Shijo Kingo, um discípulo exemplar (1)
(Brasil Seikyo, edição nº 1670, 05/10/2002, página A6.)
Shijo Kingo é um dos mais conhecidos seguidores de Nitiren Daishonin, tendo sido um de seus discípulos mais próximos. Nasceu em 1230 e seu nome completo era Shijo Nakatsukasa Saburo Zaemon-no-jo Yorimoto. Sucedeu seu pai em servir à família Ema, pertencente ao clã Hojo, mantendo uma conceituada reputação perante o Lorde Ema Mitsutoki. Além de sua habilidade como samurai, possuía um excelente conhecimento de Medicina.
Kingo converteu-se ao budismo por volta de 1256, aos 26 anos de idade, na mesma época em que outros discípulos, tais como os irmãos Ikegami e Kudo Yoshitaka, também tornaram-se seguidores de Nitiren Daishonin. Percebendo que com a prática do budismo o povo japonês poderia superar os sofrimentos que enfrentava, abraçou de forma fervorosa os ensinamentos de Nitiren Daishonin e enfrentou vários desafios para dar continuidade a sua fé. Nessa época, havia três anos que Daishonin tinha estabelecido seu budismo com a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo pela primeira vez. Posteriormente, Shijo Kingo tornou-se um dos personagens centrais entre os discípulos leigos de Nitiren Daishonin da região de Kamakura. Juntamente com outros seguidores, como por exemplo Toki Jonin, dedicou-se constantemente a apoiar e proteger o Buda Original.
Durante toda sua vida, Shijo Kingo recebeu diversas cartas de Nitiren Daishonin, as quais continham inúmeros incentivos não só sobre a prática da fé, mas também sobre a conduta e o comportamento que deveria ter no dia-a-dia, especialmente com seus colegas de trabalho e com o Lorde Ema. As frases abaixo foram extraídas das cartas recebidas por Kingo:
“Por outro lado, não deve comentar com outras pessoas lamentando-se de que este mundo é difícil de ser suportado. Se o senhor proceder dessa forma, estará agindo contra a atitude de um sábio.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 296.)
“O senhor deve tornar-se um indivíduo que as pessoas de Kamakura possam comentar que Nakatsuka Saburozaemon-no-jo foi brilhante em servir ao soberano, ao budismo e às pessoas da sociedade.” (Ibidem, pág. 297.)
“Aceitá-la [a fé] é fácil, mas mantê-la é difícil. Porém, a iluminação encontra-se no ato de mantê-la.” (Ibidem, pág. 281.)
“Os infortúnios de Kyo’o Gozen serão mudados em boa sorte. Reúna a sua fé e ore a este Gohonzon. Então, o que é que não pode ser alcançado?” (Ibidem, pág. 276.)
“Recebi a notícia do nascimento de seu bebê. Parabéns! Como seu bebê nasceu num dia tão feliz, seu desejo realizou-se tal como a maré reflui ou as flores silvestres abrem-se na primavera. Assim, apressei-me em dar-lhe um nome. Chame-o Tsukimaro.” (Ibidem, pág. 257.)
Os diversos escritos de Daishonin revelam que Shijo Kingo foi uma pessoa corajosa, leal, franca e impulsiva. Ele deixou registrado na história o exemplo de um digno praticante e, além disso, o comportamento de um verdadeiro discípulo, disposto a defender seu mestre com sua própria vida
Shijo Kingo, um discípulo exemplar
Shijo Kingo, um discípulo exemplar (2)
(Brasil Seikyo, edição nº 1672, 19/10/2002, página A5.)
Uma das passagens marcantes da vida de Shijo Kingo ocorreu durante a perseguição de Tatsunokuti, ocasião em que demonstrou seu espírito de proteger seu mestre com sua própria vida. Nessa perseguição, ocorrida em 12 de setembro de 1271, os guerreiros liderados por Hei-no-Saemon conduziam Daishonin para Tatsunokuti com o plano de executá-lo. No trajeto até a praia de Tatsunokuti, o cortejo passou próximo à residência de Shijo Kingo, que, ao tomar conhecimento do que ocorreria, imediatamente correu para acompanhar seu mestre determinado a morrer a seu lado, caso fosse executado. Contudo, no momento da execução, um objeto brilhante cruzou o céu, iluminando toda a praia e amedrontando os guerreiros, e o plano de acabar com a vida de Nitiren Daishonin foi malsucedido.
A relação entre Shijo Kingo e Nitiren Daishonin é um exemplo de unicidade de mestre e discípulo, conforme o Buda Original descreve nesta passagem das escrituras: “O senhor acompanhou Nitiren, jurando dar sua vida como um devoto do Sutra de Lótus. Seu feito é infinitamente maior do que o de Hung Yen, que rasgou seu estômago e inseriu o fígado de seu falecido lorde, Yi Kung, para salvá-lo da humilhação e desonra. Quando alcançar o Pico da Águia, em primeiro lugar contarei que Shijo Kingo, como Nitiren, decidiu morrer pelo Sutra de Lótus.” (As Escrituras de Nitiren Daishonin [END], vol. 3, pág. 196.)
Daishonin confiou a Shijo Kingo importantes tratados, como por exemplo “Abertura dos Olhos”, um dos seus dez principais escritos, que revela o Objeto de Devoção em forma de pessoa. Além disso, diante das dificuldades impostas pelo Lorde Ema devido a sua fé no Budismo de Daishonin, Kingo recebeu do Buda Original diversas cartas enfatizando a importância de estar ao lado das pessoas que enfrentam dificuldades, incentivando-o a manter a firme lealdade ao Lorde Ema. Foi ainda um dos poucos discípulos que recebeu o Gohonzon antes da inscrição do Dai-Gohonzon. Isso pode ser comprovado quando, em 1273, Nitiren Daishonin escreveu uma carta à segunda filha de Shijo Kingo, intitulada “Resposta a Kyo’o”, dizendo: “Creia neste Gohonzon com todo o seu coração. O Nam-myoho-rengue-kyo é como o rugido do leão. Que doença pode, portanto, ser um obstáculo?” (END, vol. 1, pág. 275.)
Em todas as ocasiões, a convicção de Kingo era a de jamais abandonar o budismo, não importando o que ocorresse. Depois de algum tempo, ele reconquistou a confiança do Lorde Ema e também tudo o que havia perdido, recebendo um feudo três vezes maior do que aquele que possuía anteriormente. Nos últimos anos da vida de Nitiren Daishonin, como profundo conhecedor da Medicina, Kingo acompanhou-o de perto e lhe prescreveu diversos medicamentos.
Shijo Kingo faleceu em 13 de março de 1300. Manteve firmemente sua fé durante os 44 anos em que praticou o Budismo de Nitiren Daishonin, seguindo o verdadeiro caminho de mestre e discípulo. Dedicou-se também em proteger a todo o custo todos os discípulos de Daishonin, mesmo arriscando sua própria vida.
Certamente, mesmo nos dias de hoje, o exemplo de Shijo Kingo e as diversas orientações recebidas por ele diretamente do Buda Original devem servir como importante referência para todos nós, que buscamos o caminho correto para a comprovação dos benefícios da prática budista em meio à realidade da vida diária
Dentre bilhões de páginas na Internet você veio parar aqui, saiba que sua presença neste blog não é mero acaso, certamente você deve ter procurado o site "AS MAIS BELAS HISTORIAS BUDISTAS...." e como ele saiu do ar, por motivos de força maior (???) estou postando o que copiei ao longo desses anos, para não ficarmos sem informações. Copiei exatamente como estava, com os creditos. Espero não estar fazendo nada ilegal, pois o que o Buda ensinou, penso eu, pertence a humanidade.
"Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover
em direção ao seu desejo".
25 de jan. de 2009
Yu myo sho jin
Avanço corajoso e ininterrupto)
(Brasil Seikyo, edição nº 1707, 12/07/2003, página A5.)
(Brasil Seikyo, edição nº 1707, 12/07/2003, página A5.)
1) Li em um discurso do presidente Ikeda sobre “yu myo sho jin”, e observei que esse termo consta no Gongyo. Poderia abordar algo a respeito? Yu myo shojin é uma passagem do Sutra de Lótus do Buda Sakyamuni, e de fato consta em um trecho do capítulo Hoben (Meios) o qual recitamos diariamente no Gongyo. Literalmente, cada palavra tem o seguinte significado: “Yu” = coragem, “myo” = enérgico ou aplicar nossos esforços ao limite, “sho” = perfeito ou puro e “jin” = esforço ou avanço incessante. Portanto, “yu myo sho jin” literalmente significa “empenho e avanço corajoso e ininterrupto”.
2) Mas, para nós, que praticamos o Budismo de Nitiren Daishonin, há algum significado especial? Sim. Apesar de ter sido utilizado por Sakyamuni para se referir às práticas dos ensinos pré-Sutra de Lótus e ao ensino teórico, isto é, à primeira metade do Sutra de Lótus, para nós, praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin, é um termo que nos oferece uma importante diretriz. Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, citando uma passagem das Escrituras em Seis Volumes do 26o sumo prelado, Nitikan Shonin, o presidente Ikeda afirma que “corajosa e ininterruptamente” significa exercitar corajosamente o poder da fé ao máximo. Ele afirma: “A prática budista deve ser conduzida com determinação e coragem. Quando nos desafiamos corajosamente com o espírito de realizar ‘muito mais hoje do que ontem’ e ‘muito mais amanhã do que hoje’, estamos praticando verdadeiramente.”
3) Então, é com esse espírito que devemos recitar diariamente o Gongyo e o Daimoku? De fato, a recitação diária do Gongyo e do Daimoku é um verdadeiro desafio que requer uma fé contínua e corajosa. Para se ultrapassar os inúmeros obstáculos e maldades de nossa vida objetivando a verdadeira felicidade, certamente é necessário coragem e continuidade na fé. Ainda na Preleção, o presidente Ikeda afirma: “Sem esse espírito corajoso e ininterrupto, não podemos romper os grilhões do destino nem vencer os obstáculos e maldades. Nossa prática diária do Gongyo é um drama de desafio e de criação de valor em nossa vida. Quando nos levantamos corajosamente com fé, a escuridão do desespero e da angústia dissipa-se em nosso coração, emitindo a luz da esperança e do progresso.
Esse espírito de levantar-se com coragem é o espírito da fé. Do ponto de vista do Budismo de Nitiren Daishonin, ‘ininterrupto’ significa recitar o Daimoku ‘das práticas individual e altruística’ (jigyo keta). Desse espírito corajoso surge o empenho ininterrupto.”
Fontes de consulta: Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, págs. 62-63.
Discurso do presidente Ikeda em Hatioji — 1o de maio de 1999.
Yu myo sho jin (avanço corajoso e ininterrupto) (2)
(Brasil Seikyo, edição nº 1708, 19/07/2003, página A5.)
Yu myo sho jin (avanço corajoso e ininterrupto) (2)
(Brasil Seikyo, edição nº 1708, 19/07/2003, página A5.)
4) Mas como aplicar esse princípio na vida diária, não ficando somente na teoria? O budismo é oração e ação. Assim, podemos aplicar esse princípio em nossa vida por meio da firme decisão de vencer em todos os aspectos, sejam eles pessoais, organizacionais ou em qualquer área de atuação, tornando-nos pessoas que jamais desistem dos objetivos e que buscam ardentemente a concretização de tudo o que foi idealizado. Se objetivamos algo, devemos manifestar toda a coragem e determinação até atingirmos o resultado que almejamos. E a força motriz para manter essa disposição é a recitação sincera e consistente do Daimoku. Nitiren Daishonin afirma em suas escrituras: “O Nam-myoho-rengue-kyo é a prática ‘ininterrupta do auto-aprimoramento’.”
(Gosho Zenshu, pág. 790.) Assim, para a pessoa que se empenha com esse sentimento, não existe a palavra “desistir”.
5) A diretriz dedicada pelo presidente Ikeda à Divisão Masculina de Jovens da BSGI em sua mensagem de felicitações no início deste ano não é exatamente esse princípio? Realmente, na mensagem enviada em 11 de janeiro de 2003 o presidente Ikeda dedicou uma diretriz para todas as divisões da BSGI. Em particular, para a DMJ ele afirmou: “Viva a Divisão Masculina de Jovens de intrépido espírito de luta!” “Intrépido espírito de luta” — eis o espírito de yu myo sho jin, o profundo desejo do mestre em criar uma DMJ incomparável e de atuação exemplar. Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo consta: “Um jovem certa ocasião perguntou ao presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunessaburo Makiguti, como poderia desenvolver a habilidade de julgar o bem e o mal. O presidente Makiguti respondeu-lhe: ‘Se tiver seriedade e coragem para praticar a religião mais notável do mundo, compreenderá.’ Ele ainda disse: ‘É preciso se empenhar corajosa e ininterruptamente e entrar em ação. Embora seja agora uma pessoa de idade, eu também estou praticando dessa forma.’”
6) Então, yu myo sho jin é o verdadeiro espírito da SGI? O próprio presidente Ikeda cita na Preleção: “‘Empenhar-se corajosa e ininterruptamente’ é realmente a fonte do espírito da Soka Gakkai. Quando nos desafiamos corajosamente na fé, nossa vida é estimulada, a sabedoria brota e nosso ser transborda de alegria e esperança. Uma pessoa que se empenha corajosa e ininterruptamente, a cada momento, faz causas para o auto-aprimoramento e é eternamente vitoriosa. Aqueles que lutam com sinceridade e tolerância, com o espírito do rei-leão, estão com certeza empenhando-se corajosa e ininterruptamente.” Tal como o exemplo do majestoso Rio Amazonas, forte e sereno, que jamais interrompe seu curso, jamais recua ou retrocede e não se perde em sua trajetória até o oceano, vamos avançar com o “intrépido espírito de luta”, yu myo sho jin, visando a alcançar infalivelmente nossos objetivos.
Fontes de Pesquisa: Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, págs. 62-63.
A Grande Correnteza para a Paz, vol. 6, pág. 165.
24 de jan. de 2009
Por Jeanny Chen - Dez pontos chaves para obter o máximo benefício da nossa prática
Dez pontos chaves para obter o máximo benefício da nossa prática
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
Tradução do artigo publicado na revista Living Buddhism (órgão oficial da SGI-USA) de novembro de 2000.
Disponível em http://www.happyjeanny.com
Este artigo está baseado na apresentação realizada na Conferência de Estudo do Norte da California em julho de 2000.
Jeanny Chen nasceu em Taiwan – sendo o chinês sua língua materna – e emigrou aos Estados Unidos em 1986.
Teve uma infância difícil em Taiwan. O negócio do seu pai fracassou várias vezes.
"Cada vez, para poder fugir dos credores, tínhamos que mudar para uma nova cidade e começar de novo. Numa ocasião minha mãe foi parar na cadeia durante um ano e meio porque meu pai tinha usado seu nome para montar um negócio e deu cheques sem fundos. Lembro que devido à situação caótica da minha família, fui parar em quatro orfanatos durante minha adolescência. Minha irmã caçula e meu irmão mais velho não conseguiram suportar estes sofrimentos e viraram uns fracassados. Eu virei cínica e ressentida."
Jeanny tornou-se membro da SGI faz onze anos e desenvolveu dez pontos para obter o máximo benefício da prática através da sua própria experiência. Abre a sua apresentação dizendo:
Gostaria de compartilhar com vocês os dez pontos chaves que aprendi e apliquei durante meus anos de prática. Eles me permitiram conseguir grandes resultados. Não é minha intenção fazer ostentação de dinheiro nem exagerar. Meu único objetivo é ilustrar de maneira concreta os resultados que consegui criar através da minha prática ao Gohonzon.
Gostaria de pedir-lhes que imaginem que tenho um punhado de pedras numa mão e na outra um colar de ouro maciço. É difícil conseguir pedras? São caras ou difíceis de obter? Não! E obter ouro? É muito caro! Não seria maravilhoso se pudéssemos trocar livremente pedras por ouro? Como praticantes do budismo de Nitiren Daishonin, definitivamente temos o poder para fazer um intercâmbio tão inacreditável.
Nitiren Daishonin escreve em “Comportamento do Buda”: “Cada um dos senhores deve acalentar esta resolução: sacrificar a sua vida por causa do Sutra de Lótus é como trocar uma pedra por ouro ou imundice por alimento” (END, vol. 1, págs. 155-156). Em essência, estamos trocando um destino infeliz por uma vida feliz. Conquistamos isto orando seriamente, atuando pelo Kossen-rufu e combatendo as influências negativas na nossa vida e na nossa sociedade. Poderia parecer que precisa-se de muito tempo para mudar os grandes problemas transformar nossa vida desde suas raízes - mas isso deve-se a que o ouro que recebemos em troca das pedras que foram alguma vez nossa vida é: mais boa sorte, mais benefícios e uma felicidade que nunca teríamos imaginado.
1. Fé
Dito o anterior, comecemos com o primeiro dos dez pontos chaves, a fé. Nitiren Daishonin diz em “A Estratégia do Sutra de Lótus”: "Não importando o quão incessante Nitiren ore por você se a sua fé for fraca, será como tentar atear fogo na lenha molhada” (MW, pág. 1.000). É importante que desenvolvamos a nossa fé. Para alguns de nós isto não acontece fácil ou rapidamente.
Há várias coisas que podemos fazer para fortalecer a nossa fé. Primeiro, podemos praticar com afinco para obter resultados ou benefícios. Segundo, podemos assistir às reuniões de diálogo (palestra) e escutar as experiências dos nossos companheiros. Terceiro, podemos estudar as publicações da Soka Gakkai para aprofundar nosso entendimento do budismo. E quarto, podemos entrar em contato com as pessoas com maior experiência na fé para obter orientação e incentivo.
O benefício do Gohonzon é crescente, infinito e não tem limites. Meu filho recomenda-me para ser cuidadosa quando digo "crescente", porque se digo que a prática deste budismo é "crescente" vou causar medo às pessoas.
Bom, os que duvidarem da validade destes conselhos, pelo menos concedam-me o benefício da dúvida.
2. Missão
Agora, o segundo ponto chave é ter um propósito na vida, uma Missão.
Algumas vezes pensamos que nossa missão deva ser o sofrimento. Porém, porque sofremos, estamos dispostos a esforçarmos na prática deste budismo. Enquanto pratiquemos correta e sinceramente, conseguiremos benefícios e superaremos nossas dificuldades. Estas experiências fortalecem nossa fé e nos permitem mostrar a prova real. Como resultado, teremos o desejo e a credibilidade para iniciar outras pessoas no budismo. Assim, concretizaremos nossa missão de propagar este budismo; precisamos milhares de pessoas que mostrem a prova real, cada uma sob circunstâncias diferentes. Não se trata de que só alguns praticantes tenham boa sorte e desfrutem de benefícios. Todos temos esse potencial.
Qual é nossa missão dentro do budismo de Nitiren Daishonin?
Nossa primeira missão é que cada um de nós seja feliz. A segunda missão é ajudar a outros a serem felizes, que é o que chamamos Kossen-rufu ou paz mundial. É muito importante apoiar nosso mestre, o presidente da SGI, Sr. Ikeda e apoiar a missão da Soka Gakkai Internacional de promover a paz, a cultura e a educação assim como desenvolver pessoas capazes e positivas que se tornem os jovens sucessores para o século vinte e um.
Gostaria de compartilhar com vocês uma história. Depois de ter conquistado as minhas metas pessoais no terreno do dinheiro durante meu terceiro ano de prática, eu já estava pronta para parar de trabalhar. Como nova imigrante chinesa, meu inglês era muito pobre, e pensei que isso me impediria de fazer algo importante. Ao invés de frustrar-me pela minha escassa habilidade com o idioma inglês, orei para poder fazer algo que criasse valor com meu único recurso que era falar chinês. Pouco tempo depois me encontrava escrevendo cartas para meus amigos e boletins (Newsletters) para um grupo de escoteiros que era formado por cem rapazes chineses. Depois, comecei a fazer os boletins (Newsletters) de uma escola chinesa com 1.000 alunos. Decidi que ajudaria naqueles lugares aos quais ninguém mais lhes dava importância. Eu aproveitava meu elevado estado de espírito, a felicidade e a sabedoria que derivavam da minha prática, para escrever com estilo humanístico e com senso de humor. Mesmo não mencionando o budismo, podia alegrar meus leitores e criar uma relação de coração a coração com eles. Quando parei de escrever os boletins, meus amigos me presentearam com uma lâmpada.
Também me deram um cartão assinado por todos que dizia: "Jeanny, você é como uma lâmpada. Brilhas com luz própria e iluminas aos que te rodeiam". No grupo de escoteiros me converti em algo semelhante com uma heroina e na escola chinesa me apelidaram de "super enlace" entre a escola e os pais de família. Esta era minha forma de trabalhar pelo Kossen-rufu quando ainda não era capaz de compartilhar a filosofia do budismo de Nitiren Daishonin com os outros.
Orava para obter sabedoria e assim poder encontrar minha habilidade e minha fortaleza única; aquilo que pudesse desenvolver como a minha própria missão na sociedade. Atribuía-me missões específicas quando via uma oportunidade.
Quando desde o fundo de nosso coração temos o senso de missão pelo Kossen-rufu, sem que seja uma mera formalidade, conseguimos nossas metas. Um aspecto muito importante sobre a missão é o conceito de espírito Soka. A intenção do espírito Soka é nos permitir atingir o estado de Buda através de vencer a maldade que tenta destruir o movimento do Kossen-rufu e nos afastar de nossa felicidade individual. O presidente Ikeda disse recentemente que ninguém pode permanecer como simples observador nestes tempos críticos. Todos precisamos ser parte da batalha.
3. Metas
O terceiro ponto é ter metas. No livro “Aprendendo do Gosho: Os Eternos Ensinamentos de Nitiren Daishonin”, o presidente Ikeda cita o mestre budista chinês Tien-t’ai, "O coração é como um hábil mestre de pintura". O presidente Ikeda disse que "devemos pintar no nosso coração a visão de nossa vida, de maneira tão detalhada como for possível. Este “quadro” se converte no desenho de nosso futuro". Neste sentido, desenhar nosso próprio futuro significa ter metas - nossas metas pessoais, metas com respeito à felicidade de outros e metas com respeito ao movimento de paz da SGI.
Geralmente nos dizem que as metas devem ser específicas e detalhadas.Devemos estabelecer metas ambiciosas e audazes. Quanto mais incansáveis nos pareçam, maior será a recompensa que sentiremos quando as conquistemos. Também podemos estabelecer metas com as quais nos sintamos cômodos. Basicamente estabelecemos metas para superar dificuldades e criar valor.
Neste ponto, gostaria de compartilhar com vocês a experiência da minha campanha de Daimoku pelo sucesso na carreira do meu esposo. Dois anos após ter parado de trabalhar, tinha acumulado suficiente sabedoria para perceber que tinha que fazer algo muito seriamente com respeito à carreira do meu esposo se quisesse desfrutar a vida dalí em diante. Queria que ele fosse vitorioso para poder estar livre de preocupações de dinheiro de uma vez por todas, já que assim poderia dedicar todo meu tempo para ajudar os outros. Também queria pagar-lhe por todo seu amor. Adicionalmente queria mostrar uma grande prova real para poder propagar este budismo mais efetivamente. Em outras palavras, queria poder ficar na minha casa e não ter que voltar a sair para trabalhar. Tinha vivido na moleza durante dois anos! Naquela época, a muitas fujimbus e joshibus também gostaram dessa idéia!
Inclusive, na conferência de estudo do ano passado, teve um sonembu que fez seu objetivo de orar para que sua esposa fosse vitoriosa, para que ele pudesse ficar na casa. No budismo não há discriminação sexual, assim que, tomara consiga!
Queria que as pessoas valorizassem a habilidade do meu esposo para que ele pudesse ter sucesso e avançasse na sua carreira. Eu tracei uma meta muito ambiciosa, que nunca teria sequer imaginado se não estivesse praticando este budismo. Fiz com grande meticulosidade no referente ao "como", "que" e "para que" deveria ele chegar a ter um grande sucesso. Não estabeleci o "quando" já que esta era minha primeira meta verdadeiramente grande. Não tive a coragem para fixar um tempo limite. Eu estava disposta a orar durante todo o tempo que fosse necessário. Também orava pela nossa relação – nosso amor, nossa saúde, nosso crescimento e nossa felicidade. Foram necessários três milhões de Daimoku e como 18 meses para conquistar estes objetivos. O resultado foi que a carreira do meu marido chegou muito além do que teria pensado ainda nos meus sonhos mais mirabolantes. Foi tornando-se realidade exatamente como o tinha estabelecido, cada passo, cada detalhe. Sua habilidade, experiência e capacidade no seu ramo foram as "causas internas" conforme o conceito dos "dez fatores". Porém, durante anos não lhe foi possível encontrar a oportunidade certa para usá-las. Minha meta, minha determinação e minhas orações converteram-se na "causa externa" que o levou ao lugar exato no momento adequado. Assim é como funciona nossa prática. O mais importante, nossa relação, nosso amor, puderam crescer e fortalecer-se cada dia. Vocês se perguntarão como uma pessoa pode amar a outra cada dia mais. Podemos fazê-lo porque os benefícios do Gohonzon são crescentes, infinitos e ilimitados.
A conquista destes objetivos me deu a prova de que nada é impossível com o Gohonzon - nada! O Gohonzon é muito poderoso e criativo. Por favor, não temam aspirar a chegar à lua! Fixem uma meta e lutem por ela!
4. Determinação
Agora que temos convertido todos nossos sonhos e desejos em metas bem concretas, o seguinte passo é meu quarto ponto chave – a determinação.
Devemos ter a determinação de mudar, a determinação de nunca nos darmos por vencidos e a determinação de atuar corretamente, agora! Falemos da determinação de mudar. Significa fazer a revolução humana. É importante mudar nossa tendência básica para poder mudar nosso destino e nosso carma. Se não o fizermos, simplesmente estaremos repetindo os mesmos padrões de vida. Por exemplo, quando repetidamente nos encontramos com uma mesma situação, novamente respondemos com a mesma atitude e a mesma ação. Literalmente, estaremos criando o mesmo resultado. A revolução humana não é um slogan. É algo muito importante, muito prático e muito real. Necessitamos orar para obter a sabedoria para reconhecer nossas limitações e pontos fracos e para obter a energia para mudá-los. Temos que deixar para trás nossos velhos maus hábitos e ver as coisas desde um ângulo diferente. Não devemos ser indulgentes com nós mesmos.
Agora falemos de nunca dar-nos por vencidos. Uma vez que temos estabelecido nossas metas, não há volta atrás. Não há "e se não quero comprometer-me?”.
Não aceito um "não" como resposta. Seria tão obstinada como fosse possível para manter-me fiel às minhas metas. Esta é a melhor oportunidade para demostrar-me: quão obstinada posso ser!
Mas, como nos mantermos firmes? É tão difícil! Devemos refrescar nossa determinação diariamente através de nossas orações pela manhã e à tarde e orando tanto Daimoku como possamos. Também nos ajuda a manter uma condição de vida elevada assistir às atividades da SGI regularmente. Geralmente, quando regresso de uma atividade da SGI sinto-me muito emocionada. Meu marido brincava comigo dizendo-me "Por quê está tão emocionada? Que cavalheiro viu na reunião?".
Quando oro, tento não concentrar-me nos meus sofrimentos. Ignoro-os e vivo pacificamente com eles. O que mantenho na minha mente são minha clara determinação e minha meta final. Sem importar qual pareça ser a realidade da situação, sem importar o que as outras pessoas pensem ou falem, mantenho-me inamovível na minha meta e oro ao Gohonzon para conquistá-la. Vejo o processo da minha campanha de Daimoku para atingir minha meta como se fosse um duro treinamento para forjar-me, desenvolver-me e transformar-me. É como preparar-se para a colheita. Se não estamos prontos, não poderemos desfrutar ao máximo do benefício de atingir nossa meta. Necessitamos paciência conforme oramos com o único objetivo de conquistar nossa meta. Não importa quanto tempo for necessário, não importa quão difícil seja, devemos continuar orando até chegar lá. E chegaremos! Eu costumava garantí-lo às pessoas, mas isso soava a comercial de televisão, por isso deixei de fazê-lo. Porém, tenho certeza disso. Honestamente tenho certeza de que conquistaremos qualquer coisa sendo persistentes. Façam a determinação de agir corretamente agora. Gostaria muito de incentivá-los para que comecem agora. Este é o momento.
5. Daimoku
Até aqui, temos fé, entendemos nossa missão, temos fixado nossas metas e determinamos não derrotados até atingir nossos objetivos. Daqui em diante necessitaremos de grandes quantidades de Daimoku. A chave número cinco é o Daimoku – recitar Nam-myoho-rengue-kyo. Além de nossas orações da manhã e da tarde devemos recitar tanto Daimoku como nos for possível. A chave é abundante oração. Sabem, uma das coisas curiosas sobre o budismo é que tudo é chave. Neste artigo temos 10 pontos chave, e há chaves dentro de cada ponto. Porém, o presidente Ikeda tem falado em repetidas ocasiões sobre a importância do Daimoku. Algumas das suas frases que me vêm à mente são: "Não há estratégia melhor que a do Sutra de Lótus", “Orem até que seu aspecto se ilumine", "Avancemos sempre com daimoku em primeiro. Não há como sua vida não mudar".
Houve um lema que utilizei nas minhas campanhas de Daimoku pelo sucesso do meu marido, "Recite um Daimoku que estremeça o universo". Bom, o que na realidade devemos fazer é recitar um Daimoku que faça estremecer nossa própria vida desde os seus alicerces, os quais estão conectados com o universo. Quando oramos, o fazemos com um espírito penetrante e com profunda determinação, sentindo que este é um assunto de vida ou morte e que esta é a nossa única oportunidade na vida. Quando oramos com outras pessoas isto nos ajuda a desenvolver um vigoroso ritmo; mas também devemos ter uma prática por motivação própria.
Não podemos ficar dependendo sempre do apoio dos outros. Podemos querer orar várias horas ou mais por metas muito grandes. Podemos ir avançando passo a passo. Mas se nem sequer começamos, nunca chegaremos ao ponto de recitar várias horas por dia quando tivermos uma emergência. A chave do Daimoku é fazê-lo alegres, não com sentimento de obrigação. Necessitamos orar até sentir-nos satisfeitos. Lutar para recitar Daimoku é uma manifestação da nossa firme determinação. Se não tenho emprego e não posso orar várias horas por dia, não posso dizer que estou lutando. Porém, se você tem um emprego de tempo integral, responsabilidades de família, etc. e ainda assim dá um jeito para recitar tanto Daimoku como lhe for possível, isso é lutar!
Quando tenho estado realmente lutando por algo crucial na minha vida, fiz da oração minha primeira prioridade. Deixei de lado a ociosidade e dediquei-me totalmente à minha campanha de Daimoku. Ligavam-me minhas amigas para convidar-me para festas ou para sair às compras e eu lhes respondia que estava ocupada.
Elas no entendiam por quê estava ocupada. Mesmo não tendo emprego, dava-lhe à minha campanha de Daimoku o sentido de ser a minha única responsabilidade, além de cuidar da minha família. Nada era mais importante.Quando oramos, podemos ver os resultados nitidamente com todos nossos sentidos, ver que nossas metas se realizam perante nossos olhos. Sentimos a alegria e a emoção de atingir nossos objetivo. É importante que durante nosso objetivo de Daimoku fiquemos fortalecendo-nos constantemente lendo as escrituras de Nitiren Daishonin e as orientações do presidente Ikeda. Também podemos usar as experiências de outras pessoas para nos sentir incentivados.
Quando estava orando pelo sucesso do meu marido, li a história de Victor Frankle. Ele esteve preso num campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Desejava fugir do campo de concentração para poder contar sua história ao mundo inteiro. Numa ocasião em que estava trabalhando fora das barracas, viu uma pilha de cadáveres, todos sem roupa.
Nesse momento começou a planejar sua fuga. A seguinte ocasião que esteve fora das barracas foi sua oportunidade. Esperou até o anoitecer, tirou a roupa e misturou-se entre a pilha de cadáveres, fazendo-se passar por morto. Mais tarde os cadáveres foram tirados do campo de concentração.
Daí ele correu 25 quilômetros para alcançar sua liberdade. Imaginem seus captores quando repararam que tinha fugido, devem ter procurado até o cansaço. Por outro lado, ele andava sem roupas, sem água nem comida. Era uma situação muito perigosa e difícil. Mesmo assim, conseguiu! E agora, ele tem compartilhado sua experiência através dos seus livros e sua história tem comovido às pessoas de todo o mundo.
Desde que conheci sua história tenho comparado minhas horas diárias de Daimoku com sua corrida de 25 quilômetros. Tenho orado no conforto do meu lar. Tem sido muito mais fácil que correr 24 Km nas circunstâncias nas quais ele o fez. Lembro que uma vez pensei: "Se ele conseguiu, eu também vou conseguir. E vou contar minha experiência a todo o mundo". Daí em diante, tenho corrido 25 Km na minha mente cada vez que orava. Cada Nam-myoho-rengue-kyo era como um passo aproximando-me à minha meta.
Necessitamos de uma profunda oração quando recitamos Daimoku, mas lembrem, nada de rogar. Sempre orem ao Gohonzon manifestando sua determinação de atingir suas metas, sem importar o que acontecer! Já que temos diferente missão e diferente carma, cada um de nós obteremos um resultado diferente numa velocidade diferente. Mas se há algo do que podemos ter certeza é de que se investirmos 10% de esforços, obteremos 10% de resultados.
Quando investimos 100% de esforços, com toda certeza colheremos 100% de resultados.
6. Ação
Bom, a continuação temos a chave número seis – Agir. Tudo fica vazio sem a ação. No budismo, temos que agir. Temos que dizer a nós mesmos: "Sou a única pessoa que pode fazê-lo. É meu carma, meu destino. Quando conquistar minhas metas, será minha felicidade e minha boa sorte".
Gostaria de compartilhar minha experiência de atingir minha primeira meta. No início da minha prática, que foi três anos após ter imigrado desde Taiwan, compramos uma casa endividando-nos fortemente. Meu marido estava muito preocupado, e eu também! Eu era tão nova nesta prática que pensava: "se não abro a janela quando recito Daimoku, mesmo assim meu Daimoku chegará ao universo e funcionará?". Porém, aprendi que devia estabelecer metas e orar para conquistá-las. Fixei uma meta financeira muito elevada para mim, o que significava ganhar 8 vezes mais do que ganhava. Isto foi há onze anos. Minha segunda meta foi reduzir nossa dívida para fazê-la mais gerenciável. E minha terceira meta foi que meu marido me amasse mais e mais a cada dia.
Três meses depois, sem procurá-lo, apareceu-me um emprego de vendas numa empresa de computadores. Devido à grande quantidade de Daimoku acumulada apareceram muitas oportunidades de negócios que atribuí aos deuses budistas, as funções protetoras do universo. Com a sabedoria e energia que tinha desenvolvido através do Daimoku, detectei várias oportunidades e agi para criar negócios. Nessa época era, e ainda continuo sendo, ignorante a respeito de computadores. É surpreendente que depois de trabalhar dois anos e meio na indústria de computação, tenha conseguido conquistar minhas duas primeiras metas. O ponto é que, com o benefício desta prática, pude ter sucesso mesmo sendo muito inexperiente. Mas isto não teria sido possível se não tivesse feito os esforços suficientes ou se não tivesse agido.
Permitam-me sair do assunto um momento para compartilhar com vocês duas anedotas. Uma vez estava trabalhando e quando apresentei-me como Jeannie, o cliente me perguntou "você é o gênio da garrafa?". Todos conhecemos o gênio da garrafa do velho seriado da televisão. Era uma mulher bonita, que sempre saía adiante. E principalmente tinha magia para converter tudo em qualquer coisa que quisesse. Eu tinha visto o programa antes mas nunca tinha pensado nisso até esse momento, "Sim, sim, eu sou o gênio da garrafa" respondi. Estava muito contente pela minha nova imagem recentemente descoberta. A partir desse dia eu pensava, respirava e atuava como se fosse o gênio da garrafa.
A outra anedota ocorreu quando acabava de começar a orar pelo sonho impossível que era a carreira do meu marido. Meu filho imprimiu meu horóscopo e chamou-me a atenção pois dizia: "Concentre-se em transformar as ilusões em realidades". Nesse momento, eu era ainda muito nova na prática, não tinha a menor idéia de como iam realizar-se minhas metas. Essa frase foi como uma poderosa afirmação para continuar com meu objetivo. Imediatamente fiz minha a frase e declarei perante o Gohonzon que daí em diante, com toda minha energia, praticaria este budismo totalmente centralizada em fazer realidade meus sonhos.
Quando praticamos o budismo de Nitiren Daishonin podemos alcançar uma imensa sabedoria e energia vital, escolher algo grande ou pequeno e fazer que funcione maravilhosamente para nós. Lembrem que todo o universo está ao nosso alcance. A pergunta é: temos coragem para aspirar tê-lo?
Com respeito à minha meta referente ao amor, não me limitei a orar e ficar sentada esperando que acontecesse. Fiz a minha parte.
Naturalmente, o resultado que consegui estava além da minha compreensão. É a meta mais inteligente que estabeleci para a minha vida. Tenho mais de vinte e três anos de casada e cada dia, a cada momento, ainda estou vivendo minha lua de mel. É inacreditável.
Esta não é a vida que imaginei quando era criança. Sofri muito durante a minha infância. Tornei-me cínica e ressentida. Pouco depois de ter começado a praticar este budismo, meu marido começou a comentar: Por quê cada vez que olho para você, te vejo tão feliz? O que aconteceu? É fácil fingir sorrisos quando estamos com amigos mas não podemos fingir em casa. Um dia meu marido me disse: “Como te vejo tão contente, isso me faz sentir ainda mais contente do que você. Sou tão feliz que não sei o que fazer. É demais". Além de tornar-me feliz e vitoriosa como resultado dos meus esforços, reparei que sobressaía em todos os grupos em que me integrava. Meu esposo via como as pessoas me apreciavam. E ele sentia muito orgulho de mim. Também, devido à minha revolução humana, desapareceram a maioria das minhas limitações e pontos fracos, o que permitiu que a vida do meu marido fosse muito mais fácil. Provei-lhe, através das minhas atitudes, que sou merecedora do mais terno amor. Vocês poderiam tentar esta fórmula em casa. Funciona. Como resultado, meu esposo realmente aprecia minha prática budista. Apoia totalmente à SGI.
Cada um destes pontos chaves, requerem da sua ação correta para realizá-los. Para construir uma fé forte requer-se ação.
Recitar Daimoku é uma ação incessante. Espero ser clara na idéia de quão importante é atuar corretamente.
7. Estudo
O sétimo ponto chave é o Estudo. Quando a maioria das pessoas pensa no estudo, a primeira coisa que lembram é da escola e pode ser que não tenham boas lembranças. E na SGI também há exames. As pessoas costumam pensar "Poxa, não quero voltar à escola". Como humanos, adquirimos o conhecimento lendo, dialogando e escutando. O estudo é parte fundamental da prática deste budismo. O mais profundo desta filosofia está disponível através de vários programas na SGI. Temos as Conferências do Centro da Cultura e da Natureza de Florida, reuniões de estudo para exame, reuniões de estudo mensais e outras.
No livro de orientações do presidente Ikeda “For Today and Tomorrow” (Para Hoje e Amanhã) (pág. 180) diz: "O estudo do budismo é a alma da SGI". Devemos fazer a causa assinando e lendo as publicações da SGI e as orientações do presidente Ikeda. Necessitamos ler “Os Principais Escritos de Nitiren Daishonin”. Cada dia devemos estudar mesmo que seja uma frase ou um parágrafo como se cada palavra tivesse sido escrita para nós, para nossa vida. Quando as coisas não estão saindo como gostaríamos, ou quando estamos vivendo alguma crise, o que nos mantêm avançando até superar esses momentos, é precisamente o entendimento da filosofia de vida do budismo. Confio em que cada pessoa seja capaz de entender a importância do estudo.
8. Compartilhar o Budismo
O oitavo ponto chave é compartilhar o budismo com os outros. O desejo de Nitiren Daishonin é a paz e a felicidade de todas as pessoas através da propagação do budismo. Não existe causa maior que recitar Daimoku e compartilhar este budismo e o movimento de paz da SGI com as pessoas.
Devemos fazer essa grande causa para transformar nosso próprio carma. Tenho chegado ao ponto em que desfruto muito compartilhando este budismo. Sinto-me muito orgulhosa e sinto-me muito afortunada de poder praticar este grande budismo na organização SGI. Quando compartilho este budismo é como um presente de valor incalculável que ofereço a outra pessoa.
É uma poderosa ferramenta que ponho nas mãos da outra pessoa para mudar seu destino e para que a transmita aos outros. Algumas vezes, iniciar aos outros nesta prática nos leva muito tempo – devemos plantar as sementes. Se temos sucesso nesta ocasião ou não, não muda o fato de que fizemos a mesma causa e que vamos conservar o prezado presente para nós - não está nada mal!
A maneira mais fácil de iniciar outros neste budismo é gerar uma grande prova real na nossa vida. Tenho muitas experiências nas quais mesmo sem mencionar a prática, meus amigos sentiram-se atraídos para o budismo simplesmente porque minha prova real falava por si mesma. A prova real é como um imã para as pessoas que estão procurando melhorar sua qualidade de vida.
Meu filho mais velho acaba de formar-se na Universidade de California em Berkeley este ano (2.000). Um dia do último semestre, ligou para casa muito agoniado. Perguntou-me como eu fazia para manter minha condição de vida tão alta na maior parte do tempo. Foi uma grande oportunidade para dialogar com ele; foi a primeira vez que não só compartilhava com ele minha prática budista mas que também escutava a opinião que ele tinha de mim. Sempre me perguntava o que pensaria meu filho vendo que cada dia dedicava muito tempo à minha prática budista. Pensaria que sua mãe era tão boba que desperdiçava sua vida orando hora após hora? Caramba, que alívio! Sua resposta foi muito doce e positiva. Ele não teria me procurado para buscar consolo e incentivo se não tivesse visto a prova real. Como resultado, começou a praticar.
9. Compartilhar nossas experiências
Agora chegamos ao nono ponto chave – Compartilhar Nossas Experiências.No livro do presidente Ikeda "Preleção dos Capítulos 'Hoben' e Juryo'" ele diz: "A experiência vitoriosa de um único indivíduo pode prover coragem, esperança e uma sincera compreensão para muitas pessoas”. Devemos compartilhar a essência de nossas experiências, não só os resultados. Gostaria de incentivá-los para que orem para obter a sabedoria para saber a melhor forma de compartilhar sua luta, sua determinação e os esforços que realizaram; desta forma as pessoas levarão consigo informação concreta – sabendo como podem esforçar-se eles também. É assim como criamos a mais valiosa de todas nossas prezadas experiências.
10. Continuar com a nossa prática
Muito bem, temos abarcado tudo, então, qual acham vocês que seja o décimo ponto chave? Continuar na nossa prática da fé. A meta deste budismo é atingir nossa felicidade e a dos outros. Quando temos alcançado nossas metas pessoais, temos maior capacidade para ajudar outros. Num sentido mais profundo, este é o começo real da nossa prática, e não o final. A lâmpada que acendemos para iluminar outros, ilumina nosso próprio caminho.
Quando nos esforçamos pela felicidade dos outros, simultaneamente estamos ajudando-nos a nós mesmos. Uma vez que fazemos realidade nossos sonhos e nossas metas, não devemos fraquejar na nossa fé. É uma luta contínua na vida entre o negativo e o positivo, entre o bem e a maldade. Se deixamos de polir nossa vida, nesse momento um benefício pode ser um obstáculo. Também é muito importante apoiar nossa organização em tudo o que for possível.
Espero não ter lançado demasiadas chaves para vocês! Estão prontos para agir?
Não haverá quem os detenha! A chave máxima está nas suas próprias mãos.Espero que em pouco tempo possam dizer que conquistaram mais benefícios do que ninguém e que são as pessoas mais felizes do mundo.
O endereço eletrônico da Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução de Ariel Ricci - aricci@estadao.com.br
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
Tradução do artigo publicado na revista Living Buddhism (órgão oficial da SGI-USA) de novembro de 2000.
Disponível em http://www.happyjeanny.com
Este artigo está baseado na apresentação realizada na Conferência de Estudo do Norte da California em julho de 2000.
Jeanny Chen nasceu em Taiwan – sendo o chinês sua língua materna – e emigrou aos Estados Unidos em 1986.
Teve uma infância difícil em Taiwan. O negócio do seu pai fracassou várias vezes.
"Cada vez, para poder fugir dos credores, tínhamos que mudar para uma nova cidade e começar de novo. Numa ocasião minha mãe foi parar na cadeia durante um ano e meio porque meu pai tinha usado seu nome para montar um negócio e deu cheques sem fundos. Lembro que devido à situação caótica da minha família, fui parar em quatro orfanatos durante minha adolescência. Minha irmã caçula e meu irmão mais velho não conseguiram suportar estes sofrimentos e viraram uns fracassados. Eu virei cínica e ressentida."
Jeanny tornou-se membro da SGI faz onze anos e desenvolveu dez pontos para obter o máximo benefício da prática através da sua própria experiência. Abre a sua apresentação dizendo:
Gostaria de compartilhar com vocês os dez pontos chaves que aprendi e apliquei durante meus anos de prática. Eles me permitiram conseguir grandes resultados. Não é minha intenção fazer ostentação de dinheiro nem exagerar. Meu único objetivo é ilustrar de maneira concreta os resultados que consegui criar através da minha prática ao Gohonzon.
Gostaria de pedir-lhes que imaginem que tenho um punhado de pedras numa mão e na outra um colar de ouro maciço. É difícil conseguir pedras? São caras ou difíceis de obter? Não! E obter ouro? É muito caro! Não seria maravilhoso se pudéssemos trocar livremente pedras por ouro? Como praticantes do budismo de Nitiren Daishonin, definitivamente temos o poder para fazer um intercâmbio tão inacreditável.
Nitiren Daishonin escreve em “Comportamento do Buda”: “Cada um dos senhores deve acalentar esta resolução: sacrificar a sua vida por causa do Sutra de Lótus é como trocar uma pedra por ouro ou imundice por alimento” (END, vol. 1, págs. 155-156). Em essência, estamos trocando um destino infeliz por uma vida feliz. Conquistamos isto orando seriamente, atuando pelo Kossen-rufu e combatendo as influências negativas na nossa vida e na nossa sociedade. Poderia parecer que precisa-se de muito tempo para mudar os grandes problemas transformar nossa vida desde suas raízes - mas isso deve-se a que o ouro que recebemos em troca das pedras que foram alguma vez nossa vida é: mais boa sorte, mais benefícios e uma felicidade que nunca teríamos imaginado.
1. Fé
Dito o anterior, comecemos com o primeiro dos dez pontos chaves, a fé. Nitiren Daishonin diz em “A Estratégia do Sutra de Lótus”: "Não importando o quão incessante Nitiren ore por você se a sua fé for fraca, será como tentar atear fogo na lenha molhada” (MW, pág. 1.000). É importante que desenvolvamos a nossa fé. Para alguns de nós isto não acontece fácil ou rapidamente.
Há várias coisas que podemos fazer para fortalecer a nossa fé. Primeiro, podemos praticar com afinco para obter resultados ou benefícios. Segundo, podemos assistir às reuniões de diálogo (palestra) e escutar as experiências dos nossos companheiros. Terceiro, podemos estudar as publicações da Soka Gakkai para aprofundar nosso entendimento do budismo. E quarto, podemos entrar em contato com as pessoas com maior experiência na fé para obter orientação e incentivo.
O benefício do Gohonzon é crescente, infinito e não tem limites. Meu filho recomenda-me para ser cuidadosa quando digo "crescente", porque se digo que a prática deste budismo é "crescente" vou causar medo às pessoas.
Bom, os que duvidarem da validade destes conselhos, pelo menos concedam-me o benefício da dúvida.
2. Missão
Agora, o segundo ponto chave é ter um propósito na vida, uma Missão.
Algumas vezes pensamos que nossa missão deva ser o sofrimento. Porém, porque sofremos, estamos dispostos a esforçarmos na prática deste budismo. Enquanto pratiquemos correta e sinceramente, conseguiremos benefícios e superaremos nossas dificuldades. Estas experiências fortalecem nossa fé e nos permitem mostrar a prova real. Como resultado, teremos o desejo e a credibilidade para iniciar outras pessoas no budismo. Assim, concretizaremos nossa missão de propagar este budismo; precisamos milhares de pessoas que mostrem a prova real, cada uma sob circunstâncias diferentes. Não se trata de que só alguns praticantes tenham boa sorte e desfrutem de benefícios. Todos temos esse potencial.
Qual é nossa missão dentro do budismo de Nitiren Daishonin?
Nossa primeira missão é que cada um de nós seja feliz. A segunda missão é ajudar a outros a serem felizes, que é o que chamamos Kossen-rufu ou paz mundial. É muito importante apoiar nosso mestre, o presidente da SGI, Sr. Ikeda e apoiar a missão da Soka Gakkai Internacional de promover a paz, a cultura e a educação assim como desenvolver pessoas capazes e positivas que se tornem os jovens sucessores para o século vinte e um.
Gostaria de compartilhar com vocês uma história. Depois de ter conquistado as minhas metas pessoais no terreno do dinheiro durante meu terceiro ano de prática, eu já estava pronta para parar de trabalhar. Como nova imigrante chinesa, meu inglês era muito pobre, e pensei que isso me impediria de fazer algo importante. Ao invés de frustrar-me pela minha escassa habilidade com o idioma inglês, orei para poder fazer algo que criasse valor com meu único recurso que era falar chinês. Pouco tempo depois me encontrava escrevendo cartas para meus amigos e boletins (Newsletters) para um grupo de escoteiros que era formado por cem rapazes chineses. Depois, comecei a fazer os boletins (Newsletters) de uma escola chinesa com 1.000 alunos. Decidi que ajudaria naqueles lugares aos quais ninguém mais lhes dava importância. Eu aproveitava meu elevado estado de espírito, a felicidade e a sabedoria que derivavam da minha prática, para escrever com estilo humanístico e com senso de humor. Mesmo não mencionando o budismo, podia alegrar meus leitores e criar uma relação de coração a coração com eles. Quando parei de escrever os boletins, meus amigos me presentearam com uma lâmpada.
Também me deram um cartão assinado por todos que dizia: "Jeanny, você é como uma lâmpada. Brilhas com luz própria e iluminas aos que te rodeiam". No grupo de escoteiros me converti em algo semelhante com uma heroina e na escola chinesa me apelidaram de "super enlace" entre a escola e os pais de família. Esta era minha forma de trabalhar pelo Kossen-rufu quando ainda não era capaz de compartilhar a filosofia do budismo de Nitiren Daishonin com os outros.
Orava para obter sabedoria e assim poder encontrar minha habilidade e minha fortaleza única; aquilo que pudesse desenvolver como a minha própria missão na sociedade. Atribuía-me missões específicas quando via uma oportunidade.
Quando desde o fundo de nosso coração temos o senso de missão pelo Kossen-rufu, sem que seja uma mera formalidade, conseguimos nossas metas. Um aspecto muito importante sobre a missão é o conceito de espírito Soka. A intenção do espírito Soka é nos permitir atingir o estado de Buda através de vencer a maldade que tenta destruir o movimento do Kossen-rufu e nos afastar de nossa felicidade individual. O presidente Ikeda disse recentemente que ninguém pode permanecer como simples observador nestes tempos críticos. Todos precisamos ser parte da batalha.
3. Metas
O terceiro ponto é ter metas. No livro “Aprendendo do Gosho: Os Eternos Ensinamentos de Nitiren Daishonin”, o presidente Ikeda cita o mestre budista chinês Tien-t’ai, "O coração é como um hábil mestre de pintura". O presidente Ikeda disse que "devemos pintar no nosso coração a visão de nossa vida, de maneira tão detalhada como for possível. Este “quadro” se converte no desenho de nosso futuro". Neste sentido, desenhar nosso próprio futuro significa ter metas - nossas metas pessoais, metas com respeito à felicidade de outros e metas com respeito ao movimento de paz da SGI.
Geralmente nos dizem que as metas devem ser específicas e detalhadas.Devemos estabelecer metas ambiciosas e audazes. Quanto mais incansáveis nos pareçam, maior será a recompensa que sentiremos quando as conquistemos. Também podemos estabelecer metas com as quais nos sintamos cômodos. Basicamente estabelecemos metas para superar dificuldades e criar valor.
Neste ponto, gostaria de compartilhar com vocês a experiência da minha campanha de Daimoku pelo sucesso na carreira do meu esposo. Dois anos após ter parado de trabalhar, tinha acumulado suficiente sabedoria para perceber que tinha que fazer algo muito seriamente com respeito à carreira do meu esposo se quisesse desfrutar a vida dalí em diante. Queria que ele fosse vitorioso para poder estar livre de preocupações de dinheiro de uma vez por todas, já que assim poderia dedicar todo meu tempo para ajudar os outros. Também queria pagar-lhe por todo seu amor. Adicionalmente queria mostrar uma grande prova real para poder propagar este budismo mais efetivamente. Em outras palavras, queria poder ficar na minha casa e não ter que voltar a sair para trabalhar. Tinha vivido na moleza durante dois anos! Naquela época, a muitas fujimbus e joshibus também gostaram dessa idéia!
Inclusive, na conferência de estudo do ano passado, teve um sonembu que fez seu objetivo de orar para que sua esposa fosse vitoriosa, para que ele pudesse ficar na casa. No budismo não há discriminação sexual, assim que, tomara consiga!
Queria que as pessoas valorizassem a habilidade do meu esposo para que ele pudesse ter sucesso e avançasse na sua carreira. Eu tracei uma meta muito ambiciosa, que nunca teria sequer imaginado se não estivesse praticando este budismo. Fiz com grande meticulosidade no referente ao "como", "que" e "para que" deveria ele chegar a ter um grande sucesso. Não estabeleci o "quando" já que esta era minha primeira meta verdadeiramente grande. Não tive a coragem para fixar um tempo limite. Eu estava disposta a orar durante todo o tempo que fosse necessário. Também orava pela nossa relação – nosso amor, nossa saúde, nosso crescimento e nossa felicidade. Foram necessários três milhões de Daimoku e como 18 meses para conquistar estes objetivos. O resultado foi que a carreira do meu marido chegou muito além do que teria pensado ainda nos meus sonhos mais mirabolantes. Foi tornando-se realidade exatamente como o tinha estabelecido, cada passo, cada detalhe. Sua habilidade, experiência e capacidade no seu ramo foram as "causas internas" conforme o conceito dos "dez fatores". Porém, durante anos não lhe foi possível encontrar a oportunidade certa para usá-las. Minha meta, minha determinação e minhas orações converteram-se na "causa externa" que o levou ao lugar exato no momento adequado. Assim é como funciona nossa prática. O mais importante, nossa relação, nosso amor, puderam crescer e fortalecer-se cada dia. Vocês se perguntarão como uma pessoa pode amar a outra cada dia mais. Podemos fazê-lo porque os benefícios do Gohonzon são crescentes, infinitos e ilimitados.
A conquista destes objetivos me deu a prova de que nada é impossível com o Gohonzon - nada! O Gohonzon é muito poderoso e criativo. Por favor, não temam aspirar a chegar à lua! Fixem uma meta e lutem por ela!
4. Determinação
Agora que temos convertido todos nossos sonhos e desejos em metas bem concretas, o seguinte passo é meu quarto ponto chave – a determinação.
Devemos ter a determinação de mudar, a determinação de nunca nos darmos por vencidos e a determinação de atuar corretamente, agora! Falemos da determinação de mudar. Significa fazer a revolução humana. É importante mudar nossa tendência básica para poder mudar nosso destino e nosso carma. Se não o fizermos, simplesmente estaremos repetindo os mesmos padrões de vida. Por exemplo, quando repetidamente nos encontramos com uma mesma situação, novamente respondemos com a mesma atitude e a mesma ação. Literalmente, estaremos criando o mesmo resultado. A revolução humana não é um slogan. É algo muito importante, muito prático e muito real. Necessitamos orar para obter a sabedoria para reconhecer nossas limitações e pontos fracos e para obter a energia para mudá-los. Temos que deixar para trás nossos velhos maus hábitos e ver as coisas desde um ângulo diferente. Não devemos ser indulgentes com nós mesmos.
Agora falemos de nunca dar-nos por vencidos. Uma vez que temos estabelecido nossas metas, não há volta atrás. Não há "e se não quero comprometer-me?”.
Não aceito um "não" como resposta. Seria tão obstinada como fosse possível para manter-me fiel às minhas metas. Esta é a melhor oportunidade para demostrar-me: quão obstinada posso ser!
Mas, como nos mantermos firmes? É tão difícil! Devemos refrescar nossa determinação diariamente através de nossas orações pela manhã e à tarde e orando tanto Daimoku como possamos. Também nos ajuda a manter uma condição de vida elevada assistir às atividades da SGI regularmente. Geralmente, quando regresso de uma atividade da SGI sinto-me muito emocionada. Meu marido brincava comigo dizendo-me "Por quê está tão emocionada? Que cavalheiro viu na reunião?".
Quando oro, tento não concentrar-me nos meus sofrimentos. Ignoro-os e vivo pacificamente com eles. O que mantenho na minha mente são minha clara determinação e minha meta final. Sem importar qual pareça ser a realidade da situação, sem importar o que as outras pessoas pensem ou falem, mantenho-me inamovível na minha meta e oro ao Gohonzon para conquistá-la. Vejo o processo da minha campanha de Daimoku para atingir minha meta como se fosse um duro treinamento para forjar-me, desenvolver-me e transformar-me. É como preparar-se para a colheita. Se não estamos prontos, não poderemos desfrutar ao máximo do benefício de atingir nossa meta. Necessitamos paciência conforme oramos com o único objetivo de conquistar nossa meta. Não importa quanto tempo for necessário, não importa quão difícil seja, devemos continuar orando até chegar lá. E chegaremos! Eu costumava garantí-lo às pessoas, mas isso soava a comercial de televisão, por isso deixei de fazê-lo. Porém, tenho certeza disso. Honestamente tenho certeza de que conquistaremos qualquer coisa sendo persistentes. Façam a determinação de agir corretamente agora. Gostaria muito de incentivá-los para que comecem agora. Este é o momento.
5. Daimoku
Até aqui, temos fé, entendemos nossa missão, temos fixado nossas metas e determinamos não derrotados até atingir nossos objetivos. Daqui em diante necessitaremos de grandes quantidades de Daimoku. A chave número cinco é o Daimoku – recitar Nam-myoho-rengue-kyo. Além de nossas orações da manhã e da tarde devemos recitar tanto Daimoku como nos for possível. A chave é abundante oração. Sabem, uma das coisas curiosas sobre o budismo é que tudo é chave. Neste artigo temos 10 pontos chave, e há chaves dentro de cada ponto. Porém, o presidente Ikeda tem falado em repetidas ocasiões sobre a importância do Daimoku. Algumas das suas frases que me vêm à mente são: "Não há estratégia melhor que a do Sutra de Lótus", “Orem até que seu aspecto se ilumine", "Avancemos sempre com daimoku em primeiro. Não há como sua vida não mudar".
Houve um lema que utilizei nas minhas campanhas de Daimoku pelo sucesso do meu marido, "Recite um Daimoku que estremeça o universo". Bom, o que na realidade devemos fazer é recitar um Daimoku que faça estremecer nossa própria vida desde os seus alicerces, os quais estão conectados com o universo. Quando oramos, o fazemos com um espírito penetrante e com profunda determinação, sentindo que este é um assunto de vida ou morte e que esta é a nossa única oportunidade na vida. Quando oramos com outras pessoas isto nos ajuda a desenvolver um vigoroso ritmo; mas também devemos ter uma prática por motivação própria.
Não podemos ficar dependendo sempre do apoio dos outros. Podemos querer orar várias horas ou mais por metas muito grandes. Podemos ir avançando passo a passo. Mas se nem sequer começamos, nunca chegaremos ao ponto de recitar várias horas por dia quando tivermos uma emergência. A chave do Daimoku é fazê-lo alegres, não com sentimento de obrigação. Necessitamos orar até sentir-nos satisfeitos. Lutar para recitar Daimoku é uma manifestação da nossa firme determinação. Se não tenho emprego e não posso orar várias horas por dia, não posso dizer que estou lutando. Porém, se você tem um emprego de tempo integral, responsabilidades de família, etc. e ainda assim dá um jeito para recitar tanto Daimoku como lhe for possível, isso é lutar!
Quando tenho estado realmente lutando por algo crucial na minha vida, fiz da oração minha primeira prioridade. Deixei de lado a ociosidade e dediquei-me totalmente à minha campanha de Daimoku. Ligavam-me minhas amigas para convidar-me para festas ou para sair às compras e eu lhes respondia que estava ocupada.
Elas no entendiam por quê estava ocupada. Mesmo não tendo emprego, dava-lhe à minha campanha de Daimoku o sentido de ser a minha única responsabilidade, além de cuidar da minha família. Nada era mais importante.Quando oramos, podemos ver os resultados nitidamente com todos nossos sentidos, ver que nossas metas se realizam perante nossos olhos. Sentimos a alegria e a emoção de atingir nossos objetivo. É importante que durante nosso objetivo de Daimoku fiquemos fortalecendo-nos constantemente lendo as escrituras de Nitiren Daishonin e as orientações do presidente Ikeda. Também podemos usar as experiências de outras pessoas para nos sentir incentivados.
Quando estava orando pelo sucesso do meu marido, li a história de Victor Frankle. Ele esteve preso num campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Desejava fugir do campo de concentração para poder contar sua história ao mundo inteiro. Numa ocasião em que estava trabalhando fora das barracas, viu uma pilha de cadáveres, todos sem roupa.
Nesse momento começou a planejar sua fuga. A seguinte ocasião que esteve fora das barracas foi sua oportunidade. Esperou até o anoitecer, tirou a roupa e misturou-se entre a pilha de cadáveres, fazendo-se passar por morto. Mais tarde os cadáveres foram tirados do campo de concentração.
Daí ele correu 25 quilômetros para alcançar sua liberdade. Imaginem seus captores quando repararam que tinha fugido, devem ter procurado até o cansaço. Por outro lado, ele andava sem roupas, sem água nem comida. Era uma situação muito perigosa e difícil. Mesmo assim, conseguiu! E agora, ele tem compartilhado sua experiência através dos seus livros e sua história tem comovido às pessoas de todo o mundo.
Desde que conheci sua história tenho comparado minhas horas diárias de Daimoku com sua corrida de 25 quilômetros. Tenho orado no conforto do meu lar. Tem sido muito mais fácil que correr 24 Km nas circunstâncias nas quais ele o fez. Lembro que uma vez pensei: "Se ele conseguiu, eu também vou conseguir. E vou contar minha experiência a todo o mundo". Daí em diante, tenho corrido 25 Km na minha mente cada vez que orava. Cada Nam-myoho-rengue-kyo era como um passo aproximando-me à minha meta.
Necessitamos de uma profunda oração quando recitamos Daimoku, mas lembrem, nada de rogar. Sempre orem ao Gohonzon manifestando sua determinação de atingir suas metas, sem importar o que acontecer! Já que temos diferente missão e diferente carma, cada um de nós obteremos um resultado diferente numa velocidade diferente. Mas se há algo do que podemos ter certeza é de que se investirmos 10% de esforços, obteremos 10% de resultados.
Quando investimos 100% de esforços, com toda certeza colheremos 100% de resultados.
6. Ação
Bom, a continuação temos a chave número seis – Agir. Tudo fica vazio sem a ação. No budismo, temos que agir. Temos que dizer a nós mesmos: "Sou a única pessoa que pode fazê-lo. É meu carma, meu destino. Quando conquistar minhas metas, será minha felicidade e minha boa sorte".
Gostaria de compartilhar minha experiência de atingir minha primeira meta. No início da minha prática, que foi três anos após ter imigrado desde Taiwan, compramos uma casa endividando-nos fortemente. Meu marido estava muito preocupado, e eu também! Eu era tão nova nesta prática que pensava: "se não abro a janela quando recito Daimoku, mesmo assim meu Daimoku chegará ao universo e funcionará?". Porém, aprendi que devia estabelecer metas e orar para conquistá-las. Fixei uma meta financeira muito elevada para mim, o que significava ganhar 8 vezes mais do que ganhava. Isto foi há onze anos. Minha segunda meta foi reduzir nossa dívida para fazê-la mais gerenciável. E minha terceira meta foi que meu marido me amasse mais e mais a cada dia.
Três meses depois, sem procurá-lo, apareceu-me um emprego de vendas numa empresa de computadores. Devido à grande quantidade de Daimoku acumulada apareceram muitas oportunidades de negócios que atribuí aos deuses budistas, as funções protetoras do universo. Com a sabedoria e energia que tinha desenvolvido através do Daimoku, detectei várias oportunidades e agi para criar negócios. Nessa época era, e ainda continuo sendo, ignorante a respeito de computadores. É surpreendente que depois de trabalhar dois anos e meio na indústria de computação, tenha conseguido conquistar minhas duas primeiras metas. O ponto é que, com o benefício desta prática, pude ter sucesso mesmo sendo muito inexperiente. Mas isto não teria sido possível se não tivesse feito os esforços suficientes ou se não tivesse agido.
Permitam-me sair do assunto um momento para compartilhar com vocês duas anedotas. Uma vez estava trabalhando e quando apresentei-me como Jeannie, o cliente me perguntou "você é o gênio da garrafa?". Todos conhecemos o gênio da garrafa do velho seriado da televisão. Era uma mulher bonita, que sempre saía adiante. E principalmente tinha magia para converter tudo em qualquer coisa que quisesse. Eu tinha visto o programa antes mas nunca tinha pensado nisso até esse momento, "Sim, sim, eu sou o gênio da garrafa" respondi. Estava muito contente pela minha nova imagem recentemente descoberta. A partir desse dia eu pensava, respirava e atuava como se fosse o gênio da garrafa.
A outra anedota ocorreu quando acabava de começar a orar pelo sonho impossível que era a carreira do meu marido. Meu filho imprimiu meu horóscopo e chamou-me a atenção pois dizia: "Concentre-se em transformar as ilusões em realidades". Nesse momento, eu era ainda muito nova na prática, não tinha a menor idéia de como iam realizar-se minhas metas. Essa frase foi como uma poderosa afirmação para continuar com meu objetivo. Imediatamente fiz minha a frase e declarei perante o Gohonzon que daí em diante, com toda minha energia, praticaria este budismo totalmente centralizada em fazer realidade meus sonhos.
Quando praticamos o budismo de Nitiren Daishonin podemos alcançar uma imensa sabedoria e energia vital, escolher algo grande ou pequeno e fazer que funcione maravilhosamente para nós. Lembrem que todo o universo está ao nosso alcance. A pergunta é: temos coragem para aspirar tê-lo?
Com respeito à minha meta referente ao amor, não me limitei a orar e ficar sentada esperando que acontecesse. Fiz a minha parte.
Naturalmente, o resultado que consegui estava além da minha compreensão. É a meta mais inteligente que estabeleci para a minha vida. Tenho mais de vinte e três anos de casada e cada dia, a cada momento, ainda estou vivendo minha lua de mel. É inacreditável.
Esta não é a vida que imaginei quando era criança. Sofri muito durante a minha infância. Tornei-me cínica e ressentida. Pouco depois de ter começado a praticar este budismo, meu marido começou a comentar: Por quê cada vez que olho para você, te vejo tão feliz? O que aconteceu? É fácil fingir sorrisos quando estamos com amigos mas não podemos fingir em casa. Um dia meu marido me disse: “Como te vejo tão contente, isso me faz sentir ainda mais contente do que você. Sou tão feliz que não sei o que fazer. É demais". Além de tornar-me feliz e vitoriosa como resultado dos meus esforços, reparei que sobressaía em todos os grupos em que me integrava. Meu esposo via como as pessoas me apreciavam. E ele sentia muito orgulho de mim. Também, devido à minha revolução humana, desapareceram a maioria das minhas limitações e pontos fracos, o que permitiu que a vida do meu marido fosse muito mais fácil. Provei-lhe, através das minhas atitudes, que sou merecedora do mais terno amor. Vocês poderiam tentar esta fórmula em casa. Funciona. Como resultado, meu esposo realmente aprecia minha prática budista. Apoia totalmente à SGI.
Cada um destes pontos chaves, requerem da sua ação correta para realizá-los. Para construir uma fé forte requer-se ação.
Recitar Daimoku é uma ação incessante. Espero ser clara na idéia de quão importante é atuar corretamente.
7. Estudo
O sétimo ponto chave é o Estudo. Quando a maioria das pessoas pensa no estudo, a primeira coisa que lembram é da escola e pode ser que não tenham boas lembranças. E na SGI também há exames. As pessoas costumam pensar "Poxa, não quero voltar à escola". Como humanos, adquirimos o conhecimento lendo, dialogando e escutando. O estudo é parte fundamental da prática deste budismo. O mais profundo desta filosofia está disponível através de vários programas na SGI. Temos as Conferências do Centro da Cultura e da Natureza de Florida, reuniões de estudo para exame, reuniões de estudo mensais e outras.
No livro de orientações do presidente Ikeda “For Today and Tomorrow” (Para Hoje e Amanhã) (pág. 180) diz: "O estudo do budismo é a alma da SGI". Devemos fazer a causa assinando e lendo as publicações da SGI e as orientações do presidente Ikeda. Necessitamos ler “Os Principais Escritos de Nitiren Daishonin”. Cada dia devemos estudar mesmo que seja uma frase ou um parágrafo como se cada palavra tivesse sido escrita para nós, para nossa vida. Quando as coisas não estão saindo como gostaríamos, ou quando estamos vivendo alguma crise, o que nos mantêm avançando até superar esses momentos, é precisamente o entendimento da filosofia de vida do budismo. Confio em que cada pessoa seja capaz de entender a importância do estudo.
8. Compartilhar o Budismo
O oitavo ponto chave é compartilhar o budismo com os outros. O desejo de Nitiren Daishonin é a paz e a felicidade de todas as pessoas através da propagação do budismo. Não existe causa maior que recitar Daimoku e compartilhar este budismo e o movimento de paz da SGI com as pessoas.
Devemos fazer essa grande causa para transformar nosso próprio carma. Tenho chegado ao ponto em que desfruto muito compartilhando este budismo. Sinto-me muito orgulhosa e sinto-me muito afortunada de poder praticar este grande budismo na organização SGI. Quando compartilho este budismo é como um presente de valor incalculável que ofereço a outra pessoa.
É uma poderosa ferramenta que ponho nas mãos da outra pessoa para mudar seu destino e para que a transmita aos outros. Algumas vezes, iniciar aos outros nesta prática nos leva muito tempo – devemos plantar as sementes. Se temos sucesso nesta ocasião ou não, não muda o fato de que fizemos a mesma causa e que vamos conservar o prezado presente para nós - não está nada mal!
A maneira mais fácil de iniciar outros neste budismo é gerar uma grande prova real na nossa vida. Tenho muitas experiências nas quais mesmo sem mencionar a prática, meus amigos sentiram-se atraídos para o budismo simplesmente porque minha prova real falava por si mesma. A prova real é como um imã para as pessoas que estão procurando melhorar sua qualidade de vida.
Meu filho mais velho acaba de formar-se na Universidade de California em Berkeley este ano (2.000). Um dia do último semestre, ligou para casa muito agoniado. Perguntou-me como eu fazia para manter minha condição de vida tão alta na maior parte do tempo. Foi uma grande oportunidade para dialogar com ele; foi a primeira vez que não só compartilhava com ele minha prática budista mas que também escutava a opinião que ele tinha de mim. Sempre me perguntava o que pensaria meu filho vendo que cada dia dedicava muito tempo à minha prática budista. Pensaria que sua mãe era tão boba que desperdiçava sua vida orando hora após hora? Caramba, que alívio! Sua resposta foi muito doce e positiva. Ele não teria me procurado para buscar consolo e incentivo se não tivesse visto a prova real. Como resultado, começou a praticar.
9. Compartilhar nossas experiências
Agora chegamos ao nono ponto chave – Compartilhar Nossas Experiências.No livro do presidente Ikeda "Preleção dos Capítulos 'Hoben' e Juryo'" ele diz: "A experiência vitoriosa de um único indivíduo pode prover coragem, esperança e uma sincera compreensão para muitas pessoas”. Devemos compartilhar a essência de nossas experiências, não só os resultados. Gostaria de incentivá-los para que orem para obter a sabedoria para saber a melhor forma de compartilhar sua luta, sua determinação e os esforços que realizaram; desta forma as pessoas levarão consigo informação concreta – sabendo como podem esforçar-se eles também. É assim como criamos a mais valiosa de todas nossas prezadas experiências.
10. Continuar com a nossa prática
Muito bem, temos abarcado tudo, então, qual acham vocês que seja o décimo ponto chave? Continuar na nossa prática da fé. A meta deste budismo é atingir nossa felicidade e a dos outros. Quando temos alcançado nossas metas pessoais, temos maior capacidade para ajudar outros. Num sentido mais profundo, este é o começo real da nossa prática, e não o final. A lâmpada que acendemos para iluminar outros, ilumina nosso próprio caminho.
Quando nos esforçamos pela felicidade dos outros, simultaneamente estamos ajudando-nos a nós mesmos. Uma vez que fazemos realidade nossos sonhos e nossas metas, não devemos fraquejar na nossa fé. É uma luta contínua na vida entre o negativo e o positivo, entre o bem e a maldade. Se deixamos de polir nossa vida, nesse momento um benefício pode ser um obstáculo. Também é muito importante apoiar nossa organização em tudo o que for possível.
Espero não ter lançado demasiadas chaves para vocês! Estão prontos para agir?
Não haverá quem os detenha! A chave máxima está nas suas próprias mãos.Espero que em pouco tempo possam dizer que conquistaram mais benefícios do que ninguém e que são as pessoas mais felizes do mundo.
O endereço eletrônico da Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução de Ariel Ricci - aricci@estadao.com.br
Jeanny Chen - A prática budista muda o destino, os traumas eos sofrimentos em felicidade
(publicado na Revista "Living Buddhism" (SGI-USA) de Março de 2.002)
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
Disponível em http://www.happyjeanny.com
O que posso lembrar da minha infância em Taiwan, é que minha família estava constantemente mudando-se de uma cidade para outra para fugir dos credores e começar de novo. Como resultado dos reiterados fracassos nos negócios do meu pai, suas instalações e nossos pertences eram freqüentemente colocadas sob custódia legal por ordem dos tribunais. As vezes voltávamos para casa e encontrávamos a porta lacrada pela justiça, proibindo-nos a entrada.
Antes de que pudéssemos encontrar uma forma de fugir dos credores, meus pais usualmente escondiam toda a família num quarto alugado, apagavam as luzes e nos mantinham quietos dia e noite. Até hoje, permanece tão vívida na minha memória a imagem dos credores batendo na porta ferozmente, exigindo-nos que abríssemos para que pudessem confiscar o que restava ou agindo violentamente contra nós.
Minha mãe trabalhou tão duramente para manter o negócio do meu pai funcionando, que apenas aparecia em casa. Quando tinha treze anos, ela também foi presa durante um ano e meio: meu pai tinha usado seu nome para dirigir seu negocio falido e tinha soltado cheques sem fundos.Antes de eu nascer e durante minha vida, meu pai teve outra mulher.Era comum em Taiwan nessa época que os homens tivessem acompanhantes femininas fora do casamento. Meus irmãos e eu ficávamos a mercê da tirania desta mulher durante a ausência da minha mãe, especialmente quando esteve na prisão.
Minha família deve ter mudado vinte vezes durante minha infância. Fui colocada em quatro lares substitutos durante a época do colégio. Tive que mudar de uma escola para outra muitas vezes. Nunca fiz grandes amizades. Sou a do meio entre oito irmãos, a mais insignificante e desprotegida. Era o patinho feio que sempre estava triste. Não odiava meus pais pelos seus fracassos, mas tinha uma enorme pergunta: Por quê eu? Por quê minha família? Os empregados do meu pai várias vezes malgastava substanciais quantias de dinheiro. Muitos dos seus clientes se declaravam em bancarrota por sua culpa. Quem era responsável por tal intrincada rede? Também me preocupava tremendamente não poder fazer nada para proteger minha mãe das relações do meu pai com suas amantes.
Uma das minhas professoras primárias declarou que eu era muito cínica e ressentida, após eu ter escrito uma autobiografia de vinte páginas (outros estudantes entregaram uma ou duas páginas). Outra professora odiava minha cadavérica aparência. Comentou que eu não tinha nenhuma chance de progredir. Isso doía. Sei o motivo pelo qual meus professores me desprezavam: sob a sombra da minha situação familiar, tinha-me resignado ao meu destino ainda criança. Era pessimista, teimosa, taciturna, insensível, nervosa, irascível e ansiosa. Não tinha esperanças, coragem, sonhos e nem sequer lágrimas, se quisesse chorar. Não podia fazer nada além de seguir os altos e baixos da minha débil vida.
Estava pronta para aceitar o mínimo e o pior. Procurava respostas com adivinhos, só para descobrir mais razões para ser pessimista. Tentava fugir da realidade sonhando toda vez que podia.
Como resultado disso ia mal na escola. Finalmente pedi autorização para ausentar-me no meu primeiro ano universitário e fiquei em casa sem fazer nada. Não podia suportar como meus pais tinham que lidar com semelhante caos superando uma crise após outra sem fim. Isto afetou minha condição física, o que converteu-se na minha desculpa para suspender minha educação.
Apesar de tal miserável infância e adolescência, no meu último ano universitário tive a grandiosa boa sorte de conhecer Raymond, um homem incrível que logo converteu-se no meu amado marido. Proporcionou-me tão excepcional e pacífico abrigo, que fui capaz de deixar os problemas da minha própria família para trás por um tempo. Meu doce casamento, porém, não marcou o fim dos meus sofrimentos.
Raymond me amava e nutria com todo o amor, cuidado e atenção que eu pudesse desejar. Mas mesmo assim, bem lá dentro, era infeliz, cínica e cheia de ansiedade. Estava preparada para dar-me por vencida a qualquer momento. Não podia apreciar a beleza da vida ou da arte. Não tinha passatempos nem desenvolvia interesse por nada. Sentia-me triste porque meu esposo tinha casado com uma pessoa insuportavelmente insulsa. Meus pais continuaram lutando contra seu obstinado carma e meu coração não encontrava paz, por não ter a capacidade de ajudá-los. Não havia solução.
Não foi até pouco tempo atrás, depois de ter estado praticando o Budismo durante dez anos, que reparei no verdadeiro aspecto do meu carma de sofrimento. Nitiren Daishonin, citando o Sutra Hatsunaion-kyo, na sua "Carta de Sado" afirma:
"Os senhores de fé devota, desde que cometeram inumeráveis pecados formando vários maus carmas no passado, sofrerão pela retribuição de todas essas ações. Serão menosprezados, terão uma aparência feia, faltar-lhe-ão comida e roupa, em vão procurarão saúde, nascerão numa pobre e herética família ou sofrerão as perseguições de imperadores".
Ademais diz:
"É pelo benefício de abraçar a Lei que uma pessoa pode diminuir a retribuição de sofrimentos como um homem". (END, vol. 1, pág. 203)
Nitiren Daishonin me ensina que cada pessoa que encontro, tudo o que me acontece e as diferentes condições que rodeiam minha vida, são a exata manifestação do meu carma. De acordo com este ensinamento, tenho criado o carma negativo no passado, e o levarei existência após existência a não ser que o transforme mediante minha prática da Lei Mística. A mesma escritura deixa claro que tenho feito coisas similares a outras pessoas em existências anteriores, portanto todos os efeitos estavam chegando-me nesta existência. A causa mais séria que cometi foi minha passada calúnia à Lei Mística.
Superficialmente, sofri porque tinha nascido com um pai que não cumpria com minha mãe, e que negava-se a ser derrotado, mesmo quando nunca tinha sucesso na sua carreira. Sofria porque tinha uma mãe que, apesar da sua diligência e virtudes, estava firmemente presa pela união do seu destino com o do meu pai. Sofria porque meus irmãos e eu éramos maltratados por outra mulher, e assim sucessivamente.
O verdadeiro aspecto desses fenômenos, porém, é que eram meu próprio carma. Precisava que essas pessoas desempenhassem seus respectivos papéis no drama da minha vida. Este não tinha acabado, eu tinha sido incapaz de mudá-lo. Mesmo se pudesse mudar todo o elenco, os novos atores ainda atuariam de acordo com o que estava escrito no roteiro do meu carma. Minha vida ainda seria a mesma. Se tivesse um carma positivo, durante minha infância o drama do meu carma teria um elenco que levaria vidas amavelmente para prover-me de um ambiente feliz e confortável.
Evidentemente, as pessoas na minha vida tinham seu próprio carma, mas eles não eram culpados pelo meu carma e meu destino. Nem sequer tinha que perdoá-los.
Eu era totalmente responsável por qualquer coisa pela que tivesse que passar.
Por aceitar a responsabilidade da minha própria vida, podia livremente transformá-la sem depender dos outros. Quando consegui ver a verdade fundamental deste fenômeno que me causava sofrimento, minha vida abriu-se. Meus amargos sentimentos de ser desafortunada, maltratada, inferior e de sentir-me presa, desapareceram.
Quando percebi isto, imediatamente fui recitar Daimoku na frente do Gohonzon. Dou valor a meus pais por suas vidas de incessante luta, já que serviram como um catalisador para manifestar meu carma negativo. Sou grata porque recitar Nam-myoho-rengue-kyo me põe no caminho correto e em perfeita harmonia com o ritmo do universo. De acordo com o que Daishonin escreve no Gosho "A Transformação do carma determinado":
"Devido ao fato de que até mesmo o carma determinado pode ser erradicado através do completo e genuíno arrependimento, é desnecessário dizer que o carma indeterminado pode também ser totalmente transformado". (END, vol. 1, pág. 215).
Desculpei-me perante o Gohonzon pelas minhas calúnias passadas e causas negativas e jurei não cometer nenhuma outra ofensa desde então. Em vez disso, me esforçaria em proteger a Lei Mística e criar causas positivas sob qualquer circunstância. Também orei para rodear-me de boas influências e afastar-me das más influências ou ainda melhor, trocá-las por boas.
Senti que orando sinceramente para erradicar meu carma, estava liberando meus pais da sua missão de mostrar o carma negativo da minha vida. Desde então, eles não tinham que sofrer pela parte do seu carma que estivesse ligada comigo.
Mediante minha fé, prática e estudo da Lei Mística tenho cumprido muitos objetivos e também tenho mudado meu carma. Como resultado disto, meu marido e eu podemos manter meus pais e dar-lhes uma vida confortável.Faz três anos, à idade de 72 anos, meu pai ainda era um lutador, mas seu tempo estava acabando-se. Estava tão profundamente assustado que começou a sofrer de insônia, e nem os remédios para dormir puderam ajudá-lo. Nunca antes tinha procurado ajuda religiosa, mas quando lhe fiz conhecer o Budismo de Nitiren Daishonin, imediatamente o abraçou.
Acredito que mudando meu próprio carma, fui capaz de ajudar meu pai a mudar o seu. Agora ele recita Nam-myoho-rengue-kyo e deixou completamente para trás seus pesares e dor. Desfruta sua vida como nunca antes. Minha mãe, duas irmãs e um irmão também estão orando Nam-myoho-rengue-kyo.
A escritura de Nitiren Daishonin "Wu-lung e I-lung" declara:
"O Sutra de Lótus é completamente diferente. Uma mão que o segura imediatamente atinge a iluminação, e uma boca que o recita instantaneamente entra no estado de Buda". (END, vol. 4, 295)
O que pode ser mais poderoso que usar o Sutra de Lótus para erradicar o carma da minha família?
Quando comecei a compartilhar minha experiência com outros, descobri que para muitos, o sofrimento do seu carma freqüentemente convertia-se em traumas para toda a vida. Eram adictos, depressivos, ressentidos, estavam profundamente feridos e as vezes eram suicidas. Careciam de confiança e autoestima. Dói-me muitíssimo saber que as pessoas sofrem mais severamente do que posso imaginar e que não podem evitar anular-se a si mesmos.
Um dia, quando estava lendo o capítulo dez do Sutra de Lótus, "Mestre da Lei" (Hosshi), um parágrafo chamou minha atenção:
"O senhor [Rei da Medicina] deve entender que estas pessoas são grandes bodhisattvas que têm triunfado em obter o anuttara-samyak sambodhi (a suprema e perfeita iluminação). Compadecendo-se dos seres humanos, juraram nascer entre eles onde pudessem amplamente expor e fazer sobressair o Sutra de Lótus da maravilhosa Lei Mística. O quanto mais é verdade, então, para aqueles que abraçam o sutra inteiro e lhe brindam diversos tipos de oferendas!". (pág. 161)
Esta era a resposta documental que tinha andado procurando! Sentindo-me emocionada, recitei Daimoku durante três dias para entender completamente e absorver seu significado.
Compreendi que, como um dos Bodhisattvas da Terra, minha missão é propagar a Lei Mística durante os Últimos Dias da Lei e levar felicidade a todos os seres humanos. De acordo com o capítulo quinze do Sutra de Lótus "Emergindo da Terra", os Bodhisattvas da Terra tinham a sabedoria do Buda de incontáveis aeons, e todos foram ensinados e convertidos pelo Buda Sakyamuni antes da Cerimônia do Ar acontecer.
O segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, explica que todos nós estávamos presentes na cerimônia. O Buda Sakyamuni nos confiou, junto a outros incontáveis Bodhisattvas da Terra, "aceitar, apoiar, ler, recitar e propagar amplamente a Lei Mística, fazer com que os seres humanos em todos os cantos a escutem e a entendam... e fazer que seus benefícios se difundam amplamente. Pela nossa benevolência para com todos os seres humanos, voluntariamente renunciamos ao benefício para nós e tomamos esta missão. Cada um de nós deliberadamente criamos nosso carma para nascer no mundo saha, num ambiente com as condições que escolhemos por própria vontade. Nascemos com nosso respectivo carma de sofrimento. Este sofrimento se converte no nosso ímpeto para procurar a solução. Sob tais circunstâncias, somos capazes de aproveitar nosso sofrimento e praticar a Lei Mística.
Graças a Nitiren Daishonin, ao presidente Ikeda e à Soka Gakkai, temos o Gohonzon e podemos seguir os ensinamentos corretos. Mediante nossa prática diligente dia a dia, polimos nossas vidas e fazemos emergir com sabedoria e energia vital, nosso estado de buda inerente. Como resultado, podemos superar as dificuldades, mudar nosso carma, mostrar a prova real, ser confiáveis e aprofundar nossa fé. Assim conseguimos ser capazes de demonstrar a grandiosidade da Lei Mística e propagá-la.
O ideograma chinês para a palavra missão significa "usar a própria vida".
Posso usar meu sofrimento físico ou mental na minha vida para transformar veneno em remédio e para compartilhar minha experiência incentivando outras pessoas. Posso devotar toda minha vida para criar meus filhos para que sejam líderes na sociedade.
Posso lançar-me para estabelecer uma carreira de sucesso para apoiar financeiramente a paz mundial. Posso contribuir com meu tempo, energia, corpo, cérebro, e até minhas posses pessoais, quando e quanto for necessário, ou ainda dedicar-me a uma prática sincera com o propósito de incluir uma prova real a mais na validade do Budismo de Nitiren Daishonin. Se tenho que fazer um caminho doloroso, caminhar um escarpado sendeiro ou uma rota excitante, é exatamente tal como minha missão de Bodhisattva da Terra está designada a revelar-se. É a nobre missão que assumi. É o propósito e o significado de usar minha vida em prol da Lei.
O Presidente Ikeda declara nas Seletas Preleções sobre o Gosho:
"O budista descobre a verdade na própria realidade; descobre a verdade fundamental observando constante e cuidadosamente o homem e as coisas ao seu redor. "O verdadeiro aspecto de todos os fenômenos" é, portanto uma filosofia que enxerga o aspecto real de cada realidade no universo, especialmente na vida humana". (vol. 1, pág. 20)
Não é verdade que todos meus anos de dificuldades foram parte essencial de ser um Bodhisattva da Terra? Não são todos os residuais aspectos negativos, efeitos da minha problemática vida, a qual todavia me afeta e me afunda muito após minhas circunstancias mudaram? Não estão também incluídas nesse mesmo pacote? Se continuo sofrendo as conseqüências do meu carma, uma vez que acordo à minha verdadeira entidade, continuo obstinada com o sofrimento e o perpetuo por minha própria escolha? Sou uma pessoa que aferra-se firmemente ao seu carma e seus traumas sem querer deixá-los ir?
No mesmo discurso o Presidente Ikeda diz:
Sem compreender a lei da gravidade, somente vemos uma maçã amadurecendo e caindo ao chão... Mas não pode aplicá-lo a nada, se primeiro não o identifica e o analisa. Também então, saber a respeito da lei da gravidade e não fazer nada com esse conhecimento pode ser um grande desperdiço. Somente quando traduzimos este conhecimento em algo de uso prático como criar um aeroplano, uma nave espacial ou algo mais de valor para o homem, podemos desfrutar os benefícios do conhecimento que temos adquirido da lei da gravidade". (pág. 21)
Depois de ler sua orientação, decidi recitar Daimoku e fazer emergir mais sabedoria para seguir sua orientação e cumpri-la cem por cento.
Se não fosse pelo meu sofrimento do passado, não teria a energia vital para descobrir a resposta aos meus infortúnios. Levou-me a abraçar profundamente a Lei Mística, o que é vital para desenvolver a capacidade de cumprir minha missão. Além das cicatrizes, meu sofrimento deixou alguns presentes também: permitiu forjar-me como uma pessoa resistente, madura, disciplinada e diligente com um coração bondoso. Todos os anos da minha estressante vida me deixaram o bem mais valioso e insubstituível: os atributos da criação de valor. O lótus cresce no pântano sem ser contaminado. A "Carta de Sado" também diz:
"Diz-se que se uma pessoa bate o ferro vermelho, isso fará uma boa espada. Da mesma maneira, uma pessoa pode testar sábios e santos denunciando-os". (END, vol. 1, págs. 200-201)
Outras pessoas podem ter tido vidas fáceis e confortáveis, mas sem o mesmo tipo de inapreciáveis experiências que agora eu entesouro. Não trocaria minha vida com ninguém. Tudo faz parte do trato que, tão benevolente e alegremente, reconheci e proclamei como meu durante a Cerimônia do Ar na presença do Buda Sakyamuni. Agora entendo totalmente a razão pela qual tinha que atravessar por todas essas adversidades.
Que afortunada sou por ter meu grandioso mestre, o Presidente Ikeda, para mostrar-me com seu exemplo como usar minha vida para criar imenso valor para o mundo inteiro! Quando penso na minha missão e no meu próprio destino ao qual aspiro agora reescrever, meu coração pulsa com grande excitação e se enche de imensurável apreço. Constantemente procuro as ilimitadas oportunidades que estão diante de mim para cumprir minha missão.
Desta maneira, o Budismo de Nitiren Daishonin, o Budismo da verdadeira causa, me ajudou a liberar-me dos meus apegos do passado. Sou tão feliz como posso ser. Cada momento é o momento perfeito para começar uma vida completamente nova.
Para finalizar, gostaria citar o Presidente Ikeda nas Seletas Preleções do Gosho:
"Temos atravessado um interminável ciclo de vida e morte envolvidos em uma fundamental ignorância, como pessoas que andam tateando no seu caminho pela escuridão. Afortunadamente, nesta vida fomos capazes de encontrar a Lei Mística e conhecer o Buda Original do remoto passado... É a única oportunidade na vida para possibilitar-nos viver uma vida feliz e segura, livre e incorruptível, passeando num jardim de flores, sob o brilhante sol da Lei Mística e o céu cristalino da iluminação eterna". (pág. 59)
O endereço eletrônico de Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução: Ariel Ricci aricci@estadao.com.br
Revisão: Marly Contesini contesini@estadao.com.br
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Jeanny Chen - Obtendo um doutorado em "Felicidade para toda a vida"
Obtendo um doutorado em"Felicidade para toda a vida"
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
Disponível em http://www.happyjeanny.com/
Muitos de nós temos crescido enfrentando adversidades, sentindo-nos fracos, frustrados, cansados e derrotados. Com desespero, tentando lidar com nossas adversidades, percebemos que a base do nosso ser não tem sido solidamente construída. Isto nos leva a questionar-nos como fomos tratados e criados. Sentindo-nos infelizes pelo modo como nossas vidas se desenvolveram, podemos culpar um pobre meio ambiente ou o cuidado deficiente ao qual estivemos submetidos.
A mesma situação as vezes aplica-se aos membros da SGI. Recém ingressados, nos sentíamos como bebês na nossa prática budista. Alguns talvez não tiveram a oportunidade de ter sido alimentados com os nutrientes dos ensinamentos com a suficiente dedicação, ou de ser apoiados tanto como tivessem desejado pelos veteranos na fé. Quando não obtemos o tipo de resultados que ansiamos, tendemos a pôr a culpa nestas deficiências.
O Budismo nos ensina a assumir absoluta responsabilidade sobre nossas vidas em vez de reclamar ou culpar os outros. É verdade que quando éramos crianças, o desenvolvimento de nossas vidas estava à mercê dos adultos. Aparentemente, é culpa deles que não tenhamos sido nutridos de forma ótima. Desejamos que nos tivessem dotado com mais recursos ou que tivessem prestado mais atenção à nossa criação. O que foi, já foi. Ninguém pode regressar ao primeiro dia. Não podemos fazer nada para mudar nosso passado. Como adultos, não obstante, somos absolutamente capazes de auto-educar-nos da maneira como desejemos. Podemos esculpir e montar a coreografia das nossas vidas de forma ilimitada.
Temos o direito e o poder de dar-nos a oportunidade de recuperar o que perdemos enquanto crescíamos. Podemos sem dúvida transformar-nos e crescer maravilhosamente deste ponto em diante, à inteira satisfação do nosso coração.
Somente em cinco anos, os bebês crescem e, de serem pessoas completamente ignorantes, novatas e incompetentes, passam a sentirem-se independentes. Mas eles não crescem simplesmente sozinhos. O mundo dos adultos tem investido uma enorme quantidade de amor, tempo, energia e material, organizando para as crianças um projeto de crescimento contínuo e são, tanto em mente como no corpo. Sua educação implica uma dedicação e um esforço tremendos. Nos países desenvolvidos, existe toda uma estrutura ao serviço da nutrição dos bebês: comida, roupa, móveis, brinquedos, transporte, entretenimento, educação e cuidado da saúde são focados e desenhados cuidadosamente. Provêm-se fundos para financiar isto e força de trabalho qualificada é também disposta para esse fim.
Todos fomos, alguma vez, educados por adultos. Agora, como pessoas maiores é nossa vez de criar outros. Deste modo, a raça humana prospera e nossa herança é perpetuada. Quando se implementa corretamente, o resultado geral de um trabalho tão minucioso e profundo é bastante assombroso. Do mesmo modo, se queremos que nossas vidas floresçam e prosperem da erma e desagradável terra na qual parecemos estar enraizados, vale a pena considerar levar adiante um plano de desenvolvimento similar.
NUNCA É TARDE
Usando nossa sabedoria, maturidade, ideais, metas, energia vital e tudo o que temos aprendido através da nossa prática budista, podemos livremente desenhar e coordenar um programa de acordo às nossas necessidades. Com todos estes recursos nas nossas mãos, definitivamente devemos a nós mesmos uma segunda oportunidade. Precisamos entre dois e três anos para implementar nosso maravilhoso novo plano para mais uma vez desenvolver-nos e transformar-nos, mudar paradigmas e “presentear-nos” um novo nascimento. Não temos por quê começar de zero - como fazem os bebês – nem precisamos depender de terceiros. O melhor de tudo é que estamos abraçando a Lei Mística. Já possuímos a boa sorte mais grandiosa de todas!
As pessoas geralmente investem dois ou mais anos para obter um título.Ainda mais, injetam importantes quantidades de energia e dinheiro no seu projeto de vida. Esperam que seus títulos os elevem nas suas carreiras, suas vidas e seu status. Mas, de fato, garantem as conquistas acadêmicas a felicidade ou o sucesso como profissionais ou seres humanos?
O fato de ler volumes e volumes de livros, transforma o centro mais recôndito de nossas vidas? Depois de estudar para um título, somos capazes de transformar nosso conhecimento no tipo de sabedoria que percebe a verdade subjacente a todos os fenômenos que presenciamos? Ao enfrentar desafios, de forma pessoal ou no trabalho, fomos capacitados para extrair uma força invencível que nos permita lutar contra as vicissitudes da vida de maneira positiva, com otimismo e penetrante determinação? Os livros de texto, nos ensinam concretamente como transformar veneno em remédio? Temos aprendido a ativar a benevolência para sempre respeitar e considerar às outras pessoas, sabendo que a lâmpada que acendemos, simultaneamente ilumina nosso caminho? Poderíamos manifestar um grande estado de "absoluta liberdade" para livremente receber e usar os benefícios da Lei enquanto levamos adiante uma vida de verdadeira felicidade e realização espiritual? Já conhecemos a resposta.
Como seres humanos, é admirável e importante que invistamos uma certa quantidade de tempo, energia e dinheiro nos aspectos mundanos necessários para cumprir nossos sonhos e metas. Se aplicamos um enfoque semelhante no que diz respeito a forjar nossa fé, abraçando a Lei Mística com convicção, podemos manifestar o "supremo tesouro" originalmente inerente à nossa vida. Como o Presidente Ikeda expôs no seu "Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo do Sutra de Lótus": “nós possuímos a coragem para enfrentar qualquer dificuldade, esperança sem limite, intensa paixão e sabedoria inextinguível".
O que promete Nitiren Daishonin àqueles que não só praticam seus ensinamentos mas que também empreendem a ação para propagar a Lei? Felicidade absoluta. Nitiren Daishonin declara:
“Não há maior felicidade que ter fé o Sutra de Lótus. Este nos promete ‘paz e segurança nesta vida e boas circunstâncias na próxima’”. (A felicidade neste mundo – END, vol. III, pág. 199)
Obviamente, se somos extremamente sérios com respeito à nossa felicidade absoluta, a solução última consiste em "obter um título da Universidade Soka Gakkai do Budismo de Nitiren Daishonin". Este esforço nos permitirá transformar nossas vidas, elevar nossa condição de vida, incrementar nossa energia vital e acumular indestrutível boa sorte.
Emergiremos com imensa boa sorte e benevolência para praticar para nós mesmos e para outros. A "concentração de jóias incomparável" virá até nós sem havê-lo procurado, como promete o Sutra de Lótus.
O Presidente Ikeda assim o explica:
“Nós próprios podemos manifestar os três corpos eternamente inerentes, o vasto estado de vida do Buda. No entanto, é muito raro alcançar um estado assim, ainda que o busque conscientemente. É tão grandioso que só a idéia de atingi-lo quase nunca ocorre às pessoas. Por meio da palavra "fé", de abraçar a Lei Mística fortemente, pode-se “atingir por si mesmo” o estado de Buda intrínseco. Conforme diz o sutra, “esta concentração de jóias incomparável veio a nós sem que a buscássemos” (Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, pág. 274)
Num discurso pronunciado no dia 3 de março de 2.002, o Presidente Ikeda falou sobre "a Universidade Soka Gakkai". Ele afirmou:
"A Soka Gakkai é um reino de fé. O mais importante é a fé e o caráter de cada um. Estamos estudando, se assim o quiserem ver, na ‘universidade do povo’ da Soka Gakkai. Esta Universidade Soka Gakkai é a melhor no mundo, onde aprendemos como viver como seres humanos".
A Universidade Soka Gakkai oferece durante todo o ano, e para toda a vida, modernos e atualizados cursos de capacitação para a verdadeira felicidade.
Mesmo requerendo do nosso esforço, suas aulas são gratuitas e nos permitem traçar nosso próprio programa de estudos, especialmente preparado para nosso ritmo, plano, ambição e motivação pessoal. Assistimos a reuniões de diálogo (palestra no Brasil) e atividades como o faríamos em aulas escolares; interagimos com nossos companheiros praticantes e veteranos na fé como o faríamos com companheiros de classe e professores; nosso estudo é similar ao trabalho realizado num curso. A quantidade de esforço que invistamos na nossa "lição de casa para" - recitar Daimoku e fazer nossa revolução humana - é a chave que determina nossa nota final.
No nosso esforço por obter o diploma, podemos dar-lhe a este, nosso exclusivo plano de estudos feito sob medida, um nome que nos entusiasme e nos comova. Deveríamos estar orgulhosos e inspirados por ele.
Esse título particular deveria projetar nossa sinceridade e seriedade para ir à procura do “ouro". Deveria fazer-nos lembrar nossa determinação de realmente seguir em frente com esse plano de estudos, aconteça o que acontecer. Em vez de empreender a ação de modo caótico, ao estilo guerrilheiro, um nome de um título nos permitiria organizar nossos pensamentos, ações, planos e objetivos dispersos. Deveria conduzir-nos para um "plano mestre" bem elaborado, bem calculado, bem completo, e comprometido. Como numa fazenda, podemos cultivar nossos campos de ação: ajustar peso, medida, densidade e profundidade; irrigar de maneira racional e sistematicamente. Algo assim como "Surgir das Cinzas" ou "Transformar Rocas em Ouro."
Partir um palitinho com os dedos é algo muito fácil de fazer comparado com o fato de dobrar um molho de 20. Isto indica o insuperável poder de ‘20 palitinhos unidos’ oposto ao de ’20 palitinhos dispersos’ e mostra o quanto é importante que consolidemos todas nossas ações deste momento num plano vencedor bem integrado.
Baseados neste plano e enfoque cotidianos, podemos montar nosso programa sobre os pilares da fé, prática e estudo. Que escolhamos um programa de peso leve ou um de peso pesado depende do tamanho da nossa meta e de quão dispostos estamos a alcançar a próxima etapa da nossa vida, sem ter em conta a espera. Desejamos avançar tão rápido como possamos, escalar as empinadas montanhas tão verticalmente como for possível. A qualidade e quantidade de nossas causas decide se o gráfico do nosso desenvolvimento é assombrosamente vertical, monotonamente horizontal ou mortalmente plano. Se não estamos em ascensão, estamos de fato em retrocesso.
Em que cursos nos inscrevemos para construir nosso Doutorado? Além das corajosas atividades pelo Kossen-rufu e o profundo estudo do Budismo, poderíamos também incluir uma revolucionária campanha de Daimoku, uma total transformação interior, uma meticulosa revolução humana e uma erradicação do carma que dê nova forma à nossa vida. Poderíamos também incluir uma esplêndida criação de valor e um desenvolvimento pessoal de florescimento perene. O crescimento pode ter lugar nas áreas do caráter, da condição de vida, da saúde física e mental, da sabedoria e da capacidade. O objetivo é nos tornar pessoas capazes de lidar alegremente com cada acontecimento da vida, conduzir com sucesso qualquer tipo de relacionamento, construir uma carreira prometedora e contribuir ao bem-estar de outros e da sociedade. Tudo o que, de fato e em última instância, leva à paz do mundo. Vale a pena orar e pensar tudo muito bem. Depois escrevamos o plano mestre, mesmo se nos levar uma semana ou um mês queimando as pestanas e clarear a mente para poder traçá-lo.
Uma vez que tenhamos definido a meta, selecionado a especialidade e o plano, estamos oficialmente na corrida. Alguns de nós podemos ter levado entre quatro e seis anos para obter um título universitário ou um doutorado. Se somos gênios do estudo, talvez temos podido poupar-nos um ano, ou dois. A maioria de nós, porém, avança degrau por degrau, um de cada vez. Portanto, é importante que estejamos preparados para sustentar nossa ambição até o fim, passo a passo, consistente e persistentemente.
Pensemos em todas as aulas às que assistimos quando íamos à escola, os livros de texto e material de referência que absorvemos, as notas que tomamos, os experimentos que realizamos, as tarefas que terminamos, os problemas que exercitamos, as provas que passamos e as atividades extracurriculares nas quais participamos. Não há atalhos trata-se de cultivar-nos como uma pessoa impulsionada pela auto-superação. A chave está em repetir constantemente a prática até dominar o conhecimento e melhorar nossas capacidades. Do mesmo modo, no nosso novo plano, deveríamos resolutamente fazer valer nossa fortaleza. Desta vez, podemos, com paciência e generosidade, dar-nos o tempo apropriado para encarar o processo completo e construir sobre uma base sólida.
Para a maior parte de nós, isto leva o mesmo de tempo que realizar o processo acadêmico. Mas é a profundidade do nosso compromisso com a ação o que diferencia os resultados "olímpicos" que obtemos.
Os chineses crescem num ambiente no qual nos ensinam a emular o espírito dos exaustivos esforços que possuíam os antigos eruditos chineses. De acordo com a lenda, havia um jovem erudito que era tão pobre que não tinha dinheiro para poder acender uma vela e assim poder seguir seus estudos durante a noite. Por isso, com o consentimento dos vizinhos, fez um buraco na parede divisória de ambas casas, podendo assim receber luz desse lugar. Na realidade, era afortunado por ter um vizinho tão benevolente. Para poder manter-se acordado, outro erudito costumava segurar um alfinete na sua mão enquanto estudava até tarde da noite. Deste modo, cada vez que sua cabeça cedesse, essa mão caía e machucava sua perna, levando-o a recuperar a atenção.
Mesmo que estas histórias não me impressionavam particularmente, o dedicado comportamento destes eruditos exerceu um sutil, implícito impacto em mim mesma e em alguns dos meus companheiros de classe. Como éramos preguiçosos, conseguíamos adaptar esta exaustiva forma de abordar o estudo para um ritmo mais cômodo. Deixávamos anotações e cartões nas paredes, espelhos, escrivaninhas, em todos os cantos das nossas casas, especialmente nos banheiros. Ainda depois da escola, não tínhamos como escapar. Ao encontrar-nos repetidamente de maneira inesperada com os cartões nos que tínhamos escrito frases motivadoras, vocabulário, equações, fórmulas e outras coisas, nos incentivava a estudar com mais afinco. Isto nos permitia e nos animava a lembrar, e a progredir.
A vida contemporânea é como viver no paraíso, comparado com o estilo de vida da antigüidade. Não só porque não precisamos lutar contra a mais áspera das realidades, mas também porque temos todo tipo de fascinantes aparelhos de grande potência e artefatos divertidamente convenientes, que ajudam a fomentar nosso aprendizado e desenvolvimento. Num sentido, nascemos num nível mais elevado. Mas com melhor carma e artefatos que nos poupam energia, deveria ser mais fácil sobressair.
Pode nos importar pouco como as antigas gerações esforçavam-se na sua luta para o desenvolvimento dentro de tão pobres condições. Mas, quem pode deixar de lado aquele espírito irredutível e suas corajosas ações?
Nitiren Daishonin nos ensina que as pessoas que praticam ensinos errôneos não podem manifestar o estado de Buda, mesmo se, ao focar-se completamente na sua prática, vivem asceticamente.
Numa tentativa por atingir a iluminação, existem monges que praticam uma tremenda auto-mortificação. Estas práticas implicam uma total abstinência de todas as coisas que dão prazer. Usam túnicas cheias de remendos, mendigam porta a porta, e fazem só uma refeição diária ao meio-dia, após o qual subsistem a força de água. Ficam reclusos no alto das montanhas ou no profundo dos bosques. Passam a noite nos campos abertos, ou até nos cemitérios, sempre sentados, nunca encostados, sequer dormindo. Levam seus pertences durante milhares de quilômetros, ajoelhando-se até tocar o chão com a testa a cada três passos durante toda a viagem, para adorar a estatua de Buda venerada em algum templo.
O simples fato de pensar como estes monges se disciplinavam e forçavam a si mesmos até o extremo, é suficiente para fazer-me sentir inimaginavelmente cômoda e satisfeita com a prática do Budismo de Nitiren. Quão afortunados somos por tê-lo encontrado! Podemos manifestar a iluminação nesta existência sempre que pratiquemos com seriedade e humanismo, com bom senso e razão.
Uma vez estabelecida a comparação, fica claro que na realidade não existem ascetas na nossa prática assídua do Budismo de Nitiren Daishonin. Sem medir o esforço extra que devamos fazer, impulsionar-nos a praticar "comprometendo" nosso tempo livre por uns poucos anos, nunca pode ser tão ruim como o que aqueles monges tiveram que passar.
Esta é uma brilhante, alegre, iluminadora, saudável, encantadora, positiva, prometedora e preciosa prática. Existem todos tipos de razões para apreciá-la e entesourá-la, e para sentir-nos gratos e felizes.
Nitiren Daishonin e os três presidentes da Soka Gakkai dedicaram suas vidas a proteger a Lei e propagar os ensinos corretos. Os membros pioneiros atravessaram uma desafiante era de desenvolvimento, esforçando-se para propagar este Budismo.
À diferença daqueles que praticaram nos velhos tempos, temos a boa sorte de praticar no século XXI com todas as comodidades proporcionadas pela SGI e o meio ambiente. À luz destes fatos, não só temos a chave para a felicidade absoluta na palma das nossas mãos, como também corremos com todas as vantagens. Por que não aproveitamos esta oportunidade para renascer como "crianças de boa sorte" (fukushi, em japonês)
Avançar na vida, fortalecer-se e movimentar-nos... é nossa tarefa realmente tão árdua?
A História tem registrado que, em tempos de anarquia e desordem, aplicam-se severas disposições legais para garantir a paz e a estabilidade da nação. Do mesmo modo, quando alguém está gravemente doente, os médicos utilizam medicamentos muito fortes para obter a cura. Se sentimos que estamos num beco sem saída, temos realmente que esforçar-nos ao máximo e lutar com determinação e dedicação fora do comum para romper a barreira. Por isso, começando neste momento, demos o passo mais sábio. Matriculemo-nos na Universidade Soka Gakkai do Budismo de Nitiren Daishonin e especializemo-nos em "Felicidade para Toda a Vida". Realizando denodados esforços após esforços, comecemos por fortalecer incondicionalmente nossa fé, prática e estudo ao longo de dois ou três anos. Conscientemente determinados a avançar, quando tenhamos obtido nossos "Doutorados em Renascimento", teremos nos convertido em "mestres da felicidade", para nós mesmos e para os outros.
Então, a felicidade não será simplesmente uma atitude, um hábito ou um sentimento: será parte integral da nossa vida cotidiana. E constituirá uma realidade concreta.
O endereço eletrônico de Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução: Ariel Ricci aricci@estadao.com.br
Revisão: Marly Contesini contesini@estadao.com.br
Recomende este artigo a um amigo ou amiga.
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
Disponível em http://www.happyjeanny.com/
Muitos de nós temos crescido enfrentando adversidades, sentindo-nos fracos, frustrados, cansados e derrotados. Com desespero, tentando lidar com nossas adversidades, percebemos que a base do nosso ser não tem sido solidamente construída. Isto nos leva a questionar-nos como fomos tratados e criados. Sentindo-nos infelizes pelo modo como nossas vidas se desenvolveram, podemos culpar um pobre meio ambiente ou o cuidado deficiente ao qual estivemos submetidos.
A mesma situação as vezes aplica-se aos membros da SGI. Recém ingressados, nos sentíamos como bebês na nossa prática budista. Alguns talvez não tiveram a oportunidade de ter sido alimentados com os nutrientes dos ensinamentos com a suficiente dedicação, ou de ser apoiados tanto como tivessem desejado pelos veteranos na fé. Quando não obtemos o tipo de resultados que ansiamos, tendemos a pôr a culpa nestas deficiências.
O Budismo nos ensina a assumir absoluta responsabilidade sobre nossas vidas em vez de reclamar ou culpar os outros. É verdade que quando éramos crianças, o desenvolvimento de nossas vidas estava à mercê dos adultos. Aparentemente, é culpa deles que não tenhamos sido nutridos de forma ótima. Desejamos que nos tivessem dotado com mais recursos ou que tivessem prestado mais atenção à nossa criação. O que foi, já foi. Ninguém pode regressar ao primeiro dia. Não podemos fazer nada para mudar nosso passado. Como adultos, não obstante, somos absolutamente capazes de auto-educar-nos da maneira como desejemos. Podemos esculpir e montar a coreografia das nossas vidas de forma ilimitada.
Temos o direito e o poder de dar-nos a oportunidade de recuperar o que perdemos enquanto crescíamos. Podemos sem dúvida transformar-nos e crescer maravilhosamente deste ponto em diante, à inteira satisfação do nosso coração.
Somente em cinco anos, os bebês crescem e, de serem pessoas completamente ignorantes, novatas e incompetentes, passam a sentirem-se independentes. Mas eles não crescem simplesmente sozinhos. O mundo dos adultos tem investido uma enorme quantidade de amor, tempo, energia e material, organizando para as crianças um projeto de crescimento contínuo e são, tanto em mente como no corpo. Sua educação implica uma dedicação e um esforço tremendos. Nos países desenvolvidos, existe toda uma estrutura ao serviço da nutrição dos bebês: comida, roupa, móveis, brinquedos, transporte, entretenimento, educação e cuidado da saúde são focados e desenhados cuidadosamente. Provêm-se fundos para financiar isto e força de trabalho qualificada é também disposta para esse fim.
Todos fomos, alguma vez, educados por adultos. Agora, como pessoas maiores é nossa vez de criar outros. Deste modo, a raça humana prospera e nossa herança é perpetuada. Quando se implementa corretamente, o resultado geral de um trabalho tão minucioso e profundo é bastante assombroso. Do mesmo modo, se queremos que nossas vidas floresçam e prosperem da erma e desagradável terra na qual parecemos estar enraizados, vale a pena considerar levar adiante um plano de desenvolvimento similar.
NUNCA É TARDE
Usando nossa sabedoria, maturidade, ideais, metas, energia vital e tudo o que temos aprendido através da nossa prática budista, podemos livremente desenhar e coordenar um programa de acordo às nossas necessidades. Com todos estes recursos nas nossas mãos, definitivamente devemos a nós mesmos uma segunda oportunidade. Precisamos entre dois e três anos para implementar nosso maravilhoso novo plano para mais uma vez desenvolver-nos e transformar-nos, mudar paradigmas e “presentear-nos” um novo nascimento. Não temos por quê começar de zero - como fazem os bebês – nem precisamos depender de terceiros. O melhor de tudo é que estamos abraçando a Lei Mística. Já possuímos a boa sorte mais grandiosa de todas!
As pessoas geralmente investem dois ou mais anos para obter um título.Ainda mais, injetam importantes quantidades de energia e dinheiro no seu projeto de vida. Esperam que seus títulos os elevem nas suas carreiras, suas vidas e seu status. Mas, de fato, garantem as conquistas acadêmicas a felicidade ou o sucesso como profissionais ou seres humanos?
O fato de ler volumes e volumes de livros, transforma o centro mais recôndito de nossas vidas? Depois de estudar para um título, somos capazes de transformar nosso conhecimento no tipo de sabedoria que percebe a verdade subjacente a todos os fenômenos que presenciamos? Ao enfrentar desafios, de forma pessoal ou no trabalho, fomos capacitados para extrair uma força invencível que nos permita lutar contra as vicissitudes da vida de maneira positiva, com otimismo e penetrante determinação? Os livros de texto, nos ensinam concretamente como transformar veneno em remédio? Temos aprendido a ativar a benevolência para sempre respeitar e considerar às outras pessoas, sabendo que a lâmpada que acendemos, simultaneamente ilumina nosso caminho? Poderíamos manifestar um grande estado de "absoluta liberdade" para livremente receber e usar os benefícios da Lei enquanto levamos adiante uma vida de verdadeira felicidade e realização espiritual? Já conhecemos a resposta.
Como seres humanos, é admirável e importante que invistamos uma certa quantidade de tempo, energia e dinheiro nos aspectos mundanos necessários para cumprir nossos sonhos e metas. Se aplicamos um enfoque semelhante no que diz respeito a forjar nossa fé, abraçando a Lei Mística com convicção, podemos manifestar o "supremo tesouro" originalmente inerente à nossa vida. Como o Presidente Ikeda expôs no seu "Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo do Sutra de Lótus": “nós possuímos a coragem para enfrentar qualquer dificuldade, esperança sem limite, intensa paixão e sabedoria inextinguível".
O que promete Nitiren Daishonin àqueles que não só praticam seus ensinamentos mas que também empreendem a ação para propagar a Lei? Felicidade absoluta. Nitiren Daishonin declara:
“Não há maior felicidade que ter fé o Sutra de Lótus. Este nos promete ‘paz e segurança nesta vida e boas circunstâncias na próxima’”. (A felicidade neste mundo – END, vol. III, pág. 199)
Obviamente, se somos extremamente sérios com respeito à nossa felicidade absoluta, a solução última consiste em "obter um título da Universidade Soka Gakkai do Budismo de Nitiren Daishonin". Este esforço nos permitirá transformar nossas vidas, elevar nossa condição de vida, incrementar nossa energia vital e acumular indestrutível boa sorte.
Emergiremos com imensa boa sorte e benevolência para praticar para nós mesmos e para outros. A "concentração de jóias incomparável" virá até nós sem havê-lo procurado, como promete o Sutra de Lótus.
O Presidente Ikeda assim o explica:
“Nós próprios podemos manifestar os três corpos eternamente inerentes, o vasto estado de vida do Buda. No entanto, é muito raro alcançar um estado assim, ainda que o busque conscientemente. É tão grandioso que só a idéia de atingi-lo quase nunca ocorre às pessoas. Por meio da palavra "fé", de abraçar a Lei Mística fortemente, pode-se “atingir por si mesmo” o estado de Buda intrínseco. Conforme diz o sutra, “esta concentração de jóias incomparável veio a nós sem que a buscássemos” (Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, pág. 274)
Num discurso pronunciado no dia 3 de março de 2.002, o Presidente Ikeda falou sobre "a Universidade Soka Gakkai". Ele afirmou:
"A Soka Gakkai é um reino de fé. O mais importante é a fé e o caráter de cada um. Estamos estudando, se assim o quiserem ver, na ‘universidade do povo’ da Soka Gakkai. Esta Universidade Soka Gakkai é a melhor no mundo, onde aprendemos como viver como seres humanos".
A Universidade Soka Gakkai oferece durante todo o ano, e para toda a vida, modernos e atualizados cursos de capacitação para a verdadeira felicidade.
Mesmo requerendo do nosso esforço, suas aulas são gratuitas e nos permitem traçar nosso próprio programa de estudos, especialmente preparado para nosso ritmo, plano, ambição e motivação pessoal. Assistimos a reuniões de diálogo (palestra no Brasil) e atividades como o faríamos em aulas escolares; interagimos com nossos companheiros praticantes e veteranos na fé como o faríamos com companheiros de classe e professores; nosso estudo é similar ao trabalho realizado num curso. A quantidade de esforço que invistamos na nossa "lição de casa para" - recitar Daimoku e fazer nossa revolução humana - é a chave que determina nossa nota final.
No nosso esforço por obter o diploma, podemos dar-lhe a este, nosso exclusivo plano de estudos feito sob medida, um nome que nos entusiasme e nos comova. Deveríamos estar orgulhosos e inspirados por ele.
Esse título particular deveria projetar nossa sinceridade e seriedade para ir à procura do “ouro". Deveria fazer-nos lembrar nossa determinação de realmente seguir em frente com esse plano de estudos, aconteça o que acontecer. Em vez de empreender a ação de modo caótico, ao estilo guerrilheiro, um nome de um título nos permitiria organizar nossos pensamentos, ações, planos e objetivos dispersos. Deveria conduzir-nos para um "plano mestre" bem elaborado, bem calculado, bem completo, e comprometido. Como numa fazenda, podemos cultivar nossos campos de ação: ajustar peso, medida, densidade e profundidade; irrigar de maneira racional e sistematicamente. Algo assim como "Surgir das Cinzas" ou "Transformar Rocas em Ouro."
Partir um palitinho com os dedos é algo muito fácil de fazer comparado com o fato de dobrar um molho de 20. Isto indica o insuperável poder de ‘20 palitinhos unidos’ oposto ao de ’20 palitinhos dispersos’ e mostra o quanto é importante que consolidemos todas nossas ações deste momento num plano vencedor bem integrado.
Baseados neste plano e enfoque cotidianos, podemos montar nosso programa sobre os pilares da fé, prática e estudo. Que escolhamos um programa de peso leve ou um de peso pesado depende do tamanho da nossa meta e de quão dispostos estamos a alcançar a próxima etapa da nossa vida, sem ter em conta a espera. Desejamos avançar tão rápido como possamos, escalar as empinadas montanhas tão verticalmente como for possível. A qualidade e quantidade de nossas causas decide se o gráfico do nosso desenvolvimento é assombrosamente vertical, monotonamente horizontal ou mortalmente plano. Se não estamos em ascensão, estamos de fato em retrocesso.
Em que cursos nos inscrevemos para construir nosso Doutorado? Além das corajosas atividades pelo Kossen-rufu e o profundo estudo do Budismo, poderíamos também incluir uma revolucionária campanha de Daimoku, uma total transformação interior, uma meticulosa revolução humana e uma erradicação do carma que dê nova forma à nossa vida. Poderíamos também incluir uma esplêndida criação de valor e um desenvolvimento pessoal de florescimento perene. O crescimento pode ter lugar nas áreas do caráter, da condição de vida, da saúde física e mental, da sabedoria e da capacidade. O objetivo é nos tornar pessoas capazes de lidar alegremente com cada acontecimento da vida, conduzir com sucesso qualquer tipo de relacionamento, construir uma carreira prometedora e contribuir ao bem-estar de outros e da sociedade. Tudo o que, de fato e em última instância, leva à paz do mundo. Vale a pena orar e pensar tudo muito bem. Depois escrevamos o plano mestre, mesmo se nos levar uma semana ou um mês queimando as pestanas e clarear a mente para poder traçá-lo.
Uma vez que tenhamos definido a meta, selecionado a especialidade e o plano, estamos oficialmente na corrida. Alguns de nós podemos ter levado entre quatro e seis anos para obter um título universitário ou um doutorado. Se somos gênios do estudo, talvez temos podido poupar-nos um ano, ou dois. A maioria de nós, porém, avança degrau por degrau, um de cada vez. Portanto, é importante que estejamos preparados para sustentar nossa ambição até o fim, passo a passo, consistente e persistentemente.
Pensemos em todas as aulas às que assistimos quando íamos à escola, os livros de texto e material de referência que absorvemos, as notas que tomamos, os experimentos que realizamos, as tarefas que terminamos, os problemas que exercitamos, as provas que passamos e as atividades extracurriculares nas quais participamos. Não há atalhos trata-se de cultivar-nos como uma pessoa impulsionada pela auto-superação. A chave está em repetir constantemente a prática até dominar o conhecimento e melhorar nossas capacidades. Do mesmo modo, no nosso novo plano, deveríamos resolutamente fazer valer nossa fortaleza. Desta vez, podemos, com paciência e generosidade, dar-nos o tempo apropriado para encarar o processo completo e construir sobre uma base sólida.
Para a maior parte de nós, isto leva o mesmo de tempo que realizar o processo acadêmico. Mas é a profundidade do nosso compromisso com a ação o que diferencia os resultados "olímpicos" que obtemos.
Os chineses crescem num ambiente no qual nos ensinam a emular o espírito dos exaustivos esforços que possuíam os antigos eruditos chineses. De acordo com a lenda, havia um jovem erudito que era tão pobre que não tinha dinheiro para poder acender uma vela e assim poder seguir seus estudos durante a noite. Por isso, com o consentimento dos vizinhos, fez um buraco na parede divisória de ambas casas, podendo assim receber luz desse lugar. Na realidade, era afortunado por ter um vizinho tão benevolente. Para poder manter-se acordado, outro erudito costumava segurar um alfinete na sua mão enquanto estudava até tarde da noite. Deste modo, cada vez que sua cabeça cedesse, essa mão caía e machucava sua perna, levando-o a recuperar a atenção.
Mesmo que estas histórias não me impressionavam particularmente, o dedicado comportamento destes eruditos exerceu um sutil, implícito impacto em mim mesma e em alguns dos meus companheiros de classe. Como éramos preguiçosos, conseguíamos adaptar esta exaustiva forma de abordar o estudo para um ritmo mais cômodo. Deixávamos anotações e cartões nas paredes, espelhos, escrivaninhas, em todos os cantos das nossas casas, especialmente nos banheiros. Ainda depois da escola, não tínhamos como escapar. Ao encontrar-nos repetidamente de maneira inesperada com os cartões nos que tínhamos escrito frases motivadoras, vocabulário, equações, fórmulas e outras coisas, nos incentivava a estudar com mais afinco. Isto nos permitia e nos animava a lembrar, e a progredir.
A vida contemporânea é como viver no paraíso, comparado com o estilo de vida da antigüidade. Não só porque não precisamos lutar contra a mais áspera das realidades, mas também porque temos todo tipo de fascinantes aparelhos de grande potência e artefatos divertidamente convenientes, que ajudam a fomentar nosso aprendizado e desenvolvimento. Num sentido, nascemos num nível mais elevado. Mas com melhor carma e artefatos que nos poupam energia, deveria ser mais fácil sobressair.
Pode nos importar pouco como as antigas gerações esforçavam-se na sua luta para o desenvolvimento dentro de tão pobres condições. Mas, quem pode deixar de lado aquele espírito irredutível e suas corajosas ações?
Nitiren Daishonin nos ensina que as pessoas que praticam ensinos errôneos não podem manifestar o estado de Buda, mesmo se, ao focar-se completamente na sua prática, vivem asceticamente.
Numa tentativa por atingir a iluminação, existem monges que praticam uma tremenda auto-mortificação. Estas práticas implicam uma total abstinência de todas as coisas que dão prazer. Usam túnicas cheias de remendos, mendigam porta a porta, e fazem só uma refeição diária ao meio-dia, após o qual subsistem a força de água. Ficam reclusos no alto das montanhas ou no profundo dos bosques. Passam a noite nos campos abertos, ou até nos cemitérios, sempre sentados, nunca encostados, sequer dormindo. Levam seus pertences durante milhares de quilômetros, ajoelhando-se até tocar o chão com a testa a cada três passos durante toda a viagem, para adorar a estatua de Buda venerada em algum templo.
O simples fato de pensar como estes monges se disciplinavam e forçavam a si mesmos até o extremo, é suficiente para fazer-me sentir inimaginavelmente cômoda e satisfeita com a prática do Budismo de Nitiren. Quão afortunados somos por tê-lo encontrado! Podemos manifestar a iluminação nesta existência sempre que pratiquemos com seriedade e humanismo, com bom senso e razão.
Uma vez estabelecida a comparação, fica claro que na realidade não existem ascetas na nossa prática assídua do Budismo de Nitiren Daishonin. Sem medir o esforço extra que devamos fazer, impulsionar-nos a praticar "comprometendo" nosso tempo livre por uns poucos anos, nunca pode ser tão ruim como o que aqueles monges tiveram que passar.
Esta é uma brilhante, alegre, iluminadora, saudável, encantadora, positiva, prometedora e preciosa prática. Existem todos tipos de razões para apreciá-la e entesourá-la, e para sentir-nos gratos e felizes.
Nitiren Daishonin e os três presidentes da Soka Gakkai dedicaram suas vidas a proteger a Lei e propagar os ensinos corretos. Os membros pioneiros atravessaram uma desafiante era de desenvolvimento, esforçando-se para propagar este Budismo.
À diferença daqueles que praticaram nos velhos tempos, temos a boa sorte de praticar no século XXI com todas as comodidades proporcionadas pela SGI e o meio ambiente. À luz destes fatos, não só temos a chave para a felicidade absoluta na palma das nossas mãos, como também corremos com todas as vantagens. Por que não aproveitamos esta oportunidade para renascer como "crianças de boa sorte" (fukushi, em japonês)
Avançar na vida, fortalecer-se e movimentar-nos... é nossa tarefa realmente tão árdua?
A História tem registrado que, em tempos de anarquia e desordem, aplicam-se severas disposições legais para garantir a paz e a estabilidade da nação. Do mesmo modo, quando alguém está gravemente doente, os médicos utilizam medicamentos muito fortes para obter a cura. Se sentimos que estamos num beco sem saída, temos realmente que esforçar-nos ao máximo e lutar com determinação e dedicação fora do comum para romper a barreira. Por isso, começando neste momento, demos o passo mais sábio. Matriculemo-nos na Universidade Soka Gakkai do Budismo de Nitiren Daishonin e especializemo-nos em "Felicidade para Toda a Vida". Realizando denodados esforços após esforços, comecemos por fortalecer incondicionalmente nossa fé, prática e estudo ao longo de dois ou três anos. Conscientemente determinados a avançar, quando tenhamos obtido nossos "Doutorados em Renascimento", teremos nos convertido em "mestres da felicidade", para nós mesmos e para os outros.
Então, a felicidade não será simplesmente uma atitude, um hábito ou um sentimento: será parte integral da nossa vida cotidiana. E constituirá uma realidade concreta.
O endereço eletrônico de Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução: Ariel Ricci aricci@estadao.com.br
Revisão: Marly Contesini contesini@estadao.com.br
Recomende este artigo a um amigo ou amiga.
Jeanny Chen - Tomando consciência da boa sorte da minha vida
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
Disponível em http://www.happyjeanny.com/
Por causa da minha falta de sabedoria, ao longo destes anos de prática do Budismo, tenho dado como fato o que a SGI me oferecia, sem chegar a experimentar uma especial gratidão.
"A SGI é a organização do Gohonzon, a organização que verdadeiramente realiza a missão de propagar os corretos ensinamentos do Budismo de Nitiren Daishonin. Deveríamos cuidar e ajudar a desenvolver a SGI com todas nossas forças. Os benefícios que somos capazes de obter através da prática budista, para nós e para os outros, são manifestações da função do Gohonzon. Não deveríamos comportar-nos de maneira arrogante por causa dos resultados que conseguimos através da prática com o Gohonzon".
Um dia, meu veterano na prática mostrou-me isto. Afortunadamente, finalmente acordei a esta verdade depois de guardar sua orientação no meu coração e recitar Daimoku especificamente a respeito dela. As amostras da minha atitude eram esmagadoras. Não me levou muitas horas de Daimoku conscientizar-me da minha estupidez até esse momento.
A SGI possibilitou que minha amiga me falasse a respeito do Budismo de Nitiren Daishonin. Assim, tive a enorme boa sorte de receber o Gohonzon, praticar com o Gohonzon, e ademais, crescer constantemente dentro da organização sob a orientação do presidente Ikeda e o incentivo dos meus companheiros. Agora, depois de 13 anos de praticar este Budismo, tenho certeza de estar reescrevendo meu destino e avançando no meu objetivo de ajudar os outros.
Numa noite de frio espantoso, dois veteranos na prática fizeram-me uma visita surpresa, pouco depois de converter-me em membro da SGI.
Nunca tinha experimentado este tipo de calidez fora da minha prática budista pessoal. Foi algo que não tinha conhecido antes. Mostraram-me o que significam a profunda sinceridade e a fé pura. Abriram-me os olhos ao mostrar-me sua indescritível felicidade como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin. A benevolência deles inevitavelmente comoveu também meu marido, que não é membro. A partir de então, sempre me incentiva a participar das atividades da SGI.
Todas as reuniões de diálogo (palestra) têm me proporcionado um verdadeiro "curso de treinamento ao longo da vida", de acordo com meu próprio ritmo, horário e necessidades. Confortável e paulatinamente observo e aprecio a sabedoria de outros membros, seus costumes e características, aprendendo das suas experiências pessoais. Sempre me permitiram também expressar meus pensamentos, incentivando-me a falar rodeada de cálidos e benevolentes companheiros da fé, que pacientemente ouviam-me expressar-me com dificuldade no meu segundo idioma, o inglês. Sem importar o que falasse, esse compartilhar juntos sempre me significou aplausos e parabéns, um verdadeiro combustível que fortalecia minha autoconfiança e motivação para esforçar-me numa prática mais diligente.
As publicações da SGI me brindam os corretos ensinamentos do Budismo de Nitiren Daishonin, as respostas a todas minhas dúvidas a respeito da vida.
Através de lê-las, consegui uma valiosa compreensão de como viver uma vida feliz e também levar felicidade aos outros. Já não me sinto frustrada ou derrotada pelo meu carma ou pelo que me suceda. A vida nunca foi para mim tão livre e tão abrangente quanto agora.
Os companheiros de luta vivem suas vidas, sofrendo e brilhando, buscando realizar suas respectivas missões. Seus sofrimentos me oferecem uma perfeita demonstração de como compreender a vida e o carma. Cada vez que me permitem ajudá-los, também me dão a oportunidade de cumprir minha missão. Acreditando ou não os benefícios dessas causas positivas nunca deixam de incrementar minha "poupança de boa sorte"! Cada vez que eles superam seus desafios, convertem-se em inspiração para minha prática e para mim mesma. Devo admitir que com alguns companheiros, meus pensamentos e idéias não foram capazes de estar ainda em sincronia total com os deles. Antes isto me deixava de mal humor e reclamava quando ocasionalmente tocava-se no assunto. Porém, agora aprendi a estar agradecida pelos papéis que desempenham na minha vida: eles são os instrumentos que estimulam minha determinação de realizar minha revolução humana. Quantas outras oportunidades temos como esta, em que pelo simples fato de unir-nos a uma organização e simplesmente praticar junto com outros membros, já estamos criando valor?
Além de ocupar-se de todos os assuntos das suas vidas cotidianas, nossos veteranos na prática, os líderes da SGI, têm se oferecido voluntariamente para desempenhar diversos papéis na organização em prol de todos os membros. Apesar das suas próprias lutas pessoais, cumprem funções na SGI, incentivam e treinam os membros, lhes oferecem orientação, escutam suas reclamações ou seus problemas, corrigem o errado, realizam visitas familiares, etc. São os pais de todos os membros. Certificam-se que os membros sejam felizes e que a organização esteja se desenvolvendo de maneira sadia. E apesar de todos os esforços que realizam, nem sempre são capazes de agradar a todos.
Não imagino-me estar nos seus lugares, sempre senti por eles um enorme respeito e admiração, principalmente pela sua benevolência ao realizar tão árdua tarefa. Não conheço outra organização que incondicionalmente abrace e nutra seus membros com absoluta igualdade como o faz a SGI. E são seus líderes os que dia após dia realizam esta tarefa.
O fato de basear-nos no principio de "uma só mente", entre mais de 12 milhões de membros de diferentes gêneros, raças, culturas e condições que compartilham os mesmos objetivos da SGI pela paz, a cultura e a educação, é em si mesmo uma grande maravilha, só de pensar nisso. Que imagem grandiosa é ver como cada pessoa se esforça tenazmente, seguindo as orientações do presidente Ikeda e as diretrizes da SGI em prol da ampla propagação do Verdadeiro Budismo! Só por pertencer à SGI, sou um ser humano que participa orgulhosamente de tão emocionante movimento da história da humanidade!
Sendo um membro da SGI, posso assistir vários cursos de treinamento nas suas instalações para desenvolver-me ainda mais. O Sistema Educativo Soka (de Criação de valores) que a SGI estabeleceu, proporciona-me uma oportunidade excepcional se desejo continuar minha educação. A lista dos benefícios de ser membro da SGI não tem fim.
A boa sorte dura muitas existências, se conseguimos reconhecê-la e aceitá-la.Mesmo assim, estava sendo mesquinha quando não conseguia sentir-me satisfeita com todos os privilégios de ser membro da SGI. Sentia-me descontente pela suposta pouca atenção e cuidado que tinha recebido pessoalmente. Esqueci de refletir sobre minha postura, de quanto eu fiz pelos outros e de quanto mais poderia ter feito por mim mesma. Pela minha estupidez, não podia apreciar minha imensa boa sorte de ter encontrado o Budismo de Nitiren Daishonin através da SGI. Eu mesma me impedi de extrair mais valor desta boa sorte existente. A boa sorte é meu bom carma, o efeito das minhas causas positivas anteriores. Se deixo de criar novas causas positivas, independente do meu carma positivo atual, posso esperar enfrentar o oposto uma vez que for consumida esta boa sorte.
Minha responsável realmente me acordou aos três venenos da ira, da avareza e da estupidez. Sob nenhuma circunstância voltarei a malgastar a boa sorte de ser membro da SGI. Em vez disso, a apreciarei, a protegerei e contribuirei para seu crescimento, com o máximo da minha capacidade. E também lembrarei a meus companheiros sua beleza.
O endereço eletrônico de Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução: Ariel Ricci aricci@estadao.com.br
Revisão: Marly Contesini contesini@estadao.com.br
Recomende este artigo a um amigo ou amiga.
Disponível em http://www.happyjeanny.com/
Por causa da minha falta de sabedoria, ao longo destes anos de prática do Budismo, tenho dado como fato o que a SGI me oferecia, sem chegar a experimentar uma especial gratidão.
"A SGI é a organização do Gohonzon, a organização que verdadeiramente realiza a missão de propagar os corretos ensinamentos do Budismo de Nitiren Daishonin. Deveríamos cuidar e ajudar a desenvolver a SGI com todas nossas forças. Os benefícios que somos capazes de obter através da prática budista, para nós e para os outros, são manifestações da função do Gohonzon. Não deveríamos comportar-nos de maneira arrogante por causa dos resultados que conseguimos através da prática com o Gohonzon".
Um dia, meu veterano na prática mostrou-me isto. Afortunadamente, finalmente acordei a esta verdade depois de guardar sua orientação no meu coração e recitar Daimoku especificamente a respeito dela. As amostras da minha atitude eram esmagadoras. Não me levou muitas horas de Daimoku conscientizar-me da minha estupidez até esse momento.
A SGI possibilitou que minha amiga me falasse a respeito do Budismo de Nitiren Daishonin. Assim, tive a enorme boa sorte de receber o Gohonzon, praticar com o Gohonzon, e ademais, crescer constantemente dentro da organização sob a orientação do presidente Ikeda e o incentivo dos meus companheiros. Agora, depois de 13 anos de praticar este Budismo, tenho certeza de estar reescrevendo meu destino e avançando no meu objetivo de ajudar os outros.
Numa noite de frio espantoso, dois veteranos na prática fizeram-me uma visita surpresa, pouco depois de converter-me em membro da SGI.
Nunca tinha experimentado este tipo de calidez fora da minha prática budista pessoal. Foi algo que não tinha conhecido antes. Mostraram-me o que significam a profunda sinceridade e a fé pura. Abriram-me os olhos ao mostrar-me sua indescritível felicidade como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin. A benevolência deles inevitavelmente comoveu também meu marido, que não é membro. A partir de então, sempre me incentiva a participar das atividades da SGI.
Todas as reuniões de diálogo (palestra) têm me proporcionado um verdadeiro "curso de treinamento ao longo da vida", de acordo com meu próprio ritmo, horário e necessidades. Confortável e paulatinamente observo e aprecio a sabedoria de outros membros, seus costumes e características, aprendendo das suas experiências pessoais. Sempre me permitiram também expressar meus pensamentos, incentivando-me a falar rodeada de cálidos e benevolentes companheiros da fé, que pacientemente ouviam-me expressar-me com dificuldade no meu segundo idioma, o inglês. Sem importar o que falasse, esse compartilhar juntos sempre me significou aplausos e parabéns, um verdadeiro combustível que fortalecia minha autoconfiança e motivação para esforçar-me numa prática mais diligente.
As publicações da SGI me brindam os corretos ensinamentos do Budismo de Nitiren Daishonin, as respostas a todas minhas dúvidas a respeito da vida.
Através de lê-las, consegui uma valiosa compreensão de como viver uma vida feliz e também levar felicidade aos outros. Já não me sinto frustrada ou derrotada pelo meu carma ou pelo que me suceda. A vida nunca foi para mim tão livre e tão abrangente quanto agora.
Os companheiros de luta vivem suas vidas, sofrendo e brilhando, buscando realizar suas respectivas missões. Seus sofrimentos me oferecem uma perfeita demonstração de como compreender a vida e o carma. Cada vez que me permitem ajudá-los, também me dão a oportunidade de cumprir minha missão. Acreditando ou não os benefícios dessas causas positivas nunca deixam de incrementar minha "poupança de boa sorte"! Cada vez que eles superam seus desafios, convertem-se em inspiração para minha prática e para mim mesma. Devo admitir que com alguns companheiros, meus pensamentos e idéias não foram capazes de estar ainda em sincronia total com os deles. Antes isto me deixava de mal humor e reclamava quando ocasionalmente tocava-se no assunto. Porém, agora aprendi a estar agradecida pelos papéis que desempenham na minha vida: eles são os instrumentos que estimulam minha determinação de realizar minha revolução humana. Quantas outras oportunidades temos como esta, em que pelo simples fato de unir-nos a uma organização e simplesmente praticar junto com outros membros, já estamos criando valor?
Além de ocupar-se de todos os assuntos das suas vidas cotidianas, nossos veteranos na prática, os líderes da SGI, têm se oferecido voluntariamente para desempenhar diversos papéis na organização em prol de todos os membros. Apesar das suas próprias lutas pessoais, cumprem funções na SGI, incentivam e treinam os membros, lhes oferecem orientação, escutam suas reclamações ou seus problemas, corrigem o errado, realizam visitas familiares, etc. São os pais de todos os membros. Certificam-se que os membros sejam felizes e que a organização esteja se desenvolvendo de maneira sadia. E apesar de todos os esforços que realizam, nem sempre são capazes de agradar a todos.
Não imagino-me estar nos seus lugares, sempre senti por eles um enorme respeito e admiração, principalmente pela sua benevolência ao realizar tão árdua tarefa. Não conheço outra organização que incondicionalmente abrace e nutra seus membros com absoluta igualdade como o faz a SGI. E são seus líderes os que dia após dia realizam esta tarefa.
O fato de basear-nos no principio de "uma só mente", entre mais de 12 milhões de membros de diferentes gêneros, raças, culturas e condições que compartilham os mesmos objetivos da SGI pela paz, a cultura e a educação, é em si mesmo uma grande maravilha, só de pensar nisso. Que imagem grandiosa é ver como cada pessoa se esforça tenazmente, seguindo as orientações do presidente Ikeda e as diretrizes da SGI em prol da ampla propagação do Verdadeiro Budismo! Só por pertencer à SGI, sou um ser humano que participa orgulhosamente de tão emocionante movimento da história da humanidade!
Sendo um membro da SGI, posso assistir vários cursos de treinamento nas suas instalações para desenvolver-me ainda mais. O Sistema Educativo Soka (de Criação de valores) que a SGI estabeleceu, proporciona-me uma oportunidade excepcional se desejo continuar minha educação. A lista dos benefícios de ser membro da SGI não tem fim.
A boa sorte dura muitas existências, se conseguimos reconhecê-la e aceitá-la.Mesmo assim, estava sendo mesquinha quando não conseguia sentir-me satisfeita com todos os privilégios de ser membro da SGI. Sentia-me descontente pela suposta pouca atenção e cuidado que tinha recebido pessoalmente. Esqueci de refletir sobre minha postura, de quanto eu fiz pelos outros e de quanto mais poderia ter feito por mim mesma. Pela minha estupidez, não podia apreciar minha imensa boa sorte de ter encontrado o Budismo de Nitiren Daishonin através da SGI. Eu mesma me impedi de extrair mais valor desta boa sorte existente. A boa sorte é meu bom carma, o efeito das minhas causas positivas anteriores. Se deixo de criar novas causas positivas, independente do meu carma positivo atual, posso esperar enfrentar o oposto uma vez que for consumida esta boa sorte.
Minha responsável realmente me acordou aos três venenos da ira, da avareza e da estupidez. Sob nenhuma circunstância voltarei a malgastar a boa sorte de ser membro da SGI. Em vez disso, a apreciarei, a protegerei e contribuirei para seu crescimento, com o máximo da minha capacidade. E também lembrarei a meus companheiros sua beleza.
O endereço eletrônico de Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com
Tradução: Ariel Ricci aricci@estadao.com.br
Revisão: Marly Contesini contesini@estadao.com.br
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Jeanny Chen - Peça O Que Quiser e Seja Consistente
O Caminho Budista Para Construir Sozinho um Relacionamento de Sucesso
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
tradução por Milla Queiroga
Disponível em http://www.happyjeanny.com/
Os relacionamentos são provavelmente o problema número um que todos os seres humanos têm de lidar, além de nascimento, velhice, doença e morte. Se houver duas pessoas envolvidas em um assunto, isto será raramente simples e fácil de entender. Isto é mais verdadeiro entre um marido e uma esposa cujas vidas estão fortemente ligadas em quase todos os aspectos. Portanto, um casal encontra facilmente a necessidade de melhorar o relacionamento procurando um conselheiro matrimonial. Eventualmente, muitos ainda têm que entrar com um processo de separação ou divórcio devido a falha deles em administrar um casamento forte e saudável.
Como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin somos afortunados em ter a oportunidade de aprender os ensinamentos profundos deste Budismo. Desde que verdadeiramente entendamos e realmente apliquemos estes ensinamentos em nossas vidas, seremos capazes de construir sem ajuda um relacionamento de sucesso com confiança e alegria mas sem sentir a necessidade de fazer concessões, reprimir, sem ressentimentos ou experimentar resistência. Isto é um beneficio privilegiado inerente em nossa prática mas muitos de nós não têm consciência disso. Aparentemente, não ocorre a muitos praticantes que eles têm a chave para mudar a situação. Isto me lembra a parábola do oitavo capitulo do Sutra de Lótus. Um amigo de um homem pobre costurou uma jóia valiosa na barra de seu manto sem o conhecimento deste.
“Ele viajava de um lugar a outro e por muitos países, procurando comida e agasalho para manter-se vivo, achava muito difícil encontrar seu próprio sustento. Fazia o que podia do pouco que conseguia obter e nunca esperou nada melhor, inconsciente de que na barra de seu manto ele tinha uma jóia de valor incalculável.” O Sutra de Lotus, traduzido por Burton Watson, p.152
Isso pode soar muito bom para ser verdade, mas não é. De qualquer modo, isso é verdade somente se estivermos determinados a dissolver os conflitos assumindo a responsabilidade e transformando a nós mesmos primeiro. Quando avaliamos nossa situação como nossa responsabilidade e não como culpa de alguém, então não temos absolutamente ressentimentos dentro de nós. Desta forma, mantemos ativamente o total controle de nossas vidas. Com tal atitude, fazemos transformações internas voluntariamente. Conseqüentemente, nosso ambiente e as pessoas ao nosso redor responderão ás nossas vidas com energia positiva. Mas se escolhermos favorecer a nós mesmos, e sempre nos ressentirmos, reclamar, culpar aos outros e exigir que outros se dêem por vencidos, ambos, e nós mesmos, iremos sofrer no final com certeza.
Certamente, todos batalhariam por um final feliz se soubessem que uma pessoa sozinha poderia fazer uma reviravolta em um relacionamento que envolve duas pessoas. Para atingir este objetivo, a premissa é que qualquer coisa que pensemos, digamos e façamos, teremos que ter certeza de que tudo irá contribuir para a concretização do objetivo. Temos que rejeitar qualquer coisa que nos desvie por um mínimo que seja do nosso objetivo, sem um segundo de hesitação. Se observarmos e mantivermos nossos pensamentos, palavras e ações muito estritamente, nossas tarefas estarão literalmente meio realizadas. O que é deixado para nós será trabalharmos em nossa revolução humana, estabelecer objetivos, recitação, oração e tomar as ações necessárias, baseadas em nosso entendimento correto das muitas filosofias Budistas tais como carma, 3 venenos e a Natureza de Buda. Todos os esforços que colocamos adiante irão beneficiar a toda nossa existência, não apenas nosso relacionamento.
Um membro e eu praticamos na mesma Região da SGI. Ela me solicitou não usar o nome dela neste documento afim de proteger a privacidade de sua família, então eu a chamarei de Ann. Tudo isto começou quando ela finalmente determinou que tinha que fazer alguma coisa para romper sua vida de sofrimento eterno. Tivemos então, uma longa conversa para rever cada aspecto da vida dela, centralizando no casamento sombrio.
Num esforço para demonstrar efetivamente os resultados de minha missão pelo kossen-rufu, eu humildemente pensei que poderia demonstrar melhor se gravasse toda a reunião item a item, aos limites de minha habilidade e esforços, e os esforços e batalha dela em direção a revolução humana; exatamente como isso aconteceu, continuamente, verdadeiramente e abertamente:
1. Determinando que Caminho Seguir
Minha primeira pergunta foi se ela queria subverter a situação ou desistir. A resposta foi de vencer. Desse modo, a decisão dela determinou como seria o resto da conversa. Discutimos então como seria feita a abordagem que a levaria ao objetivo da vitória. Ela concordou dali em diante não pensar , falar ou fazer absolutamente qualquer coisa que contribuísse para resultados em domínios opostos.
2. Entendendo o Carma e Aceitando total Responsabilidade
Como Budistas, deveríamos aprender como perceber o aspecto real, em termos de carma, de todo acontecimento que encontramos durante nossas vidas. Há muitas fontes para podermos aprender delas. O Gosho, o Presidente Ikeda e as publicações da SGI, todos falam sobre carma. Se entendermos esta verdade latente e enfrentá-las honestamente com tal sabedoria e atitude corretas, nada neste planeta jamais viria a ser um problema para nos derrotar ou causar problemas. Em outras palavras, através da implementação de nosso conhecimento por si só, podemos minimizar o impacto de nosso sofrimento de qualquer espécie.
Tenho tido várias oportunidades de ajudar membros a entender como vencer seus desafios. Não importa quais sejam os problemas, minhas experiências me convenceram de que começando com uma cuidadosa elucidação sobre seus carmas, pavimentará essencialmente uma base sólida que as levará à vitória.
Portanto, recomendei fortemente que ela observasse seriamente esse assunto e passasse a ser o mestre de seu carma, transcendendo-o e não sendo escravizada por ele. Fortalecendo seus esforços na fé, prática e estudo elevariam sua condição de vida e lhe dariam a força e sabedoria que ela precisaria para mudar a situação. Usando a história de meu próprio carma e sofrimento, expliquei a ela o verdadeiro aspecto dela. No passado, aquelas causas feitas por ela através de seus pensamentos, palavras e ações passaram a ser o roteiro do drama de seu carma. Ela precisou de pessoas e acontecimentos para executar o carma dela, em exato acordo com seu script, assim poderia encará-lo e erradicá-lo.
Através do casamento deles, culpava seu marido por tudo de que ela não gostava. Nada positivo acontecia dos esforços de desejar e forçar o marido a mudar. O tempo foi passando, a frustração aumentando e o relacionamento deles piorando ao ponto dela eventualmente chuta-lo para fora de casa por muitos dias. Agora teve que perceber, do ponto de vista de seu próprio carma, que isto não era responsabilidade dele. Isto era e será problema dela profundamente enraizado em sua vida. Para erradicar o carma de alguém através da prática Budista não é um mero conceito ou desejo passivo. É uma ação realista e concreta que se alguém trabalhar minuciosamente, colherá o resultado desejado.
Apenas através da prática do Budismo de Nitiren Daishonin, trabalhando da parte dela e internamente ela poderia iniciar e liderar o processo de transformar o carma e mudar o relacionamento. Acima de tudo, é uma tarefa imensa mudar a si mesma. Exclusivamente para mudar outros. Teve que parar de contar com as atitudes dele. Desta forma, ela poderia tomar total controle sobre seu destino.
A verdade é que, por causa da missão de seu marido na vida dela, ele teve que desempenhar um papel exatamente de acordo como ela havia escrito a história de seu carma. Ele não teve outra escolha em termos de associação com o carma dela. Vivendo a vida dele como um marido sem sucesso e assim por diante, ele sofreu também. Portanto, sugeri a ela abrir o Estado de Buda dela e dele, e então se comunicar com ele em mente e coração, através da recitação dela.
Em suas orações, pôde se desculpar com ele por ter usado a própria vida dele para enfrentar a luta de se associar ao carma dela de possuir o carma de vários casamentos fracassados. Por essa mesma razão, também precisaria apreciá-lo. Porque de outra forma, seu carma nunca poderia ser desempenhado e não poderia ser erradicado. Mais que isso, na realidade da vida deles, existiam fatos evidentes que ela poderia detectar com sinceridade e compaixão, e incluir nas orações dela apreciação e desculpas ao marido. Da perspectiva Budista, o impasse da vida dela é na verdade um impulso para procurar a solução e determinar mudar. O sofrimento dela é também essencial para desenvolver sua capacidade de cumprir sua missão de propagar este Budismo. Em outras palavras, as funções de seu marido como "zenshiki" (bom amigo). Com a realização de sua verdadeira missão, uma prática diligente viria naturalmente.
Sofrer não seria mais um negócio. Neste caso, ela teve que colocar um fim ao sofrimento do carma. Seus pedidos de desculpas e gratidão pela missão de seu marido manifestar o mal carma dela teve portanto um senso de liberta-lo de atuar no papel de um marido inadequado. Através da mudança da atitude dela própria de aceitar seu marido, parou de perpetuar sua má associação com ele.
Ao invés, começou a criar boas causas do mal carma existente, beneficiando o relacionamento deles. Era tão claro o que poderia esperar deste relacionamento no futuro. Ela poderia então dar um passo adiante para rescrever o destino coletivo deles através de:
3. Refletindo Sobre os 3 Venenos
Eu então ajudei-a a refletir sobre si mesma baseada nos três venenos - avareza, ira e estupidez. Aqui estão alguns exemplos:
Avareza
Para mim, seria difícil para ela encontrar outro homem cuja força e interesses suplementassem perfeitamente a fraqueza dela, mas aqueles pontos fracos lisonjeavam os méritos dela. Ele é um faz-tudo. Ele adora cozinhar comida gourmet e cuida bem das tarefas da casa, coisas que ela não tinha interesse. Por causa de tais peculiaridades, ele poderia ter de alguma forma negligenciado o desenvolvimento de suas habilidades para avançar na carreira. Como resultado, perdeu seu emprego várias vezes durante anos.
Ao mesmo tempo, logo que Ann iniciou esta prática, seu objetivo básico era de melhorar sua situação financeira, o que resultou em benefícios incríveis. Ela obteve um grande aumento salarial, foi admitida como executiva em uma nova empresa e certamente, multiplicou o valor de seu salário. A carreira fracassada de seu marido contrastava com o recente triunfo tão abruptamente merecido que falhou em ver e reconhecer a contribuição dele especialmente em casa. Ao invés, passou a ser arrogante, pensando que era superior a ele.
Seu ego mesquinho estava sendo avarento, exigindo que ele chegasse próximo a perfeição. Mas francamente, será que ela mesma era perfeita? Se ele fosse um cara perfeito, ele poderia ter saído para procurar outra mulher igualmente perfeita. No final da análise, embora com a atitude errada, ela teve muita sorte de ser capaz de tomar uma postura “superior” porque ele estava longe de ser perfeito.
Ira
O Budismo de Nitiren Daishonin nos ensina a transformar o veneno em remédio para criar valor seja como for. Como respondemos ao nosso ambiente e ás pessoas ao nosso redor passa a ser a essência de nossa vida. Como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin, deveríamos ser confiantes de que possuímos toda a sabedoria, força e meios necessários para não deixarmos qualquer situação atrapalhar ou abalar nossa vida. Isto deveria ser o mínimo benefício que podemos conseguir para proteger nossas vidas através desta prática Budista.
Seu marido era obcecado por programas de esportes na TV. Ele não queria desistir de sua diversão favorita. Não havia jeito dela regular o tempo livre dele. Ela não suportava aquilo, e fez disso um grande motivo para discussões. Por que prejudicar e colocar o relacionamento em um beco sem saída sobre um assunto de pouca ou nenhuma importância?
Se ela observasse isso pelo lado bom, não seria legal que ele preferisse ficar com ela do lado por horas, sentado no sofá, assistindo TV? Isso era realmente um hobbie saudável para ele desafogar suas frustrações e pressão do que sair e se meter com outras mulheres ou de se embebedar no bar, nada incomum para os homens. Se ela tivesse compaixão e sabedoria para aceita-lo, poderia ou se sentar com ele e tentar aprender sobre aqueles esportes, ou simplesmente ler seus próprios livros ou fazer alguma coisa enquanto mantinha a companhia dele em casa, mas o deixando em paz.
Ao invés, ela respondia com raiva contra a coisa que ele gostava de fazer, sendo um adulto amadurecido, um homem com dignidade e o chefe dos assuntos domésticos. Ela parecia estar agindo baseada em seu caráter dominador sem muito respeito ou consideração por ele, seu suposto reverso na vida. Se sentindo magoado, menosprezado e desvalorizado, seu marido escolheu a autodestruição. Ele passou a ser um homem de auto-estima baixa mas agiu passivamente, confrontadamente, rebeldemente e ressentidamente.
Inevitavelmente, ele descontava nos filhos do segundo casamento dela.
Estupidez
As crianças de ambos respectivos casamentos eram as maiores fontes de conflito na família. Devido ao veneno da estupidez, ela não tinha sabedoria para enxergar o verdadeiro aspecto de seus sofrimentos: as causas ruins do passado dela. Sua mente iludida a urgia para resolver o problema levando as crianças para seu lado para protegê-las. Sem o conhecimento dela , ela estava antagonizando seu marido, o qual também nutria sua hostilidade profunda em direção a todos.
Agora ela entendia que os dramas familiares de confrontação não eram nada mais que a manifestação de seu mal carma. Através de sua recitação, ela queria valorizar e pedir desculpas aos filhos dela que, por causa de seu carma dela, tiveram que nascer dela, vivendo em tal família de casamentos complicados e se esforçando, cercados pela atmosfera doméstica suscetível, fria e hostil. A oração sincera dela para seu marido baseada no mesmo ponto de vista mostrou também o espírito dela de assumir a responsabilidade sobre a discórdia e sofrimento da família. Ela jurou então praticar este Budismo para transformar sua vida, mudar seu carma e trazer felicidade a toda a família.
4. Colocando a Natureza de Buda Para Funcionar
Como ela se casou com seu marido, ela dividia o carma dele e vice versa. Ela poderia facilmente desertar dele para fugir de seu casamento em declínio mas agindo dessa forma isso nunca a ajudaria a escapar de seu carma de casamento. Porque o destino de seu marido significava tudo para ela, além de recitar e realizar a revolução humana para mudar seu próprio carma, era melhor para ela que também nutrisse a vida dele através da prática deste Budismo em sua intenção, uma vez que ele não possuía a boa sorte de abraçar este Budismo. Tal transformação de ambos interna e externamente só poderia ser atingido através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo. E não seria difícil se ela soubesse como colocar seu Estado de Buda em plena atividade.
Felizmente, em um dos livros do Pres. Ikeda (Fé em Ação) poderíamos facilmente encontrar muitas orientações referentes as características do Estado de Buda que ela poderia aplicar para dar continuidade a este empolgante objetivo novo.
Sabedoria
“Budismo é sabedoria. Desde que tenhamos Sabedoria, poderemos colocar todas as coisas da melhor forma possível e podermos mudar tudo em direção á felicidade.”
-- Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 170
Vistos através da sabedoria Budista o aspecto verdadeiro de todos os fenômenos. Era claro como cristal para ela. Portanto, a auto-fixação foi rejeitada, os três venenos colocados em quarentena e o carma transcendido e erradicado.
Não havia mais julgamentos auto-centrados, injustos ou crítica destrutiva, nem opinião unilateral e atribuição irresponsável contra seu marido. A sabedoria dela a capacitou envolver todos os fatos da vida e “Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado. CONSIDERE TANTO O SOFRIMENTO COMO A ALEGRIA COMO FATOS DA VIDA e continue orando Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça.” (WND p. 681) Ela poderia começar seu empenho de reconstruir um relacionamento sólido e saudável a qualquer momento, voluntariamente e alegremente sem nenhuma dificuldade.
Compaixão
“Compaixão é a alma do Budismo. Orar para outros, e fazer dos problemas e angústias deles, como se fossem nossos; abraçar aqueles que sofrem se tornando seus grandes aliados; e continuar a dar-lhes suporte e encorajamento até que eles venham a ser verdadeiramente felizes - é com tais ações humanistas que o Budismo de Nitiren Daishonin vive e respira.” Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 19
Com a enorme compaixão do Buda, é natural que ela respeite e aceite seu marido pelo que ele é, e coloque ela mesma em seu lugar para entender de onde ele vem e defenda o comportamento dele, descubra e ore pelas boas ações e virtudes dele, realce e ajude as habilidades dele para desenvolvimento próprio, inspirar e guia-lo para a correção de suas falhas, cuidar e orar para o bem-estar e felicidade dele, nutrir sua presença, e viver alegremente juntos sob quaisquer circunstâncias. Ele era um aliado, um companheiro íntimo e querido e juntos dividiram sua viagem de destino. A luta dele era a dor dela, o sofrimento dele a ferida dela, a segurança dele o orgulho dela e o sucesso dele a sorte dela. As duas vidas de um casal são tão intrínsecas como um corpo e sua sombra. Aniquilando o egoísmo e a atitude destrutiva dela e sentimento doentio em relação á ele, sem dúvida ele responderia em paralelo, de acordo com o principio de unicidade da vida e seu ambiente. Dessa forma, ela estava agora alterando o drama do carma dela de ruim para bom, de azedo para doce, segurando a mão dele, guiando-o para fazer a parte dele de acordo com o script revisado.
Felicidade Absoluta
“O Budismo ensina o princípio de que desejos mundanos são iluminação. Para explicar isto muito simples, desejos mundanos se referem a sofrimento e aos desejos e anseios que causam sofrimento, enquanto que iluminação se refere a obter um vasto e amplo estado de felicidade absoluta. … Mas o Budismo de Nitiren Daishonin ensina que apenas ateando fogo á madeira dos desejos mundanos pode-se atingir a chama da felicidade. Através da recitação de daimoku, nós queimamos a madeira dos desejos mundanos.” Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 39
A maior boa sorte dela foi de encontrar e abraçar o Budismo de Nitiren Daishonin nesta vida. A boa sorte da pratica dela por si só se desenvolve tão imensamente, o suficiente para beneficiar a família inteira sete gerações passadas e sete gerações futuras. Da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, todos os sofrimentos dela se tornarão felicidade absoluta.
Sabendo em que ela estava se metendo e como ela poderia sair disso custasse o que custasse, ela estava portanto capaz de abarcar e compreender qualquer situação da vida. Seu marido, mesmo não sendo um praticante deste Budismo, é dotado com igual Natureza de Buda. Sob os olhos da sabedoria dela e de seu coração compassivo ele não deveria nunca ser um problema, um incômodo ou um obstáculo no caminho dela para conduzir toda a família para obter a felicidade absoluta.
Força Vital
“Podemos atingir um estado de vida feliz que brilhe como um diamante, majestoso e indestrutível sob quaisquer circunstâncias. E podemos fazer isso nesta existência. O Sutra de Lótus existe para capacitar a todas as pessoas a atingirem tal estado de vida.” Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 97
Unindo á sabedoria do Buda, compaixão e felicidade absoluta, a força vital dela é inabalável e invencível porque cada fato está em perfeito controle dentro dela. Os assuntos com o marido, as crianças, família e trabalho; nunca mais se tornaram frustrantes, irritantes ou destrutivos. Ela vê a luz do progresso infinito e domina a força para o ilimitado avanço em cada aspecto de sua vida que esteja associado a ela. Isso se justifica apenas se armada com tal força vital forte como um diamante ela tomar atitudes corajosas para trazer á tona amrita e frutas.
5. Tomando Ações sem Precedentes
Concluindo, ela determinou agir em cada área que mencionamos aqui. Nós duas sabíamos que AÇÃO era a solução definitiva. Sem uma ação sólida, esperança, sonhos, promessas, desejos, e objetivos eram meramente ilusão. Era absolutamente vazio e sem significado.
Desde então ela tem se esforçado seguindo com seu plano detalhado de transformar a vida dela a qual certamente se estende ao seu ambiente e pessoas associadas a ela. Aqui está um breve resumo dos itens das ações dela:
A. Empenhar-se na fé, prática e estudo.
B. Lançar-se no desenvolvimento do grupo da SGI. (Depois de seis meses, agora se tornando Distrito.)
C. Executar sinceramente seu grande projeto de revolução humana.
D. Determinar seriamente um propósito completo para sua vida e trabalhar nisto.
E. Praticar este Budismo generosamente em benefício de seu marido para transformar o carma dele:
1. Injetar daimoku na vida dele para elevar sua condição de vida adicionando boa sorte.
2. Determinar especificamente os objetivos dele e recitar daimoku para eles.
3. Comunicar-se com ele através de sua recitação para purificar o relacionamento deles.
A comunicação dela com ele para abrir o Estado de Buda de ambos e dialogar com ele através de sua mente durante a recitação dela cobriu os seguintes aspectos:
a. Desculpá-lo e apreciá-lo referente a tudo na vida dele com respeito ao mal carma dela.
b. Desculpá-lo em detalhes específicos pelo mal comportamento dela e atitude iludida com referencia a ele no passado.
c. Ativar a compaixão de Buda dela para listar os bons méritos dele e abrir caminho para as contribuições dele para com a família e alguém mais, seja lá quão insignificante isso possa ser. Reconhecer, valorizar e agradecê-lo sinceramente para encorajar sua autoconfiança.
d. Refletir sobre a infância dele no passado, isto é, o carma dele. Isto explica de onde ele veio. Dividir com ele a compreensão e cuidados dela. Dizer a ele em detalhes sobre suas resoluções e ações para ajudá-lo a mudar seu destino através da prática deste Budismo a favor dele.
e. Deixá-lo saber especificamente sobre todos os esforços que ela tem colocado para o próprio avanço e desenvolvimento dela. Mostre a ele o que está preparando para oferecer em benefício de toda a família.
f. Prometer a ele que o fará o homem mais sortudo e feliz do mundo. Como a boa sorte e felicidade dele são dela também , ela então desfrutará do mesmo estado de vida.
O poder do daimoku e recitação das pessoas? A Natureza de Buda é incomensurável. Sua mensagem sincera garantidamente atingirá e alcançará a vida dele, e consequentemente, irá inspirar a resposta positiva dele. Quando ela se ver ajustada, ela irá também se comunicar com ele cara a cara e coração a coração. Se ela fizer isso, ele se sentirá tão cheio de alegria que começará a se perguntar se isso é real ou meramente um sonho.
Dez dias após nossa reunião, recebi o seguinte relatório dela. Dizia em parte:
Querida Jeanny,
Eu queria apenas escrever para te informar sobre o meu progresso. Comecei a trabalhar imediatamente, aumentando meu tempo de daimoku, e focando em uma oração que incluía tudo que conversamos. Em apenas alguns dias de recitação dessa forma nova eu senti e observei uma profunda mudança em meu ambiente. A mudança em meu estado de vida quando eu recitei minhas desculpas ao meu marido pela forma que ele havia sofrido por causa de meu carma foi surpreendente. Eu defini objetivos para ele e tenho recitado para isso. Aqui estão meus resultados de curto período:
1. Ofereceram a ele um trabalho em uma grande empresa. Minha oração para ele era que ele encontrasse um trabalho até 1 de Dezembro que lhe cairia com o uma luva. Isto teria que faze-lo tão feliz e todo mundo no trabalho teria que contar com ele. Teria que ser também um trabalho onde ele poderia ajudar as pessoas e sentir um senso de realização. E teria também eventualmente que ter uma renda maior do que a minha , dessa forma ele teria autoconfiança e orgulho.
2. Tenho recitado minhas desculpas ao meu filho também. Eu percebi que o maior problema em meu casamento tinha sido os assuntos dele com meu filho. Eu enviei minha apreciação para o meu filho como também para a parte que ele escolheu em desempenhar em meu casamento problemático assim eu pude trabalhar meu carma. Após a primeira semana de recitação dessa forma, percebi mudanças dramáticas no relacionamento de meu filho e meu marido. Eles começaram a conversar mais e ambos têm sido muito atenciosos um com o outro. Esta não era a situação em minha casa antes.
Tenho encarado os aspectos negativos e recitados para eles diariamente. Eu pedi algumas informações á minha família e amigos sobre o que eles vêm como minhas tendências negativas. Estou resolvida a criar apenas causas positivas em minha vida seguindo em frente. Sinto pela primeira vez em minha vida que estou no caminho para ser feliz, independente do que aconteça.
As coisas não estão perfeitas, meu marido ainda se zanga comigo mas minhas reações são muito mais diferentes. Eu tenho compaixão por ele quando ele fica neste estado. Eu vejo a raiva dele como meu MAL carma se evidenciando. Temos que sangrar o veneno para fora dessa forma podemos transformar o veneno em remédio. Então, eu encaro esses episódios como um beneficio para que eu possa praticar minhas BOAS causas para o kossen-rufu. Estou dedicada a cumprir minha missão nesta vida.
Amor, Ann
Consequentemente, os "relatórios de progresso" dela continuaram chegando sem parar:
12/11/2001Querida Jeanny,
Espero por minha vitória total sobre este assunto e estou muito animada em usar minha revolução humana para encorajar outros. A idéia de que eu poderei ser capaz de ajudar outros a encontrar a felicidade em seus casamentos depois de eu ter experimentado tanta derrota nesta área me parece incrível.
Na verdade eu me encontrei com uma amiga no domingo que está tendo problemas sérios no casamento dela. Ela foi atraída até a mim porque ela sabia que eu estava tendo problemas similares. Eu fui capaz de estabelecer uma relação exatamente com o sofrimento dela. Ela ficou surpresa ao ouvir que meu marido estava de volta em casa e que nós estávamos indo muito melhor. Ela quis saber como fizemos isso. Eu disse que era a minha prática Budista que fez a diferença. Ela me pediu para ir a uma reunião da SGI comigo. Eu disse a ela que através da recitação ela poderia vencer qualquer obstáculo. Ela me pediu mais informações sobre nossa organização e ela já visitou nosso site na rede e começou a aprender sobre nossa filosofia. Ela mora em outro distrito.....Vou tentar leva-la a uma reunião na área em que ela vive porque o meu grupo não se reunirá este mês.
Amor, Ann
05/12/2001Querida Jeanny,
Eu quero apenas dividir com você algum progresso. No fim de semana passado tive alguns retrocessos em meu progresso em relação a mudança de meu carma de relacionamento. Meu marido se zangou com tudo se dirigindo a mim com palavras muito ásperas. Eu realmente tentei não reagir á raiva dele com mais raiva. Usei de toda a minha coragem. Continuei pensando que eu precisava defender o seu mal comportamento como um advogado. Disse á mim mesma que ele estava nervoso devido ao seu novo trabalho e tensão sobre uma festa que estaríamos oferecendo para toda a família dele em duas semanas. Uma vez que ele havia gritado comigo eu fiquei tão zangada que fui para o meu quarto, sentei no chão e apenas recitei daimoku. Ele veio até o quarto e me disse que sentia muito. Considerando tudo isso, as coisas estavam bem melhores do que antes de eu iniciar a mudança de meu carma. Antes nós teríamos brigado e gritado e ele teria dormido no sofá. Desta vez, os problemas foram embora quando percebeu que eu o amava mesmo quando estava zangado e irado.
Eu comecei a recitar mais tempo no domingo focando em seu sentimento de amor pelos meus filhos e sentindo que era seu sangue correndo nas veias deles. Recitei também para as crianças sentirem o mesmo por ele. Na noite passada cheguei em casa e meu marido estava preparando o jantar.
As crianças estavam na cozinha falando com ele e ajudando-o. Até mesmo meu filho, quem normalmente se esconde em seu quarto estava lá falando e rindo. Enquanto colocávamos a comida em nossos pratos meu marido disse "Eu amo você". Pensando que ele estava falando comigo eu disse "Eu amo você também". Ele então disse: "Eu estava falando com as crianças". Eles ficaram tão surpresos. Ele nunca havia lhes dito que os amava, especialmente ao meu filho. Então, ambas as crianças disseram:" nós amamos você também". Eu estava chocada. Esta era exatamente a cena que eu havia imaginado em minha mente enquanto eu recitava daimoku.
Esta prática domina tantos benefícios. Tenho que continuar a desafiar a mim mesma e perceber que é sempre escuro antes do amanhecer.
Um membro me enviou um e-mail hoje, ela parece estar sofrendo muito. Espero que este meu processo possa ajuda-la tanto quanto tem me ajudado.
Obrigada,Ann
05/12/2001Querida Jeanny,
Enviei um breve e-mail para o membro que eu comentei com você, dei a ela um relato sobre os meu benefícios deste novo procedimento que você me mostrou em relação a minha vida. Eu apenas dei a ela meus resultados sem nenhum conselho. Ela disse que estava recitando daimoku por 30 minutos todo dia com pouco progresso. Respondi que quando eu senti que estava obtendo pouco progresso com 1 hora eu forcei a mim mesma para recitar mais. Sempre quando eu fiz este esforço concretizei benefícios rápido. Espero que ela veja alguns benefícios logo assim ela será encorajada. Curando o relacionamento dela traria tanta felicidade á vida dela.
Percebi que o caminho que usei para recitar daimoku para ao meu relacionamento não estava trazendo resultados. Quando eu mudei meu foco de consertar o meu marido para consertar a mim mesma, todos os benefícios começaram a fluir. Esta prática é poderosa, mas determinação é a chave...
Amor, Ann
10/12/2001Querida Jeanny,
Uma mulher veio até a mim no trabalho hoje e me confidenciou que o relacionamento dela com seu marido é muito ruim, e a filha dela de 10 anos é de gritar, chorar e berrar o tempo todo.
Existem tantas pessoas neste mundo que vivem no estado de inferno por causa do relacionamento deles com as pessoas mais próximas a eles. Estou convencida de isto é o maior sofrimento para as pessoas em nosso mundo. Estou determinada a mostrar a prova real deste processo assim minhas experiências encorajaram outros que precisam de ajuda. Este trabalho tem de ser levado ás pessoas assim nossas casas ficarão cheias de paz, amor e harmonia.
Amor, Ann
04/02/2002Querida Jeanny,
Estou recitando fortemente para meu marido. Ele fará um teste importante no trabalho em 19 de fevereiro. Ele tem de passar neste teste para ir para a frente com a empresa. Estou recitando para que cada minuto de estudo dele tenha o efeito uma pessoa estudando por 100 minutos. Espero que seja consistente com seu próprio carma para que ele atinja seu objetivo. Me deseje sucesso.
Amor, Ann
15/02/2002Querida Jeanny,
Tinha que te enviar este e-mail para dividir com vocês os resultados de minha campanha de daimoku para que meu marido passasse nos testes. Como você sabe, ele tem estudado para estes testes por 3 meses. Se ele não atingisse o grau 70 ou acima ele seria demitido imediatamente. Ele teria apenas uma chance para passar no teste. Como você sugeriu, eu recitei para que um minuto de estudo dele seria igual a 100 minutos de uma pessoa normal. Recitei para que todas as perguntas seriam do material que ele estudou. E recitei para ele conseguir a pontuação mais alta de todas as pessoas que começaram este programa com ele. Ele pegou um resfriado forte na segunda feira e eu estava preocupada que isso afetaria o teste dele. Ele fez o teste ontem durante 6 horas e meia. Ele me ligou a meio caminho do teste e disse que não achava que estava indo bem. Eu o encorajei dizendo que se ele limpasse sua mente da dúvida e abrisse a si mesmo para o conhecimento que ele tinha armazenado de todas as horas de estudo ele triunfaria.
O resultado é que ele passou o teste com pontuação 89! Esta foi a pontuação mais alta de todas as pessoas do grupo. Ele sabia de minha campanha de daimoku e eu acho que ele está acreditando que realmente há alguma coisa nesta prática.
Amor, Ann
25/02/2002Querida Jeanny,
Eu fiquei tão feliz que tantas pessoas apareceram em nossa reunião da Divisão Feminina. Minha esperança é de que o entusiasmo e esforços sinceros de meu grupo trarão muitos membros novos para esta prática. Eu continuo a recitar pelo sucesso de meu marido em seu novo risco. Ele teve outro teste na última sexta-feira e eu recitei para que ele conseguisse um grau "A" no teste. ele conseguiu 97 pontos de 100! Ele continua a desafiar a si mesmo e vencer. Estou focando em meu daimoku para que ele possa ter renda do trabalho dele tão rápido quanto possível.
Amor, Ann
14/03/2002Querida Jeanny,
Tinha que dividir isso com você! Meu marido completou seu teste final em direção a seu objetivo no trabalho. Ele passou todos os testes com louvor. Isso foi uma clara vitória para ele.
Ele tem muitos obstáculos a enfrentar ainda antes de mudar seu carma negativo profissional.. mas tenho confiança de que ele vencerá. Eu estou saindo com ele hoje para um jantar especial para comemorar. Obrigada por me ajudar a ver o poder máximo do Gohonzon e direcionar meu daimoku para a vida dele. Dessa forma meu carma pôde ser erradicado. A auto-estima dele está brilhando absolutamente no rosto dele. Fui a primeira pessoa para quem ele telefonou depois do teste e eu senti tanto entusiasmo e compaixão por ele e sua realização.
Fé iguala-se á vida diária....tenho certeza disto.
Amor, Ann
22/03/2002Querida Jeanny,
Ontem á noite fui a reunião introdutória na SJCC e minha shakubuku recebeu seu Gohonzon. Foi um grande momento. muitas pessoas de distrito dela estavam lá para dar seu apoio. Estou pensando em dar apoio a um novo membro em meu grupo em consagrar o Gohonzon na casa dela e ajuda-la no início da prática. Sinto que ela é bem estudada e pode precisar de algum apoio em aceitar a prática literalmente (significa, você tem que fazer daimoku) e não apenas intelectualmente. Eu deverei tomar a liderança aqui?
Eu vou tentar também trazer um novo membro a minha casa no sábado para recitar daimoku por duas horas. Preciso de daimoku e penso que se eu recitar ela fará o mesmo.
Amor, Ann
01/05/2002Querida Jeanny,
Estou indo muito bem, muito ocupada com meu grupo. Estou tão feliz de estar em contato com os membros do meu grupo. É meu benefício poder fazer parte da vida deles. Me sinto como se finalmente e realmente esteja vivendo as orientações do Pres. Ikeda de ter como prioridade o suporte aos membros do grupo. Se eu puder ajudar a criar membros fortes neste grupo cheios de felicidade, que estejam armados com a Lei Mística, então esta prática certamente irá se propagar para outros e o kossen-rufu será realizado. Parece tão claro agora como fazer isso. Agradeço a você por me mostrar como realizar minha revolução humana assim eu pude vencer meu carma e meu sofrimento próprios abrindo a mim mesma para os outros.
O que eu tenho que fazer agora é encontrar mais tempo para visitar mais pessoas. Estou cheia de energia para realizar o kossen-rufu.
Tenha uma excelente viagem. Viaje em segurança.
Amor, Ann
28/05/2002Querida Jeanny,
Bem-vinda de volta..
Os líderes do meu bloco querem que meu grupo se transforme em um distrito. Eles têm me perguntado se eu quero ser a vice-líder do distrito. Eu disse ótimo.
Eu estou indo muito bem. Meu marido continua a avançar e atingir seus objetivos. Estou tão animada sobre esta aproximação com a prática. Sinto que trabalhando para este novo distrito fará minha prática ainda mais forte.
Espero que você tenha tido uma viagem agradável e segura. Esperando vê-la e ouvir tudo sobre esta viagem.
Amor, Ann
14/06/2002Querida Jeanny,
Eu queria apenas escrever e dividir outro beneficio deste grande processo de transformação cármica que você me ensinou. No último fim de semana meu marido e eu estávamos nos preparando para ir a uma festa de aniversário de um membro da família dele. Eu estava me aprontando e ele veio ao quarto muito bravo. Começou a reclamar que meu filho deixou pratos sujos perto do computador. Meu marido foi usar o computador e encontrou a bagunça. Ele estava muito bravo e queria saber o que eu ia fazer sobre isto. Fui até lá imediatamente e limpei a bagunça. Mas isso não reduziu a ira de meu marido. Continuou a reclamar e perguntar como eu iria fazer para ter certeza de que isso não aconteceria de novo. Tentei acalma-lo dizendo que falaria com meu filho e deixaria claro que isto não deveria acontecer novamente ou ele perderia o privilégio de usar o computador. A cara de meu marido ainda queimava de raiva. Enquanto nos dirigíamos para o carro meu marido disse: " se você não quiser ir, você não precisa". Eu fiquei surpresa; eu nunca disse que eu não queria ir. Expliquei que realmente queria ir a festa. Meu marido saiu então do carro, bateu a porta e foi para a garagem. Me sentei por alguns minutos tentando entender o que estava acontecendo. No passado tínhamos muito dessas "explosões' . Essas brigas continham muita gritaria e terminava com um de nós saindo de casa por muitas horas. Normalmente quando meu marido se comportava dessa forma eu ficava muito zangada e começava a gritar como ele estava se comportando de forma injusta e desprezível. Mas dessa vez eu não senti nenhuma raiva. Ao invés de culpa-lo por me tratar mal eu imediatamente tentei pensar o que estava causando esta raiva nele. Passei a ser seu advogado outra vez e tentar defender seu mau comportamento identificando a causa como se estivesse procurando o espinho na pata do leão.
Percebi que era domingo, o único dia de meu marido fora do trabalho. Ele se sentia frustrado por ter que usar este único dia livre para ir á essa festa da família. Ele adora sua família mas estava se sentindo muito estressado sobre realizar algumas tarefas da casa. A bagunça de meu filho fez com que ele visse mais uma tarefa a ser feita. Com isto em mente, fui para a garagem. Ele ainda estava muito bravo. Disse para mim:" Talvez eu devesse fazer as malas e ir embora."! Não pude acreditar que ele pudesse mesmo pensar dessa forma. Corri para ele e segurei suas mãos e disse que eu o amava profundamente , que qualquer coisa que precisasse ser feita na casa eu faria, que ele usasse o dia e relaxasse da forma que quisesse. Então, ele olhou para mim e seu rosto inteiro mudou. Coloquei em palavras a frustração que ele estava sentindo. Naquele momento seu amor por mim foi tão claro. Me deu um grande abraço e se desculpou. Fomos para a festa da família e passamos uma tarde relaxante na piscina.
Com esta experiência realmente ficou claro para mim como os dez mundos podem aparecer em nossas vidas. Por causa de meu estado de vida elevado, fui capaz de ver o sofrimento de meu marido no mundo do inferno. Ele se sentiu preso por todas as suas responsabilidades. Mas ao invés de me unir a ele no Inferno e brigar com ele naquele mundo, fui capaz de ficar firme no mundo superior e ao mesmo tempo conectada a ele. Uma vez que ouviu a minha mensagem de amor e compaixão deste estado elevado, imediatamente se uniu a mim lá. A felicidade que sentiu quando saiu do mundo de Inferno era visível em seu rosto. É realmente verdade que onde o Buda mora passa a ser a Terra do Buda . Eu tive um efeito imediato no ambiente! Na verdade eu não senti ira ou fiz julgamento ou tive ressentimento em relação a ele. Eu senti apenas compaixão e amor. Posso ver agora como Nitiren Daishonin era capaz de ver até seus executores com amor. De seu estado de vida e Estado de Buda elevados ele pôde perceber o ódio e a ira deles e sentiu compaixão.
Isso realmente funciona......Eu devo recitar, recitar e recitar para manter minha condição de vida elevado.
Todo o meu amor,Ann
Com as atualizações contínuas de Ann, o avanço na prática e a vida se abriram graciosamente e espantosamente. No dia em que ela abriu sua vida para conversar comigo, eu sabia muito claramente quais seriam os resultados baseados na sinceridade dela porque eu tenho fé absoluta no Budismo de Nitiren Daishonin. De qualquer forma, cada vez que recebia seus e-mails de atualização, meu coração ainda batia com emoção e chorava de alegria.
Graças a tremenda compaixão dela em seu caminho para a felicidade e trazer felicidade para a família e muitos outros, concordou em dividir o processo acima em maiores detalhes.
Depois de tudo, foi como a longa batalha da vida dela encontrou seu significado máximo.
O endereço eletrônico de Jeanny é: Recomende este artigo a um amigo ou amiga.
Por Jeanny Chen, Saratoga, California.
tradução por Milla Queiroga
Disponível em http://www.happyjeanny.com/
Os relacionamentos são provavelmente o problema número um que todos os seres humanos têm de lidar, além de nascimento, velhice, doença e morte. Se houver duas pessoas envolvidas em um assunto, isto será raramente simples e fácil de entender. Isto é mais verdadeiro entre um marido e uma esposa cujas vidas estão fortemente ligadas em quase todos os aspectos. Portanto, um casal encontra facilmente a necessidade de melhorar o relacionamento procurando um conselheiro matrimonial. Eventualmente, muitos ainda têm que entrar com um processo de separação ou divórcio devido a falha deles em administrar um casamento forte e saudável.
Como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin somos afortunados em ter a oportunidade de aprender os ensinamentos profundos deste Budismo. Desde que verdadeiramente entendamos e realmente apliquemos estes ensinamentos em nossas vidas, seremos capazes de construir sem ajuda um relacionamento de sucesso com confiança e alegria mas sem sentir a necessidade de fazer concessões, reprimir, sem ressentimentos ou experimentar resistência. Isto é um beneficio privilegiado inerente em nossa prática mas muitos de nós não têm consciência disso. Aparentemente, não ocorre a muitos praticantes que eles têm a chave para mudar a situação. Isto me lembra a parábola do oitavo capitulo do Sutra de Lótus. Um amigo de um homem pobre costurou uma jóia valiosa na barra de seu manto sem o conhecimento deste.
“Ele viajava de um lugar a outro e por muitos países, procurando comida e agasalho para manter-se vivo, achava muito difícil encontrar seu próprio sustento. Fazia o que podia do pouco que conseguia obter e nunca esperou nada melhor, inconsciente de que na barra de seu manto ele tinha uma jóia de valor incalculável.” O Sutra de Lotus, traduzido por Burton Watson, p.152
Isso pode soar muito bom para ser verdade, mas não é. De qualquer modo, isso é verdade somente se estivermos determinados a dissolver os conflitos assumindo a responsabilidade e transformando a nós mesmos primeiro. Quando avaliamos nossa situação como nossa responsabilidade e não como culpa de alguém, então não temos absolutamente ressentimentos dentro de nós. Desta forma, mantemos ativamente o total controle de nossas vidas. Com tal atitude, fazemos transformações internas voluntariamente. Conseqüentemente, nosso ambiente e as pessoas ao nosso redor responderão ás nossas vidas com energia positiva. Mas se escolhermos favorecer a nós mesmos, e sempre nos ressentirmos, reclamar, culpar aos outros e exigir que outros se dêem por vencidos, ambos, e nós mesmos, iremos sofrer no final com certeza.
Certamente, todos batalhariam por um final feliz se soubessem que uma pessoa sozinha poderia fazer uma reviravolta em um relacionamento que envolve duas pessoas. Para atingir este objetivo, a premissa é que qualquer coisa que pensemos, digamos e façamos, teremos que ter certeza de que tudo irá contribuir para a concretização do objetivo. Temos que rejeitar qualquer coisa que nos desvie por um mínimo que seja do nosso objetivo, sem um segundo de hesitação. Se observarmos e mantivermos nossos pensamentos, palavras e ações muito estritamente, nossas tarefas estarão literalmente meio realizadas. O que é deixado para nós será trabalharmos em nossa revolução humana, estabelecer objetivos, recitação, oração e tomar as ações necessárias, baseadas em nosso entendimento correto das muitas filosofias Budistas tais como carma, 3 venenos e a Natureza de Buda. Todos os esforços que colocamos adiante irão beneficiar a toda nossa existência, não apenas nosso relacionamento.
Um membro e eu praticamos na mesma Região da SGI. Ela me solicitou não usar o nome dela neste documento afim de proteger a privacidade de sua família, então eu a chamarei de Ann. Tudo isto começou quando ela finalmente determinou que tinha que fazer alguma coisa para romper sua vida de sofrimento eterno. Tivemos então, uma longa conversa para rever cada aspecto da vida dela, centralizando no casamento sombrio.
Num esforço para demonstrar efetivamente os resultados de minha missão pelo kossen-rufu, eu humildemente pensei que poderia demonstrar melhor se gravasse toda a reunião item a item, aos limites de minha habilidade e esforços, e os esforços e batalha dela em direção a revolução humana; exatamente como isso aconteceu, continuamente, verdadeiramente e abertamente:
1. Determinando que Caminho Seguir
Minha primeira pergunta foi se ela queria subverter a situação ou desistir. A resposta foi de vencer. Desse modo, a decisão dela determinou como seria o resto da conversa. Discutimos então como seria feita a abordagem que a levaria ao objetivo da vitória. Ela concordou dali em diante não pensar , falar ou fazer absolutamente qualquer coisa que contribuísse para resultados em domínios opostos.
2. Entendendo o Carma e Aceitando total Responsabilidade
Como Budistas, deveríamos aprender como perceber o aspecto real, em termos de carma, de todo acontecimento que encontramos durante nossas vidas. Há muitas fontes para podermos aprender delas. O Gosho, o Presidente Ikeda e as publicações da SGI, todos falam sobre carma. Se entendermos esta verdade latente e enfrentá-las honestamente com tal sabedoria e atitude corretas, nada neste planeta jamais viria a ser um problema para nos derrotar ou causar problemas. Em outras palavras, através da implementação de nosso conhecimento por si só, podemos minimizar o impacto de nosso sofrimento de qualquer espécie.
Tenho tido várias oportunidades de ajudar membros a entender como vencer seus desafios. Não importa quais sejam os problemas, minhas experiências me convenceram de que começando com uma cuidadosa elucidação sobre seus carmas, pavimentará essencialmente uma base sólida que as levará à vitória.
Portanto, recomendei fortemente que ela observasse seriamente esse assunto e passasse a ser o mestre de seu carma, transcendendo-o e não sendo escravizada por ele. Fortalecendo seus esforços na fé, prática e estudo elevariam sua condição de vida e lhe dariam a força e sabedoria que ela precisaria para mudar a situação. Usando a história de meu próprio carma e sofrimento, expliquei a ela o verdadeiro aspecto dela. No passado, aquelas causas feitas por ela através de seus pensamentos, palavras e ações passaram a ser o roteiro do drama de seu carma. Ela precisou de pessoas e acontecimentos para executar o carma dela, em exato acordo com seu script, assim poderia encará-lo e erradicá-lo.
Através do casamento deles, culpava seu marido por tudo de que ela não gostava. Nada positivo acontecia dos esforços de desejar e forçar o marido a mudar. O tempo foi passando, a frustração aumentando e o relacionamento deles piorando ao ponto dela eventualmente chuta-lo para fora de casa por muitos dias. Agora teve que perceber, do ponto de vista de seu próprio carma, que isto não era responsabilidade dele. Isto era e será problema dela profundamente enraizado em sua vida. Para erradicar o carma de alguém através da prática Budista não é um mero conceito ou desejo passivo. É uma ação realista e concreta que se alguém trabalhar minuciosamente, colherá o resultado desejado.
Apenas através da prática do Budismo de Nitiren Daishonin, trabalhando da parte dela e internamente ela poderia iniciar e liderar o processo de transformar o carma e mudar o relacionamento. Acima de tudo, é uma tarefa imensa mudar a si mesma. Exclusivamente para mudar outros. Teve que parar de contar com as atitudes dele. Desta forma, ela poderia tomar total controle sobre seu destino.
A verdade é que, por causa da missão de seu marido na vida dela, ele teve que desempenhar um papel exatamente de acordo como ela havia escrito a história de seu carma. Ele não teve outra escolha em termos de associação com o carma dela. Vivendo a vida dele como um marido sem sucesso e assim por diante, ele sofreu também. Portanto, sugeri a ela abrir o Estado de Buda dela e dele, e então se comunicar com ele em mente e coração, através da recitação dela.
Em suas orações, pôde se desculpar com ele por ter usado a própria vida dele para enfrentar a luta de se associar ao carma dela de possuir o carma de vários casamentos fracassados. Por essa mesma razão, também precisaria apreciá-lo. Porque de outra forma, seu carma nunca poderia ser desempenhado e não poderia ser erradicado. Mais que isso, na realidade da vida deles, existiam fatos evidentes que ela poderia detectar com sinceridade e compaixão, e incluir nas orações dela apreciação e desculpas ao marido. Da perspectiva Budista, o impasse da vida dela é na verdade um impulso para procurar a solução e determinar mudar. O sofrimento dela é também essencial para desenvolver sua capacidade de cumprir sua missão de propagar este Budismo. Em outras palavras, as funções de seu marido como "zenshiki" (bom amigo). Com a realização de sua verdadeira missão, uma prática diligente viria naturalmente.
Sofrer não seria mais um negócio. Neste caso, ela teve que colocar um fim ao sofrimento do carma. Seus pedidos de desculpas e gratidão pela missão de seu marido manifestar o mal carma dela teve portanto um senso de liberta-lo de atuar no papel de um marido inadequado. Através da mudança da atitude dela própria de aceitar seu marido, parou de perpetuar sua má associação com ele.
Ao invés, começou a criar boas causas do mal carma existente, beneficiando o relacionamento deles. Era tão claro o que poderia esperar deste relacionamento no futuro. Ela poderia então dar um passo adiante para rescrever o destino coletivo deles através de:
3. Refletindo Sobre os 3 Venenos
Eu então ajudei-a a refletir sobre si mesma baseada nos três venenos - avareza, ira e estupidez. Aqui estão alguns exemplos:
Avareza
Para mim, seria difícil para ela encontrar outro homem cuja força e interesses suplementassem perfeitamente a fraqueza dela, mas aqueles pontos fracos lisonjeavam os méritos dela. Ele é um faz-tudo. Ele adora cozinhar comida gourmet e cuida bem das tarefas da casa, coisas que ela não tinha interesse. Por causa de tais peculiaridades, ele poderia ter de alguma forma negligenciado o desenvolvimento de suas habilidades para avançar na carreira. Como resultado, perdeu seu emprego várias vezes durante anos.
Ao mesmo tempo, logo que Ann iniciou esta prática, seu objetivo básico era de melhorar sua situação financeira, o que resultou em benefícios incríveis. Ela obteve um grande aumento salarial, foi admitida como executiva em uma nova empresa e certamente, multiplicou o valor de seu salário. A carreira fracassada de seu marido contrastava com o recente triunfo tão abruptamente merecido que falhou em ver e reconhecer a contribuição dele especialmente em casa. Ao invés, passou a ser arrogante, pensando que era superior a ele.
Seu ego mesquinho estava sendo avarento, exigindo que ele chegasse próximo a perfeição. Mas francamente, será que ela mesma era perfeita? Se ele fosse um cara perfeito, ele poderia ter saído para procurar outra mulher igualmente perfeita. No final da análise, embora com a atitude errada, ela teve muita sorte de ser capaz de tomar uma postura “superior” porque ele estava longe de ser perfeito.
Ira
O Budismo de Nitiren Daishonin nos ensina a transformar o veneno em remédio para criar valor seja como for. Como respondemos ao nosso ambiente e ás pessoas ao nosso redor passa a ser a essência de nossa vida. Como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin, deveríamos ser confiantes de que possuímos toda a sabedoria, força e meios necessários para não deixarmos qualquer situação atrapalhar ou abalar nossa vida. Isto deveria ser o mínimo benefício que podemos conseguir para proteger nossas vidas através desta prática Budista.
Seu marido era obcecado por programas de esportes na TV. Ele não queria desistir de sua diversão favorita. Não havia jeito dela regular o tempo livre dele. Ela não suportava aquilo, e fez disso um grande motivo para discussões. Por que prejudicar e colocar o relacionamento em um beco sem saída sobre um assunto de pouca ou nenhuma importância?
Se ela observasse isso pelo lado bom, não seria legal que ele preferisse ficar com ela do lado por horas, sentado no sofá, assistindo TV? Isso era realmente um hobbie saudável para ele desafogar suas frustrações e pressão do que sair e se meter com outras mulheres ou de se embebedar no bar, nada incomum para os homens. Se ela tivesse compaixão e sabedoria para aceita-lo, poderia ou se sentar com ele e tentar aprender sobre aqueles esportes, ou simplesmente ler seus próprios livros ou fazer alguma coisa enquanto mantinha a companhia dele em casa, mas o deixando em paz.
Ao invés, ela respondia com raiva contra a coisa que ele gostava de fazer, sendo um adulto amadurecido, um homem com dignidade e o chefe dos assuntos domésticos. Ela parecia estar agindo baseada em seu caráter dominador sem muito respeito ou consideração por ele, seu suposto reverso na vida. Se sentindo magoado, menosprezado e desvalorizado, seu marido escolheu a autodestruição. Ele passou a ser um homem de auto-estima baixa mas agiu passivamente, confrontadamente, rebeldemente e ressentidamente.
Inevitavelmente, ele descontava nos filhos do segundo casamento dela.
Estupidez
As crianças de ambos respectivos casamentos eram as maiores fontes de conflito na família. Devido ao veneno da estupidez, ela não tinha sabedoria para enxergar o verdadeiro aspecto de seus sofrimentos: as causas ruins do passado dela. Sua mente iludida a urgia para resolver o problema levando as crianças para seu lado para protegê-las. Sem o conhecimento dela , ela estava antagonizando seu marido, o qual também nutria sua hostilidade profunda em direção a todos.
Agora ela entendia que os dramas familiares de confrontação não eram nada mais que a manifestação de seu mal carma. Através de sua recitação, ela queria valorizar e pedir desculpas aos filhos dela que, por causa de seu carma dela, tiveram que nascer dela, vivendo em tal família de casamentos complicados e se esforçando, cercados pela atmosfera doméstica suscetível, fria e hostil. A oração sincera dela para seu marido baseada no mesmo ponto de vista mostrou também o espírito dela de assumir a responsabilidade sobre a discórdia e sofrimento da família. Ela jurou então praticar este Budismo para transformar sua vida, mudar seu carma e trazer felicidade a toda a família.
4. Colocando a Natureza de Buda Para Funcionar
Como ela se casou com seu marido, ela dividia o carma dele e vice versa. Ela poderia facilmente desertar dele para fugir de seu casamento em declínio mas agindo dessa forma isso nunca a ajudaria a escapar de seu carma de casamento. Porque o destino de seu marido significava tudo para ela, além de recitar e realizar a revolução humana para mudar seu próprio carma, era melhor para ela que também nutrisse a vida dele através da prática deste Budismo em sua intenção, uma vez que ele não possuía a boa sorte de abraçar este Budismo. Tal transformação de ambos interna e externamente só poderia ser atingido através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo. E não seria difícil se ela soubesse como colocar seu Estado de Buda em plena atividade.
Felizmente, em um dos livros do Pres. Ikeda (Fé em Ação) poderíamos facilmente encontrar muitas orientações referentes as características do Estado de Buda que ela poderia aplicar para dar continuidade a este empolgante objetivo novo.
Sabedoria
“Budismo é sabedoria. Desde que tenhamos Sabedoria, poderemos colocar todas as coisas da melhor forma possível e podermos mudar tudo em direção á felicidade.”
-- Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 170
Vistos através da sabedoria Budista o aspecto verdadeiro de todos os fenômenos. Era claro como cristal para ela. Portanto, a auto-fixação foi rejeitada, os três venenos colocados em quarentena e o carma transcendido e erradicado.
Não havia mais julgamentos auto-centrados, injustos ou crítica destrutiva, nem opinião unilateral e atribuição irresponsável contra seu marido. A sabedoria dela a capacitou envolver todos os fatos da vida e “Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado. CONSIDERE TANTO O SOFRIMENTO COMO A ALEGRIA COMO FATOS DA VIDA e continue orando Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça.” (WND p. 681) Ela poderia começar seu empenho de reconstruir um relacionamento sólido e saudável a qualquer momento, voluntariamente e alegremente sem nenhuma dificuldade.
Compaixão
“Compaixão é a alma do Budismo. Orar para outros, e fazer dos problemas e angústias deles, como se fossem nossos; abraçar aqueles que sofrem se tornando seus grandes aliados; e continuar a dar-lhes suporte e encorajamento até que eles venham a ser verdadeiramente felizes - é com tais ações humanistas que o Budismo de Nitiren Daishonin vive e respira.” Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 19
Com a enorme compaixão do Buda, é natural que ela respeite e aceite seu marido pelo que ele é, e coloque ela mesma em seu lugar para entender de onde ele vem e defenda o comportamento dele, descubra e ore pelas boas ações e virtudes dele, realce e ajude as habilidades dele para desenvolvimento próprio, inspirar e guia-lo para a correção de suas falhas, cuidar e orar para o bem-estar e felicidade dele, nutrir sua presença, e viver alegremente juntos sob quaisquer circunstâncias. Ele era um aliado, um companheiro íntimo e querido e juntos dividiram sua viagem de destino. A luta dele era a dor dela, o sofrimento dele a ferida dela, a segurança dele o orgulho dela e o sucesso dele a sorte dela. As duas vidas de um casal são tão intrínsecas como um corpo e sua sombra. Aniquilando o egoísmo e a atitude destrutiva dela e sentimento doentio em relação á ele, sem dúvida ele responderia em paralelo, de acordo com o principio de unicidade da vida e seu ambiente. Dessa forma, ela estava agora alterando o drama do carma dela de ruim para bom, de azedo para doce, segurando a mão dele, guiando-o para fazer a parte dele de acordo com o script revisado.
Felicidade Absoluta
“O Budismo ensina o princípio de que desejos mundanos são iluminação. Para explicar isto muito simples, desejos mundanos se referem a sofrimento e aos desejos e anseios que causam sofrimento, enquanto que iluminação se refere a obter um vasto e amplo estado de felicidade absoluta. … Mas o Budismo de Nitiren Daishonin ensina que apenas ateando fogo á madeira dos desejos mundanos pode-se atingir a chama da felicidade. Através da recitação de daimoku, nós queimamos a madeira dos desejos mundanos.” Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 39
A maior boa sorte dela foi de encontrar e abraçar o Budismo de Nitiren Daishonin nesta vida. A boa sorte da pratica dela por si só se desenvolve tão imensamente, o suficiente para beneficiar a família inteira sete gerações passadas e sete gerações futuras. Da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, todos os sofrimentos dela se tornarão felicidade absoluta.
Sabendo em que ela estava se metendo e como ela poderia sair disso custasse o que custasse, ela estava portanto capaz de abarcar e compreender qualquer situação da vida. Seu marido, mesmo não sendo um praticante deste Budismo, é dotado com igual Natureza de Buda. Sob os olhos da sabedoria dela e de seu coração compassivo ele não deveria nunca ser um problema, um incômodo ou um obstáculo no caminho dela para conduzir toda a família para obter a felicidade absoluta.
Força Vital
“Podemos atingir um estado de vida feliz que brilhe como um diamante, majestoso e indestrutível sob quaisquer circunstâncias. E podemos fazer isso nesta existência. O Sutra de Lótus existe para capacitar a todas as pessoas a atingirem tal estado de vida.” Presidente Ikeda, Fé em Ação, p. 97
Unindo á sabedoria do Buda, compaixão e felicidade absoluta, a força vital dela é inabalável e invencível porque cada fato está em perfeito controle dentro dela. Os assuntos com o marido, as crianças, família e trabalho; nunca mais se tornaram frustrantes, irritantes ou destrutivos. Ela vê a luz do progresso infinito e domina a força para o ilimitado avanço em cada aspecto de sua vida que esteja associado a ela. Isso se justifica apenas se armada com tal força vital forte como um diamante ela tomar atitudes corajosas para trazer á tona amrita e frutas.
5. Tomando Ações sem Precedentes
Concluindo, ela determinou agir em cada área que mencionamos aqui. Nós duas sabíamos que AÇÃO era a solução definitiva. Sem uma ação sólida, esperança, sonhos, promessas, desejos, e objetivos eram meramente ilusão. Era absolutamente vazio e sem significado.
Desde então ela tem se esforçado seguindo com seu plano detalhado de transformar a vida dela a qual certamente se estende ao seu ambiente e pessoas associadas a ela. Aqui está um breve resumo dos itens das ações dela:
A. Empenhar-se na fé, prática e estudo.
B. Lançar-se no desenvolvimento do grupo da SGI. (Depois de seis meses, agora se tornando Distrito.)
C. Executar sinceramente seu grande projeto de revolução humana.
D. Determinar seriamente um propósito completo para sua vida e trabalhar nisto.
E. Praticar este Budismo generosamente em benefício de seu marido para transformar o carma dele:
1. Injetar daimoku na vida dele para elevar sua condição de vida adicionando boa sorte.
2. Determinar especificamente os objetivos dele e recitar daimoku para eles.
3. Comunicar-se com ele através de sua recitação para purificar o relacionamento deles.
A comunicação dela com ele para abrir o Estado de Buda de ambos e dialogar com ele através de sua mente durante a recitação dela cobriu os seguintes aspectos:
a. Desculpá-lo e apreciá-lo referente a tudo na vida dele com respeito ao mal carma dela.
b. Desculpá-lo em detalhes específicos pelo mal comportamento dela e atitude iludida com referencia a ele no passado.
c. Ativar a compaixão de Buda dela para listar os bons méritos dele e abrir caminho para as contribuições dele para com a família e alguém mais, seja lá quão insignificante isso possa ser. Reconhecer, valorizar e agradecê-lo sinceramente para encorajar sua autoconfiança.
d. Refletir sobre a infância dele no passado, isto é, o carma dele. Isto explica de onde ele veio. Dividir com ele a compreensão e cuidados dela. Dizer a ele em detalhes sobre suas resoluções e ações para ajudá-lo a mudar seu destino através da prática deste Budismo a favor dele.
e. Deixá-lo saber especificamente sobre todos os esforços que ela tem colocado para o próprio avanço e desenvolvimento dela. Mostre a ele o que está preparando para oferecer em benefício de toda a família.
f. Prometer a ele que o fará o homem mais sortudo e feliz do mundo. Como a boa sorte e felicidade dele são dela também , ela então desfrutará do mesmo estado de vida.
O poder do daimoku e recitação das pessoas? A Natureza de Buda é incomensurável. Sua mensagem sincera garantidamente atingirá e alcançará a vida dele, e consequentemente, irá inspirar a resposta positiva dele. Quando ela se ver ajustada, ela irá também se comunicar com ele cara a cara e coração a coração. Se ela fizer isso, ele se sentirá tão cheio de alegria que começará a se perguntar se isso é real ou meramente um sonho.
Dez dias após nossa reunião, recebi o seguinte relatório dela. Dizia em parte:
Querida Jeanny,
Eu queria apenas escrever para te informar sobre o meu progresso. Comecei a trabalhar imediatamente, aumentando meu tempo de daimoku, e focando em uma oração que incluía tudo que conversamos. Em apenas alguns dias de recitação dessa forma nova eu senti e observei uma profunda mudança em meu ambiente. A mudança em meu estado de vida quando eu recitei minhas desculpas ao meu marido pela forma que ele havia sofrido por causa de meu carma foi surpreendente. Eu defini objetivos para ele e tenho recitado para isso. Aqui estão meus resultados de curto período:
1. Ofereceram a ele um trabalho em uma grande empresa. Minha oração para ele era que ele encontrasse um trabalho até 1 de Dezembro que lhe cairia com o uma luva. Isto teria que faze-lo tão feliz e todo mundo no trabalho teria que contar com ele. Teria que ser também um trabalho onde ele poderia ajudar as pessoas e sentir um senso de realização. E teria também eventualmente que ter uma renda maior do que a minha , dessa forma ele teria autoconfiança e orgulho.
2. Tenho recitado minhas desculpas ao meu filho também. Eu percebi que o maior problema em meu casamento tinha sido os assuntos dele com meu filho. Eu enviei minha apreciação para o meu filho como também para a parte que ele escolheu em desempenhar em meu casamento problemático assim eu pude trabalhar meu carma. Após a primeira semana de recitação dessa forma, percebi mudanças dramáticas no relacionamento de meu filho e meu marido. Eles começaram a conversar mais e ambos têm sido muito atenciosos um com o outro. Esta não era a situação em minha casa antes.
Tenho encarado os aspectos negativos e recitados para eles diariamente. Eu pedi algumas informações á minha família e amigos sobre o que eles vêm como minhas tendências negativas. Estou resolvida a criar apenas causas positivas em minha vida seguindo em frente. Sinto pela primeira vez em minha vida que estou no caminho para ser feliz, independente do que aconteça.
As coisas não estão perfeitas, meu marido ainda se zanga comigo mas minhas reações são muito mais diferentes. Eu tenho compaixão por ele quando ele fica neste estado. Eu vejo a raiva dele como meu MAL carma se evidenciando. Temos que sangrar o veneno para fora dessa forma podemos transformar o veneno em remédio. Então, eu encaro esses episódios como um beneficio para que eu possa praticar minhas BOAS causas para o kossen-rufu. Estou dedicada a cumprir minha missão nesta vida.
Amor, Ann
Consequentemente, os "relatórios de progresso" dela continuaram chegando sem parar:
12/11/2001Querida Jeanny,
Espero por minha vitória total sobre este assunto e estou muito animada em usar minha revolução humana para encorajar outros. A idéia de que eu poderei ser capaz de ajudar outros a encontrar a felicidade em seus casamentos depois de eu ter experimentado tanta derrota nesta área me parece incrível.
Na verdade eu me encontrei com uma amiga no domingo que está tendo problemas sérios no casamento dela. Ela foi atraída até a mim porque ela sabia que eu estava tendo problemas similares. Eu fui capaz de estabelecer uma relação exatamente com o sofrimento dela. Ela ficou surpresa ao ouvir que meu marido estava de volta em casa e que nós estávamos indo muito melhor. Ela quis saber como fizemos isso. Eu disse que era a minha prática Budista que fez a diferença. Ela me pediu para ir a uma reunião da SGI comigo. Eu disse a ela que através da recitação ela poderia vencer qualquer obstáculo. Ela me pediu mais informações sobre nossa organização e ela já visitou nosso site na rede e começou a aprender sobre nossa filosofia. Ela mora em outro distrito.....Vou tentar leva-la a uma reunião na área em que ela vive porque o meu grupo não se reunirá este mês.
Amor, Ann
05/12/2001Querida Jeanny,
Eu quero apenas dividir com você algum progresso. No fim de semana passado tive alguns retrocessos em meu progresso em relação a mudança de meu carma de relacionamento. Meu marido se zangou com tudo se dirigindo a mim com palavras muito ásperas. Eu realmente tentei não reagir á raiva dele com mais raiva. Usei de toda a minha coragem. Continuei pensando que eu precisava defender o seu mal comportamento como um advogado. Disse á mim mesma que ele estava nervoso devido ao seu novo trabalho e tensão sobre uma festa que estaríamos oferecendo para toda a família dele em duas semanas. Uma vez que ele havia gritado comigo eu fiquei tão zangada que fui para o meu quarto, sentei no chão e apenas recitei daimoku. Ele veio até o quarto e me disse que sentia muito. Considerando tudo isso, as coisas estavam bem melhores do que antes de eu iniciar a mudança de meu carma. Antes nós teríamos brigado e gritado e ele teria dormido no sofá. Desta vez, os problemas foram embora quando percebeu que eu o amava mesmo quando estava zangado e irado.
Eu comecei a recitar mais tempo no domingo focando em seu sentimento de amor pelos meus filhos e sentindo que era seu sangue correndo nas veias deles. Recitei também para as crianças sentirem o mesmo por ele. Na noite passada cheguei em casa e meu marido estava preparando o jantar.
As crianças estavam na cozinha falando com ele e ajudando-o. Até mesmo meu filho, quem normalmente se esconde em seu quarto estava lá falando e rindo. Enquanto colocávamos a comida em nossos pratos meu marido disse "Eu amo você". Pensando que ele estava falando comigo eu disse "Eu amo você também". Ele então disse: "Eu estava falando com as crianças". Eles ficaram tão surpresos. Ele nunca havia lhes dito que os amava, especialmente ao meu filho. Então, ambas as crianças disseram:" nós amamos você também". Eu estava chocada. Esta era exatamente a cena que eu havia imaginado em minha mente enquanto eu recitava daimoku.
Esta prática domina tantos benefícios. Tenho que continuar a desafiar a mim mesma e perceber que é sempre escuro antes do amanhecer.
Um membro me enviou um e-mail hoje, ela parece estar sofrendo muito. Espero que este meu processo possa ajuda-la tanto quanto tem me ajudado.
Obrigada,Ann
05/12/2001Querida Jeanny,
Enviei um breve e-mail para o membro que eu comentei com você, dei a ela um relato sobre os meu benefícios deste novo procedimento que você me mostrou em relação a minha vida. Eu apenas dei a ela meus resultados sem nenhum conselho. Ela disse que estava recitando daimoku por 30 minutos todo dia com pouco progresso. Respondi que quando eu senti que estava obtendo pouco progresso com 1 hora eu forcei a mim mesma para recitar mais. Sempre quando eu fiz este esforço concretizei benefícios rápido. Espero que ela veja alguns benefícios logo assim ela será encorajada. Curando o relacionamento dela traria tanta felicidade á vida dela.
Percebi que o caminho que usei para recitar daimoku para ao meu relacionamento não estava trazendo resultados. Quando eu mudei meu foco de consertar o meu marido para consertar a mim mesma, todos os benefícios começaram a fluir. Esta prática é poderosa, mas determinação é a chave...
Amor, Ann
10/12/2001Querida Jeanny,
Uma mulher veio até a mim no trabalho hoje e me confidenciou que o relacionamento dela com seu marido é muito ruim, e a filha dela de 10 anos é de gritar, chorar e berrar o tempo todo.
Existem tantas pessoas neste mundo que vivem no estado de inferno por causa do relacionamento deles com as pessoas mais próximas a eles. Estou convencida de isto é o maior sofrimento para as pessoas em nosso mundo. Estou determinada a mostrar a prova real deste processo assim minhas experiências encorajaram outros que precisam de ajuda. Este trabalho tem de ser levado ás pessoas assim nossas casas ficarão cheias de paz, amor e harmonia.
Amor, Ann
04/02/2002Querida Jeanny,
Estou recitando fortemente para meu marido. Ele fará um teste importante no trabalho em 19 de fevereiro. Ele tem de passar neste teste para ir para a frente com a empresa. Estou recitando para que cada minuto de estudo dele tenha o efeito uma pessoa estudando por 100 minutos. Espero que seja consistente com seu próprio carma para que ele atinja seu objetivo. Me deseje sucesso.
Amor, Ann
15/02/2002Querida Jeanny,
Tinha que te enviar este e-mail para dividir com vocês os resultados de minha campanha de daimoku para que meu marido passasse nos testes. Como você sabe, ele tem estudado para estes testes por 3 meses. Se ele não atingisse o grau 70 ou acima ele seria demitido imediatamente. Ele teria apenas uma chance para passar no teste. Como você sugeriu, eu recitei para que um minuto de estudo dele seria igual a 100 minutos de uma pessoa normal. Recitei para que todas as perguntas seriam do material que ele estudou. E recitei para ele conseguir a pontuação mais alta de todas as pessoas que começaram este programa com ele. Ele pegou um resfriado forte na segunda feira e eu estava preocupada que isso afetaria o teste dele. Ele fez o teste ontem durante 6 horas e meia. Ele me ligou a meio caminho do teste e disse que não achava que estava indo bem. Eu o encorajei dizendo que se ele limpasse sua mente da dúvida e abrisse a si mesmo para o conhecimento que ele tinha armazenado de todas as horas de estudo ele triunfaria.
O resultado é que ele passou o teste com pontuação 89! Esta foi a pontuação mais alta de todas as pessoas do grupo. Ele sabia de minha campanha de daimoku e eu acho que ele está acreditando que realmente há alguma coisa nesta prática.
Amor, Ann
25/02/2002Querida Jeanny,
Eu fiquei tão feliz que tantas pessoas apareceram em nossa reunião da Divisão Feminina. Minha esperança é de que o entusiasmo e esforços sinceros de meu grupo trarão muitos membros novos para esta prática. Eu continuo a recitar pelo sucesso de meu marido em seu novo risco. Ele teve outro teste na última sexta-feira e eu recitei para que ele conseguisse um grau "A" no teste. ele conseguiu 97 pontos de 100! Ele continua a desafiar a si mesmo e vencer. Estou focando em meu daimoku para que ele possa ter renda do trabalho dele tão rápido quanto possível.
Amor, Ann
14/03/2002Querida Jeanny,
Tinha que dividir isso com você! Meu marido completou seu teste final em direção a seu objetivo no trabalho. Ele passou todos os testes com louvor. Isso foi uma clara vitória para ele.
Ele tem muitos obstáculos a enfrentar ainda antes de mudar seu carma negativo profissional.. mas tenho confiança de que ele vencerá. Eu estou saindo com ele hoje para um jantar especial para comemorar. Obrigada por me ajudar a ver o poder máximo do Gohonzon e direcionar meu daimoku para a vida dele. Dessa forma meu carma pôde ser erradicado. A auto-estima dele está brilhando absolutamente no rosto dele. Fui a primeira pessoa para quem ele telefonou depois do teste e eu senti tanto entusiasmo e compaixão por ele e sua realização.
Fé iguala-se á vida diária....tenho certeza disto.
Amor, Ann
22/03/2002Querida Jeanny,
Ontem á noite fui a reunião introdutória na SJCC e minha shakubuku recebeu seu Gohonzon. Foi um grande momento. muitas pessoas de distrito dela estavam lá para dar seu apoio. Estou pensando em dar apoio a um novo membro em meu grupo em consagrar o Gohonzon na casa dela e ajuda-la no início da prática. Sinto que ela é bem estudada e pode precisar de algum apoio em aceitar a prática literalmente (significa, você tem que fazer daimoku) e não apenas intelectualmente. Eu deverei tomar a liderança aqui?
Eu vou tentar também trazer um novo membro a minha casa no sábado para recitar daimoku por duas horas. Preciso de daimoku e penso que se eu recitar ela fará o mesmo.
Amor, Ann
01/05/2002Querida Jeanny,
Estou indo muito bem, muito ocupada com meu grupo. Estou tão feliz de estar em contato com os membros do meu grupo. É meu benefício poder fazer parte da vida deles. Me sinto como se finalmente e realmente esteja vivendo as orientações do Pres. Ikeda de ter como prioridade o suporte aos membros do grupo. Se eu puder ajudar a criar membros fortes neste grupo cheios de felicidade, que estejam armados com a Lei Mística, então esta prática certamente irá se propagar para outros e o kossen-rufu será realizado. Parece tão claro agora como fazer isso. Agradeço a você por me mostrar como realizar minha revolução humana assim eu pude vencer meu carma e meu sofrimento próprios abrindo a mim mesma para os outros.
O que eu tenho que fazer agora é encontrar mais tempo para visitar mais pessoas. Estou cheia de energia para realizar o kossen-rufu.
Tenha uma excelente viagem. Viaje em segurança.
Amor, Ann
28/05/2002Querida Jeanny,
Bem-vinda de volta..
Os líderes do meu bloco querem que meu grupo se transforme em um distrito. Eles têm me perguntado se eu quero ser a vice-líder do distrito. Eu disse ótimo.
Eu estou indo muito bem. Meu marido continua a avançar e atingir seus objetivos. Estou tão animada sobre esta aproximação com a prática. Sinto que trabalhando para este novo distrito fará minha prática ainda mais forte.
Espero que você tenha tido uma viagem agradável e segura. Esperando vê-la e ouvir tudo sobre esta viagem.
Amor, Ann
14/06/2002Querida Jeanny,
Eu queria apenas escrever e dividir outro beneficio deste grande processo de transformação cármica que você me ensinou. No último fim de semana meu marido e eu estávamos nos preparando para ir a uma festa de aniversário de um membro da família dele. Eu estava me aprontando e ele veio ao quarto muito bravo. Começou a reclamar que meu filho deixou pratos sujos perto do computador. Meu marido foi usar o computador e encontrou a bagunça. Ele estava muito bravo e queria saber o que eu ia fazer sobre isto. Fui até lá imediatamente e limpei a bagunça. Mas isso não reduziu a ira de meu marido. Continuou a reclamar e perguntar como eu iria fazer para ter certeza de que isso não aconteceria de novo. Tentei acalma-lo dizendo que falaria com meu filho e deixaria claro que isto não deveria acontecer novamente ou ele perderia o privilégio de usar o computador. A cara de meu marido ainda queimava de raiva. Enquanto nos dirigíamos para o carro meu marido disse: " se você não quiser ir, você não precisa". Eu fiquei surpresa; eu nunca disse que eu não queria ir. Expliquei que realmente queria ir a festa. Meu marido saiu então do carro, bateu a porta e foi para a garagem. Me sentei por alguns minutos tentando entender o que estava acontecendo. No passado tínhamos muito dessas "explosões' . Essas brigas continham muita gritaria e terminava com um de nós saindo de casa por muitas horas. Normalmente quando meu marido se comportava dessa forma eu ficava muito zangada e começava a gritar como ele estava se comportando de forma injusta e desprezível. Mas dessa vez eu não senti nenhuma raiva. Ao invés de culpa-lo por me tratar mal eu imediatamente tentei pensar o que estava causando esta raiva nele. Passei a ser seu advogado outra vez e tentar defender seu mau comportamento identificando a causa como se estivesse procurando o espinho na pata do leão.
Percebi que era domingo, o único dia de meu marido fora do trabalho. Ele se sentia frustrado por ter que usar este único dia livre para ir á essa festa da família. Ele adora sua família mas estava se sentindo muito estressado sobre realizar algumas tarefas da casa. A bagunça de meu filho fez com que ele visse mais uma tarefa a ser feita. Com isto em mente, fui para a garagem. Ele ainda estava muito bravo. Disse para mim:" Talvez eu devesse fazer as malas e ir embora."! Não pude acreditar que ele pudesse mesmo pensar dessa forma. Corri para ele e segurei suas mãos e disse que eu o amava profundamente , que qualquer coisa que precisasse ser feita na casa eu faria, que ele usasse o dia e relaxasse da forma que quisesse. Então, ele olhou para mim e seu rosto inteiro mudou. Coloquei em palavras a frustração que ele estava sentindo. Naquele momento seu amor por mim foi tão claro. Me deu um grande abraço e se desculpou. Fomos para a festa da família e passamos uma tarde relaxante na piscina.
Com esta experiência realmente ficou claro para mim como os dez mundos podem aparecer em nossas vidas. Por causa de meu estado de vida elevado, fui capaz de ver o sofrimento de meu marido no mundo do inferno. Ele se sentiu preso por todas as suas responsabilidades. Mas ao invés de me unir a ele no Inferno e brigar com ele naquele mundo, fui capaz de ficar firme no mundo superior e ao mesmo tempo conectada a ele. Uma vez que ouviu a minha mensagem de amor e compaixão deste estado elevado, imediatamente se uniu a mim lá. A felicidade que sentiu quando saiu do mundo de Inferno era visível em seu rosto. É realmente verdade que onde o Buda mora passa a ser a Terra do Buda . Eu tive um efeito imediato no ambiente! Na verdade eu não senti ira ou fiz julgamento ou tive ressentimento em relação a ele. Eu senti apenas compaixão e amor. Posso ver agora como Nitiren Daishonin era capaz de ver até seus executores com amor. De seu estado de vida e Estado de Buda elevados ele pôde perceber o ódio e a ira deles e sentiu compaixão.
Isso realmente funciona......Eu devo recitar, recitar e recitar para manter minha condição de vida elevado.
Todo o meu amor,Ann
Com as atualizações contínuas de Ann, o avanço na prática e a vida se abriram graciosamente e espantosamente. No dia em que ela abriu sua vida para conversar comigo, eu sabia muito claramente quais seriam os resultados baseados na sinceridade dela porque eu tenho fé absoluta no Budismo de Nitiren Daishonin. De qualquer forma, cada vez que recebia seus e-mails de atualização, meu coração ainda batia com emoção e chorava de alegria.
Graças a tremenda compaixão dela em seu caminho para a felicidade e trazer felicidade para a família e muitos outros, concordou em dividir o processo acima em maiores detalhes.
Depois de tudo, foi como a longa batalha da vida dela encontrou seu significado máximo.
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