"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover

em direção ao seu desejo".

3 de dez de 2012

DO SONHO Á PREMONIÇÃO


Manifestações da mente: Do sonho à premonição

Edição 475 - Publicado em 01/Março/2008 - Página 58

Última parte

Paulo Kiyoshi Endo, vice-presidente da BSGI; Valter Takeshi Hada, coordenador do Núcleo de Estudos de Religiões da Coordenadoria Cultural e vice-coordenador da Divisão Sênior da BSGI; e Jaqueline de Matos Nascimento, psicóloga, membro do grupo Flor de Lótus do Departamento de Saúde da Coordenadoria Cultural da BSGI.

Jaqueline de Matos

Paulo Endo

Valter Hada
Valter Takeshi Hada: O vínculo afetivo e o contato pelo inconsciente são algumas das razões comentadas anteriormente para explicar acontecimentos que as pessoas prevêem em sonhos. Comentamos também sobre a questão da sensitividade (ou percepção) que uns possuem de forma mais desenvolvida que outros. Acredito que as premonições estejam totalmente relacionadas a tudo isso, visto que o significado da palavra é “sensação ou advertência antecipada do que vai ocorrer”, “pressentimento”, “presságio”.
Jaqueline de Matos Nascimento: Correto. Nós, muitas vezes, consideramos sonhos e premonições como manifestações incomuns, pois compreendemos os acontecimentos só com base no consciente. Porém, temos o inconsciente, que age totalmente na consciência, mas não percebemos a manifestação dele tão claramente. Quando conseguimos compreender o inconsciente, de fato, percebemos muitas situações que estão além do que enxergamos apenas no momento presente.
Paulo Kiyoshi Endo: Esse é, justamente, o objetivo da prática budista. Ao recitarmos Nam-myoho-rengue-kyo, purificamos os seis órgãos sensoriais: olhos, ouvidos, nariz, língua, pele e mente. Assim, podemos ver, ouvir, sentir todos os fenômenos existenciais com base na sabedoria do estado de Buda. Essa sabedoria não é algo sobrenatural, mas um nível de consciência que nos possibilita compreender essencialmente cada fato da vida. O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, descreve esse conceito na seguinte passagem da Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo: “O Sol se levanta e ilumina a Terra. De forma semelhante, os que mantêm a Lei Mística devem compreender as questões seculares. A fé faz com que o sol da sabedoria desponte em nosso coração, possibilitando-nos enxergar claramente o que precisamos fazer para vencer na vida”.1
Hada: Portanto, a iluminação não é algo separado da realidade, mas uma condição em que a pessoa é capaz de perceber a essência da vida e de tudo o que a impede de ser verdadeiramente feliz. O presidente Ikeda afirma: “Quando o Buda observa os fenômenos, ele compreende a essência real de cada um deles. Quando o Buda observa as pessoas, ele compreende o estado de vida delas e enxerga naquele indivíduo a natureza de Buda. (...) Pode-se dizer que a sabedoria da essência real de todos os fenômenos é a capacidade de discernir a verdadeira natureza de tudo”.2 Nesse sentido, quando guiada pela sabedoria do estado de Buda, uma pessoa pode, realmente, perceber todas as situações de maneira clara. Isso não significa, como já dito, desenvolver poderes sobrenaturais, mas a sabedoria para determinar o futuro.
Jaqueline: De nada adianta desenvolver uma percepção aguçada, prever acontecimentos se a pessoa não puder fazer nada para mudar o futuro. Isso, provavelmente, provocará sofrimento ou sentimento de impotência.
Endo: Na perspectiva budista, ao falar de premonições, pode-se traçar um paralelo com a lei de causa e efeito. Para qualquer acontecimento, há uma causa que gera um efeito. Se tivermos consciência das causas que realizamos em cada momento, certamente poderemos “prever” o futuro, conforme esta famosa frase do Sutra Contemplação da Mente-Solo citada por Nitiren Daishonin em “Abertura dos olhos”: “Se deseja saber que causas foram feitas no passado, observe os resultados que se manifestam no presente. E se deseja saber que resultados serão manifestados no futuro, observe as causas que estão sendo feitas no presente”.3
Hada: Na “Tese sobre o estabelecimento do ensino correto para a paz da nação”, Daishonin tentou alertar as autoridades da época para os desastres e as calamidades que a nação sofreria por contrariarem o ensino correto. Exatamente tudo o que o Buda escreveu na Tese veio a ocorrer na época. Seriam premonições ou a compreensão profunda da lei de causa e efeito? Acredito que seja a segunda opção.
Jaqueline: Há pessoas que, de fato, conseguem prever catástrofes ou acontecimentos pela percepção aguçada que possuem. Porém, como dito, para que serve a capacidade de premonição se são incapazes de mudar o futuro? Se uma pessoa prevê um fato, mas não é capaz de tomar alguma atitude, realmente, essa premonição não tem sentido. Muitos gostam de dizer que possuem a sensibilidade de prever acontecimentos por desejarem assumir a posição de seres supremos, poderosos. O importante, porém, é saber conduzir a percepção para algo de valor.
Endo: O sobrenatural está completamente fora dos ensinamentos budistas. Aprendemos no budismo o conceito de “místico”, que significa algo além da compreensão, mas não que seja sobrenatural.
Jaqueline: Podemos dizer que o desejo de prever o futuro vem do medo do desconhecido. A título de conhecimento, na busca por meios para solucionar essa questão, o homem desenvolveu muitas técnicas de adivinhação, como a astrologia, os biscoitos da sorte, a cartomancia, a leitura das mãos, o tarô, entre outras. Na Antiguidade, as pessoas consultavam os oráculos acerca de assuntos que lhes eram vitais. Atualmente, a sociedade ouve com muita atenção o que dizem futurólogos que não possuem poderes místicos, mas uma aguçada percepção das tendências do mundo. Com base nisso, eles fazem previsões sobre o futuro da tecnologia, do meio ambiente, da economia, enfim, do mundo. Porém, como o budismo bem explica, o mais importante é o momento presente, pois todas as atitudes que tomamos neste momento resultarão em efeitos futuros.
Hada: Exato. Isso é explicado também pelo princípio budista de “três mil mundos num único momento da vida” (itinen sanzen, em japonês). Esse princípio sustenta a idéia de que cada momento está dotado de três mil diferentes funções, as quais influenciam não apenas nossa vida mas também a sociedade, o ambiente natural, o mundo e o Universo. Uma vez tomada a decisão de realizar algo, as três mil funções e o ser começam a agir para concretizar essa determinação. Num momento decisivo, tanto a causa como o efeito são gravados simultaneamente na vida do indivíduo. Portanto, se a pessoa realiza sinceramente a prática budista em conformidade com os ensinos de Nitiren Daishonin, usufruirá, seguramente, boa sorte e prosperidade no futuro.
Endo: O princípio de itinen sanzen, um dos mais importantes conceitos budistas, foi apresentado pelo Grande Mestre Tient’ai (538–597), da China, na obra Maka Shikan (Grande Concentração e Discernimento). Literalmente, itinen significa “uma mente”, “um momento da vida” ou “essência da vida”; sanzen quer dizer “três mil” ou “o fenômeno que a vida manifesta”. Com esse princípio, Tient’ai quis mostrar que todos os fenômenos — corpo e mente, ser vivo e ambiente, causa e efeito — estão integrados num simples momento da vida das pessoas. Isso quer dizer que são três mil condições pelas quais a vida pode manifestar-se como fenômeno. De forma simplificada, a palavra itinen é expressa como “determinação”. A determinação de uma pessoa no exato instante em que é firmada definirá o rumo da própria vida.
Jaqueline: Não há necessidade de querermos adivinhar o futuro. Também não há razão para termos medo do amanhã. O futuro ou o desconhecido nos oferece oportunidades e surpresas maravilhosas. É isso o que torna a vida extremamente interessante e significativa. Deveríamos, em vez disso, nos preocupar em viver o momento presente de forma intensa e sábia.
Hada: Ser feliz é o objetivo primordial da prática budista. Tudo o que nada acrescenta para a concretização disso deve ser descartado. O importante é termos a consciência elevada de que qualquer iniciativa parte do ser humano, de nossa própria mente, e retorna para nós mesmos, como o presidente Ikeda constantemente tem nos ensinado.
Endo: A mente humana é certamente misteriosa; é capaz de criar e projetar qualquer evento. Por isso, é essencial viver com base na prática budista para “tornar-se mestre da própria mente, em vez de permitir que ela o domine”, conforme escreveu Nitiren Daishonin em “Carta a Guijo-bo”.4 Se agirmos dessa forma, compreenderemos que temos nas mãos o poder para transformar o veneno em remédio, e não nos deixaremos levar por pressentimentos negativos ou pensamentos pessimistas.
Notas
1. Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo do Sutra de Lótus. Editora Brasil Seikyo, p. 132.
2. Ibidem, p. 121.
3. Os Escritos de Nitiren Daishonin, v. 4, p. 197.
4. Cf. The Writings of Nichiren Daishonin, v. 1, p. 390.

Como fazer acontecer

Muitas pessoas têm ideias, mas poucas conseguem colocá-las em prática. Porém, a iniciativa é fundamental para obter sucesso nos estudos, no trabalho, enfim, na vida diária. Veja algumas dicas para fazer acontecer e tornar sua vida muito melhor:

1. Visualize com detalhes, como se tudo já estivesse realizado:
“ A crença de que vencerão sem falha concentra toda a sua força, até mesmo aquela que é normalmente latente, e faz seu triunfo tornar-se realidade. (...) Quando prefiguram o resultado da vitória, gravam isso em seu coração e mantém-se firmemente convictos de que o atingirão. Seu cérebro faz todo o esforço para realizar a imagem mental que criaram.” (Coletânea de Orientações, vol. II, pág. 81.)
2. Comece imediatamente:
Se sentir que é o momento para realizar determinado projeto, aja sem hesitação e dê o primeiro passo.
3. Dê o melhor de si e faça tudo com alegria:
Não faça nada por fazer. Empenhe-se para realizar o melhor. Esteja disposto a se envolver integralmente para tornar o impossível em possível.
4. Seja otimista:
“ É natural que pessoas de todos os lugares, independentemente de sua origem, passem por problemas e sofrimentos; muitos batalham contra as dificuldades financeiras ou a pobreza. No entanto, o que importa não é ficar deprimido nem desencorajado, mas sim manter o espírito brilhante e otimista e desafiar a si próprio quanto mais difícil a situação ficar. Esse é o modo de vida do budismo, que ensina que ‘os obstáculos são a paz e tranquilidade’ e que os ‘desejos mundanos são iluminação’.” (Brasil Seikyo, edição no 1.772, 20 de novembro de 2004, pág. A3.)
5. Concentre-se nos seus pontos fortes:
Não se deixe bloquear por seus pontos fracos. Ancore-se no que você tem de melhor. Quanto mais realçar suas qualidades, menos visíveis se tornarão seus pontos fracos.
6. Energia e planejamento:
Não desperdice sua energia começando muitos projetos sem concluir nenhum. Faça um planejamento e aperfeiçoe-o enquanto entra em ação.
7. Busque soluções.
Em vez de se concentrar no problema, pense em como resolvê-lo. Muitas vezes nos concentramos mais nos problemas e eles parecem muito mais difíceis de resolver.
8. Crie condições favoráveis:
Ao encontrar uma barreira ou uma situação desfavorável, procure agir positivamente para enfraquecê-las ou até que elas desapareçam, em vez de tentar atravessá-las à força.
9. Seja generoso:
“ Todos manifestam sentimentos negativos e ficam irritados quando enfrentam dificuldades, mas isso realmente não é bom. Por mais que sua situação seja difícil, mantenham um sentimento positivo e generoso. Os problemas e sofrimentos fazem parte da vida. Ninguém consegue evitá-los. Especialmente por serem pessoas que possuem uma profunda missão, vocês estão destinadas a enfrentarem vários obstáculos e revezes. Mas não devem permitir serem derrotadas por eles”. (Ibidem, edição no 1.862, 7 de outubro de 2006, pág. A3.)
10. Confie 100% em sua força interior:
“ As orações baseadas na Lei Mística não são abstratas. Elas se concretizam efetivamente na vida. Oferecer orações é o mesmo que conduzir um diálogo, um intercâmbio com o Universo. Quando oramos, abraçamos o Universo com nossa vida, ou itinen. A oração é uma luta para expandir nossa vida.
“A oração não é um consolo ineficaz; é uma convicção inabalável e poderosa. E a oração manifesta-se na ação. Ou seja, se nossas orações são sinceras, elas definitivamente farão surgir à ação.
“ As orações manifestam-se na ação e a ação tem de ser fundamentada na oração. Aqueles que oram e empreendem ações pelo Kossen-rufu são os emissários do Buda. Eles têm uma vida em que todos os desejos são realizados.
“Mesmo que tenhamos tanta felicidade que cheguemos a ponto de desejar um pouco de sofrimento, nossa felicidade continua a aumentar a passos largos, assim como uma pipa plana cada vez mais alto. Esta é a prova de ter atingido o estado de Buda. Além disso, se formos bem-sucedidos em estabelecer firmemente o estado de Buda nesta existência, ele será nosso eternamente”.



Edição 1863 - Publicado em 14/Outubro/2006 - Página B3

11. Nunca seja acomodado:
A capacidade de fazer acontecer é algo para ser aperfeiçoado pela vida toda. Não se acomode. Procure sempre melhorar seu próprio recorde.
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A Lei propagada pelo Buda é comparável a uma grande nuvem que, com uma nutritiva chuva, umedece as flores humanas de tal forma que elas possam florescer. (Sakyamuni - Sutra de Lótus)

Lindo !


Um antropólogo estava estudando uma tribo na África, chamada Ubuntu, e, quando terminou seu   
        trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa.
Sobrava muito tempo,  então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam
sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado.
Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto.
Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem, felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: *"**Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
*Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: *"Sou quem sou, porque somos todos nós!"
*Na tradução literal da expressão inteira que é utilizada por esse povo:

 *Umuntu ngumuntu nagabantu =
 * *"**Uma pessoa só é uma pessoa por causa das outras pessoas**"* *.
*Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...

UBUNTU PARA VOCÊ!

11 de nov de 2012

8 de jul de 2012

os milhares de pensamentos

Nitiren Daishonin afirma que uma pessoa experimenta 804 mil pensamentos em um único dia.1 É realmente um número fenomenal! Nessa constante mudança, quantos de nossos pensamentos são positivos e negativos? Quantos estão voltados ao Gohonzon, à SGI e ao Kossen-rufu? E quantas ações executamos ou deixamos de fazer? O resultado de tudo isso é o que define nossa condição de vida.
Os pensamentos conduzem às palavras; as palavras conduzem às ações e as ações moldam o caráter e formam o destino. Daishonin afirma: “Uma pessoa expressa-se em palavras em duas ocasiões: em uma, para expressar sua descrença às outras pessoas com o propósito de enganá-las. Nesse caso, a voz dessa pessoa ‘está de acordo com a mente das outras pessoas’. Em outra ocasião, para revelar o que realmente pensa. Portanto, a voz expressa os pensamentos. A mente representa o aspecto espiritual, e a voz, o aspecto físico. O aspecto espiritual manifesta-se no aspecto físico. Uma pessoa pode compreender a mente de outra pela voz. Isso ocorre porque o aspecto físico revela o aspecto espiritual. Os aspectos físico e espiritual, que são unos em essência, manifestam-se como dois aspectos distintos. É por essa razão que a mente do Buda encontrou expressão nas palavras escritas do Sutra de Lótus. Essas palavras escritas são a mente do Buda sob uma forma diferente. Por essa razão, aqueles que lêem o Sutra de Lótus não devem considerá-lo como um sutra que consiste de meras palavras, pois as palavras desse sutra são a própria mente do Buda”.2
Então, qual é a voz do seu pensamento? Os estudiosos da comunicação intrapessoal (diálogo interior, da pessoa consigo mesma), afirmam que um pensamento gera no cérebro um sentimento que, por sua vez, gera um comportamento, e que o ciclo funciona no sentido oposto, isto é, o comportamento gera sentimentos que, por sua vez, geram pensamentos. Pensamentos pessimistas produzem resultados negativos, pensamentos otimistas geram força e esperança.
A nossa voz deve realizar o trabalho do Buda. Nam-myoho-rengue-kyo é sabedoria; é a prática ininterrupta do auto aprimoramento, é o som que gera a harmonia e a sintonia com a Lei do Universo. O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, ensina: “Nossa voz recitando vibrante Daimoku ativará as funções positivas do Universo, movimentando-as para que nos protejam
rigorosamente”.
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Edição 1885 - Publicado em 31/Março/2007 - Página A2

Como fazer acontecer !!!!!

Muitas pessoas têm ideias, mas poucas conseguem colocá-las em prática. Porém, a iniciativa é fundamental para obter sucesso nos estudos, no trabalho, enfim, na vida diária. Veja algumas dicas para fazer acontecer e tornar sua vida muito melhor:

1. Visualize com detalhes, como se tudo já estivesse realizado:
“ A crença de que vencerão sem falha concentra toda a sua força, até mesmo aquela que é normalmente latente, e faz seu triunfo tornar-se realidade. (...) Quando prefiguram o resultado da vitória, gravam isso em seu coração e mantém-se firmemente convictos de que o atingirão. Seu cérebro faz todo o esforço para realizar a imagem mental que criaram.”


2. Comece imediatamente:
Se sentir que é o momento para realizar determinado projeto, aja sem hesitação e dê o primeiro passo.

3. Dê o melhor de si e faça tudo com alegria:
Não faça nada por fazer. Empenhe-se para realizar o melhor. Esteja disposto a se envolver integralmente para tornar o impossível em possível.

4. Seja otimista:
“ É natural que pessoas de todos os lugares, independentemente de sua origem, passem por problemas e sofrimentos; muitos batalham contra as dificuldades financeiras ou a pobreza. No entanto, o que importa não é ficar deprimido nem desencorajado, mas sim manter o espírito brilhante e otimista e desafiar a si próprio quanto mais difícil a situação ficar. Esse é o modo de vida do budismo, que ensina que ‘os obstáculos são a paz e tranquilidade’ e que os ‘desejos mundanos são iluminação’.

5. Concentre-se nos seus pontos fortes:
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6. Energia e planejamento:
Não desperdice sua energia começando muitos projetos sem concluir nenhum. Faça um planejamento e aperfeiçoe-o enquanto entra em ação.

7. Busque soluções.
Em vez de se concentrar no problema, pense em como resolvê-lo. Muitas vezes nos concentramos mais nos problemas e eles parecem muito mais difíceis de resolver.

8. Crie condições favoráveis:
Ao encontrar uma barreira ou uma situação desfavorável, procure agir positivamente para enfraquecê-las ou até que elas desapareçam, em vez de tentar atravessá-las à força.

9. Seja generoso:
“ Todos manifestam sentimentos negativos e ficam irritados quando enfrentam dificuldades, mas isso realmente não é bom. Por mais que sua situação seja difícil, mantenham um sentimento positivo e generoso. Os problemas e sofrimentos fazem parte da vida. Ninguém consegue evitá-los. Especialmente por serem pessoas que possuem uma profunda missão, vocês estão destinadas a enfrentarem vários obstáculos e revezes. Mas não devem permitir serem derrotadas por eles”.

10. Confie 100% em sua força interior:
“ As orações baseadas na Lei Mística não são abstratas. Elas se concretizam efetivamente na vida. Oferecer orações é o mesmo que conduzir um diálogo, um intercâmbio com o Universo. Quando oramos, abraçamos o Universo com nossa vida, ou itinen. A oração é uma luta para expandir nossa vida.
“A oração não é um consolo ineficaz; é uma convicção inabalável e poderosa. E a oração manifesta-se na ação. Ou seja, se nossas orações são sinceras, elas definitivamente farão surgir à ação.
“ As orações manifestam-se na ação e a ação tem de ser fundamentada na oração. Aqueles que oram e empreendem ações pelo Kossen-rufu são os emissários do Buda. Eles têm uma vida em que todos os desejos são realizados.
“Mesmo que tenhamos tanta felicidade que cheguemos a ponto de desejar um pouco de sofrimento, nossa felicidade continua a aumentar a passos largos, assim como uma pipa plana cada vez mais alto. Esta é a prova de ter atingido o estado de Buda. Além disso, se formos bem-sucedidos em estabelecer firmemente o estado de Buda nesta existência, ele será nosso eternamente”.



Edição 1863 - Publicado em 14/Outubro/2006 - Página B3

(Ibidem, edição no 1.369, 1o de junho de 1996, pág. 3.)
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8 de jun de 2012

Sobre Daimoko, recebi por e meil, e repasso.....

E Agora, Alessandra Miranda?


Edição 490 - Publicado em 01/Junho/2009 - Página 9


"Durante o Daimoku, fico apavorada com os pensamentos absurdos e negativos que afloram em minha mente. Para desviar-me deles, leio orientações do presidente Ikeda e escritos de Nitiren Daishonin enquanto recito o Nam-myoho-rengue-kyo.
Assim me sinto melhor e mais tranquila. Mas essa conduta é adequada?
É comum e correto manifestar pensamentos diversos no momento da oração?"
S.B., Osasco — SP
S.B., agradeço por sua importante pergunta relacionada à postura no momento da oração. Muitas pessoas falam com frequência sobre os pensamentos que ocorrem enquanto oram.
Em relação a esse assunto, nosso mestre, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, afirma: “Não há nada de errado em ter constantes pensamentos durante a oração. Ter vários pensamentos faz parte de nossa vida como entidades do princípio dos três mil mundos num único momento da vida. Contudo, com o Daimoku podemos transformar até mesmo esses pensamentos em benefícios”.1
Sobre isso ainda, o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, dizia: “Como somos seres humanos, é natural que, durante a recitação do Daimoku, nos ocorram vários pensamentos. Mas, se orarmos com seriedade e sinceridade, gradativamente conseguiremos nos concentrar totalmente no Gohonzon. Se fizermos Daimoku com essa atitude, nossas várias preocupações do cotidiano serão resolvidas”.2
Percebe-se com tais orientações que não existem regras determinantes de como orar, assim como não há necessidade de mostrar o que não somos ou ficarmos tensos durante a oração. Acima de tudo, o que importa é sermos nós mesmos. À medida que aprofundamos a fé, nossa capacidade de concentração também aumenta. Desse modo, estratégias como recorrer à leitura das orientações do presidente Ikeda ou de escritos de Nitiren Daishonin, ambas essenciais em outras circunstâncias, são dispensáveis no momento da oração.
Há também pessoas que se questionam se é certo orar com foco em muitas situações ao mesmo tempo ou se devem se concentrar numa questão de cada vez. A esse respeito, o nosso mestre diz: “Não há limite para quantas questões podemos orar. Isso significa que, quanto mais desejos temos, mais sincera e profunda deverá ser nossa oração. É como se você quisesse comprar muitas coisas. Para isso, seria preciso muito dinheiro. O budismo é razão”.3
No budismo, aprendemos que, seja no momento de recitar o Daimoku, seja no momento de oferecer as orações silenciosas, o fundamental é orar com forte determinação. Os budas e as funções protetoras agem em resposta às orações sinceras e sérias, que surgem das profundezas da vida.
Porém, não podemos descartar o fato de que todos nós praticamos o budismo da causa e do efeito. Portanto, tudo o que determinamos diante do Gohonzon, cria simultaneamente a causa e o respectivo efeito.
A mente é o ponto de partida para a vida diária. Divagando, no momento da oração, produzimos um efeito nessa mesma medida.
Existe uma apostila elaborada pela Coordenadoria da Cidade de São Paulo: “A vida que muda com a oração essencial”. Esse material foi distribuído aos líderes de distrito e acima em julho de 2007. Na leitura, destaquei: “Como toda oração produz resultados, poderíamos, então, talvez, definir o efeito da oração da mente que divaga como um ‘efeito diluto’ (diluído) — às vezes tão diluído que não o percebemos e, por isso, duvidamos. Exercitando a oração com a mente de um Buda, a psique ‘evolui’ no sentido de sustentar uma percepção gradativamente mais clara da realidade, a razão advinda da fé, que dá suporte a um comportamento coerente com essa realidade”.
A apostila também informa que devemos observar constantemente o comportamento da própria mente, passando da “mente diluta” para a “mente resoluta”, pois esta nos conduz a soluções e permite-nos migrar da condição de meros espectadores para agentes reformistas da realidade.
No tratado “Ensino Tríplice Secreto”, consta: “Se a mente produzirá o bem ou o mal depende se produziu o bem ou o mal antes. Nesse sentido, o que a mente tem produzido é uma causa, e o que produzirá é um efeito. Na realidade, tanto a causa latente como seu efeito latente existem simultaneamente em nossa vida”.4
A prática budista tem a finalidade de disciplinar a mente. Um dos pontos essenciais para estabelecer tal disciplina é possuir objetivos claros, tendo como base “por quê” e “para quê” desses objetivos.
Quando não estabelecemos esses objetivos de forma clara, a mente divaga. Ao contrário, se a oração se fundamenta em objetivos concretos, disciplinamos a mente para conduzi-la diante do Gohonzon.
A partir daí, passamos a realizar a oração com a mente de um buda. Com isso, a vida como um todo entra nesta órbita e se sintoniza ao Gohonzon. Orando continuamente desta forma, quando percebemos, aqueles pensamentos absurdos e negativos que insistiam em prevalecer, vão se dissipando naturalmente, tal como uma nuvem cinzenta que desaparece e dá lugar ao grande Sol.
Orar com tal pensamento é fazer a mente gerar o bem maior. Como consequência, a mente passará a produzir sempre o bem maior que é o próprio desejo do Buda — o Kossen-rufu. Uma oração assim se torna isenta de apegos, medos, egoísmo, vaidades e sentimentalismo.
Portanto, o ideal é orar com o sincero desejo de realizar o Kossen-rufu da família, da comunidade, da sociedade, não permitindo que as questões secundárias da mente predominem e tirem o foco desta oração essencial.

Caso você deseje mais informações sobre a “oração”, recomendo que leia a seção Diálogo sobre Filosofia Budista das edições de abril e junho de 2008 da TC.
Espero sinceramente ter auxiliado.
Notas
1. BS, edição nº 1.560, 17 de junho
de 2000, p. 4.
2. PHJ, p. 324.
3. BS, edição nº 1.560, 17 de junho
de 2000, p. 4.
4. “Ensino Tríplice Secreto” é um dos seis tratados que integram os Escritos em Seis Volumes (Rokkan Sho), de Nitikan Shonin. A obra não possui tradução para o português.

20 de mai de 2012

LENÇOL SUJO






Um casal, recém casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha, que pendurava lençóis no varal e come
ntou com o marido: "Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!" O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido: "Nossa vizinha continua pendurando lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!" Assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:! "Veja, ela aprendeu a lavar roupas. Será que a outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada!"

O marido calmamente respondeu:
"Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!" E assim é ...
Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Só assim poderemos ter noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça. Abra sua janela .

23 de abr de 2012

SAÚDE É SABEDORIA





A pessoa com saúde vive plenamente no estado de Bodhisattva

Quando a pessoa é dominada pelo apego e se desespera, o ciclo natural (nascer, envelhecer, adoecer e morrer) torna-se sofrimento

A maldade da doença é a ausência de energia vital

A vida permeia todo o Universo

O presidente Ikeda anda de bicicleta no Centro de Treinamento de Nagano (Karuizawa, Tóquio, agosto de 1988)

Presidente Ikeda faz ginástica com membros franceses (Paris, junho de 1989)
Nem mesmo a morte destruirá a felicidade conquistada por você!
A prática budista proporciona um bem-estar inigualável que supera a doença, o envelhecimento e a morte. Para vencer o sofrimento fundamental do ser humano, uma vida saudável é essencial. No Budismo, saúde não significa ausência de doenças. Saúde é sabedoria! Desfrute de uma vida longa, saudável e realizada!

Os quatro sofrimentos


É um ciclo natural: nascer, envelhecer, adoecer e morrer. Todo ser vivo passa por esse ciclo, denominado quatro sofrimentos. O Budismo surgiu para capacitar o ser humano a vencer esse sofrimento fundamental e viver de forma plena e saudável.

Por que sofrimento?


O sofrimento do nascimento NÃO se refere ao ato de nascer. É a ilusão de que a vida se limita somente ao próprio corpo. Isto cega a pessoa para a essência fundamental da vida. Dominado pelo egoísmo criado pelo apego, o indivíduo se desespera quando seu corpo sofre ameaça do envelhecimento, da doença e da morte.

A origem da ilusão


Reforçando, o sofrimento está na incompreensão e não aceitação da verdade inevitável de que a vida segue o ciclo de nascimento, envelhecimento, doença e morte. Quem ignora essa verdade constrói a própria vida baseado na ilusão de que viverá para sempre, que é imune a tudo. Mas quando o envelhecimento, a doença ou a morte se manifestam, o iludido percebe o vazio de sua vida. Essa constatação gera os sofrimentos terríveis da impotência e do desespero de quem trilhou um caminho errado e sem volta.

Doença não é derrota na vida


A postura mental de uma pessoa doente é fundamental para a cura. O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, esclarece: “Adoecer não é um sinal de fé fraca ou de derrota. Ninguém é capaz de se livrar dos quatro sofrimentos universais de nascimento, envelhecimento, doença e morte. Aliás, o período da doença é justamente a oportunidade para a pessoa fazer emanar a prática da fé para lutar contra o demônio da doença e alcançar uma vida repleta de eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza das quatro nobres virtudes do Buda. A doença serve como chance para reforçar nossa fé ainda mais para triunfarmos sobre as funções demoníacas”.

A maldade da doença


De acordo com a filosofia budista, quando o sofrimento da doença provoca a impotência e o desespero, enfrentamos a maldade ou o demônio da doença.
O objetivo dessa maldade é enfraquecer a energia vital e pôr a pessoa completamente à mercê do sofrimento, vivendo numa órbita de negatividade.
Essa situação reforça a ilusão egocêntrica na qual a vida da pessoa se firmou e a impede de ativar seus recursos de defesa. Assim, seu sofrimento se alastra pelo ambiente à medida que ela tenta conseguir energia vital de tudo e de todos à sua volta.
Apesar do peso das palavras “maldade” e “demônio” na cultura ocidental, o sentido utilizado aqui não se refere ao sobrenatural. No contexto desta matéria, “maldades” ou “demônios” são as funções negativas que atuam na nossa vida. São ativadas pelo estresse mental e psicológico e fazem surgir os desejos ilusórios da avareza, ira e estupidez. As funções negativas penetram profundamente na vida da pessoa, destruindo seu equilíbrio espiritual e o funcionamento apropriado do corpo e da mente.
Corpo e mente influenciam-se mutuamente. A alegria, a esperança e outros sentimentos positivos ativam mecanismos psicológicos e aumentam o potencial do sistema imunológico. Da mesma forma, o desespero e outros sentimentos negativos o enfraquecem.
Norman Cousins, considerado “a consciência da América”, expressou sua visão de que o ser humano é dotado de um sistema de cura e de um sistema de convicções. Cousins acreditava que ambos os sistemas trabalham unidos para curar enfermidades. E desta união nasce a capacidade do corpo de superar doenças.

Unicidade da saúde e doença


O Budismo ensina que a boa saúde e a doen­ça são inseparáveis. “Como o corpo humano tem a capacidade de ficar doente, também possui o poder de se restabelecer, tal como uma pessoa que escala uma montanha pode descer”, comentou o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda.
A doença não significa morte. No entanto, esta é uma das principais associações que as pessoas fazem quando estão gravemente doentes. Quando o medo da morte provoca desespero, elas são capazes de interromper o processo de cura à medida que cresce o sofrimento. Dependendo do entendimento de uma pessoa em relação à vida, a doença pode despertar sentimentos positivos ou negativos.
Nitiren Daishonin ressalta: “Da doença surge a mente que busca a iluminação”. O propósito da doença é expandir a vitalidade da pessoa. Essa expansão da energia vital fortalece a saúde mais do que antes da doença. E desperta a pessoa para uma visão holística e profunda da vida.
O entendimento correto da vida é fundamental para entendermos com profundidade a saúde. Essa sabedoria iluminada é considerada pelo Budismo como a verdadeira saúde. Isso porque ela rompe com as ilusões do ego e transforma os quatro sofrimentos de nascimento, envelhecimento, doença e morte em eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza — as quatro nobres virtudes do Buda.
“Apesar de terem me dito, quando era jovem, que eu viveria só até os 30 anos, empenhei-me totalmente pelo Kossen-rufu e, em consequência disso, prolonguei minha vida”, afirma o presidente Ikeda, hoje com 84 anos.

O que é saúde?


De acordo com o estatuto da Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é uma condição de total bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doenças ou males. Em outras palavras, o conceito de boa saúde não é limitado pelo aspecto físico, mas se estende ao espiritual e também social.
Nitiren Daishonin esclarece: “A vida em cada momento abarca o corpo e a mente, a vida e o meio ambiente de todos os seres sensíveis e os seres insensíveis nos três mil mundos, incluindo as plantas, o céu, a terra e até mesmo as minúsculas partículas de pó. A vida em cada momento permeia todo o mundo fenomenal e é revelada em todos os fenômenos”.
Em outras palavras, o ser humano é o próprio universo. E sua vitalidade se expande por todo o cosmo. Doença e saúde são unas. Ambas são vida. Portanto, a saúde também se estende por todo o universo. Uma vida saudável é uma vida de sabedoria universal.
Essa conclusão nos leva a perceber por que o Budismo defende que a verdadeira saúde se encontra na vida de um bodhisattva.

Saúde é a vida de um bodhisattva


Ao afirmar que saúde é sabedoria, a filosofia budista se refere à sabedoria do estado de bodhisattva.
Um bodhisattva é uma pessoa que despertou para a visão de que sua vida é ligada à de todas as pessoas, ao ambiente natural e a todas as coisas. Por isso, sua conduta é totalmente baseada na benevolência. Essa compaixão o desperta para missão de se dedicar a cuidar das pessoas e de seu ambiente, rompendo com o ego e as ilusões. Livre das correntes do medo, a felicidade brota em sua vida por meio de uma poderosa vitalidade na proporção do universo.
Ao confrontar a doença manifestando a sabedoria do estado de Bodhisattva, o indivíduo abre o caminho da superação para todas as pessoas. Neste contexto, a doença serve como um meio pelo qual a pessoa dedica a vida para trazer esperança ao coração de todos.
“O que é a saúde? Em síntese, é a vida do bodhisattva. Creio que a verdadeira saúde é o espírito de lutar continuamente pelas pessoas. Simplesmente se alimentar com ‘comida saudável’ e pensar em si próprio, objetivando ter uma existência pacífica e segura, não é a imagem da saúde”, diz o presidente Ikeda.

Lute até o fim


A verdadeira saúde é a disposição de confrontar a maldade da doença. Essa disposição é a própria vitória. Quem se levanta num momento de sofrimento comprova a força de sua fé e amplitude de seu estado de vida.
O presidente Ikeda afirma: “No caso da doença, ter o espírito de lutar até o fim contra o demônio da doença é vital. Estamos determinados a superar o demônio da doença ou nos permitirmos ser derrotados por ele? Quando nos deparamos com a doença ou com qualquer outro sofrimento, estamos num beco sem saída de crescimento espiritual e desenvolvimento interior.
“O presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti, disse: ‘Por exemplo, se a pessoa ficar doente e passar o tempo apenas lamentando que a doença é efeito cármico, não será curada. Ao contrário, o importante é determinar que demonstrará a transformação do veneno em remédio sem falta, alcançando a boa sorte e o benefício de recuperar a saúde por meio da contínua prática da fé. Ao fazer isso, a pessoa não superará somente a doença, mas, quando estiver recuperada, será ainda mais saudável que antes. Este é o poder da Lei Mística de transformar o veneno em remédio’.
“Numa carta endereçada à monja leiga Toki, Daishonin escreve: ‘Cuide-se e não encha sua mente de pensamentos angustiantes’. A natureza do ser humano é se afligir, desistir ou hesitar instintivamente por causa de uma grave doença ou de sua permanência por muito tempo, causando o enfraquecimento do próprio corpo e de sua energia. Mas não importa o que nos aflija, devemos viver com a determinação de não ceder à dor ou à tristeza. Com relação à prática da fé, devemos fortalecê-la, motivando-nos para lutar contra o demônio da doença para não sermos derrotados por ela. A chave para isso é recitar Nam-myoho-rengue-kyo — o Daimoku da Lei Mística — sobre o qual Nitiren Daishonin declara: ‘Somente o barco do Myoho-rengue-kyo possibilita atravessar o mar dos sofrimentos do nascimento e da morte’. O poder benéfico da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, mesmo que seja por uma vez, é ilimitado e imensurável. O importante é continuarmos avançando em nosso coração a cada dia, ainda que seja apenas um ou dois milímetros; é darmos um passo adiante em nossa vida, fortalecendo a ‘fé dia após dia e mês após mês’, assegura Daishonin. Mesmo que as coisas não progridam da maneira como esperamos, devemos lembrar que muitos companheiros também estão orando para que fiquemos bem. Não há força maior que esta.”

Oportunidades para a transformação


“Se houver uma contínua luta contra a malda­de da doença fundamentada na prática da fé, todas as doenças serão oportunidades para mudar nosso carma por meio do poder benéfico da Lei Mística. Como Daishonin proclama: ‘Não há nada a lamentar quando consideramos que certamente nos tornaremos budas’. Ele nos ensina sobre a existência de uma condição de vida de absoluta tranquilidade em que não há necessidade de se afligir.
“Praticamos o Budismo Nitiren para vivermos a vida ao máximo. O benefício de viver um dia a mais, por meio da fé na Lei Mística, é imensurável. Viver um dia a mais é a possibilidade de propagar muito mais os ensinamentos do Budismo. Isso faz nossa vida ser dotada de infinita boa sorte e benefícios. O aspecto daqueles que lutam baseados na fé contra o demônio da doen­ça transmite aos outros, mesmo sem palavras, o nobre valor da vida como ser humano. Como praticantes do Budismo Nitiren, nosso comportamento deve ser o de resplandecer nossa vida, junto com a de outras pessoas, fazendo evidenciar sabedoria e benevolência, independentemente das circunstâncias. Este é o modo que nós, da SGI, vivemos nossa vida.”
Sabedoria vital
“Por esse motivo, também é importante a sabedoria para sermos saudáveis. Fé significa ter sabedoria para prevenir a doença e lidar com ela de maneira adequada, caso ela surja, para continuarmos criando valores com nossa vida. Por exemplo, quando temos de superar uma grave doença ou estamos no início da recuperação, devemos ter o cuidado para não forçar nossos limites. Esta é a sabedoria vital para a nossa saúde. Quando adoecemos, não devemos ser impacientes ou descuidados. Se precisamos de descanso, devemos ouvir nosso corpo e não exagerar. Uma vez recuperados plenamente, podemos voltar a nos dedicar às atividades da Soka Gakkai repletos de energia e vigor.
“Meu mestre, Jossei Toda, disse: ‘No entanto, por vivermos como seres dos nove mundos, o sofrimento é manifestado. Mas, descobrimos que a natureza dos nossos problemas pode mudar. Por exemplo, enquanto estamos inquietos com nossas preocupações, somos capazes de nos atentarmos aos problemas e sofrimentos dos outros. O estado de Buda não seria a própria satisfação de viver?’
“Ele também disse: ‘Exteriormente, às vezes, podemos nos parecer com um ‘Bodhisattva Pobreza’ ou um ‘Bodhisattva Doen­ça’, mas é apenas um papel que estamos encenando no drama da vida. Na rea­lidade, o verdadeiro lugar dessa vida é no interior de nosso aspecto autêntico como Bodhisattvas da Terra! Como a vida é um grande drama, devemos desfrutar completamente do papel que assumimos e comprovarmos a grandiosidade da Lei Mística.”
Conclusão
Saúde é a sabedoria cultivada no solo da benevolência. Pois a iluminação se manifesta no cotidiano por meio do estado de Bodhisattva. A preocupação com todos os seres representa o aspecto total de nossa vida. O presidente Ikeda orienta que, pela perspectiva do Budismo, a doença é um meio para aprofundarmos nossa fé; ao mesmo tempo, indica que estamos no caminho correto para manifestar o estado de Buda. Por essa razão, a doença provoca alegria.
Saúde é realizar o Chakubuku por meio da comprovação de nossa luta contra a doença.

Edição 527 - Publicado em 20/Julho/2012 - Página 16
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Moderadores: Charles Chigusa (Japão), Michel Garcia (SP) e Yara Falconi(SP).
A Lei propagada pelo Buda é comparável a uma grande nuvem que, com uma nutritiva chuva, umedece as flores humanas de tal forma que elas possam florescer. (Sakyamuni - Sutra de Lótus)

13 de abr de 2012

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Preste atenção na sua rotina. Você acorda e encara a perspectiva de um novo dia com alegria? Quando recebe uma nova tarefa, você a inicia com espírito renovado? Quando finaliza um trabalho, experimenta aquela sensação maravilhosa de dever cumprido? Agora, cheque o seu vocabulário. Quais são suas expressões favoritas? Você reclama muito? Se a resposta a essas perguntas não for nada positiva, você está precisando de uma boa injeção de motivação. Livre-se de uma vez por todas da síndrome da hiena Hardy. Oh! Isso não vai dar certo! Oh! dia. Oh! azar.


A motivação é fundamental para o seu sucesso pessoal e profissional e principalmente para a sua felicidade. Comece hoje mesmo a mudar isso. Faça uma auto-análise, veja os pontos que você precisa mudar ou revitalizar. Mude seu humor, suas atitudes e colha os resultados. O prof. Luiz Almeida Marins Filho, Ph.D., autor do livro “Socorro! Preciso de motivação” e conferencista muito requisitado, defende que muitas pessoas perdem oportunidades – profissionais e pessoais - por causa de atitudes e comportamentos negativos. Veja os principais pontos que levam a motivação e ao sucesso.


Entusiasme-se!


A palavra entusiasmo vem do grego e significa ter um deus dentro de si. Na Antigüidade, era o nome do estado de exaltação ou arrebatamento extraordinário daqueles que estavam sob inspiração divina. Estes podiam transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem.


Há pessoas que esperam que as coisas aconteçam para se entusiasmar e passam anos esperando uma novidade que nunca vem. É justamente o inverso. É a partir daí que tudo acontece. Quando você está entusiasmado, você vê um sentido maior no sol, na chuva, no seu trabalho, na sua vida e uma imensa força empurra tudo o que você faz. O sucesso é a conseqüência natural – e inevitável - desse estado.


O prof. Marins ressalta a diferença entre entusiasmo e otimismo. O otimista é movido pelas condições externas, é reativo. ‘Vendi bem hoje, estou otimista. Li notícias negativas sobre o futuro do país, estou pessimista’. “O otimista está sempre sujeito ao tempo lá fora. O entusiasmado nada o abala, ele está acima dos acontecimentos. Como não se deixe abater – apesar das adversidades – ele não perde a força e é capaz de transformar a realidade. É por isso que há pessoas vencendo nas crises”, conclui Marins.


Cultive o desejo ardente



Neste disputadíssimo mundo, as pessoas desejam muitas coisas o tempo todo e ao mesmo tempo. Para sair na frente da concorrência, você precisa de um diferencial. Qual é? Hoje não basta o desejo; você precisa do desejo ardente. Quer um exemplo dessa intensidade? Um cão persegue um gato. Fim do beco. O gato, sem alternativa, arranha o cão e consegue se salvar. Que força fez o gato enfrentar o cão? O desejo ardente de sobreviver. Hoje, mais do que nunca, para vencer no mundo, é preciso desejar ardentemente.


“Vejo lojistas reclamando da crise. Aí você percebe que ele está desanimado, não participa mais das reuniões no shopping, não dá a devida atenção ao cliente. Onde está aquele entusiasmo, a disposição do início, quando ele inaugurou a loja? Deixou morrer. É preciso voltar a querer, despertar, lutar contra esse lado cínico e desistente que existe dentro de nós”, ensina Marins.


Pare de reclamar!


Parece incrível, mas tem gente que só consegue ver o que falta. Para alguns profissionais a reclamação é quase um vício. Reclamam da sua função, da empresa, falam mal do chefe, dos subordinados, dos colegas de trabalho. Muitos só valorizam o emprego quando são dispensados.


Reclamar só piora as coisas, envenena o ambiente de trabalho e contamina colegas, criando um clima de insatisfação coletiva. Fuja do espírito do eterno insatisfeito e quando se deparar com um colega com o mal, reverta o quadro: elogie o que ele criticar, ressalte pontos positivos, encha-se de orgulho e parafraseie Machado de Assis: “Tudo está para melhor, no melhor dos mundos possíveis”.


Para se livrar desse mal, a única maneira é a conscientização: reclamar não resolve o problema! Se você está insatisfeito, vá a luta. Mude. Há pessoas que insiste em brigar com o tema. É o vigia noturno que reclama que não dorme com a mulher, o executivo que reclama que o clima de Brasília é seco. Se você está insatisfeito tome providencias. Ou mude ou pare de reclamar.


“Temos que assumir que o problema, na maioria das vezes, é nosso. Se você tem funcionários ineficientes, treine ou mande embora. Professores de uma conhecida universidade vieram reclamar do salário. Eu pergunto? Alguém foi condenado a trabalhar aqui? – Não. Então por que não arruma ou emprego? - Mas é a crise? Lá fora está pior. – Então fiquem e parem de reclamar. É preciso resistir a esse vício do querer ser coitado”.


Estabeleça metas, escreva-as e cumpra-as


Quantas vezes fazemos planejamentos maravilhosos, damos início a um projeto ou a uma boa idéia e eles morrem por falta de acompanhamento? Dificilmente vemos o resultado de nossas idéias, simplesmente porque elas não sobrevivem à fase da implantação. E isso serve para tudo: desde um pedido para um colega de trabalho até o planejamento de uma poupança para uma viagem. Dica: Faça uma grande planilha, coloque metas, datas, cole fotos e a deixe em local bem visível. Além de evitar que você perca o foco, mantém seu entusiasmo renovado.


Não deixe para amanhã


O tempo é a única vantagem estratégica que não pode ser comprada, vendida e nem fazer leasing. O tempo não tem valor. E nos dias de hoje, administra-lo com eficiência é decisivo para o manter o entusiasmo. Não existe nada mais desestimulante do que ser surpreendido por lapsos daquilo que não se fez, que não se cumpriu. Faz um mês que você prometeu um almoço para o seu cliente? Três semanas que ficou de agendar uma visita a um contato importante? A procrastinação é uma praga. Você não resolve e nem esquece. Então, assim que lembrar de uma tarefa a ser cumprida, ligue, agende e assuma o compromisso. Você vai se sentir muito mais profissional e aumentar pontos na sua auto-estima. Sem contar, que administração correta do seu tempo é fundamental para o sucesso. Não há mais espaço para o hábito de empurrar com a barriga.


Tenha um projeto pessoal


O primeiro passo é definir o que você quer para você. Quer ganhar muito dinheiro, ser reconhecido pela sociedade, ter uma família bem estruturada? Faça essa auto-análise, trace metas de desenvolvimento, estabeleça aonde quer chegar e coloque em prática o que precisa ser feito para alcançar seus objetivos. Foi-se o tempo em que as empresas tinham um plano de carreira documentado. Hoje, esse compromisso é seu. Você é quem deve se preocupar com o seu crescimento. Quem não investe em si próprio perde espaço e direito de reclamar de estagnação. E isso vale para todos os setores da sua vida, não apenas a profissional. Se você não tiver um projeto pessoal a longo prazo. Você não consegue concentrar recursos para agir. É como um ciclista que vive pedalando e não sabe aonde vai chegar.


Tenha um visão global


Hoje em dia você precisa ter a capacidade de pensar globalmente e agir localmente. Enxergue o mundo como um todo sem perder de vista o seu quintal. Isso quer dizer que ao mesmo tempo que temos que pensar em estratégias totais, devemos pensar – na mesma proporção – em quem trabalha do seu lado, em um cliente que pede esclarecimentos.É um pé no globo e outro na calçada. Como conseguir essa visão global? Participe do mundo, leia cada vez mais, vá a congressos, palestras, faça cursos, invista em você.


Mas, cuidado! O equilíbrio entre o global e local exige muita cautela. Há pessoas que perderam anos preciosos atendo-se a pequenos detalhes. Adquira o hábito de estabelecer prioridades por grau de importância e urgência. Peça ajuda de pessoas mais experientes. Muitas vezes, pela proximidade, precisamos de uma opinião externa para enxergar o que realmente é fundamental. Você conhece a história do homem que pensou estar morrendo porque em toda parte do corpo que tocava sentia uma dor atroz? Quase agonizando, procurou ajuda e se queixou. “Socorro! Estou morrendo. Toco o meu joelho e dói, toco meu rosto e dói.” Pois bem, diagnóstico do médico: ele estava com o dedo quebrado.






16 de jan de 2012

Uma verdade universal

(...) Acredito que, desse prisma maduro, ...não vale a pena morrer nem derramar sangue por causa dos credos, que foram formulados pelos religiosos no transcorrer da História. Muito mais importantes são: o amor divino que Jesus encarna, o despojamento de Buda, a entrega absoluta do Mahatma Gandhi à causa da paz, a pureza de São Francisco de Assis. (...) É preciso lapidar o diamante da nossa vida. Um dia, porém, concluímos o que para os santos é natural como a respiração. Plantar uma árvore é mais importante do que rezas mecânicas. Um abraço de amor vale mais do que a seriedade dos credos que não convencem. É melhor um banho de cachoeira do que os batismos de um formalismo sufocante. Preferível o palavrão de alerta às declarações hipócritas de um amor sem futuro." 


 Jonas Rezende

O que significa ser “mestre da sua mente”?


Myoho-rengue-kyo é a força motriz da transformação. É a Lei Mística presente nas profundezas de nossa vida. A mudança de nossa postura mental, conquistada com a recitação do Daimoku, transforma todos os níveis da vida pra melhor.
Todos os níveis da vida
Todos os níveis citados acima são: o interior do indivíduo, seu modo de vida e o ambiente que o rodeia. Essa mudança que nasce do interior gera inclusive a transformação de toda a humanidade.
MUDE A SUA MENTE,
MUDE A REALIDADE
Todo individuo é capaz de transformar sua realidade a partir da mudança de sua mente. O objetivo do Daimoku é possibilitar que a pessoa seja o mestre de sua própria mente.
Seja o mestre de
sua mente
Tornar-se o mestre da própria mente é fundamental porque é ela que torna possível atingir o estado de Buda. Nitiren Daishonin afirma: “Torne-se mestre de sua mente, em vez de permitir que ela o domine”. (WND, vol. I, pág. 502.)
A sutileza da mente
O presidente Ikeda explanou: “Se seguimos a mente repleta de ilusão das pessoas comuns, que tende a ser fraca e facilmente influenciada, nosso potencial interior pode definhar em pouco tempo ou, pior, nossa vida pode sucumbir aos impulsos negativos e destrutivos. Este é um problema que provém da sutileza da mente”. (TC, edição 466, 01 de junho 2007, p. 48)
A chave para o
estado de Buda
“Pelo fato de a mente ou o coração ser a chave para atingir o estado de Buda nesta existência, não devemos ser derrotados por nossa fraqueza intrínseca. Esse é o propósito da prática budista. A mente das pessoas comuns, sujeita à ilusão, oscila a todo o momento. Por isso, não devemos deixar que essa mente instável seja nosso guia ou mestre.”
Um elefante selvagem
No Sutra dos Seis Paramitas está escrito: “Nossa mente pode, subitamente, escapar de nosso controle. Por isso, devemos domá-la como se fosse um elefante selvagem, e não permitir que ela se torne nosso mestre. Em vez disso, nós é quem devemos ser seu mestre”.
Não seja dominado
O Sutra do Nirvana contém um trecho similar: “Oro para que venha a se tornar mestre de sua mente, em vez de permitir que ela o domine”. (Ibidem)
Diretriz eterna
“Torne-se o mestre de sua mente”, existem referências a essa afirmação em vários escritos e sutras. Reforçando esse ponto, Nitiren Daishonin advertiu seus discípulos por diversas vezes. Chegando a fazer dela uma diretriz para todos os seus seguidores.
Como se tornar o
mestre da mente?
“Para nos tornarmos mestre de nossa mente, precisamos ter uma excelente bússola na vida e um brilhante farol na fé. Não podemos ser governados pela natureza inconstante, fraca e mutável da mente sujeita a ilusões de uma pessoa comum.”
Na direção correta
Para ser o mestre de sua mente, deve-se conduzir a mente na direção correta. Essa direção é o ritmo fundamental da vida ou a Lei Mística. Dessa forma, o verdadeiro mestre da mente é a Lei e os ensinos do Buda.
O mestre do Buda
Sakyamuni
“O Buda Sakyamuni proferiu o juramento de que o mestre de sua mente seria a Lei para a qual havia se iluminado; seu orgulho era viver fiel a esse juramento. Esse modo de vida corresponde à frase “procurar refúgio na Lei”, proferida por Sakyamuni como instrução final aos seus discípulos antes de morrer”.
Seguidores da
mente vacilante
“Os sacerdotes das várias escolas budistas, da época de Daishonin, esqueceram-se desse espírito de Sakyamuni. Seguindo seu próprio pensamento ou ideias arbitrárias, perderam de vista os ensinamentos do Buda, denegriram o Sutra de Lótus e sucumbiram à própria arrogância.”
A prática para
dominar a mente
“Em contraste, Nitiren Daishonin ensinou que o verdadeiro mestre da mente é Myoho-rengue-kyo — o coração do Sutra de Lótus e a Lei fundamental de todos os budas —, e estabeleceu a prática concreta da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo para dominar a mente.”
O verdadeiro mestre
da mente
O Buda Nitiren Daishonin ensinou a seus discípulos que o ponto primordial da fé é o espírito de procura pelo verdadeiro mestre da mente: a Lei Mística.
Os problemas são
como sonhos
Numa carta aos irmãos Ikegami, Nitiren Daishonin afirma: “Uma passagem do Sutra dos Seis Paramitas nos exorta a sermos mestres de nossa mente, em vez de permitirmos que ela nos domine. Seja qual for o problema, considerem-no não mais que um sonho e pensem somente no Sutra de Lótus”. (WND, v. I, p. 502.)
Conclusão
O presidente Ikeda conclui: “Por mais difíceis que sejam as circunstâncias que tenhamos de enfrentar, poderemos infalivelmente transformá-las se não vacilarmos na fé. A fé é uma batalha contra nossa própria fraqueza. Daishonin nos ensina que, para triunfar nessa batalha, devemos basear nossa vida com toda a sinceridade no Sutra de Lótus — a Lei Mística —, sem nos deixar influenciar por nossa fraqueza interior.”