliente que pede esclarecimentos.É um pé no globo e outro na calçada. Como conseguir essa visão global? Participe do mundo, leia cada vez mais, vá a congressos, palestras, faça cursos, invista em você.


Mas, cuidado! O equilíbrio entre o global e local exige muita cautela. Há pessoas que perderam anos preciosos atendo-se a pequenos detalhes. Adquira o hábito de estabelecer prioridades por grau de importância e urgência. Peça ajuda de pessoas mais experientes. Muitas vezes, pela proximidade, precisamos de uma opinião externa para enxergar o que realmente é fundamental. Você conhece a história do homem que pensou estar morrendo porque em toda parte do corpo que tocava sentia uma dor atroz? Quase agonizando, procurou ajuda e se queixou. “Socorro! Estou morrendo. Toco o meu joelho e dói, toco meu rosto e dói.” Pois bem, diagnóstico do médico: ele estava com o dedo quebrado.